"A barreira psicológica dos 1000 mortos"

A velocidade mata, mas a falta de civismo e estupidez ao volante mata ainda muito mais! Como já foi aqui apregoado, dos mortos no Natal, ZERO foram em auto-estrada.

Alem das condições de circulação em AE serem totalmente diferentes e mais seguras, já comparaste o nº de Kms de AE, com o nº de Kms das restantes estradas ?

Agora que a falta de civismo se está a tornar num cancro, 100% de acordo Só que o excesso de velocidade e ou a velocidade excessiva dos quais resultem acidentes, tambem é uma falta de civismo e este bem mais grave ( isto se pudessemos graduar o civismo [;)] )
 
Para mim, as grandes contribuições para essa redução são o facto de ter havido mais auto-estradas, de o parque ter tido carros mais seguros e com melhor resistência aos choques, e ao facto de a escalada vertiginosa dos preços dos combustíveis ter feito com que os portugueses andem menos de carro.

Ou seja, essa diminuição pouco ou nada tem a ver com as políticas praticadas em termos de prevenção rodoviárias, pois esta é nula!

Se substituirmos a PR por consciência civica, sai mais barato e ficamos todos a ganhar
 
Alem das condições de circulação em AE serem totalmente diferentes e mais seguras, já comparaste o nº de Kms de AE, com o nº de Kms das restantes estradas ?

(...)

Faz o raciocínio inverso:
- quantos Kms de AE (ou vias equiparadas) havia há 15 anos atrás ?
- quantos há agora ?

e depois pensa que só 8% dos acidentes mortais se dão em AE (que paradoxalmente é onde se anda mais depressa).

Aproveita o balanço e repara que este ano já havia quem dizia que "Tá tudo muito caro. A.E. só quando é mesmo necessário. Voltei às estradas nacionais".

Depois "nota" que o número de acidentes mortais este ano em AE diminuiu (no Natal foram 0 ...), mas o total de mortos aumentou... ou seja, fora das AE morreram os que já lá morriam MAIS os que morriam em AE.

Notice a trend here ?

E depois há bestas que vem prós media gabarem-se de estarem a diminuir a sinistralidade com o aumento da fiscalização, etc...

E ainda há quem acredite neles ...

P.S. - Há que notar que uma descida acentuada nas mortes na estrada "coincidiu" com a abertura da A2 e com a passagem do IP5 a AutoEstrada. Eram só 2 dois trajectos mais mortíferos do país.
E vão ver que quando o IP4 passar a AutoEstrada as mortes ainda vão diminuir mais.
Mas lembrem-se que não é porque se anda mais devagar ... nem porque há radares... ou carros descaracterizados... ou controlo de alcool ...
E ainda estou para ver o reflexo que as portagens nas SCUT terão na sinistralidade ...

"V"
 
japh, se as pessoas andassem direito no ip5, não haveria tantos acidentes. fiz essa estrada muitas vezes e a estrada não é nada de perigoso... o perigo são os maluquinhos que andavam lá a andar imensamente depressa e a fazer ultrapassagens em curvas e lombas. não eram poucos.
 
japh, se as pessoas andassem direito no ip5, não haveria tantos acidentes. fiz essa estrada muitas vezes e a estrada não é nada de perigoso... o perigo são os maluquinhos que andavam lá a andar imensamente depressa e a fazer ultrapassagens em curvas e lombas. não eram poucos.

Caro Luis, não digo o contrário ... mas se esticares o conceito ao limite, isso é aplicável a qualquer via.
O certo é que as parangonas jornalisticas de "X mortos em aparatoso acidente no IP5" que apareciam a intervalos tristemente regulares, deixaram de aparecer (e não foram substituidas por Axx, seja lá qual for a AE).
O mesmo se aplica à normal catrefada de notícias sobre mortos a caminho ou na vinda do Algarve pelo verão/natal ... desde que abriu a A2 ainda as há mas em número substancialmente menor. Ainda me lembro da "matança" que era esse itnerário ...

