José Mestre - O Homem do Rossio

Os meus parabéns!
O Homem está mesmo em Londres!

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Mudem o nome do tópico, pois a pessoa tem nome,apesar da enorme infelicidade de ter tamanha doença.Não é nenhum bixo.
Haja dignidade.
E já agora, que o Sr José melhore!!apr:)
 
A reportagem vai para o ar dia 6 de Dezembro às 9 da noite no Discovery Channel.
Claro que não é no "nosso" Discovery Channel da TvCabo. Nesse só vemos aquilo que eles querem que nós vejamos...
 
Médico britânico quer usar técnica inovadora em português com cara deformada
Um médico britânico ofereceu-se para tratar gratuitamente, com uma técnica inovadora que evita a transfusão de sangue rejeitada por José Mestre, o homem com a cara deformada que há mais de duas décadas pede no Rossio, em Lisboa

A solução foi proposta por Iain Hutchison, do Hospital São Bartolomeu, em Londres, após uma consulta na capital britânica, em meados de Julho, mas, até agora, José Mestre não deu resposta.

«Eu ofereci-me para fazer a operação sem cobrar e penso que as autoridades portuguesas pagariam pelo internamento hospitalar [no âmbito da cooperação europeia entre os serviços de saúde dos 27]», revelou o cirurgião.

O tratamento seria feito através de uma técnica recente, «o bisturi harmónico, que usa ondas de ultra-som para coagular os vasos sanguíneos», reduzindo a perda de sangue, indica.

Este método facilitaria a intervenção cirúrgica necessária para tratar a malformação vascular e o angioma de que padece, sem a transfusão de sangue que José Mestre rejeita por ir contra a sua crença religiosa, enquanto Testemunha de Jeová.

O angioma, que progride desde a infância e hoje chega abaixo do pescoço, está a comprometer-lhe cada vez mais a fala e a vergar-lhe a coluna devido ao peso.

O médico ilustra o resultado da técnica como «cortar o caule a uma flor sem cortar a flor».

«Era isso que faríamos, cortar todos os 'caules' que ele tem, reduzindo grande parte da lesão, o que o deixaria com a cara relativamente normal», prognostica, propondo dividir o tratamento em duas fases.

«A primeira operação teria um baixo risco e, no final, [José Mestre] teria contornos faciais relativamente normais e o grosso da protuberância da sua cara seria removido», descreve.

Devido ao angioma, explica o cirurgião, a pele ainda estaria vermelha como está agora, o lábio inferior continuaria pendurado e o nariz deformado.

«A segunda etapa seria uma operação correctiva convencional de reconstrução que teria como objectivo reduzir o volume do lábio e dar uma melhor forma ao nariz», acrescenta.

Cada intervenção cirúrgica teria uma duração de seis a sete horas, calcula o clínico, espaçadas por entre três e cinco meses.

Reconhecendo o caso como «altamente invulgar e complexo», Hutchison, que é fundador de uma organização de solidariedade intitulada «Salvar caras», garante que esta solução é mais simples e segura do que outras hipóteses.

«No início, quando vi as fotografias, pensei que era necessária uma enorme cirurgia, retirar toda a pele da cara até ao osso e usar tecido de outra parte do corpo para reconstruir a cara», conta.

Outra hipótese era «tentar um transplante de cara», uma técnica estreada com sucesso em França há dois anos.

Mas, após o exame em Londres, sugeriu a série de operações mais pequenas que permitiriam reduzir o desfiguramento sem grande risco, usando o bisturi harmónico.

Mestre, actualmente com 51 anos, viajou para a capital britânica no âmbito de um documentário sobre a sua situação gravado pelo canal Discovery, depois de ter recusado intervenções cirúrgicas no passado.

O médico calcula que, devido à idade de José Mestre, actualmente com 51 anos, o crescimento do tumor será «mais lento» e o bisturi harmónico pode ser usado novamente sem grande risco.

Mesmo para este experiente cirurgião, que diz ter feito «muitas operações a tumores do mesmo tipo mas nunca a um em tão mau estado», o caso de José Mestre «é único do mundo», cabendo ao próprio decidir se quer ou não o tratamento.

«É um desafio mas [como médico] tenho um desafio todos os dias», constata.

José Mestre nasceu com uma mancha escura mas aparentemente inofensiva na cara: «A mancha era lisa, mas começou a criar borbulhas e estas foram evoluindo até me consumir a face quase por completo e hoje só me resta um olho, do qual vejo mal», explicou José Mestre em Setembro, descrevendo que tinha menos de 2 anos quando a mãe começou a peregrinação pelos médicos.

