Conferência da ONU em Bali sobre a Mudança Climática

Não será pelo meus antepassados terem praticado a escravatura, que eu a aceitarei como uma prática admissível. [;)]

Portanto, bora lá a sermos razoáveis.

Porque este desenvolvimento desenfreado é feito na sua maioria à custa de sistemas de energia completamente ineficientes. Como são pobres e com baixa protecção ambiental, qualquer coisa serve. Até sistemas desactualizados do Ocidente.

É por isso que todas estas metas são mais para Inglês ver do que as verdadeiras necessidades dos povos.

Mas, mais cedo ou mais tarde, vai ter que se fazer a transição em larga escala,
e quanto mais cedo fosse, melhor. Apenas porque não é possível, tal a pressão que se criou naquela população. Negar-lhes o direito ao desenvolvimento não faz sentido. Teremos apenas de levar-lhes as nossas experiências numa gestão mais eficaz dessas coisas todas.

Agora que a China e a Índia se alinham como os maiores poluídores, não tenho dúvida. Mas isto não é uma acusação, mas sim um constatação de factos. [:cool:]

Quanto à Rússia ser poluídor ou não, claro que o tamanho da Rússia importa. O problema está nos grandes crimes ambientais ocorridos durante a ex-URSS e dos quais ignoramos a sua real dimensão.

E os poucos que são públicos já nos fazem estremecer de pavor. :(

Vamos ser totalmente honestos nesta questão.

1) Acesso das actuais fontes de energia.

2) Que por sua vez e perante o cenário actual começam a escassear nas suas reservas.

3) Incompatibilidade económica entre o bloco dito desenvolvido e o dito emergente pelo factor energético.

4) Meio-ambiente é um factor de persuasão do dito bloco desenvolvido ao restante de modo a quebrar o ritmo de consumo deste.

5) Nem o dito bloco desenvolvido respeitou o desenvolvimento sustentado na sua ascensão industrial.

A China não promove um desenvolvimento sustentado

É claro que terá obrigatóriamente que haver uma solução/enquadramento para o problema, mas não será com este discurso.
 
Se no rápido e frenético crescimento industrial do pós Segunda Grande Guerra no Ocidente este factor (ambiental) fosse tido em conta talvez agora o espaço temporal para a resolução de certos problemas fosse um pouco maior.

E se houver comparação entre a dita época de reconstrução e o explodir de novos centros de consumo energético no planeta, não deixa de haver algumas semelhanças entre ambos.
 
Se fosse Quioto o único problema...

Os EUA são dos que gastam mais água, energia, carvão, petróleo...tudo isto tem custos ambientais...

A China com mais população gasta menos 20 a 25% de água que os EUA...[;)]

Não podes comparar assim, comparar a Europa com os EUA já faz mais sentido, agora comparares a china com os EUA neste momento é ridiculo..

É como dizeres que em 1700 em termos de emissoes per capita estavamos muito melhor do que agora..

Pudera..:sh)
 
Quanto à Rússia ser poluídor ou não, claro que o tamanho da Rússia importa. O problema está nos grandes crimes ambientais ocorridos durante a ex-URSS e dos quais ignoramos a sua real dimensão.

Exacto, não me refiro a este antigo bloco por questões óbvias.

Mas já se sabe o que se passa ou passou em grande % nesse plano, basta por exemplo ver o estado ambiental em que se encontram algumas das actuais Repúblicas do Cáucaso (ricas em diversas matérias-primas).
 
Países em desenvolvimento queixam-se de pressões em Bali

A introdução de compromissos sobre as emissões de gases com efeito de estufa para os países em desenvolvimento é um dos pontos que está a bloquear a conclusão de um acordo em Bali. Munir Akran considerou que limitar as emissões seria “essencialmente injusto”. Akran chegou a dizer que seria uma tentativa de desacelerar a economia e a competitividade de detereminados países.
 
EUA: Viaturas vão reduzir no consumo mas talvez não nas emissões de CO2

Nova Iorque, 14 Dez (Lusa) - O senado norte-americano aprovou por maioria um projecto-de-lei que exige que todos os veículos estejam, em 2020, em condições de não gastar mais do que 6,8 litros aos 100 quilómetros.

Que cada um retire as conclusões que melhor achar para esta notícia, tendo em conta o tema do tópico.
Creio que só há uma conclusão a tirar, a maioria dos americanos são demasiado inconscientes para se preocupar com o que quer que seja.

Afinal haverá sempre uma guerra algures a garantir que o petróleo continua a fluir.


[8b]
 
Uns baixam efectivamente as emissões e... são criticados.

Outros renovam a dependência no carvão, e no final vai-se a ver e são os mesmos que atiram as pedras.

E que tal ser coerente e criticar a imbecilidade que foi Brinches? Ou Foz do Côa? Ou Sines?

Não é preciso muito para ver que em decisões de trampa Portugal é rei. Mas depois claro, a culpa é de uns lobbies que nos mantêm na dependência do petróleo.
 
