Os diesel estragam-se mais que os gasolina quando conduzidos depressa ?

Andar em AE com o pedal a fundo, na minha opinião o impacto é semelhante tanto num carro a gasóleo como num a gasolina.

Agora fazer uma estrada sinuosa (como por exemplo uma serra) ou andar em pista, parece-me que quando os carros são levados ao limite, os "otto" parecem ser bem mais resistentes, suportam melhor as reduções, de forma a que a rotação fique no ponto certo (rpm altas). [;)]

Cumpts

O ponto certo para um otto (p. ex, 4000rpm) não é o mesmo para um diesel (p. ex: 2000rpm). Em termos de reduções é o mesmo.
 
Também questiono-me acerca dessa situação. Tenho a opinião que geralmente os diesel são mais "sensiveis" aos "esticões" e abusos da parte dos condutores. Mas não tenho a certeza e como também posso estar enganado.

É esperar para ver mais comentários e certamente que vou estar atento para aprender! :)
A resposta universal e suprema acaba de chegar: isso nao passa dum mito urbano !!! É obvio q os motores a diesel estao melhor preparados para os esticoes do q os a otto. Basta ver q tudo o q seja maquina de trabalho (seja ela qual for) tem forçosamente motor a gásol porque no fundo os motores dieseis sao, digamos que, a "força bruta" no universo auto. No caso dos automoveis se forem bem tratados nos arranques a frio, tudo o resto é conversa. Podem fechar o topico.[:blush:]
 
A resposta universal e suprema acaba de chegar: isso nao passa dum mito urbano !!! É obvio q os motores a diesel estao melhor preparados para os esticoes do q os a otto. Basta ver q tudo o q seja maquina de trabalho (seja ela qual for) tem forçosamente motor a gásol porque no fundo os motores dieseis sao, digamos que, a "força bruta" no universo auto. No caso dos automoveis se forem bem tratados nos arranques a frio, tudo o resto é conversa. Podem fechar o topico.[:blush:]

Será que estão melhor preparados ou o seu princípio de funcionamento é que possibilita essa melhor adaptação?[;)]
 
A resposta universal e suprema acaba de chegar: isso nao passa dum mito urbano !!! É obvio q os motores a diesel estao melhor preparados para os esticoes do q os a otto. Basta ver q tudo o q seja maquina de trabalho (seja ela qual for) tem forçosamente motor a gásol porque no fundo os motores dieseis sao, digamos que, a "força bruta" no universo auto. No caso dos automoveis se forem bem tratados nos arranques a frio, tudo o resto é conversa. Podem fechar o topico.[:blush:]

Máquina de trabalho não tem nada a ver com "esticões", as máquinas de trabalho têm motores para durar muito, mas esse durar muito não tem obrigatoriamente que ser em utilizações mais agressivas.

Não estou a dizer que os diesel mesmo em condições de condução mais violentas não possam durar mais que os a gasolina, mas não podes ir por aí na comparação.

Experimenta andar sempre a "esticar" num tractor e depois diz se dura muito ou pouco.
 
Por mim, o factor mais limitante da duração e do desgaste proporcionado, são as rotações (velocidades) a que o motor vai trabalhar. Nesse particular os Otto são os mais afectados. Depois há que analisar a qualidade dos materiais de que cada motor é consebido, e por exemplo, os motores Honda (Otto) apesar das rotações que alcançam, não é por isso que são menos duradouros do que outros Otto. Mas nesse caso tal acontece, devido à utilização de materias melhores.

Boa resposta![:cool:]

apenas uma pergunta, porque metes 1º o facto de fazer muitas rpm e só depois a qualidade dos materiais?

não serão ambos factores impeditivos, em igual modo, de uma maior fiabilidade?:confused:
 
Máquina de trabalho não tem nada a ver com "esticões", as máquinas de trabalho têm motores para durar muito, mas esse durar muito não tem obrigatoriamente que ser em utilizações mais agressivas.

