Greve - porquê sempre as 6ªs feiras?

Não, de facto não percebeste.

A solução foi uma quantidade significativa de pessoas deixarem de colocar a sua viatura pessoal ao serviço da entidade até que os valores em falta fossem regularizados e fazerem um dia de greve. A solução resolveu-se integralmente ao fim de uns dias.

Até lá, andavam os "empregados a sustentar o patrão" e a trabalhar como sempre, inclusive fora do horário normal de trabalho sempre que necessário.
Eu percebi a razão, não concordo com a greve que faz perder dinheiro para justificar outra falta de dinheiro.

Já me aconteceu isso exatamente há uns anos, usei o meu carro, não me pagaram, depois voltei a usar e não pagaram... depois disse, não vou usar mais vez nenhuma, e pagaram.
 
Eu percebi a razão, não concordo com a greve que faz perder dinheiro para justificar outra falta de dinheiro.

Já me aconteceu isso exatamente há uns anos, usei o meu carro, não me pagaram, depois voltei a usar e não pagaram... depois disse, não vou usar mais vez nenhuma, e pagaram.
Ok.
A questão é que os carros tinham sido parados há umas semanas e nada de regularizarem. A solução foi parar de trabalhar (greve), assumindo naturalmente as consequências disso. Como referi, em 40 anos tive duas situações/2 dias.

Quanto a concordar ou não com a greve, o que eu acho é que deve ocorrer como último recurso.
Mas coisas vistas por fora, às vezes parecem uma coisa e por dentro são outras. É importante conhecer (ou tentar perceber) por dentro para opinar sobre a razoabilidade de quem faz a greve. Ninguém faz de boa vontade.
Muitas vezes é o dinheiro, mas na maioria das vezes são outros fatores.
 
Capitalista é o Patrão! a explicação da greve é essa que falaste, ou seja o trabalhador prejudicar a entidade patronal ... é esta a explicação comunista!

Agora se interpretarmos isto, se o empregado faz greve prejudica o patrão e a empresa, mas é a empresa que o alimenta... tudo o que empregado tem vem da empresa que por sua vez foi criada pelo patrão. Na verde é um tiro nos pés , é o empregado prejudicar quem o alimenta.:eek:
Mas claro a função publica que sabe que tem o dinheiro no fim do mês quer trabalhem ou não e que o seu patrão é o Estado que "nunca" vai á falência , estão sempre em greve.
Depois ainda há os transportes que é outra palhaçada .

A greve é uma ideia perversa, o gajo que inventou a greve devia ser um psicopata , eu nunca fiz greve , e sou totalmente contra greves e acabava com isso tudo.
É precisamente o contrário: quem alimenta o patrão é o que sobra do valor criado pelo trabalhador, depois de cobertos os custos de funcionamento da empresa. Ou seja, é o lucro.
A consequência de deixar de haver greves seria a supremacia total e absoluta dos capitalistas. Como deixavam de ter de enfrentar sindicatos, todos os resultados que a empresa produzisse eram empochados e revertiam para o capitalista. Que é o que todo o capitalista ambiciona - sempre, sempre mais, até conseguir os 100% de 100 possíveis. E em grande medida é o que já está a acontecer com o capitalismo neoliberal, e com a versão portuguesa dele. Aqui os 5% de cima absorvem mais de 50% da riqueza e do rendimento nacional. E se lhes juntarmos os 5% seguintes, então são entre 2/3 e 3/4 para os 10% de cima, e entre 1/4 e 1/3 para os 90% de baixo.
É evidente que se os portugueses tivessem consciência disso, esses 90% de baixo não iam ficar nada satisfeitos com a ideia de terem de viver com 25 ou 30% do rendimento e da riqueza nacional, enquanto os 10% de cima se alambazam com 70 ou 75%
Isso ia ditar o fim da ideologia neoliberal, se calhar através de meios mais devastadores que as pacíficas greves.
 
