Bebé de um ano morto por Rottweiller

O carteiro entra na tua propriedade para deixar as cartas?

Normalmente, a caixa está à entrada da propriedade, num portão ou assim...
Falei no carteiro para dar um sentido mais amplo à questão.

Mas sim, quando há uma carta registada ou uma vontade de tomar um cafézito, o carteiro entra e percorre a nossa propriedade desde o muro exterior até à casa principal.

E tenho 2 cães (golden retriever), mas que são mais amigos do carteiro do que meus...

E quem fala em carteiros, fala em dezenas de pessoas estranhas que semanalmente tocam à porta, falam pelo intercomunicador a dizer o que querem, são convidados a entrar (trinco elétrico) e a dirigirem-se a casa.

E antes que me perguntem, sim já tive cães de guarda e extremamente perigosos para com estranhos e era uma dor de cabeça de todo o tamanho.
 
Viva,

Para elucidar alguns colegas de forma a demonstrar a ambiguidade na definição da lista de cães perigosos, deixo aqui a lista de cães considerados perigosos (segundo Decreto-Lei n.º 312/2003, de 17 de Dezembro 2º artigo):
- Cão de Fila Brasileiro;
- Dogue Argentino;
- Pit Bull Terrier;
- Rottweiler;
- Staffordshire Terrier Americano;
- Staffordshire Bul Terrier;
- Tosa Inu;

Das 7 raças apresentadas, as mais conhecidas das pessoas são o Rottweiler, o American Staffordshire Terrier e o Pit Bull Terrier.

E os restantes? Serão assim tão perigosos? Por exemplo, uma raça portuguesa que não está na lista mas que é bastante intimidante e possante, possuindo um mordida bastante forte é o Cão de Fila de S. Miguel, que se insere no grupo do Cão de Fila Brasileiro (apesar de este ser muito maior).

O Tosa Inu, nos últimos anos, só foram registados no CPC (Clube Português de Canicultura) 3 exemplares (1 em 2006 e 2 em 2005), ou seja, estatisticamente será este cão muito perigoso? Fará sentido este animal estar na lista? Eu penso que não, o legislador demonstrou, neste caso, desconhecer completamente a realidade do munda canino em Portugal.

Pelo contrário, o Rottweiler, foram registados, 2780, 2375, 2033, 1458 e 1201, respectivamente em 2002, 2003, 2004, 2005 e 2006, mostra um declínio dos registos de animais nos últimos anos, que invariavelmente, é uma consequência desta lei. Será mau para a raça? Eu penso que não e vejo aqui uma consequência positiva, os bons criadores, acabarão por demonstrar as excelentes aptidões que este animal tem e poderão desenvolver linhagens que não trarão surpresas a nível de personalidade.

Falamos de aproximadamente 8000 nascimentos registados (não contámos com os cães que nascem e não são registados, com o número de animais bem superiores aos registados) e felizmente não se ouve falar assim tanto de ataques de estes animais.

Por outro lado, a Itália na sua lista de cães perigosos inseriu a Cão Serra da Estrela e o Cão Rafeiro Alentejano, curiosamente são duas raças muito raras em Itália e que em Portugal vivem/viveram no limiar da extinção

Portanto, na minha opinião, qualquer lista de cães perigosos não tem qualquer cabimento por não se basear em critérios estatísticos/cientifico ou qualquer outra de forma a incluir uma raça e não outra.

Todos os cães, independentemente do seu tamanho e raça são potencialmente perigosos, conheço uma história de um pequeno rafeiro de aproximadamente 3 kg que arrancou o nariz à dona, o que poderia ele fazer a um bebé?

A forma como tratamos os cães (ou outros animais de estimação) também reflecte o nível evolução da nossa sociedade, e nesse aspecto, a sociedade portuguesa ainda tem muito que evoluir.

Por fim, um cão (com as devidas distâncias) é um reflexo do dono.

Bom post!

A última afirmação é de facto verdadeira e preocupante!
 