A malformação vascular e o angioma de que padece foram progredindo ao longo do tempo, apesar de José ter sido operado ao lábio inferior, aos 14 e aos 18 anos, para tentar conter a progressão da doença.

O angioma, que lhe chega abaixo do pescoço, está a comprometer-lhe cada vez mais a fala e a vergar-lhe a coluna, tornando muito difícil que José consiga trabalhar - mas nem sempre foi assim.

«Aos 14 anos eu ajudava numa drogaria e a partir dos 16 controlava o trânsito numa via de Queluz, onde então morava, tendo mantido essa ocupação até aos 46 anos, em acumulação com o Rossio, onde estou há mais de duas décadas», recordou José Mestre.

«As pessoas sempre me vão dando alguma coisa e às vezes ganho 15 euros por hora. Se não fosse assim, nunca poderia pagar a renda, a água, luz e gás e os meus medicamentos, pois recebo do Estado apenas uma pensão por invalidez», acrescentou.

Todavia, as reacções de quem passa nem sempre são as melhores.

«Há uma ou outra pessoa que se interessa pelo meu problema e vem falar comigo mas a maioria apenas quer tirar fotos e essa falta de respeito magoa-me», confessou José Mestre, acrescentando que também há quem lhe peça para «tirar a máscara».

Outras pessoas fogem «agarradas à carteira como se tivessem medo que as fosse atacar e roubar», acrescentou José com uma ponta de ira e de mágoa.

As situações já o levaram a mostrar o bilhete de identidade, em cuja fotografia está claramente patente o angioma, ou a apedrejar quem o provoca.

Apesar da estranheza manifestada por muitos transeuntes, José Mestre afirma que o seu caso não é o único no País, «nem sequer em Lisboa», onde existem pelo menos «mais dois ou três», entre eles «um homem que costuma carregar o telemóvel numa loja do Rossio e duas crianças que passam muitas vezes na praça pela mão da mãe».

Há cerca de seis anos a residir com um dos cinco irmãos no Cacém, José Mestre já foi observado por médicos em Inglaterra, Alemanha e Espanha, onde os clínicos disseram que podiam operá-lo mas sem garantias de sobrevivência.
Lusa / SOL


in http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=71639

Boas Notícias!
 
«Há uma ou outra pessoa que se interessa pelo meu problema e vem falar comigo mas a maioria apenas quer tirar fotos e essa falta de respeito magoa-me», confessou José Mestre, acrescentando que também há quem lhe peça para «tirar a máscara».

Outras pessoas fogem «agarradas à carteira como se tivessem medo que as fosse atacar e roubar», acrescentou José com uma ponta de ira e de mágoa.

As situações já o levaram a mostrar o bilhete de identidade, em cuja fotografia está claramente patente o angioma, ou a apedrejar quem o provoca.

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Onde os idiotas e os desalmados conseguem chegar...
 
A primeira vez que vi esse homem estava distraídissimo a ver uma montra no Rossio... qdo me ia virar dei de quase de caras com esse homem...ia morrendo de susto, acho que todos os meus cabelinhos se arrepiaram:eek: nunca tinha visto nada igual nem nos filmes de terror.

Sobre o homem devia ser operado e tratado...se não quer é a escolha dele.
 
http://dn.sapo.pt/2007/12/19/sociedade/jose_ainda_aceitou_a_cirurgia_lhe_po.html


José ainda não aceitou a cirurgia que lhe pode devolver a cara

MARIA JOÃO CAETANO
VASCO NEVES (imagem)
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José Mestre está indeciso. Aos 51 anos, o homem de rosto deformado, que os lisboetas se habituaram a ver sentado pelos cantos no Rossio, recebeu uma proposta de um cirurgião inglês que quer operá-lo, prometendo libertá-lo do angioma que desde miúdo lhe invadiu a cara. Mais do que lhe restituir uma face, a operação permitirá a José melhorar a sua qualidade de vida, uma vez que poderá respirar convenientemente, falar, comer e ver. Ainda assim, José, testemunha de Jeová e homem de poucos recursos, habituado a passar os seus dias a ver quem passa junto ao Café Nicola, tem dúvidas e tem medo.

Tudo começou em Julho, quando José Mestre viajou a Londres a convite do canal de televisão Discovery, que realizou um documentário sobre ele. O programa, intitulado The Man With No Face, foi para o ar no passado dia 6, e, em vez de se limitar a contar a história de José, esforçou-se por encontrar uma solução para o seu caso. O canal contactou dois médicos famosos, Iain Hutchison, do Hospital St. Batholomew, e Loshan Kangesu, do Hospital Broomfield, e quis ouvir as suas opiniões.