Ainda se admiram da "redução da sinistralidade" ? Eu não.
Vamos ver é se com as portagens nas SCUT e com as portagens a subir, a tendência não se inverte (este ano já deu mostras disso, mesmo sem esses 2 factores ...)

"V"
 
.../...
P.S. - Há que notar que uma descida acentuada nas mortes na estrada "coincidiu" com a abertura da A2 e com a passagem do IP5 a AutoEstrada. Eram só 2 dois trajectos mais mortíferos do país.
E vão ver que quando o IP4 passar a AutoEstrada as mortes ainda vão diminuir mais.
Mas lembrem-se que não é porque se anda mais devagar ... nem porque há radares... ou carros descaracterizados... ou controlo de alcool ...
E ainda estou para ver o reflexo que as portagens nas SCUT terão na sinistralidade ...

"V"

Que 2 exemplos tão infelizes, quem faz a mortandade nas estradas ? Os condutores e utilizadores ou as estradas

Os condutores tem de adequar a sua condução e velocidade ás condições da estrada e não o contrário e quando assim não é,... não existem milagres

Qualquer comparação de condução em AE e estrada, é um perfeito subterfugio quando os argumentos escasseiam

Porque que é que os SR só fazem corridas na VG e não vão para uma estrada de montanha ?

A comparação é idêntica...

Aceito a tua opinião pois é uma opinião como a minha será !!!!!

Agora , não a posso partilhar [;)]
 
Alguem me pode explicar como é possivel apresentarem este valor (como se eu fosse muito burro)

Ora, este tipo de valores são calculados, normalmente, com o valor que se deixa de produzir com a falta dessa pessoa... tomando a produção média dessa pessoa e extrapolando para o tempo que lhe restaria a trabalhar.

Agora se me perguntares como é possível em pleno 2007 esse tipo vir falar em "200 mil contos em moeda antiga" e querer-nos fazer acreditar que é um valor minimamente actualizado... isso não te sei responder.
 
Que 2 exemplos tão infelizes, quem faz a mortandade nas estradas ? Os condutores e utilizadores ou as estradas

Os condutores tem de adequar a sua condução e velocidade ás condições da estrada e não o contrário e quando assim não é,... não existem milagres

Qualquer comparação de condução em AE e estrada, é um perfeito subterfugio quando os argumentos escasseiam

Porque que é que os SR só fazem corridas na VG e não vão para uma estrada de montanha ?

A comparação é idêntica...

Aceito a tua opinião pois é uma opinião como a minha será !!!!!

Agora , não a posso partilhar [;)]

Caro,

Autoestradas (e vias de perfil equiparado) são excepcionalmente mais seguras que qualquer EN, mesmo com velocidades médias bem acima do que é permitido por lei: os números da sinistralidade em AE falam por si.
Será inclusivamente paradoxal que as vias onde se praticam maiores velocidades (e onde é detectada a esmagadora maioria dos excessos de velocidade "muito graves" e "crime" ) são as vias mais seguras, contradizendo a crença arreigada (ou lavagem cerebral, escolham) de que "a culpa é sempre do excesso de velocidade".

Não há hipótese de negar que uma das GRANDES (senão a maior) fatia de responsabilidade na drástica diminuição das mortes na estrada está exactamente no facto de o número de Kms de AE (e vias equiparadas) ter aumentado também drasticamente nos últimos anos, incluindo nos itnerários conhecidos por serem particularmente "negros" na quantidade de acidentes/mortos/feridos: acesso à fronteira este (antigo IP5) e acesso ao Algarve (A2).

Com o aumentar de forma desenfreada (com valores acima da inflacção prevista, como no ano passado) do valor das portagens e com a inclusão das portagens nas actuais SCUT, somado à diminuição do poder de compra do português médio e com a "indústria das multas" - perdão, "rede nacional de radares" a serem instalados muito provavelmente nesse tipo de vias, será de esperar que as pessoas de facto evitem usar as AE e passem a circular novamente pelas EN... que no entretanto se viram ainda mais "carregadas" de povoações, sendo que muitas inclusivamente se viram "despromovidas" a estradas municipais.

