Este tópico é irreal, mas compreende-se tendo em conta que:
Tirado da
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"Sabia que muitos jovens portugueses pensam que a sida é uma doença inventada para modelar comportamentos sexuais? Que outros acreditam que é coisa de homossexuais e toxicodependentes? Que alguns associam a prevenção da doença ao uso da pílula? A informação abunda, mas as crenças sobre a sida entre os jovens são do mais tortuoso que existe. Querer saber mais é uma obrigação de todos.
A informação pode bem ser a arma mais insidiosa de todas. Alguém poderia acreditar que, à entrada do século XXI e na viragem da sociedade da informação para a do conhecimento, centenas de reportagens, debates televisivos e spots informativos depois, se pudesse afirmar tão simplesmente que a sida não existe? Que é, quando muito, uma doença de homossexuais e toxicodependentes e, que, no limite, até poderá ser uma invenção elaborada por mentes, sexualmente falando, com intuitos repressivos?
Na sua tese de doutoramento sobre as crenças dos jovens acerca da sida, defendida na Universidade de Salamanca, Orquídea Lopes recolheu uma amostra de 1000 adolescentes, entre os 14 e os 16 anos, constatando que "muitos jovens não acreditam na existência da doença, por não conhecerem (86,9%), realmente, pessoas infectadas".
As atitudes relativamente à sida são complexas e, resumidamente, sintetizam-se do seguinte modo: "Os jovens estão informados, têm conhecimentos sobre a doença, mas adoptam atitudes erradas", como confirmou Orquídea Lopes, professora do Ensino Secundário, ao EDUCARE.PT. Algumas dessas atitudes passam por confundir o HIV com a sida, por acreditarem que a pílula é uma das formas de prevenir a doença, por avaliarem o parceiro sexual pelo aspecto físico, para daí concluírem que não há risco de contágio.
Regra geral, quanto mais informados se afirmam os inquiridos acerca da sida, mais crenças incorrectas têm e menos vontade exprimem de quererem saber mais sobre a doença. Nos homens, o cepticismo relativamente à sida é maior do que nas mulheres. "Têm a crença que é uma doença que não existe, que é uma moda e que foi inventada só para evitar condutas reprovadas socialmente", detectou Orquídea Lopes.
Em Portugal, há 19 mil casos de seropositivos declarados, colocando o País no topo da lista de infectados da União Europeia. Se estes números não bastassem já para nos pôr de sobreaviso, poder-se-ia ainda acrescentar que o grupo etário que apresenta maiores índices de casos se situa entre os 25 e os 30 anos, a maioria dos quais infectados na adolescência. Perante os dados, nem sequer é suficiente arrumar o problema num canto resguardado da memória, com o argumento de que este é um assunto de grupos de risco. É que os heterossexuais constituem o grupo dos segundos mais infectados no País.
E, no entanto, os adolescentes inquiridos por Orquídea Lopes (numa amostra que percorreu escolas de 15 dos 18 distritos do País) continuam a acreditar que "a sida é uma doença dos outros, que a eles nada lhes acontece, que sabem tudo o que é preciso saber sobre a sida, formas de transmissão e prevenção". Neste imbróglio de crenças incorrectas, informação quanto baste e atitudes erradas, nem a mensagem do preservativo passou. "Muitos jovens dizem que é caro, que têm vergonha de o usar, que não o usam porque, se o fazem, estão a construir uma relação de desconfiança", explica a autora do estudo.
Há que esclarecer, a bem da verdade, que estamos a falar de adolescentes que afirmam não terem iniciado ainda a vida sexual (em 63,3% dos casos), o que nos poderia levar a pensar que a inexperiência explica boa parte das contradições. Contudo, se a maioria afirma nunca ter tido relações sexuais, uma percentagem significativa (39%) admite querer ter em breve, sendo que muitos deles poderão levar para a sua iniciação o manancial de crenças incorrectas."
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http://www.educare.pt/reportagem_novo.asp?fich=REP_20030513_152
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Eu não sou contra a discussão, essencialmente do que tem discussão. Relativamente ao que não tem discussão e admito que o universo das questões sem discussão não seja muito vasto, antes restrito, eu digo que é pouco recomendavel dar palpites, opiniões. Neste caso especifico pode levar pessoas a por em duvida que a SIDA exista, que é provocada pelo HIV e que se morra de SIDA.
Agora discutam o que quiserem mas atentem que:
1º A SIDA existe.
2º O HIV 1 e 2 provocam a doença.
3º Os comportamentos de risco potenciam a propagação do virus.
4º Morre-se de SIDA, quer se tenha uma vida desregrada ou cuidada.
5º Nem queiram saber como geralmente se morre. Adianto-vos que é muito mau, mau de mais para se pensar que se possa duvidar.