Nham, nham...[br

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] ...que tópico delicioso!
Vamos lá então começar a distribuir porrada...
1. A história da Critical.
Por vários motivos, conheço bem a empresa, e tanto esse artigo como outro que saíu nas mesma altura são um conto de fadas, a começar na história da empresa, passando pelo empregado bancário, pelo carro do Quadros e a acabar na satisfação dos colaboradores.
A história da empresa é simples: a partir de um projecto de doutoramento (de um dos 3 fundadores, julgo que do Diamantino Costa ou do Gonçalo Quadros), desenvolveram um modelo de análise de risco de sistemas - não sou engenheiro informático, por isso esta é a forma mais burra e simples de explicar - que com alguma sorte, timing e ajuda de várias instituições teve sucesso.
Não deixo de realçar o fantástico mérito dos investidores, mas as coisas não são tão fantasiosas como o artigo quer fazer crer.
O empregado bancário: a empresa iniciou a sua actividade a partir de Coimbra, terra onde não existe tradição empresarial, razão pela qual a banca também não está para aí orientada.
Irem pedir um financiamento para a implementação de um projecto de investigação na NASA ao gestor da vossa conta que só percebe de crédito à habitação, é a mesma coisa que eu pedir ao meu mecânico para me projectar o meu próximo carro.
O carro do Quadros: a empresa atribui carros de serviço aos seus quadros e posso garantir que apesar de não serem grandes espingardas - segmentos B e C - são carros com menos de 4/5 anos.
O úlitmo carro que vi ao Quadros foi uma carrinha Passat, pelo que deduzo que se tenha apresentado para a entrevista com algum chasso que tenha lá por casa, para uma imagem cool, à boa maneira da Google.
De vo confessar que não sabia que ele trabalhava tanto a imagem....suspeito bem que a empresa contratada para a gestão de imagem tenha lá uns iluminados pelo provincianismo tuga.
A satisfação dos colaboradores: eles procuram a todo o custo reter os seus colaboradores na sede em Coimbra. Lx e Porto são filiais impostas pelo mercado - é nesses locais que eles vão buscar o grosso do Vol.Neg., que é precisamente todo o tipo de serviços para empresas e inst. públicas que qualquer Novabase, Pararede, Edinfor, Siemens, Microsoft, HP, etc. prestam no mercado português.
Colaram a imagem da NASA e agora de Schengen, mas na verdade esses são negócios residuais, com maior importância no marketing que na produção.
Estão a apostar fortemente na Critical Links, que me parece pessoalmente um bom produto empresarial, embora considere que estão a empolar as expectativas.
Voltando aos colaboradores, o centro de decisão e de produção está em Coimbra, e a principal fonte de recrutamento é a universidade local.
A maioria dos colaboradores têm regalias semelhantes a qualquer uma das concorrentes, que também já começam a oferecer bilhares na cantina.
Os níveis salariais são inferiores aos de Lx - alegam que o custo de vida é inferior, blá, blá...,e são precisos 18 meses de contrato a prazo para efectivarem um eng. informático no quadro da empresa.
Há agências de comunicação fantásticas, não há?