Não estou a dizer que os diesel mesmo em condições de condução mais violentas não possam durar mais que os a gasolina, mas não podes ir por aí na comparação.

Experimenta andar sempre a "esticar" num tractor e depois diz se dura muito ou pouco.
Basta ver os tractores "caterpilar" q sevem pra mover terras e abrir valas por ex., os motores estao sempre a subir e descer na rotaçao conforme o esforço dos hidraulicos, é obvio q n podemos comparar em termos de vel mas q sao mais preparados pra durar e aguentar isso sao.
 
A resposta universal e suprema acaba de chegar: isso nao passa dum mito urbano !!! É obvio q os motores a diesel estao melhor preparados para os esticoes do q os a otto. Basta ver q tudo o q seja maquina de trabalho (seja ela qual for) tem forçosamente motor a gásol porque no fundo os motores dieseis sao, digamos que, a "força bruta" no universo auto. No caso dos automoveis se forem bem tratados nos arranques a frio, tudo o resto é conversa. Podem fechar o topico.[:blush:]


Isso dos motores de trabalho serem todos a gasóleo e serem a força bruta do mundo auto ... bem náo é bem assim ..

Por exemplo tu para teres um camião(tractor) a gasóleo com 400/500 cv tens de ter um motor perto ou de mais de 18.000 cm com cubicos com turbo numa faixa de rotação de 3000 rpm .

Se tivesses um tractor a gasolina com a mesma cilindrada não terias apenas 400 cv mais sim mais de 1000 cv e esse motor poderia trabalhar a altos regimes ... e se calhar nem necessitava de turbo para nada .

Num diesel destas cilindradas é impossivel atingirem as 4000 rpm que fazem os diesel ligeiros de média cilindrada .

Sou maquinista de pavimentadoras ... e num motor de 8000 cm3 com turbo aquilo tem 180 cv o max admitido de rotação são 1600 rpm controlado por computador e gerenciador de sistema ... falo de uma Vogelle com a qual trabalho todos os dias .

A rotação que indiquei no camião (tractor ) 3000 rpm é mesmo o max ... pois no conta rotações logo ás 2600 rpm já começa o red line .

1700 RPM 2000 RPM é a zona verde .

Para quem não sabe até aos anos 60 existiram tractores e camiões a gasolina e ninguem se queixava ... a passagem para o diesel na minha opinião foi devido á questão económica e talvez algum binário melhor desde cedo mas de resto força bruta é muito discotivel .

Na firma onde trabalho chegaram a ter uma frota Alfa romeo (camião) a gasolina .. ainda há gente que fala nesses camiões nos pequenissimos motores que possuiam e a força que desenvolviam.
 
Última edição:
Curioso! Ultimamente os tópicos do V7, numa grande parte, têm sempre qualquer coisa a haver com a Honda![;)]

Em relação a motores a Diesel cá por casa habita um 240D, atmosférico, de 75 cavalos, que nunca teve uma única avaria, no motor, desde 1980. Tive um Golf de 130 cv que também nunca teve uma avaria. Com uma L200 strakar já tive alguns problemas com o intercooler, que não funcionava à temperatura certa. Também tenho um Massey Ferguson, que após milhares de horas de trabalho, teve nalgumas ocasiões despesas avolutadas, mas na maior parte dos casos tinha a haver com as bombas hidraulicas e afins.
Carros a gasolina já passaram por cá um Vauxhall Viva que nunca deu problemas, um fiesta que para além de ser uma carga de trabalhos para pegar (sempre com a história de abrir e fechar o ar), não deu problemas além de começar a perder óleo com 6 meses. E... actualmente com o Honda Civic também ainda não tive problemas de motor.

Por isso acho que é uma questão de sorte. Pelo que a fiabilidade deverá ser semelhante. Não sei se é mito urbano ou não mas sempre ouvi dizer que um Diesel fazia muito mais Km que um a gasolina. Mas se fosse assim não sei como se safavam nos Estados Unidos onde a grande maioria dos carros é a gasolina!

