Crise desde 2011, 2022,... 2099... Até quando?[AVISO Página#2709-Post#81255]

Tivesse vendido a TAP? Mas nao foi a PAF a iniciar o processo de privatizaçao depois revertido pelos comunas?
É verdade, tens razão.

Ele de facto tentou vender parte da TAP, mas escolheu aquele vigarista do Neeleman num processo pouco transparente, e depois foi tudo revertido pelo Costa, com custos brutais para os contribuintes.
 
É verdade, tens razão.

Ele de facto tentou vender parte da TAP, mas escolheu aquele vigarista do Neeleman num processo pouco transparente, e depois foi tudo revertido pelo Costa, com custos brutais para os contribuintes.
A TAP foi efetivamente vendida em 2015. E foi muito bem vendida.

A TAP se fosse vendida por 1€ tinha sido bem vendida.
 
Daquela lista, o que é mentira?

É incrível estarmos em 2026 a fazer revisionismo histórico de coisas que se passaram há 10 anos.

-Vendeu empresas críticas aos chineses a preço de saldo.

-Fez cortes de salários brutais e aumentos colossais nos impostos.

-Foi além da troika nos cortes das pensões, reduzindo as pensões de pessoas vulneráveis.

-Queria que fossem os trabalhadores a pagar muito mais TSU, o que originou uma das maiores manifestações do pós 25 de abril.

Todas.

A única empresa que foi verdadeiramente vendida aos chineses foi a REN.
Mas tu estás a pensar na EDP, que foi MAIORITÁRIAMENTE vendida pelo PS ao longo dos anos, e em que o Passos Coelho apenas vendeu cerca de 20%. Também acabou com a Golden Share que estava ilegal perante as normas da união europeia e o Estado ia ter que abdicar dela quer houvesse resgate da troika ou não.

As pensões mais baixas não sofreram qualquer coisa. Nem sequer nos subsídios de natal. Estamos a falar de pensões de 600€ e tal quando o salário mínimo era de 475€. Portanto não houve qualquer redução das pensões das pessoas mais vulneráveis.

A questão da TSU foi uma proposta do Paulo Portas que nunca foi aprovada. A ideia era baixar a TSU paga pelas empresas de 23,75% para 18% e aumentar a dos trabalhadores de 11% para 18%. Medida que nunca chegou a ir para a frente devido às manifestações. Mas só para teres um exemplo, a diferença do aumento da TSU global num salário base de 1000€ era 12,50€.
Agora é a parte em que te conto um segredo. A TSU é SEMPRE paga pelo trabalhador, independentemente de quem a entrega ao Estado.


Quanto ao aumento colossal de impostos, é verdade que houve um grande aumento de impostos....em grande parte pelo incesso de cortar despesa direta do estado no imediato (Tribunal constitucional). Mas agora aproveito para contar outro segredo. O António Costa nos anos seguintes nunca baixou impostos. A receita fiscal e a receita fiscal em percentagem do PIB não só nunca baixou como até aumentou.
 
Da demissão às acusações a Luís Neves. A “telenovela” no MAI em sete episódios

Grande novela que para aqui vai...

De realçar estes pontos:
Entre as acusações do dirigente demissionário está uma alegada “auditoria interna” que terá provado que a SIRESP SA “recebe do Estado uma indemnização compensatória média de 26 milhões de euros anuais, desde 2021”, embora “o custo efetivo do funcionamento da rede” não passe dos 14,8 milhões.

Os restantes gastos de 11 milhões são explicados por Carrilho com “ordenados principescos” da administração, gastos de depreciações “nunca explicitados”, “assessorias de comunicação, consultorias técnicas, contabilidade e advogados” e “centenas de milhares de euros em rendas de escritórios luxuosos no Saldanha” e “contratos de aluguer de viaturas de topo”.