Falei no carteiro para dar um sentido mais amplo à questão.

Mas sim, quando há uma carta registada ou uma vontade de tomar um cafézito, o carteiro entra e percorre a nossa propriedade desde o muro exterior até à casa principal.

E tenho 2 cães (golden retriever), mas que são mais amigos do carteiro do que meus...

E quem fala em carteiros, fala em dezenas de pessoas estranhas que semanalmente tocam à porta, falam pelo intercomunicador a dizer o que querem, são convidados a entrar (trinco elétrico) e a dirigirem-se a casa.

E antes que me perguntem, sim já tive cães de guarda e extremamente perigosos para com estranhos e era uma dor de cabeça de todo o tamanho.

A associaçao de ladroes e gatunos de Portugal nao devia achar piada nenhum ao facto de la teres esses caes devem estar bem mais satisfeitos agora. [:D]
 
...

A última afirmação é de facto verdadeira e preocupante!
Vais-me desculpar, mas não estou de acordo num dado sentido. Um mau dono faz um mau cão, na maioria. Mas um bom dono, não faz um bom cão, na maioria.

Até há uns 6 anos tínhamos cães de guarda (Pastor Alemão) e o último que tivemos foi uma autêntica dor de cabeça. E por isso, foi mesmo o último.

Morávamos na altura numa propriedade relativamente grande, na zona da Boavista e os assaltos eram frequentes por ali. E o último era um excelente cão em termos de apuramento de raça e de comportamento com os donos, mas tinha um sentido de território levado ao extremo.

E os casos foram muitos, em demasia. Tentámos de tudo pois estava fora de questão desfazermo-nos do cão, mas foi tempo e dinheiro deitado ao lixo.
E tivemos muitos problemas. E nenhum com ladrões...

Nessa altura também tinhamos um cocker spaniel e era o cão mais parvo, mais idiota que conheci. E feroz, à sua maneira.
 
Bamos lá ber uma coisa!

Então a senhora atiçava os cães e a culpa é deles?[8b][8b]

Já ouviste falar em instintos?
Aquilo que domina o planeta Terra?

Não estava a falar dos que atiçam, mas sim daqueles que fogem e atacam sem razão aparente (o que é a maioria dos casos). Também posso ir a passar na rua, como acontece muitas vezes, e o cão com a cabeça de fora das vedações pode-me ferrar.
Não inventem razões para ter cães à força toda.
Ter um cão é assumir um compromisso. Quem quer ter, tem que ter condições máximas para o ter. Tem que se comprometer a cuidar do bicho e proteger terceiros de eventuais acidentes.
Eu não tenho porque moro num apartamento há dois anos.
Em casa dos meus pais, até há pouco tempo, tinha 3 cães e 3 gatos. Neste momento são 2 cães e 1 gato. Mas é uma casa grande com muito espaço, completamente vedada, sem acesso ao exterior por gradeamentos e sem hipótese de, caso alguém passe na rua, ferrar ou tocar em alguém.
 
Falei no carteiro para dar um sentido mais amplo à questão.

Mas sim, quando há uma carta registada ou uma vontade de tomar um cafézito, o carteiro entra e percorre a nossa propriedade desde o muro exterior até à casa principal.

E tenho 2 cães (golden retriever), mas que são mais amigos do carteiro do que meus...

E quem fala em carteiros, fala em dezenas de pessoas estranhas que semanalmente tocam à porta, falam pelo intercomunicador a dizer o que querem, são convidados a entrar (trinco elétrico) e a dirigirem-se a casa.

E antes que me perguntem, sim já tive cães de guarda e extremamente perigosos para com estranhos e era uma dor de cabeça de todo o tamanho.

