O Banco do Estado serve para estas pequenas grandes coisas...

alguem me explica qual o problema de emprestar 500 milhoes a quem tem fortunas na ordem dos 2,5 mil milhoes ? a ver se eu percebo ?
se em vez da caixa fosse o santander ? qual seria a teoria da conspiração ?


Bem, no BCP também se "emprestadaram" milhões de euros a quem tinha bem mais do que o montante em causa, e não foi por isso que a dívida foi saldada...

Eu até propunha a todos os devedores do BCP com dívidas inferiores aos agora mediáticos montantes perdoados, para não pagarem e solicitarem tratamento de favor similar a esses insólitos observados na banca privada!

Desde que a CGD não faça o mesmo nada a obstar ao empréstimo, uma vez que este é, por definição do negócio bancário, uma vantagem para a instituição (repito: desde que pago com os juros legais e devidos!).
 


Essa é noticia ainda é mais idiota que o que se diacute aqui.
ate parece que a caixa ao emprestar 500 milhoes ficou sem dinheiro para emprestar para outras coisas [:)][:)][:)][:)][:)][:)].

500 milhoes é meio dia de bolsa.

alem disso o dinheiro não desaparece da economia [:D], se alguem comprou é porque alguem vendeu, e quem vendeu vai investir noutar coisa.

neste pais de factoa exploração da inveja tem terreno fertil !
 
Essa é noticia ainda é mais idiota que o que se diacute aqui.
ate parece que a caixa ao emprestar 500 milhoes ficou sem dinheiro para emprestar para outras coisas [:)][:)][:)][:)][:)][:)].

500 milhoes é meio dia de bolsa.

alem disso o dinheiro não desaparece da economia [:D], se alguem comprou é porque alguem vendeu, e quem vendeu vai investir noutar coisa.

neste pais de factoa exploração da inveja tem terreno fertil !
Caro amigo, não me parece que a "inveja" tenha qualquer lugar nesta equação, até porque, e como refere a notícia, "... Vítor Constâncio “tem a sua própria idoneidade técnica e de rigor profissional profundamente atingida, pelo que tem de mudar de atitude” e esclarecer sobre a “gestão do BCP e da CGD, ou, então, inibir-se em definitivo de ser parte de todos estes processos”.", sic, e uma coisa destas não se afirma de ânimo leve nem com fundamentações baseadas em sentimentos!... [;)]
 
Este empréstimo só poderá ser questionado se se verificar que esse montante poderia ter sido empregue em contratos melhores, e que a CGD abdicou dessa eventual vantagem para fazer um favor.
 
Teoria da conspiração? Achas mesmo?

Legal é! Claro! Mas é, digamos", moralmente correcto?...
Porque não?

Se as condições negociadas forem as normais dentro do espectro financeiro, não vejo o problema....

Até é capaz de ser bom para a CGD.

Repara Pé Leve, é de facto muito dinheiro para o comum dos mortais, mas para essa gente, são migalhas...

Eles têm um patromónio que serve como garantia, podes ter a certeza.

E até agora, ainda ninguém revelou indícios de qualquer falcatrua.

Não me parece ser as maroscas do gang do Jardim Gonçalves dentro do BCP.

Espero bem que não.... [:D]
 
Desde quando os €500 milhões são o problema? Ou sequer as garantias dos seus proponentes?

As questões em causa são:

1. Para que serve o a CGD ser um banco público se se comporta no mercado como qualquer banco privado. Independência? Mas qual independência quando é pau mandado dos governos PS ou PSD, que metem boys a administradores como é o caso flagrante do Vara?

2. Se se anda verificar que a compra de acções do próprio BCP através de crédito pelos seus accionistas foi uma péssima conduta ao longo dos últimos anos, a CGD faz continuar a festa e os mesmos tipos que permitem que a festa continue, por pura coincidência, vão para a administração do BCP poucos meses depois?

E já nem falo no PATETA que é o Vitor Constâncio e a conduta do Banco de Portugal em todo este processo.

A questão não é moral.

A questão é ética.

Porque se temos um banco público e se defende a sua manutenção como público, há que ser consequente com isso.

Porque se não...temos a palhaçada actual.

A CGD continua a ser um banco público para estar ao serviços de interesses partidários com as respectivas ligações à casta de empresários que orbita à volta dos poderes.