Gelo do Ártico está derretendo 30 anos antes do previsto

Oceano ártico pode ficar praticamente sem gelo no verão já em 2020.
Degelo vai acelerar ainda mais o aquecimento global.


A capa de gelo do Ártico está derretendo muito mais rápido do que o esperado e cerca de 30 anos antes do que o previsto pelo Painel Inter governamental de Mudança Climática, disse na terça-feira (01) um especialista em gelo norte-americano. Isso significa que o oceano no topo do mundo pode ficar sem ou quase sem gelo no verão até 2020, três décadas antes do que as previsões mais sombrias do painel, que eram de 2050.
A ausência de gelo no Oceano Ártico durante o verão seria um grande estímulo ao aquecimento global, disse Ted Scambos, glaciologista do Centro Nacional de Neve e Gelo no Colorado.

"No momento...o Ártico ajuda a manter a Terra fria", disse Scambos em entrevista por telefone. "Sem esse gelo do Ártico, ou com muito menos, a Terra vai aquecer muito mais rápido".

Isso porque o gelo reflecte luz e calor. Quando ele desaparece, a terra ou mar muito mais escuros absorve mais luz e calor, fazendo com que seja mais difícil para o planeta esfriar, mesmo no inverno, disse ele.

Scambos e os co-autores do estudo, publicado no jornal Geophysical Research Letters, usaram dados de satélite e confirmação visual do gelo do Ártico para chegar a essas conclusões, uma imagem muito diferente do que a obtida a partir de modelos de computador usados pelos cientistas do painel inter governamental.

"Parece que estamos no ritmo cerca de 30 anos antes do esperado para alcançar um estado em que não temos gelo no mar ou pelo menos não muito no final do verão no Oceano Ártico", disse ele.

Ele não considerou a noção que a forte tendência ao aquecimento no Ártico possa ser devido a ciclos climáticos naturais. "Não há muitos períodos na história que são assim dramáticos em termos de variabilidade natural", disse Scambos.

Ele disse que não tem dúvidas de que isso é causado em grande parte por gases do efeito estufa na atmosfera, que segundo ele é a única coisa capaz de mudar a Terra em escala tão grande por tantas latitudes.

Questionado sobre o que resolveria o problema -- tópico de um novo relatório do painel inter governamental a ser divulgado na sexta-feira em Bangcoc -- Scambos disse que uma grande erupção volcânica poderia segurar o derretimento de gelo do Ártico por alguns anos.

Mas ele acredita que o aquecimento contínuo é inevitável nas próximas décadas. "A longo prazo e para os próximos 50 anos, acho que até mesmo o novo relatório vai concordar que teremos um bom aquecimento", disse Scambos.
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL29815-5603,00.html
 
Creio que só há uma conclusão a tirar, a maioria dos americanos são demasiado inconscientes para se preocupar com o que quer que seja.

Afinal haverá sempre uma guerra algures a garantir que o petróleo continua a fluir.


[8b]

Isso em termos geológicos não é garantido, e em muito menor escala no aspecto económico do uso da matéria.
 
Bali/Clima: Conferência foi um "sucesso muito significativo" para o Ambiente - Ministro Nunes Correia

Lisboa, 15 Dez (Lusa) - O ministro do Ambiente, Nunes Correia, considerou hoje a Conferência de Bali "um sucesso muito grande e significativo" para o Ambiente, uma vez que conseguiu "comprometer" todos os países no caminho para redução de emissões.

Nunes Correia, que falava à agência Lusa a partir de Bali (Indonésia), sublinhou que mesmo os países desenvolvidos como os Estados Unidos da América, que era o mais renitente em cumprir o protocolo de Quioto, se comprometeram a reduzir as emissões nos próximos anos.

"Não foi fácil. Foi um processo negocial muito difícil, que durou dois dias e duas noites e nem sequer é uma etapa final, dado que a conferência de Bali foi apenas o início de um processo negocial que só vai terminar em 2009", frisou Nunes Correia.

Segundo o ministro, a Conferência de Bali registou momentos de "grande tensão e suspense" e de um "dramatismo enorme" uma vez que os Estados Unidos só no final decidiram asinar o documento final em que todos os países, dos mais desenvolvidos aos em vias de desenvolvimento, se comprometeram a diminuir as emissões de dióxido de carbono.

Nunes Correia sublinhou ainda o papel da União Europeia nas rondas negociais, acrescentando que que se conseguiu estabelecer os dois objectivos de longo prazo: o primeiro até 2020 e o segundo até 2050.

*Referiu ainda que se decidiu pela definição de um quadro a cumprir até 2012 que passa, em Portugal, por uma "grande aposta nas energias renováveis e no desenvolvimento de uma economia mais eficiente do ponto de vista familiar".