É simples o carteiro entra em casa com a permissão do dono. Se for mordido a culpa é do dono/proprietário, uma vez que não tomou as devidas precauções com o animal.
Se o carteiro entra em casa sem autorização (às vezes há cartas registadas que não têm interesse nenhum[:p]) e é atacado, a culpa é do carteiro. Eu também não entro em propriedade privada sem permissão do dono. Da mesma maneira que se o drogado e de vez em quando a vulgar testemunha Jeová entrar pela casa a dentro (como já me aconteceu) e forem atacados pelo cão a culpa mais uma vez recai em quem invadiu propriedade privada.

P.S. Agora com esta "onda de ataques" caninos até o meu labrador passa por cão agressivo...tem dado jeito aqui em casa.
 
A lei está "mal feita" por uma só razão: qualquer cão com um porte capaz de ser perigoso para um humano é "perigoso".

Os Boxers são um bom exemplo: são cães meigos e brincalhões por natureza, sem instintos de "território" (ou com os esses instintos muito apagados - são péssimos cães de guarda mas excelentes cães de protecção) e que o risco que representam para as crianças são -por norma- não "calcularem" muito bem o seu peso/força durante as brincadeiras... Não estão nessa lista, mas garantidamente são uma raça que em caso de um ataque a um humano poderá terminar "mal": são cães "programados" para só largarem quando a vítima se deixar de debater ...

A lei, em vez de "raças perigosas" deveria apontar para "portes perigosos", do tipo "raça com peso tipico de mais de X kg obriga a licenciamento especial": dessa forma cobria todas as "bases" de forma mais lógica (e legítima...).

Tudo o resto (especulações sobre periculosidade de raças, estatísticas, etc) são lixo.

"V"
 
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A lei, em vez de "raças perigosas" deveria apontar para "portes perigosos", do tipo "raça com peso tipico de mais de X kg obriga a licenciamento especial": dessa forma cobria todas as "bases" de forma mais lógica (e legítima...).
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Esse critério também não me parece justo, o Dogue Alemão é um cão com um porte impressionante, e tradicionalmente, são cães muito e meigos e cuidadosos, principalmente com crianças, pelo contrário, os cães mais nervosos e com um feitio de ataque, são geralmente, os de pequeno porte...

É óbvio que esta questão nunca gerará consenso... porque estamos a falar de animais e não de objectos inanimados... tudo deverá ser tratado com o bom senso..
 
Vais-me desculpar, mas não estou de acordo num dado sentido. Um mau dono faz um mau cão, na maioria. Mas um bom dono, não faz um bom cão, na maioria.

Até há uns 6 anos tínhamos cães de guarda (Pastor Alemão) e o último que tivemos foi uma autêntica dor de cabeça. E por isso, foi mesmo o último.

Morávamos na altura numa propriedade relativamente grande, na zona da Boavista e os assaltos eram frequentes por ali. E o último era um excelente cão em termos de apuramento de raça e de comportamento com os donos, mas tinha um sentido de território levado ao extremo.

E os casos foram muitos, em demasia. Tentámos de tudo pois estava fora de questão desfazermo-nos do cão, mas foi tempo e dinheiro deitado ao lixo.
E tivemos muitos problemas. E nenhum com ladrões...

Nessa altura também tinhamos um cocker spaniel e era o cão mais parvo, mais idiota que conheci. E feroz, à sua maneira.

Apesar de privar com um cão quase diariamente (pastor belga), sempre achei que os cães eram muito há imagem dos seus donos. Este pastor belga, é o cão mais calmo e manso que conheço.

Mas és capaz de ter razão, eu é que não tenho essa experiência que tens.

Mas o que leio aqui dos grandes defensores de determinados cães, é que os cães são domesticados caso se pretenda.
 
A lei está "mal feita" por uma só razão: qualquer cão com um porte capaz de ser perigoso para um humano é "perigoso".

Os Boxers são um bom exemplo: são cães meigos e brincalhões por natureza, sem instintos de "território" (ou com os esses instintos muito apagados - são péssimos cães de guarda mas excelentes cães de protecção) e que o risco que representam para as crianças são -por norma- não "calcularem" muito bem o seu peso/força durante as brincadeiras... Não estão nessa lista, mas garantidamente são uma raça que em caso de um ataque a um humano poderá terminar "mal": são cães "programados" para só largarem quando a vítima se deixar de debater ...

