A história é simples e, a meu ver elocidativa:
Este Verão, numa operação Stop da GNR (apenas um carro, 2 agentes), enquanto estava tranquilamente a falar com um agente da BT(que me tinha dado ordem de paragem), outro estava a olhar para os carros que passavam a decidir qual parava.
Assim que decide, dá 2/3 passos para o interior da faixa de rodagem e dá ordem a um carro para parar. O condutor abranda, mas a uns 10/15m do agente acelera. O agente, por sorte, teve o reflexo de fugir para o lado e escapar, porque o condutor não largou mais o acelerador.
Eu nem acreditava no que estava a ver: "Uma tentativa de atropelamento? Aqui? A 3 metros de mim?". Parecia um filme americano, mas de verdade! Um crime gravissimo.
O militar que estava a falar comigo ficou tão ou mais estupefacto que eu, passou-me os documentos para a mão, pediu desculpa, desejou-me uma viagem em segurança e correu juntamente com o outro agente para o Nissan Primera e aceleraram em perseguição outro carro.
O que me impressiona nesta história:
- O perigo que estes homens enfrentam até na mais pacata das tarefas, como fiscalizar condutores numa simples estrada nacional.
- A falta de meios gritante que têm ao seu dispor para fazer cumprir a lei. 1 carro? 2 homens? 2 pistolas? São esses os meios? Provavelmente sem nenhuma patrulha de auxilio num raio de 10km... Triste realidade.
Naquele momento, eu que sou um simples e pacato cidadão, confesso que tive enorme vontade de ajudar aqueles homens. Apanhar o criminoso, dar-lhe uma carga de pancada como ele nunca imaginou, e depois sim, deixar prevalecer a lei e levá-lo a julgamento.
Tenham respeito por estes Srs, que a vida deles não é tão fácil como parece.
Cumprimentos