“Provámos, tecnicamente, que a SIRESP SA não executa qualquer atividade operacional relevante — uma vez que toda a operação e manutenção da rede estão subcontratadas a fornecedores privados desde 2022/2023″, acrescenta.
Ao Público, o gestor fez acusações ainda mais graves direcionadas a Luís Neves, afirmando: “O ministro pressionou-me para cometer ilegalidades.” Entre elas, uma suposta orientação da tutela para que a construção ou reabilitação de postos da GNR ou de esquadras da PSP passasse a ser feita por ajustes diretos simplificados, dizendo também: “O ministro justificou que era assim que se fazia na Polícia Judiciária.” E sublinhando: “O ministro tratava-nos como uns burocratas porque fazíamos questão de cumprir a lei.”
“Ao longo destes meses, o que eu trenho sentido é de facto um esforço permanente no sentido de imputar à Secretaria-Geral responsabilidades que não são suas. Seja no dossiê do SIRESP, seja no dossiê do PRR, em que, na prática, a SIRESP SA se recusou a levar a cabo 30 milhões de euros em procedimentos de contratação pública e a veio alegar que não tinha capacidade técnica ou conhecimentos na área, pese embora, depois, tenha sucessivamente condicionado esses mesmos procedimentos”, disse.
Já esta terça-feira, Ricardo Carrilho voltou à televisão, desta vez à SIC Notícias. “Em várias ocasiões, houve de facto a indicação do Sr. ministro [Luís Neves] de que eu não deveria remeter comunicações escritas, de que eu não deveria inundar as caixas do correio do Sr. ministro e dos Srs. secretários de Estado, com emails, ou com ofícios, e de que tudo se resolvia em reuniões de 15 minutos, em que eu alegadamente falaria com o Sr. ministro e resolveríamos as questões. Questões estas que relevam de milhões de euros de financiamento quer nacional, quer europeu”, apontou.

Conhecendo o histórico recente do Luís Neves, e os seus atos de "extraordinária gestão", acredito que a procissão ainda vai no adro...
 
. O António Costa nos anos seguintes nunca baixou impostos. A receita fiscal e a receita fiscal em percentagem do PIB não só nunca baixou como até aumentou.
A malta já se esqueceu da taxinha dos sacos de plástico, da taxinha sobre o açucar nas bebidas, no complemento extra do ISP entre tantas outras taxas e taxinhas que o PS no reinado de António Costa impôs ao Povo.

Não admira portanto que continue a existir intenção de voto no PS. Povo cego, burro e esquecido.

Mas pronto, a malta também não sabe ideia de que o Imposto de Selo vem de tempos régios e também era para ser uma medida temporária. 😅
 
É verdade, tens razão.

Ele de facto tentou vender parte da TAP, mas escolheu aquele vigarista do Neeleman num processo pouco transparente, e depois foi tudo revertido pelo Costa, com custos brutais para os contribuintes.
O Neelman é um vigarista?

Quer dizer... Gere uma empresa, começa a obter lucro e só porque usou de artifícios de engenharia financeira e fiscal, permitidas pelas Leis da UE e Portugal, e é um vigarista?

António Costa é o quê?

Uma coisa que o Neelman fazia e que diz algo da sua personalidade era a forma como muitas vezes ele chegava aos escritórios da TAP. Várias vezes o vi a ir a pé das chegadas do Terminal 1 à sede da TAP.

Já o filho do Humberto Pedrosa (aquele que meteu de cunha o filho do Costini no grupo B.) adorava se pavonear no seu MB S500.
 
Quanto ao aumento colossal de impostos, é verdade que houve um grande aumento de impostos....em grande parte pelo incesso de cortar despesa direta do estado no imediato (Tribunal constitucional). Mas agora aproveito para contar outro segredo. O António Costa nos anos seguintes nunca baixou impostos. A receita fiscal e a receita fiscal em percentagem do PIB não só nunca baixou como até aumentou.
Isso é algo caricato.

O pessoal queixa-se de o PPC ter subido impostos, numa altura em que o estado estava em risco de bancarrota.

Mas os governos que o seguiram não reverteram todos os aumentos que o PPC fez, mesmo já estando numa situação mais favoravel para o fazer.
 
A malta já se esqueceu da taxinha dos sacos de plástico, da taxinha sobre o açucar nas bebidas, no complemento extra do ISP entre tantas outras taxas e taxinhas que o PS no reinado de António Costa impôs ao Povo.

Não admira portanto que continue a existir intenção de voto no PS. Povo cego, burro e esquecido.

Mas pronto, a malta também não sabe ideia de que o Imposto de Selo vem de tempos régios e também era para ser uma medida temporária. 😅
Por acaso o imposto sobre os sacos de plásticos foi do passos coelhos. Mas esse é o chamado imposto suicida, ou seja, é um imposto que ao ser aplicado leva ao fim do acto tributável em que incide. Que era precisamente o objectivo, acabar com a quantidade absurda de consumo de sacos de plástico.

Mas é inegável que o que o António Costa fez foi trocar receita de impostos diretos por impostos indirectos fingindo com isto que estava a baixar impostos.
Na verdade os impostos indiretos são muito piores para os mais pobres porque são impostos cegos e que tem um peso muito maior no rendimento dos mais pobres do que dos mais ricos.
 