A lei, em vez de "raças perigosas" deveria apontar para "portes perigosos", do tipo "raça com peso tipico de mais de X kg obriga a licenciamento especial": dessa forma cobria todas as "bases" de forma mais lógica (e legítima...).

Tudo o resto (especulações sobre periculosidade de raças, estatísticas, etc) são lixo.

"V"

Esta questão é complicada, o pitbull não é um cão de grande porte, mas posso garantir (e é de conhecimento geral) que quando ataca é muito feroz e agressivo, e tem uma musculatura bastante densa, eu bem senti enquanto dava pontapés e socos.
 
Os meus pais têm um Rottweiller puro, sem qualquer tipo de treino (sem ser o tradicional senta, deita, dá a pata e o camandro). O cão é das coisas mais dóceis que já vi.

Honestamente aquele cão não faz mal a uma mosca.

Agora, é um cão extremamente obediente e fiel, pelo que se tivesse tido um treino para ser mau, era-o de certeza. E força não lhe falta.

Isto para dizer que concordo com as afirmações de que os cães são o reflexo do ensinamento que tiveram.

Tenho experiência com vários Rott's e honestamente nunca conheci um único que fosse mau.

Excepto um que estava treinado, mas era só com desconhecidos e somente ameaçava (e dentro da propriedade dos donos)...só que a ameaça dele deixava qualquer um "congelado".
 
A lei está "mal feita" por uma só razão: qualquer cão com um porte capaz de ser perigoso para um humano é "perigoso".

Os Boxers são um bom exemplo: são cães meigos e brincalhões por natureza, sem instintos de "território" (ou com os esses instintos muito apagados - são péssimos cães de guarda mas excelentes cães de protecção) e que o risco que representam para as crianças são -por norma- não "calcularem" muito bem o seu peso/força durante as brincadeiras... Não estão nessa lista, mas garantidamente são uma raça que em caso de um ataque a um humano poderá terminar "mal": são cães "programados" para só largarem quando a vítima se deixar de debater ...

A lei, em vez de "raças perigosas" deveria apontar para "portes perigosos", do tipo "raça com peso tipico de mais de X kg obriga a licenciamento especial": dessa forma cobria todas as "bases" de forma mais lógica (e legítima...).

Tudo o resto (especulações sobre periculosidade de raças, estatísticas, etc) são lixo.

"V"

Então teria de ser colocado nesse grupo de porte/força especial os labradores, porque na sua inocência e ânsia de brincar e devido à força que têm conseguem ser brutos e muitas vezes magoam. O meu cão pesa cerca de 35Kg, considero-o de porte médio. Se formos por aí só os cães pequenos é que não se enquadram neste tipo de grupo...
 
Nós temos uns amigos que têm um rottweiller macho que é o cão mais mariquinhas que conheço. [:D] [:D]

Ele assusta-se com uma facilidade tremenda e por vezes, estão na rua com ele à solta (juro que é o cão mais meigo para estranhos que conheci até hoje) e o cão quando há um barulho esquisito foge para longe e é uma trabalheira para o apanhar...

...o problema é que por onde passa semeia o pânico. [;)]
 
Mais um caso que ilustra bem o caracter dócil destes animais:

Uma menina de 20 meses ficou hoje em estado grave na sequência de um ataque de um cão de raça "rottweiler"

http://1minuto.podcasts.sapo.pt/p.php?file=2008-02-14_14fev_17hs.mp3

A minha pergunta é : quando é que os politicos se lembram de lesgislar no sentido de proteger a sociedade de pessoas que de um forma ostensiva teimam em criar animais perigosos para a sociedade?

Mais uma vez, e para voltar a bater na mesma tecla, houve negligência na protecção da criança.
 
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