Conferência da ONU em Bali sobre a Mudança Climática

Nitrofurano

New member
Como devem saber, está-se a dar este mês esta conferência da ONU em Bali de onde, se tudo correr bem, começará a nascer o substituto do Protocolo de Quioto. Aqui se definirão as estratégias climáticas a tomar para preservar o nosso planeta.

Ou não. Diz-se que há certos interesses envolvidos em boicotar tal acção. Podem assinar uma petição a insurgirem-se contra tal, aqui. É rápido e talvez faça a diferença.
 
Acho estranho é ano após ano os EUA conseguirem baixar os níveis de emissão de CO2, enquanto que Portugal e outros que ratificaram certo protocolo (e que naturalmente e ao bom estilo demagogo não o cumpre) se achem no direito dos criticar.

Sou só eu ou mais alguém acha isto um bocadinho de nada parvo?
 
Acho estranho é ano após ano os EUA conseguirem baixar os níveis de emissão de CO2, enquanto que Portugal e outros que ratificaram certo protocolo (e que naturalmente e ao bom estilo demagogo não o cumpre) se achem no direito dos criticar.

Sou só eu ou mais alguém acha isto um bocadinho de nada parvo?

Não, não és.
 
Eu não acho nada estupido...

Vejamos...

Os EUA são responsaveis por 23% do Co2 mundial... destacado em primeiro lugar.
Os estados unidos tem cerca de 300milhoes de pessoas.
A china, tem 18% de Co2 a nivel mundial... com uma população 4,5 vezes superior aos EUA.
Mas se quiserem algo mais semelhante.. a EU com 500 milhoes de pessoas produz menos de metade do CO2 dos EUA... 11%.

(Isto quer dizer que os EUA tem 3 vezes mais emissões per capita!)

Obviamente que o potencial de descida está todo do lado do EUA! É mais facil o EUA descer, com uma produção de CO2 per capita (Muito) superior a qualquer país, que descer a EU com muito menor gasto de CO2 per capita.
 
Última edição:
O que é pior?

1. Não assinar Quioto.
2. Assinar e não cumprir.

Nenhuma dessas opções acima colocadas, a inexistência de respostas de ordem energética alternativas a níveis que satisfaçam as necessidades humanas hoje consideradas como adquiridas pelo menos no Ocidente.

O resto é secundário.
 
Mete a sociedade chinesa com o desenvolvimento económico e social da americana.

Aliás, dá-lhes 50 anos e verás.

Vocês gostam de comparar coisas incomparáveis [:D]
 
Se fosse Quioto o único problema...

Os EUA são dos que gastam mais água, energia, carvão, petróleo...tudo isto tem custos ambientais...

A China com mais população gasta menos 20 a 25% de água que os EUA...[;)]

Se calhar porque para grande parte dela a agua ainda vem dentro dos baldes [;)]
Mas se calhar gasta hoje o dobro da agua que gastava á 10 anos.
 
A mim tanto me faz que queimem o petróleo mais devagar ou mais depressa,
mais 5% ou menos 5%, é o mesmo que nada a longo prazo.

Isto que andam a tentar fazer é praticamente a mesma coisa que nada,
e nem isso conseguem.

Por isso, eu já estou mentalizado que vamos queimar o petróleo todo
até à última gota, ou então quando metade do planeta estiver debaixo de água
ou metade coberto de gelo...

Até lá não vamos parar... por isso relaxem, aproveitem as vossas máquinas
produtoras de CO2, é aproveitar ao máximo enquanto se pode...
 
Eu não estou nada preocupado com os USA. Felizmente que bastantes cidadãos têm uma consciência ambiental e a partir de agora é só a reduzir...

Há estados que têm leis muito mais restritivas no que toca ao ambiente do que muito europeu.

Preocupa-me, isso sim, é a China e a Índia, que nas suas políticas de desenvolvimento a todo o custo estão-se a borrifar para as questões climáticas.

Mas um dia, eles irão ser os primeiros a sentir o que estão a fazer. Passa-se neste momento na China.

Mas pronto. Não é a UE que quer reduzir a média dos construtores para 120gr/km daqui a uns anos? E qual a posição da Porsche no meio disto tudo? Comprar uma empresa de carros eléctricos para chegar a essa média?

Tem que haver um pouco de bom senso nestas coisas. E por vezes, ele anda um pouco arredado do espírito das pessoas.
 