"Cada um de nós é responsável por consumos desnecessários e que contribuem para as alterações climáticas", disse, acrescentando que há ainda que apostar nos painéis solares, na energia solar térmica, no uso de viaturas híbridas ou de baixo consumo e na utilização dos transportes colectivos.

**O ministro acrescentou que Portugal é um dos países da Europa onde o Imposto Automóvel penaliza mais as viaturas com mais emissão de gases para a atmosfera.

CP.
© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
2007-12-15 16:30:01

Em http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=314296&visual=26&tema=1

* Veremos o cenário energético em Portugal nessa data, é relativamente curto o espaço temporal a percorrer.

**Sem comentários.

Bali/Clima: Redução de gases ficou aquém das expectativas - Quercus

Lisboa, 15 Dez (Lusa) - A Quercus considerou hoje que a Conferência de Bali ficou aquém no que toca à redução de emissões no longo prazo, dado que as metas iniciais eram de redução de 50 por cento entre 2000 e 2050.


Em comunicado, a associação ambientalista refere ainda que os números iniciais apontavam para uma redução de entre 25 e 40 por cento das emissões dos países industrializados entre 1990 e 2020 e que o texto final da conferência remeteu todos estes números através de uma nota de rodapé para as conclusões do Painel Intergovernamental das Alterações Climáticas onde estes dados estão claramente identificados.

A Quercus congratula-se porém com o facto de a conferência ter conseguido iniciar um processo formal e interligado entre os países da Convenção das Alterações Climáticas e os países que ratificaram o Protocolo de Quioto através do Grupo de Trabalho ad-hoc da convenção sobre Acção Cooperativa de Longo Prazo e ter estabelecido o ano de 2009 como meta para o fim do processo negocial para definir o quadro pós-2012.

Relativamente às áreas de adaptação e transferência de tecnologia, a Quercus considera ainda que os resultados de Bali foram aceitáveis e que a redução de emissões pela desflorestação e degradação da floresta e da alteração do uso do solo e floresta ficaram separadas, o que de forma global também é positivo.

Para a Quercus, a Conferência de Bali constituiu uma "derrota" para a administração norte-americana, que pretendia abrir um processo paralelo juntamente com as maiores economias mundiais, mas o texto final é "ambíguo" e "abre caminho" a vias potencialmente perigosas que precisam de ser corrigidas nos próximos dois anos.

A associação ambientalista congratula-se ainda com a "postura proactiva" que os países do G7 + China (países em desenvolvimento), nomeadamente da China, assumiram na conferência de Bali, e considera que a equipa negocial portuguesa que assumiu a coordenação das posições da União Europeia "cumpriu as expectativas, interagiu dentro do desejável com as organizações não governamentais europeias e com a Quercus, tendo a nível ministerial sido desisivo a sua acção nas últimas horas de negociação e na pressão interna e externa que colocou para um desenlace possível desta reunião".

CP.
© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.
2007-12-15 15:45:01

Em http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=314287&visual=26&tema=1
 
Bem, chegou finalmente ao fim mais uma conferência em que 10 mil pessoas foram para Bali passar Férias fazendo de conta que foram discutir o clima da Terra. Esta como as anteriores férias, perdão, reuniões não servem para nada, e pelos vistos desta vez os EUA cansaram-se do aproveitamento meramente político, e resolveram também entrar no reino da ficção. Quanto a mim fizeram muito bem, isto tudo é um embuste, para quê fazer sempre o papel de vilão numa coisa que não passa de uma peça de teatro ou de circo.

E entretanto curtam o frio destes dias, de Portugal aos EUA, de toda a Europa à Russia. Com um bocado de sorte ainda vamos ver neve para a semana cá em Portugal.
 
Bem, chegou finalmente ao fim mais uma conferência em que 10 mil pessoas foram para Bali passar Férias fazendo de conta que foram discutir o clima da Terra. Esta como as anteriores férias, perdão, reuniões não servem para nada, e pelos vistos desta vez os EUA cansaram-se do aproveitamento meramente político, e resolveram também entrar no reino da ficção. Quanto a mim fizeram muito bem, isto tudo é um embuste, para quê fazer sempre o papel de vilão numa coisa que não passa de uma peça de teatro ou de circo.

E entretanto curtam o frio destes dias, de Portugal aos EUA, de toda a Europa à Russia. Com um bocado de sorte ainda vamos ver neve para a semana cá em Portugal.

É isso mesmo, e nós cá vamos pagando estas férias com os nosso impostos
para eles não decidirem nada de útil.
O curioso é que para os políticos portugueses é sempre tudo uma maravilha,
é sempre uma grande mudança, é sempre o principio de algo grandioso. [:D]

Foi assim na cimeira Europa-África (aonde não se decidiu nada),
na da UE (aonde ainda nada é definitivo), e nesta (mais uma vez nada...).

É o espírito "Porreiro pá!" que segue a filosofia vigente em Portugal
do "Nacional-porreirismo", como diria o Prof. Martelo. [:D]
 
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