Por isso acho que como tudo na vida, por vezes é preciso ter sorte.

Agora aqui alguém que me confirme se isto é verdade ou não! Disseram-me que num carro turbinado se apertar com ele e o desligar de seguida, arrisco-me a partir o turbo! Isto é verdade ou não! Se for qual a resposta?
E o conselho seria, depois de ter apertado com o carro, mante-lo a trabalhar durante um bocado antes de o desligar! Pessoalmente nunca me preocupei com isso e nunca tive qualquer problema...

Cumps
 
Os diesel actuais não são feitos para durar, ou por outra não são aqueles mitos de outrora. Aliás qualquer carro hoje em dia, é mais ou menos descartável, ninguém quer lançar um carro 100% fiável, senão só ganhavam dinheiro de uma assentada só.

Depois, guiar qualquer carro que seja sempre no "prego" não dá saúde ao motor ( fora aqueles casos em que os carros foram feitos para isso ).

O facto de ter ou não turbo, em minha opinião não tem muito a ver. É que para um carro com um motor turbinado, todas as peças lá dentro do motor, foram pensadas para suportar com aquelas pressões todas. Claro que se trocarmos de turbo para um mais potente, as peças desgastar-se--ão mais depressa.

Concluindo, não acho que os diesel se estraguem mais depressa que os gasolina, quando são conduzidos depressa.
 
Genericamente um Diesel tem um tempo de vida útil superior aos Otto.

É certo que os Diesel actuais recorrem a materiais menos robustos (ligas de alumínio) do que antigamente (ferro fundido) na concepção dos orgãos mais importantes: cabeça e bloco. Mas também é facto que estes motores têm reduzido bastante o nível de rotações a que trabalham.

Depois temos que ver se estamos a falar do motor em si mesmo, ou de outros orgãos acessórios, nomeadamente os turbocompressores. Estes têm que durar pelo menos esse tempo de vida útil preconizado. Quando não o fazem, ou é por deficiência do produto, ou por má utlização. O mesmo é válido para outros componentes.

Por mim, o factor mais limitante da duração e do desgaste proporcionado, são as rotações (velocidades) a que o motor vai trabalhar. Nesse particular os Otto são os mais afectados. Depois há que analisar a qualidade dos materiais de que cada motor é consebido, e por exemplo, os motores Honda (Otto) apesar das rotações que alcançam, não é por isso que são menos duradouros do que outros Otto. Mas nesse caso tal acontece, devido à utilização de materias melhores.

1- O facto de recorrerem a ligas de alumínio não quer dizer que sejam menos robustos. O facto do Al ser muito mais leve que o aço, permite criar blocos tão aos mais robustos e reduzir o peso.
Além disso o ferro fundido é susceptível à oxidação, o que acabará por alterar as suas propriedades mecânicas. Também não devemos esquecer que o dito ferro fundido é geralmente um aço de alto teor em carbono que, em regra geral, é mais susceptível que o Al a choques térmicos e choques físicos.
PS: As ligas de Al utilizadas são bastante resistentes, falamos de dura-alumínios, por exemplo.

2- Não acredito nessa ideia dos motores Diesel terem reduzido o regime de rotação... diria até que estão mais rotativos e menos ressonantes que nunca.



Por mim, o factor mais limitante da duração e do desgaste proporcionado, são as rotações (velocidades) a que o motor vai trabalhar. Nesse particular os Otto são os mais afectados. Depois há que analisar a qualidade dos materiais de que cada motor é consebido, e por exemplo, os motores Honda (Otto) apesar das rotações que alcançam, não é por isso que são menos duradouros do que outros Otto. Mas nesse caso tal acontece, devido à utilização de materias melhores.
Esquece a rotação..... isso leva-te a cometer equívocos como este [:p]

Os motores da Honda são fiáveis porque são construídos com enorme rigor e apesar das altas rotações, têm velocidades de piston triviais.... fruto da sua arquitectura quadrática / curso pequeno.
Às 4000rpm os motores Diesel têm maior velocidade linear que um motor Otto, pois, como o curso é maior, o piston tem que percorrer uma distância maior no mesmo espaço de tempo.
 
