Não venho aqui defender o Jorge Correia até porque me parece que é suficientemente "crescido" para o fazer ele próprio, mas afinal nós não somos constantemente roubados pelas seguradoras?
-Quem já não ouviu falar ou até tem conhecimento próprio de jogadas feitas pelos próprios peritos onde saem todos com a carteira mais recheada?
Eu já ouvi e já os vi serem despedidos com justa causa e serem inclusive proibidos de entrar nas instalações da empresa enquanto decorria o processo disciplinar!
Mas pelas tuas palavras, caso um colega teu (de profissão, seja ela qual for) seja um ladrão da pior espécie, tu tambem és?
-Quem desconhece casos que se podem apelidar de autênticos roubos quando se trata de indemnizar os segurados?
Existem alguns certamente, mas conheces tu os autênticos roubos que são feitos (ou tentados) ás seguradoras?
-Quantas despesas se recusam a pagar sendo por vezes necessário quase mendigar para que cumpram as suas obrigações?
Algumas certamente mas, e quantas despesas se tentam receber sem ter direito a elas?
-Quantos casos se conhece de favorecimento e/ou atribuição de responsabilidades apenas originados por razões económicas e passando à frente da justiça?
Aqui gostava que pormenorizasses pois em 15 anos de trabalho não conheço nenhum, aliás conheço precisamente o contrário, mas se tens um caso especifico para contar, conta.
-Quantos ficam prejudicados por não terem meios de se defenderem perante a prepotência desses senhores?
Admito que alguns, embora aqui grande parte da responsabilidade seja tambem da cara e morosa justiça em Portugal pois se as coisas fossem mais fáceis, céleres e baratas tal não aconteceria certamente.
E onde está a justiça de tudo isto e onde está a revolta por estas situações? Onde estão os prevaricadores, estão presos?
Muitos dos prevaricadores, leia-se funcionários menos escrupulosos, têm processos crime em tribunal.
Por fim, as seguradoras estão-se marimbando para isso, pois se têm mais despesas, cobram-nas directamente nos prémios pagos por todos nós, sem espinhas!
Tal como o Estado, as Seguradoras funcionam ao contrário, isto é, se vão gastar x há que cobrar y. Infelizmente no restante mundo da economia, orçamenta-se as despesas em função das receitas e não o contrário.
Muito sinceramente, não me parece que os prémios de seguro tenham tido aumentos muito divergentes com os restantes aumentos de todo e qualquer produto/serviço em Portugal nos últimos anos.
Moral da história (e como diz o Povo): amor com amor se paga e quem semeia ventos, colhe tempestades.
Ou, quem está no convento é que sabe o que lá vai dentro.