É precisamente o contrário: quem alimenta o patrão é o que sobra do valor criado pelo trabalhador, depois de cobertos os custos de funcionamento da empresa. Ou seja, é o lucro.
A consequência de deixar de haver greves seria a supremacia total e absoluta dos capitalistas. Como deixavam de ter de enfrentar sindicatos, todos os resultados que a empresa produzisse eram empochados e revertiam para o capitalista. Que é o que todo o capitalista ambiciona - sempre, sempre mais, até conseguir os 100% de 100 possíveis. E em grande medida é o que já está a acontecer com o capitalismo neoliberal, e com a versão portuguesa dele. Aqui os 5% de cima absorvem mais de 50% da riqueza e do rendimento nacional. E se lhes juntarmos os 5% seguintes, então são entre 2/3 e 3/4 para os 10% de cima, e entre 1/4 e 1/3 para os 90% de baixo.
É evidente que se os portugueses tivessem consciência disso, esses 90% de baixo não iam ficar nada satisfeitos com a ideia de terem de viver com 25 ou 30% do rendimento e da riqueza nacional, enquanto os 10% de cima se alambazam com 70 ou 75%
Isso ia ditar o fim da ideologia neoliberal, se calhar através de meios mais devastadores que as pacíficas greves.
A implementação costuma terminar bem Arnaldo... nem sei por que razão não vais já a caminho de um desses paraisos.
 
É precisamente o contrário: quem alimenta o patrão é o que sobra do valor criado pelo trabalhador, depois de cobertos os custos de funcionamento da empresa. Ou seja, é o lucro.
A consequência de deixar de haver greves seria a supremacia total e absoluta dos capitalistas. Como deixavam de ter de enfrentar sindicatos, todos os resultados que a empresa produzisse eram empochados e revertiam para o capitalista. Que é o que todo o capitalista ambiciona - sempre, sempre mais, até conseguir os 100% de 100 possíveis. E em grande medida é o que já está a acontecer com o capitalismo neoliberal, e com a versão portuguesa dele. Aqui os 5% de cima absorvem mais de 50% da riqueza e do rendimento nacional. E se lhes juntarmos os 5% seguintes, então são entre 2/3 e 3/4 para os 10% de cima, e entre 1/4 e 1/3 para os 90% de baixo.
É evidente que se os portugueses tivessem consciência disso, esses 90% de baixo não iam ficar nada satisfeitos com a ideia de terem de viver com 25 ou 30% do rendimento e da riqueza nacional, enquanto os 10% de cima se alambazam com 70 ou 75%
Isso ia ditar o fim da ideologia neoliberal, se calhar através de meios mais devastadores que as pacíficas greves.
Essa é uma conversa que merece discussão, faz lembrar o que apareceu primeiro o ovo ou a galinha ..

Para os esquerdalhas alérgicos ao trabalho , o empregado alimenta o patrão ... tem um pouco de verdade pois o emprego alimenta a empresa.

Mas... sem patrão não havia esse emprego, e esse empregado deixava de o ser e morria á fome.

Mas ha uma coisa que é preciso entender, dos pobres não se espera nada, algum pobre te deu alguma coisa? a mim não, todo o que tenho é de negócios feitos com gente com dinheiro.

A diferença é que muitos patrões tem património e sem os empregados vendiam tudo e podiam alguns ficar ricos para sempre, mas o empregado sem o patrão fica pobre.

A diferença no mundo está no investidor/empresário, esse é o melhor amigo do pobre.... imagina um local só de pobres , não ha evolução nenhuma arriscam a morrerem todos de fome, mas se lá colocares um empresário bom, ele mete os pobres todos a trabalhar e já nao morrem á fome.
 
Sim, tens razão, o dia de greve, apesar de ter desconto (naturalmente) no vencimento, é uma falta justificada.

Se a falta fosse injustificada é que haveria também desconto proporcional dos dias de fim de semana.
Há várias questões aqui...
Greve é uma coisa diferente, nem sequer é falta justificada.
Mas é um ação coordenada de trabalhadores "associados", o que significa que a ausência de trabalhadores não filiados em organizações que convocaram ou que aderiram naquele dia não é greve, é falta.
 
Há várias questões aqui...
Greve é uma coisa diferente, nem sequer é falta justificada.
Mas é um ação coordenada de trabalhadores "associados", o que significa que a ausência de trabalhadores não filiados em organizações que convocaram ou que aderiram naquele dia não é greve, é falta.
Não, os trabalhadores não sindicalizados também podem aderir à greve. Não têm falta.
 