Boa resposta![:cool:]

apenas uma pergunta, porque metes 1º o facto de fazer muitas rpm e só depois a qualidade dos materiais?

não serão ambos factores impeditivos, em igual modo, de uma maior fiabilidade?:confused:


Essencialmente porque quis dar uma resposta o mais genérica possível.
A qualidade dos materiais empregues na concepção de um motor, já é particularizar um pouco mais a questão. Daí apenas quando falei sobre isso, é que dei o exemplo da Honda. [;)]
 
1- O facto de recorrerem a ligas de alumínio não quer dizer que sejam menos robustos. O facto do Al ser muito mais leve que o aço, permite criar blocos tão aos mais robustos e reduzir o peso.
Além disso o ferro fundido é susceptível à oxidação, o que acabará por alterar as suas propriedades mecânicas. Também não devemos esquecer que o dito ferro fundido é geralmente um aço de alto teor em carbono que, em regra geral, é mais susceptível que o Al a choques térmicos e choques físicos.
PS: As ligas de Al utilizadas são bastante resistentes, falamos de dura-alumínios, por exemplo.

2- Não acredito nessa ideia dos motores Diesel terem reduzido o regime de rotação... diria até que estão mais rotativos e menos ressonantes que nunca.



Esquece a rotação..... isso leva-te a cometer equívocos como este [:p]

Os motores da Honda são fiáveis porque são construídos com enorme rigor e apesar das altas rotações, têm velocidades de piston triviais.... fruto da sua arquitectura quadrática / curso pequeno.
Às 4000rpm os motores Diesel têm maior velocidade linear que um motor Otto, pois, como o curso é maior, o piston tem que percorrer uma distância maior no mesmo espaço de tempo.

Já tinha saudades de um debater de ideias contigo. [:p] [:p]

Sobre as ligas de aluminio vs ferro fundido, bem confesso que já não me recordo bem das características fisicas e químicas de uns e de outros. Na generalidade até concordo contigo. Pese embora te coloque a questão: se então as ligas de alumínio estão assim tão ao nível dos componentes em ferro fundido, porque é que só há pouco tempo é que os motores diesel começaram a ser concebidos em ligas de alumínio?
Não sei, mas acho que os motores concebidos em ferro fundido tinham maiores condições de durabilidade. Mas aceito os teus pontos de vista. [;)]

Sobre as rotações... O que se tem verificado é que actualmente a maioria dos diesel atingem a potência máxima às 4000 rpm's. Até há casos (Renault e Toyota) que atingem estes valores antes dessa marca. Anda por aí agora o biturbo da BMW que ultrapassa este valor (acho que são 4400 rpm). Antigamente até o desgraçado do 1.4 D do AX atingia a potência máxima às 5000 rpm. O 1.5 acho que também era esse valor. Tive um Sunny 1.7 D que era às 4800, os 1.5 D/TD Isuzu já não me lembro, mas seguramente que eram superiores às 4500 rpm....

A injecção directa, o common rail, a alta pressão e as várias injecções por ciclo, podem ter muitas vantagens, mas fazer muitas rotações não é concerteza. [;)]

Sim, às 4000 rpm's um motor Diesel até pode ter maior velocidade linear do êmbolo, mas concerteza que um Otto às 4000 rpm's não vai à mesma velocidade (de circulação, andamento) que esse carro equipado com o motor diesel. Depois tens ainda que considerar que fruto dos binários máximos atingidos a baixas rotações, permite aos diesel, terem relações de caixa muito longas. Ou seja, se calhar é bastante normal encontrarem-se diesel a andarem a 120 Km/H com caixas de 6 velocidades, por volta das 2000 - 2500 rpm's, enquanto que, para os mesmos valores de potência, um Otto se atira para as 4000 rpm's.

Aí não há velocidade linear do êmbolo que valha aos Otto... [:p]
 
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