Um grande problema deste país é esta permiscuidade entre os poderes públicos e o poder económico que foi transportada do Estado corporativo salazarista para a esta espécie de Estado socialista moderno.

Estamos muito longe de uma economia de mercado e enquanto isto continuar a ser esta espécie de quintal de pequenos grandes poderes, nunca vamos a lado nenhum.

O Estado não se faz respeitar.

E a causa é conhecida: querendo ser tão grande...é fraco.

Pau mandado de toda uma corja de pseudo-capitalistas que tem medo de tudo o que cheire a uma verdadeira economia de mercado aberta.

E depois achamo-nos moral e eticamente superiores ao sistema aberto, frontal e bem mais claro dos lobbys americanos.

Gostamos de farsas. Fingir que não acontece e fazer, às escondidas, bem pior.
 
Última edição:
A notícia completa do Público, pois dá-me a impressão que alguns nem sequer a leram...

Financiamento de 500 milhões a apoiantes de Santos Ferreira
Joe Berardo e aliados compraram acções do BCP com crédito da Caixa
04.01.2008 - 09h02 Cristina Ferreira, Paulo Ferreira


Alguns accionistas do Banco Comercial Português (BCP) que apoiam a candidatura do ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos Carlos Santos Ferreira têm vindo a reforçar o seu investimento em acções daquela instituição privada com crédito concedido pelo próprio banco do Estado.

O PÚBLICO apurou que Joe Berardo, a família Moniz da Maia (Sogema), Manuel Fino, Pedro Teixeira Duarte e José Goes Ferreira receberam crédito da CGD para comprarem acções do BCP, o que lhes tem permitido ter uma palavra a dizer nos destinos do maior banco português.

Em causa estão operações de financiamento que, só no primeiro semestre de 2007, totalizaram mais de 500 milhões de euros, e serviram para adquirir o equivalente a cerca de cinco por cento do capital do BCP por um total de 22 accionistas, mediante recurso a financiamento da CGD.

Desta fatia, cerca de quatro por cento do capital foram adquiridos pelo grupo de cinco accionistas principais referidos durante aquele período. Neste grupo encontram-se os primeiros proponentes de Carlos Santos Ferreira para a presidência do BCP - Berardo e Moniz da Maia.

Conselho aprovou

A garantia destes financiamentos é feita em primeira linha pelos títulos adquiridos, sendo, nalguns casos, reforçada com outros activos de menor volatilidade, segundo informações apuradas pelo PÚBLICO.

Estas operações, que são legais, foram autorizadas pelo Conselho Alargado de Crédito da Caixa formado por cinco administradores: Carlos Santos Ferreira, o então CEO, o seu vice, Maldonado Gonelha, Armando Vara, Celeste Cardona e Francisco Bandeira. Com excepção de Bandeira, que vai integrar a equipa da CGD encabeçada por Faria de Oliveira, todos os restantes já saíram ou vão sair da gestão do banco público. Armando Vara tinha o pelouro do crédito bancário.

Além das dúvidas que podem levantar em termos de gestão de risco - uma vez que estão em causa clientes com carteiras de títulos de grande dimensão e cuja volatilidade envolve o risco de queda da cotação, como tem acontecido com o BCP -, estas operações resultaram em compromissos financeiros de accionistas do BCP aprovados, entre outros, por aqueles que agora são por eles apoiados na luta pela presidência do banco privado: Santos Ferreira e Vara. Todavia, quando o grupo estatal emprestou o dinheiro a Berardo, a Moniz da Maia, a Goes Ferreira e à Teixeira Duarte, não se previa ainda os acontecimentos mais recentes.

Reforço de posições

Este grupo de investidores tem vindo a reforçar a sua presença no BCP, o que lhes têm assegurado uma palavra a dizer no combate que se trava pelo controlo do poder no maior banco privado português. Actualmente, no quadro da assembleia geral de accionistas de 15 de Janeiro, todos eles subscreveram a lista que Santos Ferreira e Vara candidatam ao conselho de administração executivo (CAE). Admite-se ainda que Manuel Fino (que apoia Santos Ferreira) tenha igualmente financiamento da CGD.