Há várias questões aqui...
Greve é uma coisa diferente, nem sequer é falta justificada.
Mas é um ação coordenada de trabalhadores "associados", o que significa que a ausência de trabalhadores não filiados em organizações que convocaram ou que aderiram naquele dia não é greve, é falta.
Greve é falta justificada (com desconto no vencimento) para todos, sejam sindicalizados ou não.
 
Quanto à greve ser falta:

Artigo 536º Efeitos da greve
1 - A greve suspende o contrato de trabalho de trabalhador aderente, incluindo o direito à retribuição e os deveres de subordinação e assiduidade.
...
3 - O período de suspensão conta-se para efeitos de antiguidade e não prejudica os efeitos decorrentes desta.

Artigo 249.º Tipos de falta
1 - A falta pode ser justificada ou injustificada.
2 - São consideradas faltas justificadas:
a) As dadas, durante 15 dias seguidos, por altura do casamento;
b) A motivada por falecimento de cônjuge, parente ou afim, nos termos do artigo 251.º;
c) A motivada pela prestação de prova em estabelecimento de ensino, nos termos do artigo 91.º;
d) A motivada por impossibilidade de prestar trabalho devido a facto não imputável ao trabalhador, nomeadamente observância de prescrição médica no seguimento de recurso a técnica de procriação medicamente assistida, doença, acidente ou cumprimento de obrigação legal;
e) A motivada pela prestação de assistência inadiável e imprescindível a filho, a neto ou a membro do agregado familiar de trabalhador, nos termos dos artigos 49.º, 50.º ou 252.º, respectivamente;
f) A motivada pelo acompanhamento de grávida que se desloque a unidade hospitalar localizada fora da ilha de residência para realização de parto.
g) A motivada por deslocação a estabelecimento de ensino de responsável pela educação de menor por motivo da situação educativa deste, pelo tempo estritamente necessário, até quatro horas por trimestre, por cada um;
h) A motivada por luto gestacional, nos termos do artigo 38.º-A;
i) A de trabalhador eleito para estrutura de representação coletiva dos trabalhadores, nos termos do artigo 409.º;
j) A de candidato a cargo público, nos termos da correspondente lei eleitoral;
k) A autorizada ou aprovada pelo empregador;
l) A que por lei seja como tal considerada.
3 - É considerada injustificada qualquer falta não prevista no número anterior.

A greve não pode ser apresentada em lado nenhum como falta, no relatório único tem um anexo específico, e nos registos para simplificar aceitam que esteja falta justificada desde que seja possível determinar e separar que é devido a greve.
 
... A greve não pode ser apresentada em lado nenhum como falta, no relatório único tem um anexo específico, e nos registos para simplificar aceitam que esteja falta justificada desde que seja possível determinar e separar que é devido a greve.
Não é o RU que faz a lei. A lei é que levou à existência do relatório único.
 
Não é o RU que faz a lei. A lei é que levou à existência do relatório único.
Mas lê o que eu escrevi na mesma mensagem antes deste trecho e também o que tu escreveste na resposta seguinte...
E não contestei a parte de trabalhadores não abrangidos pela greve poderem ter falta injustificada porque seria uma discussão difícil pois encontras na internet muitas opiniões..., mas a situação que eu sei, e que morreu à nascença e não foi para lado nenhum dizia que o trabalhador não estava abrangido por numa convocatória e então era falta injustificada e o trabalhador sozinho não podia decidir sobre a greve.
 
Para haver greve ela tem que ser convocada por uma entidade que tenha a devida "credibilidade/cerificação" para isso, ou seja, um sindicato.
Nesses termos a greve passa a ser legal e quaqluer trabalhador pode aderir á mesma, seja ou não sindicalizado.

A questão da flata ser ou não justificada não se restringe ao que está tipificado no art.º 249º. Como tu referes, o 536º, suspende o contrato de trabalho, logo ...

Claro que um qualquer caramelo não pode acordar de manhã e dizer que está de greve ... ;)
 
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