Estas coisas que o DigCB tem vindo a falar, são tudo coisas que infelizmente nem o proprio PPC nem o seu governo souberam comunicar ao povo de forma mais clara.
Sim, eu sei que a CS nao ajudou, sim, sei que a oposiçao é oportunista, mas ainda assim, era um desafio fazível.

No lado oposto temos os governos de Antonio Costa,maquinas de propaganda bem oleadas....

É que sinceramente meus senhores, eu ainda estou pa saber UMA ÚNICA coisa que tenha ficado MELHOR após os 8 anos de costa....
 
Por acaso o imposto sobre os sacos de plásticos foi do passos coelhos. Mas esse é o chamado imposto suicida, ou seja, é um imposto que ao ser aplicado leva ao fim do acto tributável em que incide. Que era precisamente o objectivo, acabar com a quantidade absurda de consumo de sacos de plástico.

Mas é inegável que o que o António Costa fez foi trocar receita de impostos diretos por impostos indirectos fingindo com isto que estava a baixar impostos.
Na verdade os impostos indiretos são muito piores para os mais pobres porque são impostos cegos e que tem um peso muito maior no rendimento dos mais pobres do que dos mais ricos.
Eu desconfio que funcionou melhor do que eles queriam.

De acordo com os dados oficiais do Instituto Nacional de Estatística (INE), o Estado arrecadou apenas 3,3 milhões de euros com este imposto, quando a estimativa orçamental apontava para um encaixe de 20 milhões de euros. O resultado representa uma quebra acentuada face ao esperado, justificada tanto pela alteração de comportamentos dos operadores económicos como por atrasos e indefinições na regulamentação de novas taxas associadas à fiscalidade verde.
 
Eu desconfio que funcionou melhor do que eles queriam.

De acordo com os dados oficiais do Instituto Nacional de Estatística (INE), o Estado arrecadou apenas 3,3 milhões de euros com este imposto, quando a estimativa orçamental apontava para um encaixe de 20 milhões de euros. O resultado representa uma quebra acentuada face ao esperado, justificada tanto pela alteração de comportamentos dos operadores económicos como por atrasos e indefinições na regulamentação de novas taxas associadas à fiscalidade verde.
Não sei em que ano se verificou essa receita de 3 milhões (que não é quase nada).

A IA diz isto:

"A Trajetória da Receita Fiscal
  • 2015 (O Ano de Lançamento): No primeiro ano de aplicação da taxa, o Estado arrecadou cerca de 1,5 milhões de euros. O valor ficou muitíssimo abaixo da previsão inicial do Governo, que estimava arrecadar 40 milhões de euros. [1]
  • 2018–2022 (A Queda Total): Nos anos seguintes, os valores caíram para patamares irrisórios. Ao fim de sete anos acumulados de vigência da taxa (entre 2015 e 2022), o imposto tinha rendido um total de apenas 2,1 milhões de euros ao Estado — com anos específicos (como 2018) a registarem receitas praticamente nulas de apenas alguns milhares de euros nas estatísticas oficiais. [1, 2, 3]
  • O Consumo Atual: Segundo os dados da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), o consumo per capita de sacos de plástico leves fixou-se em 13,6 sacos por habitante ao ano. Este número representa uma redução drástica face aos 466 sacos per capita consumidos antes de a lei entrar em vigor. [1, 2]"

Resumindo, o imposto é praticamente igual a zero.

Ou como eu disse, é um imposto suicida.
 
'Our future is being robbed': Greta Thunberg joins France student protests against school conditions on Tuesday ahead of fresh nationwide demonstrations, with authorities and participants wary of further violence.


desde a flotilha que este emplastro não tinha nada parvo com que se entreter 😂
 
É incrível estarmos em 2026 a fazer revisionismo histórico de coisas que se passaram há 10 anos.
As pensões mais baixas não sofreram qualquer coisa. Nem sequer nos subsídios de natal. Estamos a falar de pensões de 600€ e tal quando o salário mínimo era de 475€. Portanto não houve qualquer redução das pensões das pessoas mais vulneráveis.

A questão da TSU foi uma proposta do Paulo Portas que nunca foi aprovada. A ideia era baixar a TSU paga pelas empresas de 23,75% para 18% e aumentar a dos trabalhadores de 11% para 18%. Medida que nunca chegou a ir para a frente devido às manifestações. Mas só para teres um exemplo, a diferença do aumento da TSU global num salário base de 1000€ era 12,50€.
Agora é a parte em que te conto um segredo. A TSU é SEMPRE paga pelo trabalhador, independentemente de quem a entrega ao Estado.