Eu não estou nada preocupado com os USA. Felizmente que bastantes cidadãos têm uma consciência ambiental e a partir de agora é só a reduzir...

Há estados que têm leis muito mais restritivas no que toca ao ambiente do que muito europeu.

Preocupa-me, isso sim, é a China e a Índia, que nas suas políticas de desenvolvimento a todo o custo estão-se a borrifar para as questões climáticas.

Mas um dia, eles irão ser os primeiros a sentir o que estão a fazer. Passa-se neste momento na China.

Mas pronto. Não é a UE que quer reduzir a média dos construtores para 120gr/km daqui a uns anos? E qual a posição da Porsche no meio disto tudo? Comprar uma empresa de carros eléctricos para chegar a essa média?

Tem que haver um pouco de bom senso nestas coisas. E por vezes, ele anda um pouco arredado do espírito das pessoas.

China, India e a Russia

Virtualidades ambientais

Porsche Cayenne Hybrid

Quando a Europa discute novos limites para o CO2 a Porsche levanta a ponta do véu do futuro Cayenne Híbrido.
A iniciativa da Porsche, que conta com a colaboração da Audi e da VW, insere-se num tema recorrente nos últimos tempos, especialmente desde que a Comissão Europeia mostrou vontade de reduzir drasticamente as emissões de CO2 (e outras com influência directa no efeito de estufa) como forma de travar as alterações climáticas resultantes do aquecimento global.

A solução híbrida agora apresentada a um grupo restrito de jornalistas no centro de desenvolvimento tecnológico de Welssach na Alemanha é a demonstração de que esta solução pode ser um caminho interessante para a compatibilização ambiental dos motores mais potentes.

O objectivo da Porsche é desenvolver a aperfeiçoar esta tecnologia até 2010 (altura prevista para o lançamento do Cayenne Híbrido). Para além do Cayenne, a Porsche tenciona estender o mesmo conceito ao futuro Panamera, excluindo para já os outros modelos mais desportivos.

Apesar de considerarmos que o protótipo do Cayenne Híbrido se encontra num estágio de desenvolvimento muito avançado, a Porsche quer aperfeiçoar ainda mais o conceito de maneira a aparecer com a melhor solução no final da primeira década do século vinte um. Um dos objectivos é reduzir ainda mais as emissões de CO2 que nesta fase do projecto desceu de 310 g/Km para as 240 g/Km no ciclo combinado.

Apesar desta solução corresponder a um nicho de mercado muito pequeno, a previsão da mítica marca alemã é que esta tecnologia possa representar cinco a 15 por cento das vendas do Cayenne e do futuro Panamera.

Depois da Lexus, a Porsche é a segunda marca a mostrar interesse nesta matéria como forma de conciliar as elevadas prestações dos seus motores com os interesses ambientais, ainda que o caminho escolhido do ponto de vista das opções tecnológicas possua diferenças significativas quando comparado com a Lexus.

http://aeiou.turbo.pt/default.asp?CpContentId=327615&ListComment=1&CpMsgId=468394
 
Última edição:
Eu não estou nada preocupado com os USA. Felizmente que bastantes cidadãos têm uma consciência ambiental e a partir de agora é só a reduzir...

*Há estados que têm leis muito mais restritivas no que toca ao ambiente do que muito europeu.

**Preocupa-me, isso sim, é a China e a Índia, que nas suas políticas de desenvolvimento a todo o custo estão-se a borrifar para as questões climáticas.

Mas um dia, eles irão ser os primeiros a sentir o que estão a fazer. Passa-se neste momento na China.

Mas pronto. Não é a UE que quer reduzir a média dos construtores para 120gr/km daqui a uns anos? E qual a posição da Porsche no meio disto tudo? Comprar uma empresa de carros eléctricos para chegar a essa média?

Tem que haver um pouco de bom senso nestas coisas. E por vezes, ele anda um pouco arredado do espírito das pessoas.

*Verdade e bem mais restritivas que as europeais.

**Isso é demagogo no mínimo! pois aquando do desenvolvimento não sustentado praticado pelo Ocidente durante a sus industrialização ninguém no dito bloco se preocupou com o meio-ambiente.

Onde está o dito bom senso e a moral de criticar agora o desenvolvimento dos ditos países emergentes que em muitos sectores já são uma certeza económica.
 
Até lá não vamos parar... por isso relaxem, aproveitem as vossas máquinas
produtoras de CO2,
é aproveitar ao máximo enquanto se pode...