Assim -e fazendo futurologia- não me admirava nada que o número de acidentes em AE/IP/IC diminua ainda mais mas que a tendência da diminuição de mortos na estrada se inverta e volte a subir, à imagem do que já aconteceu este ano...

"V"
 
Caro,

Autoestradas (e vias de perfil equiparado) são excepcionalmente mais seguras que qualquer EN, mesmo com velocidades médias bem acima do que é permitido por lei: os números da sinistralidade em AE falam por si.
Será inclusivamente paradoxal que as vias onde se praticam maiores velocidades (e onde é detectada a esmagadora maioria dos excessos de velocidade "muito graves" e "crime" ) são as vias mais seguras, contradizendo a crença arreigada (ou lavagem cerebral, escolham) de que "a culpa é sempre do excesso de velocidade".

Não há hipótese de negar que uma das GRANDES (senão a maior) fatia de responsabilidade na drástica diminuição das mortes na estrada está exactamente no facto de o número de Kms de AE (e vias equiparadas) ter aumentado também drasticamente nos últimos anos, incluindo nos itnerários conhecidos por serem particularmente "negros" na quantidade de acidentes/mortos/feridos: acesso à fronteira este (antigo IP5) e acesso ao Algarve (A2).

Com o aumentar de forma desenfreada (com valores acima da inflacção prevista, como no ano passado) do valor das portagens e com a inclusão das portagens nas actuais SCUT, somado à diminuição do poder de compra do português médio e com a "indústria das multas" - perdão, "rede nacional de radares" a serem instalados muito provavelmente nesse tipo de vias, será de esperar que as pessoas de facto evitem usar as AE e passem a circular novamente pelas EN... que no entretanto se viram ainda mais "carregadas" de povoações, sendo que muitas inclusivamente se viram "despromovidas" a estradas municipais.

Assim -e fazendo futurologia- não me admirava nada que o número de acidentes em AE/IP/IC diminua ainda mais mas que a tendência da diminuição de mortos na estrada se inverta e volte a subir, à imagem do que já aconteceu este ano...

"V"

Sim é uma teoria interessante sem duvida.
Japh, tenho visto os seus posts relativamente á sinistralidade e para ser sincero acho que até tem uma certa lógica naquilo que diz e defende, também penso um pouco assim.
Não acho que a sinistralidade tenha diminuido, pois nada tem sido feito para isso. Caso venha a diminuir será por obra do acaso. Pois não existe nenhum tipo de campanha tirando a campanha dos radares e carros descaracterizados.
O novo Código da Estrada já entrou em vior á algum tempo e ainda não se viu resultados positivos no sentido de diminuir a sinistralidade, é sinal que este não será o caminho a seguir, a repressão existente actualmente apenas serve para engordar os cofres, pois não existe qualquer tipo de pedagogia.
Tendo em conta que o parque automovel actualmente e cada vez mais oferece vários dispositivos de segurança, comparativamente ao que existia, em consonância com a revisão do C.E. os numeros de sinistralidade deveriam descer a olhos vistos, coisa que não acontece.
Japh, acrescento mais uma variavel, acredito que com a actual subida dos combustiveis, passem também a circular menos carros na estrada, pois a gota está cara e o pessoal poderá retrair-se um pouco de andar de carro, ou mota. Assim deste modo com menos carros a circular também menos acidentes haverá. Voltando de novo aos numeros inicias.
 
(...)
Japh, acrescento mais uma variavel, acredito que com a actual subida dos combustiveis, passem também a circular menos carros na estrada, pois a gota está cara e o pessoal poderá retrair-se um pouco de andar de carro, ou mota. Assim deste modo com menos carros a circular também menos acidentes haverá. Voltando de novo aos numeros inicias.