Quanto ao aumento colossal de impostos, é verdade que houve um grande aumento de impostos....em grande parte pelo incesso de cortar despesa direta do estado no imediato (Tribunal constitucional). Mas agora aproveito para contar outro segredo. O António Costa nos anos seguintes nunca baixou impostos. A receita fiscal e a receita fiscal em percentagem do PIB não só nunca baixou como até aumentou.
As pensões mais baixas, nomeadamente aquelas abaixo do SMN foram congeladas de 2010 a 2015, enquanto o SMN cresceu penso que em 2014 e 2015.
Isto é olhar para o copo meio cheio ou meio vazio, na minha óptica as pessoas mais vulneráveis (pensionistas com pensões logo abaixo do SMN) sofreram qualquer coisa.

Sobre a TSU, as tuas contas estão certas. Mas o aumento em 1000€ daria 70€ a mais para o trabalhador. (57€ a menos para a empresa e no total 12.5€ a mais para o estado)
E naquele contexto as empresas nunca, jamais e em tempo algum entregariam os 57€ que iriam pagar a menos ao trabalhador.
 
Confirmado a venda da TAP, 1.201 milhões por 44.90%. Ou seja uma avaliação total superior a 2.500 milhões. Um bom resultado.

(se bem que a conta não é assim tão directa. inclui a entrega de 5% aos trabalhadores e a venda de catering e afins. E uma proposta para os restantes 50.1% que inclui 5% na Lufthansa.)
 
Confirmado a venda da TAP, 1.201 milhões por 44.90%. Ou seja uma avaliação total superior a 2.500 milhões. Um bom resultado.

(se bem que a conta não é assim tão directa. inclui a entrega de 5% aos trabalhadores e a venda de catering e afins. E uma proposta para os restantes 50.1% que inclui 5% na Lufthansa.)
Se o Estado for inteligente mantem esses 5% no seu portfolio ad eternum e fica só a receber dividendos que depois podem ser abatidos ao défice...
 
Ó @jimbo, anda cá ver isto:

“É como pôr um lobo dentro da capoeira”: secretário-geral do MAI exonerado denuncia impossibilidade de fiscalizar o SIRESP

O Estado paga todos os anos uma compensação de 26 milhões de euros à SIRESP S.A. para que a rede de comunicações de emergência, usada pela GNR, PSP, bombeiros, Proteção Civil e INEM funcione. Para pagar, a SGMAI deve confirmar que a empresa cumpre o que lhe é exigido: disponibilidade da rede, tempos de reparação, cobertura, e não só.

Apesar de, desde 2021, não haver um contrato de serviço público entre a empresa e o Estado, a SGMAI conseguia verificar o estado da rede de comunicações de emergência porque presidia ao Conselho de Utilizadores, onde ficava a conhecer o nível de serviço prestado pela SIRESP S.A.. Com a tomada de posse do novo presidente, Viegas Nunes, o Governo determinou que passaria a ser o militar a presidir ao órgão, retirando esse papel à SGMAI.


O verniz estalou em agosto, quando o Despacho n.º 1064/MAI/XXV/2026 do Ministério de Luís Neves determinou que a SGMAI "continue a assegurar a verificação do cumprimento das obrigações de serviço a cargo da SIRESP, S.A., para efeitos de pagamento da respetiva indemnização compensatória".

Nos documentos a que a SIC teve acesso, a SGMAI responde ao Ministério da Administração Interna a dizer que não há critérios definidos, pelo que, legalmente, está impedida de fazer pagamentos. (...) Se a tutela quisesse que os pagamentos avancem, a SGMAI pedia ao ministro Luís Neves que assentasse essa decisão numa "orientação superior expressa", em que o Ministério e o ministro assumiriam os riscos. Sem essa orientação, escrevia Ricardo Carrilho, o seu papel fica reduzido a uma “dimensão financeira e procedimental", ou seja, a processar a transferência.