[:D] [;)] (Pois é verdade as restantes alternativas não são derivados do petróleo ou são?).
 
[:D] [;)] (Pois é verdade as restantes alternativas não são derivados do petróleo ou são?).

Neste momento não me parece que haja alguma alternativa sem ser
derivada do petróleo.
Não há, nem os governos parecem dispostos a criá-las, por isso bem que
podem fazer centenas de conferências para diminuir as emissões de CO2,
que não vão dar nenhum resultado prático a longo prazo.
 
Neste momento não me parece que haja alguma alternativa sem ser
derivada do petróleo.

Não há, nem os governos parecem dispostos a criá-las, por isso bem que
podem fazer centenas de conferências para diminuir as emissões de CO2,
que não vão dar nenhum resultado prático a longo prazo.

Por vezes tendo em conta o que leio até julgo haver perante tantas certezas e poucas dúvidas técnicas no assunto (existem alternativas!, mas não há escala necessária aqui o incentivo politico poderia fazer a diferença a curto/médio no meu ponto de vista).
 
Por vezes tendo em conta o que leio até julgo haver perante tantas certezas e poucas dúvidas técnicas no assunto (existem alternativas!, mas não há escala necessária aqui o incentivo politico poderia fazer a diferença a curto/médio no meu ponto de vista).

Vamos lá ver, existem alternativas técnicas para evitar os combustíveis
fósseis. Para os utilizadores finais é que não existem essas alternativas,
porque não são criadas/disponibilizadas. Os políticos não têm tido a capacidade necessária
para as fazer implementar, e além disso, numa primeira fase
seriam muito mais caras que as alternativas actuais.
Mas, mais cedo ou mais tarde, vai ter que se fazer a transição em larga escala,
e quanto mais cedo fosse, melhor.
 
Vamos lá ver, existem alternativas técnicas para evitar os combustíveis
fósseis. Para os utilizadores finais é que não existem essas alternativas,
porque não são criadas/disponibilizadas. Os políticos não têm tido a capacidade necessária
para as fazer implementar, e além disso, numa primeira fase
seriam muito mais caras que as alternativas actuais.

Mas, mais cedo ou mais tarde, vai ter que se fazer a transição em larga escala,
e quanto mais cedo fosse, melhor.

Existem para os utilizadores finais!, não existem é a 100% de independência do uso do petróleo (os BC são uma alternativa usada com sucesso na Europa, bem como uma boa rede de transportes públicos em em países com uma estrutura rodoviária preparada tal).

E não se pode reduzir esta questão aos combustíveis, o uso dos derivados de petróleo está presente em quase todas as mais simples acções diárias, aqui como acima disse a acção legislativa podia fazer a diferença pela positiva já a curto/médio prazo.

BC = Desenvolvidos de modo sustentado para não agravar o problema já existente.
 
*Verdade e bem mais restritivas que as europeais.

**Isso é demagogo no mínimo! pois aquando do desenvolvimento não sustentado praticado pelo Ocidente durante a sus industrialização ninguém no dito bloco se preocupou com o meio-ambiente.

Onde está o dito bom senso e a moral de criticar agora o desenvolvimento dos ditos países emergentes que em muitos sectores já são uma certeza económica.
Não será pelo meus antepassados terem praticado a escravatura, que eu a aceitarei como uma prática admissível. [;)]

Portanto, bora lá a sermos razoáveis.

Porque este desenvolvimento desenfreado é feito na sua maioria à custa de sistemas de energia completamente ineficientes. Como são pobres e com baixa protecção ambiental, qualquer coisa serve. Até sistemas desactualizados do Ocidente.

É por isso que todas estas metas são mais para Inglês ver do que as verdadeiras necessidades dos povos.

A China não promove um desenvolvimento sustentado. Apenas porque não é possível, tal a pressão que se criou naquela população. Negar-lhes o direito ao desenvolvimento não faz sentido. Teremos apenas de levar-lhes as nossas experiências numa gestão mais eficaz dessas coisas todas.

Agora que a China e a Índia se alinham como os maiores poluídores, não tenho dúvida. Mas isto não é uma acusação, mas sim um constatação de factos. [:cool:]

Quanto à Rússia ser poluídor ou não, claro que o tamanho da Rússia importa. O problema está nos grandes crimes ambientais ocorridos durante a ex-URSS e dos quais ignoramos a sua real dimensão.

E os poucos que são públicos já nos fazem estremecer de pavor. :(
 
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