Vá lá ... já me sentia um pouco sozinho com estes devaneios :)

O preço dos combustíveis é de facto outra variável (assim como o aumento do "selo" e o aumento do custo dos consumíveis -pneus, etc- e da mão de obra nas oficinas) que pode "tirar" algumas viaturas da estrada, funcionando como "contrapeso".
Hoje já abasteci com 95 a .. 1,41€ ...

"V"
 
Vá lá ... já me sentia um pouco sozinho com estes devaneios :)

O preço dos combustíveis é de facto outra variável (assim como o aumento do "selo" e o aumento do custo dos consumíveis -pneus, etc- e da mão de obra nas oficinas) que pode "tirar" algumas viaturas da estrada, funcionando como "contrapeso".
Hoje já abasteci com 95 a .. 1,41€ ...

"V"

Daqui a 3 anos, vai estar a 2 euros. Nas futuras operações Natal, vamos ver os ministros a cantar vitória por causa das futuras descidas, sem medirem a % de pessoas que vão começar a optar por autocarros e comboios para irem ter com as famelgas!
 
Para mim, a sinistralidade rodoviária que temos é essencialmente devida à falta de civismo da população (ou seja, é culpa dos condutores). Daqui vem a fatia de leão.

Quanto aos outros factores que causam acidentes (más vias ou em mau estado de conservação, falha nos veículos, etc.), sendo causas a ter em conta, será uma percentagem baixa.

Para atacar a causa principal, só vejo 2 métodos eficazes:

- Repressão a sério (carta por pontos com direito a ficar sem ela e prisão efectiva para quem conduzir sem licença; o dinheiro das multas daria para pagar um sistema destes)

- Educação rodoviária nas escolas primárias (copiar as melhores práticas dos países com melhores resultados)
 
Para mim, a sinistralidade rodoviária que temos é essencialmente devida à falta de civismo da população (ou seja, é culpa dos condutores). Daqui vem a fatia de leão.

Quanto aos outros factores que causam acidentes (más vias ou em mau estado de conservação, falha nos veículos, etc.), sendo causas a ter em conta, será uma percentagem baixa.

Para atacar a causa principal, só vejo 2 métodos eficazes:

- Repressão a sério (carta por pontos com direito a ficar sem ela e prisão efectiva para quem conduzir sem licença; o dinheiro das multas daria para pagar um sistema destes)

- Educação rodoviária nas escolas primárias (copiar as melhores práticas dos países com melhores resultados)

Estás precisamente a cometer o erro mais grotesco e animalesco que o Governo anda a fazer há anos, que é misturar o lucro das multas com uma catástrofe da sinistralidade rodoviária!

A sinistralidade rodoviária tem de ser combatida com um orçamento considerável, e os rendimentos das multas não podem entrar em NADA para a decisão das atitudes a ter. Se for necessário gastar dinheiro em campanhas, que se gaste; se for necessário fazer leis, que se faça; agora, por favor, não venham tentar lucrar com uma situação que é uma vergonha nacional! Já parece os lucros do tabaco...
 
falando do combustível...
é perigoso assumir muita coisa acerca disso, até porque hoje em dia a maioria dos carros são a gasoleo e gastam menos combustível do que antigamente.
de qualquer maneira, a tendencia global de consumo de combustivel é de subida (uns 5% ao ano), e o número de mortes vem a descer (também uns 5% ao ano nos últimos 20 anos):

mortoscombustiveismm6.png


quanto à educação, está prevista uma disciplina nas escolas sobre as estradas, cujo aproveitamento será obrigatório para poder tirar carta de condução.
 
lol e em todos os outros anos a tua hipótese cai por terra... não podes olhar apenas para o que te interessa. leste ao menos o que eu escrevi? parece-me que não.
 
lol e em todos os outros anos a tua hipótese cai por terra... não podes olhar apenas para o que te interessa. leste ao menos o que eu escrevi? parece-me que não.

Ó Luis, vou ter que ir buscar o infame gráfico ? Tá bem, pronto. Se é para provar a minha teoria:

sinistralidadenh8.jpg


Pronto. Satisfeito ? :-)

"V"
 
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