O Puma tem base Fiesta.
E o Celica desconfio que tinha base Carina com outra carroceria (estou a falar de cor).
Mesmo o elegante Calibra tinha base Vectra, por exemplo.
Exacto, o Calibra está para o Vectra como o A5 está para o A4 ou o Série 3 coupé está para a versão berlina.
Mas pegando no caso do Celica, um carro que sempre adorei, efectivamente hoje em dia pouco ou nada se vê do género. Sem ter certeza se a base dele era algo do género do Corolla ou do Carina, penso que o podíamos agrupar como um coupé do segmento C, enquanto que Vectra, A5 e S3 serão do seg. acima.
Infelizmente esse nicho hoje em dia está abandonado em detrimento dos CC's. Tivemos outro caso de coupés seg. C, o Mégane I coupé. Embora com uma filosofia diferente do Celica pois tratava-se de um Coupé directamente derivado do Mégane enquanto que o Celica era um projecto independente, era também uma proposta interessante e agora o seu lugar é ocupado pelo Mégane II CC.
Se virmos com atenção, todos os coupés do segmento C são neste momento CC: 307, Mégane, Focus, Astra (também este teve o seu coupé)... O mais parecido que vejo com o Celica, actualmente, é o Eos da VW. Embora a sua base seja a do Golf e do Passat, é um carro desenvolvido de raíz e completamente independente destes dois em termos de gama. Só que, lá está, nasceu CC. Por isso estou muito expectante em relação ao Sciricco que me parece poder vir a ocupar um lugar do género do Celica. Espero para ver.
Outro caso que me lembrei agora, foi o do GTV da Alfa. Enquanto que este usava a plataforma do Tipo e tinha um posicionamento idêntico ao do Celica, o seu sucessor, Brera, cresceu, engordou e aburguesou-se e é claramente uma versão coupé do... 159, ou seja, mais um seg. D, deixando uma vaga no seg. C dos coupés.
Infelizmente, acho que esta tendência está para durar mais algum tempo porque, como disse o Darth, as pessoas agora estão mais aburguesadas também e preferem um RAV-4 a um Celica...