Assim que viu José, Hutchison não hesitou em propor-lhe uma cirurgia inovadora e completamente à borla. "Não cobro muitas das cirurgias que faço. Eu já recebo o meu ordenado do Estado e posso dizer que não sou pobre, não ganho tanto quanto um jogador de futebol, mas ganho bem. E não há nada melhor do que curar uma pessoa. Poder ajudar os pacientes nesta situação é algo maravilhoso", conta o cirurgião numa conversa telefónica com o DN.

Para que a cirurgia se concretize, basta que José Mestre aceite e que arranje um patrocinador (público ou privado) que pague as viagens e o internamento.

José ainda não decidiu. E o médico, experiente, não consegue censurá-lo. "Ele está cansado e apreensivo. Não tem tido uma vida fácil. Já foi visto por outros médicos e passou por outros tratamentos que não resultaram. Porque é que há-de acreditar?" Além disso, existe um lado psicológico que não pode ser menorizado. Porque o rosto de cada um faz parte da sua personalidade e José Mestre viveu praticamente toda a sua vida com a cara deformada, cada vez mais deformada. Como reagirá a um rosto completamente novo (e que não terá nada a ver com a memória de si mesmo quando era adolescente)? O cirurgião acredita que José necessitará de ajuda psicológica, mas que será muito mais feliz sem a doença. "Até por motivos funcionais." José quase não consegue respirar, fala e come com dificuldade, só consegue ver de um olho. Em breve começará a sofrer de outras doenças associadas a esta condição.

"Já operei muitos outros pacientes com este problema, mas nunca tinha visto nenhuma lesão assim tão grande", confessa o médico, um dos maiores especialistas ingleses em cirurgia facial e fundador da Saving Faces, uma fundação que reúne 500 cirurgiões de todo o país com o objectivo de estimular a investigação nesta área.

"Mesmo que o José não faça a operação, já ganhou alguma coisa: ele, que nunca tinha saído do país, veio a Londres de comboio e voltou para Lisboa de avião. Foi uma aventura."|

José ainda não decidiu. E o médico, experiente, não consegue censurá-lo. "Ele está cansado e apreensivo. Não tem tido uma vida fácil. Já foi visto por outros médicos e passou por outros tratamentos que não resultaram. Porque é que há-de acreditar?" Além disso, existe um lado psicológico que não pode ser menorizado. Porque o rosto de cada um faz parte da sua personalidade e José Mestre viveu praticamente toda a sua vida com a cara deformada, cada vez mais deformada. Como reagirá a um rosto completamente novo (e que não terá nada a ver com a memória de si mesmo quando era adolescente)? O cirurgião acredita que José necessitará de ajuda psicológica, mas que será muito mais feliz sem a doença. "Até por motivos funcionais." José quase não consegue respirar, fala e come com dificuldade, só consegue ver de um olho. Em breve começará a sofrer de outras doenças associadas a esta condição.

"Já operei muitos outros pacientes com este problema, mas nunca tinha visto nenhuma lesão assim tão grande", confessa o médico, um dos maiores especialistas ingleses em cirurgia facial e fundador da Saving Faces, uma fundação que reúne 500 cirurgiões de todo o país com o objectivo de estimular a investigação nesta área.

"Mesmo que o José não faça a operação, já ganhou alguma coisa: ele, que nunca tinha saído do país, veio a Londres de comboio e voltou para Lisboa de avião. Foi uma aventura."|
 
testemunha de Jeová..... Eles recusam as transfusões de sangue: nesta operação é necessária uma transfusão?
E que tal ler apenas esta página??

É que nem digo para leres as 6 páginas, bastava ler a última para entender que a maior parte das cirurgias que ele pode receber, têm transfusão de sangue e que ele já disse que sendo testemunha de Jeová não quer. Mas o médico inglês uqe acompanhou a visita a Londres, propoe uma cirurgia inovadora sem a transfusão!
 
E que tal ler apenas esta página??

É que nem digo para leres as 6 páginas, bastava ler a última para entender que a maior parte das cirurgias que ele pode receber, têm transfusão de sangue e que ele já disse que sendo testemunha de Jeová não quer. Mas o médico inglês uqe acompanhou a visita a Londres, propoe uma cirurgia inovadora sem a transfusão!

é pá! peço desculpa pelo incómodo [;)]


de facto desta página só li o texto acima do meu post. Tal foi a minha surpresa em saber da confissão religiosa do senhor.
 
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