No lote alargado de investidores do BCP com financiamento da CGD está mesmo José Goes Ferreira, um dos accionistas sob investigação das autoridades, dada a sua ligação a uma off-shore que comprou acções do BCP com crédito do próprio banco e que se suspeita que possa ser um testa-de -ferro do grupo fundado por Jardim Gonçalves (pelo que as acções não serão suas).

No primeiro semestre de 2007 a Sogema (holding Moniz da Maia) comprou dois por cento do BCP, reentrando no grupo que fundou em 1986, o que lhe permitiu posicionar-se na luta pelo banco, procurando travar Jardim Gonçalves (com o qual se incompatibilizou). Já a Teixeira Duarte, que tinha cinco por cento do BCP, aumentou nos últimos meses para 6,6 por cento, mas tem mantido um comportamento dúbio.

Por sua vez, Berado, que se opõe a Jardim, reforçou a sua presença em dois por cento, passando a deter sete por cento no primeiro semestre de 2007. Fonte ligada ao investidor admitiu ao PÚBLICO que Berardo tenha pedido um empréstimo adicional à CGD, equivalente a mais de um por cento do BCP, mas menos de dois por cento. Mas não confirmou a informação do PÚBLICO segundo a qual Berardo tinha já substituído na CGD a garantia de acções PT por acções BCP, o que implicaria, na prática, que os sete por cento que possui estivessem hipotecados ao grupo estatal. O mesmo responsável revelou que o crédito que Berardo recebeu tem uma cobertura acima de 100 por cento.

O PÚBLICO confrontou a CGD com estas informações, mas o banco preferiu não as comentar nem confirmar se alguns destes accionistas é seu cliente.

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1315596&idCanal=57
 
Porque não?

Se as condições negociadas forem as normais dentro do espectro financeiro, não vejo o problema....
Até é capaz de ser bom para a CGD.
Repara Pé Leve, é de facto muito dinheiro para o comum dos mortais, mas para essa gente, são migalhas...
Eles têm um patromónio que serve como garantia, podes ter a certeza.
E até agora, ainda ninguém revelou indícios de qualquer falcatrua.
Não me parece ser as maroscas do gang do Jardim Gonçalves dentro do BCP.


O Carlos L. gere um talho chamada CGD, Carnes Gosto Divinal, numa movimenta da rua de Lisboa. Logo ao lado, está outro talho do seu maior concorrente, por sinal, aquele que já anda há mais de 10 anos a tentar ultrapassá-lo na liderança,chamado Talho BCP, Belas Carnes Portuguesas.

O Carlos além de vender carne, também anda desafogado em dinheiro. Empresta dinheiro a quem lhe por vezes apresenta negócios interessantes.

Certo dia, mais de 20 pessoas, entre conhecidos e amigos, vieram ter com o Carlos para ele lhes emprestar dinheiro. E qual era o negócio? Essas pessoas queriam investir no talho concorrente. Como?!?

Bem, a situação é um pouco estranha, o Carlos tem que pensar mas acaba por aceitar. Como garantia tem as próprias acções que vão comprar do seu concorrente.

Ora, há duas hipoteses, o Carlos acredita no sucesso do seu concorrente, e acha que é um bom negócio emprestar o dinheiro tendo essa garantia,a par de outras. Um pouco estranho, mas acontece... Ou a outra hipotese, muito mais provável. O Carlos mesmo que o negócio seja arriscado, sempre fica com as acções do seu concorrente se as coisas derem para o torto. Não é mau pensado não senhor. E pensando melhor, o Carlos começa aqui a ver um plano interessante..

Passado uns meses, há uma grande confusão na Rua, umas chatices com a ASAE, que achou que o talho BCP tinha carne em más condições. A situação é de tal forma grave que a ASAE diz que a única hipotese é alguém de fora tomar conta do talho e indica surpreendentemente o Carlos, principal concorrente da loja ao lado, para dirigir o talho Belas Carnes Portuguesas. E todos que pediram empréstimos ao Carlos se coligaram de imediato para apoiar esta escolha, como não podia deixar de ser.

Para terminar a história, faltou dizer que o dirigente da ASAE é Pai do Carlos, e faltou também dizer que na verdade o Carlos geria o Talho CGD, mas não era dono dele, nem do dinheiro que emprestava obviamente.
O dinheiro e o talho era do Avô Tádo, que tem muitos outros filhos e netinhos, e normalmente o dinheiro do Talho não seria para este tipo de fins. Já por isso, de 4 em 4 anos o Avô Tádo muda a gerência, para não criar alguns vicios e deixa a escolha a todos os filhos e netinhos de forma democrática.