Quatro pedidos, nenhuma resposta​

A 13 e 14 de agosto, a SGMAI enviou quatro ofícios ao presidente do conselho de administração, major-general Paulo Viegas Nunes:


  • Esclarecimentos sobre os pagamentos: encargos com serviços jurídicos, condições para validar os pagamentos, identificação dos órgãos sociais e poderes de decisão
  • Uma proposta de contrato de serviço público até 1 de setembro, com obrigações, níveis de serviço, indicadores e mecanismos de controlo
  • Um inquérito de satisfação aos utilizadores da rede com 52 perguntas em sete dimensões
  • Um pedido sobre o funcionamento do helpdesk da rede
No ofício de 7 de setembro, a SGMAI diz que não obteve resposta a nenhuma destas matérias. Escreve que "subsiste um manifesto desrespeito, por parte da SIRESP S.A., quanto às implicações decorrentes do Despacho n.º 1064/MAI/XXV/2026".

O inquérito aos utilizadores da rede de comunicações é um dos pontos do conflito. No ofício que o propõe, e a que a SIC teve acesso, a SGMAI argumenta que a avaliação "assenta, atualmente, de forma quase integral, em indicadores apurados e reportados pela própria SIRESP, S.A." e que esse reporte "mede a rede conforme instrumentada, e não o serviço conforme recebido pelas forças e serviços de segurança".

Por outras palavras, é a entidade que está a ser avaliada que entrega os dados com que vai ser escrutinada e não os utilizadores da rede.

“Poe-se a raposa dentro do galinheiro”, disse Ricardo Carrilho em entrevista è SIC Notícias. “Se a GNR, PSP ou qualquer outro tiver razões de queixa quanto ao funcionamento da rede vai-se queixar a quem está a ganhar dinheiro graças à existência da própria rede”, exemplificou.
A exposição de 13 de agosto a que a SIC teve acesso resume o princípio assim: "A entidade beneficiária da indemnização compensatória não pode simultaneamente dirigir funcionalmente os recursos responsáveis pela produção dos elementos que suportam a validação" dos pagamentos. O mesmo documento invoca regras de segregação de funções do regime do setor empresarial do Estado e, para investimentos com fundos europeus, da legislação da União Europeia, além da fiscalização do Tribunal de Contas.


O documento acrescenta que "a discrepância entre indicadores de disponibilidade agregada e experiência operacional concreta é conhecida e recorrente". Cita a cobertura no interior de edifícios e em áreas florestais, o comportamento da rede quando há muitos utilizadores em simultâneo e os prazos de reparação de infraestruturas avariadas. E remata: “A verificação de uma obrigação de serviço público não pode repousar apenas na declaração do respetivo beneficiário.”

A SGMAI queria recolher as respostas numa plataforma própria, deixando à SIRESP S.A. apenas o envio do link aos utilizadores. Segundo o ofício de 7 de setembro, não foi demonstrado que o questionário alguma vez tenha sido divulgado.

Como poupar 11 milhões?​

Numa informação de 16 de julho sobre a reforma do ministério a que a SIC teve acesso, a SGMAI propôs extinguir a SIRESP, S.A. e reintegrar as suas competências na própria Secretaria-Geral (Cenário A) ou num novo instituto público (Cenário B). Nesse documento, a Secretaria-Geral descreve a empresa como uma estrutura que "não executa diretamente qualquer atividade operacional relevante, funcionando, na prática, como estrutura de gestão contratual".

Isto acontece porque, desde há alguns anos, os meios técnicos da rede de comunicações foram divididos em 7 lotes e entregues, por concurso, a empresas privadas.

Na prática, a SIRESP S.A. não tem nenhum intervenção prática na rede de comunicações, limitando-se a ser quem gere os contratos. A SGMAI entende que, para gerir os contratos, não é necessário manter uma empresa independente. A poupança começaria no “aluguer de escritórios no Saldanha, carros de luxo para os órgãos sociais e ordenados principescos”, disse à SIC o ex-Secretário Geral do MAI, RIcardo Carrilho. A SGMAI estima que, a decisão de extinguir a empresa, conseguiria poupar cerca de 11 milhões de euros por ano ao erário público sem prejudicar em nada a rede de comunicações de emergência.

Pagar uma indemnização compensatória com pressupostos definidos pelo próprio beneficiário?
E os ministros que por lá passaram, sempre aprovaram isto? Ninguém questiona nada?
Os jornalistas já deviam estar a questionar o José Luís Carneiro que foi Ministro da Administração Interna...

Percebem agora como desaparece o dinheiro dos nossos impostos?
Multipliquem isto por situações semelhantes entre os vários ministérios, empresas públicas, observatórios, comissões, fundações, câmaras, juntas, etc...

O único fulano que fez frente ao ministro e recusou pagar sem uma autorização expressa e escrita da tutela, foi demitido e enxovalhado pelo ministério...
 
Voltar
Superior