Alguns filhos reclamaram porque o Carlos e outros gerentes e aliados ao qual emprestou dinheiro vão parar à gerência do talho concorrente, sem usarem sequer um tostão que fosse de dinheiro próprio, foi tudo do Vovô Tádo, que dorme tranquilo e nem faz ideia do que se passa com tanto dinheiro dele que circula de um lado para o outro, e nada tem a ver com o talho dele, mas estranhamente, com o seu maior e temível concorrente.

Muitos outros filhos e netinhos também dormem tranquilos, não viram nada de errado. O Carlos esse, está feliz da vida, ele e alguns amigos passaram do talho de onde teriam que sair mais cedo ou mais tarde devido às regras do Vovô Tádo, para um outro, e tudo isto sem ter um tostão furado, desde o princípio da historia.

Não há nada de ilegal nesta histórieta. O Carlos é que é uma pessoa muito inteligente. Os outros filhos e netinhos do Vovô Tádo é que são uns Totós. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.
 
Última edição:
...

Não há nada de ilegal nesta histórieta. O Carlos é que é uma pessoa muito inteligente. Os outros filhos e netinhos do Vovô Tádo é que são uns Totós. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.
Porque te deste ao trabalho de escrever a fábula, li-a com toda a atenção.

Mas não consegui ver qual o ponto que pretendes atingir.

E geralmente quando temos a certeza de uma coisa, isso exprime-se com clareza. [:cool:]
 
Até agora só li balelas e teorias da conspiração aqui...

Mas desde quando é que o berardo ia fazer favores ao PS ou qualquer outro partido? [:)] [:)] O homem ganha milhões a jogar na bolsa, essa é a profissão dele, e o caso do BCP foi só mais um...

O berardo andou este tempo todo a levantar poeira no BCP para tirar partido pessoal disso no mercado, comprou acções ao preço da chuva (com esse tal empréstimo) para chegar aos 5% e ter direito a condições especiais que lhe permitiram colocar o bcp ainda mais na lama e diminuir ainda mais o preço das acções para ele comprar. Agora é só esperar e daqui a uns tempos (curtos), quando o bcp voltar ao normal (que vai voltar) vai fazer dinheiro suficiente para saldar o empréstimo, pagar os juros e ainda usufruir de mais uns milhões para ele próprio.

O berardo está nas sete quintas aqui em Portugal porque pode agitar e influenciar o mercado com o pedestal que atingiu na imprensa ao contrário dos restantes mercados onde fez, e continua a fazer, fortunas.

Querem uma prova? Consultem a evolução do capital do berardo na PT. [;)]

Já agora, também ainda não percebi o aparato com a lista dos "rosinhas", é que não passa disso mesmo, uma lista, que vai a votos e ser escolhida, ou não, pelos accionistas.
 
Triste é ver este tipo de accionistas a chamarem paizinho ao «Estado» e pedirem a este bengalas para aguentar um banco privado...

Mas também basta ver a capacidade de risco do bolsa portuguesa para sabermos do tipo de accionista que temos...
 
Atenção

Atenção

Essa é noticia ainda é mais idiota que o que se diacute aqui.
ate parece que a caixa ao emprestar 500 milhoes ficou sem dinheiro para emprestar para outras coisas [:)][:)][:)][:)][:)][:)].

500 milhoes é meio dia de bolsa.

alem disso o dinheiro não desaparece da economia [:D], se alguem comprou é porque alguem vendeu, e quem vendeu vai investir noutar coisa.

neste pais de factoa exploração da inveja tem terreno fertil !

Para que fique claro, eu não vou discutir rigorosamente nada (não quero que me chamem idiota) mas vou opinar.

E vou ser curto. O que se passou nos últimos tempos no BCP e mais recentemente na CGD é próprio de uma economia do 3º Mundo. Só mais uma coisa. Mas alguém tem duvidas que noutros bancos são concedidos empréstimos para serem aplicados na compra de acções dessa mesma instituição?
E que mais instituições utilizam contas off-shore para lavagem de capitais?

Vocês nem imaginam a inveja que tudo isto me faz.[8b][8b][8b]
 
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