Byblos - Ex-Maior livraria portuguesa

MS

Banido
A inauguração da maior livraria portuguesa, a Byblos, um sonho antigo de Américo Areal, ex-dono das Edições Asa, está marcada para esta noite só para convidados. A livraria abre ao público amanhã, às 10h.

É um espaço gigantesco - 3300 m2 distribuídos por dois andares - e aposta no fundo editorial. Vai ter entre 120 mil e 150 mil títulos. Além de livros, a Byblos vende revistas, CD, DVD, merchandising relacionado com o livro, gifts (canetas, luzes de leitura, etc.) e tem um game center (espaço com videojogos). Ao lado das novidades, estão livros, discos, jogos e filmes que saíram há mais de seis meses e hoje são difíceis de encontrar no mercado.

É uma livraria "inteligente": usa as novas tecnologias para dar conforto ao cliente, que pode começar a gerir a sua lista de compras a partir de casa (através do site www.byblos.pt). Cada cliente terá um cartão Byblos que pode ser carregado no multibanco para compras na livraria ou no site.

Quando o PÚBLICO visitou a Byblos as tecnologias ainda não estavam a funcionar. Mas a estante robotizada com 65 mil títulos (a pesquisa faz-se num computador) já estava instalada.

Os produtos à venda estão espalhados por prateleiras, mesas, vitrinas, gavetas como em qualquer livraria. O que é inovador na Byblos é o seu mobiliário integrar um software que ajuda na localização dos livros através de etiquetas RFID - Identificação por Radiofrequência. Cada livro terá uma etiqueta electrónica que está relacionada com outra que assinala determinado lugar na prateleira. Se o livro for colocado fora do seu sítio, o sistema central detecta o erro (as prateleiras têm antenas) e envia uma mensagem de e-mail para o computador do empregado responsável por essa área na livraria. Ele tem dez minutos para colocar o livro no lugar certo.

Por sua vez, os clientes podem fazer pesquisas nos 34 ecrãs tácteis espalhados pela livraria e ficar a saber a localização exacta dos produtos que procuram. Um papel com as referências da localização é impresso pela máquina. Informações com tops de vendas, promoções e agenda aparecem nos 54 ecrãs LCD da livraria. À saída, basta ao cliente pousar os livros na caixa de pagamento (numa pilha até 80 cm de altura) e o sistema lê o conjunto de compras (através da radiofrequência) sem ser necessário passar um a um.

A Byblos tem ainda um auditório para 137 pessoas sentadas, camarim e gabinete de primeiros socorros. Na cafetaria vão servir refeições ligeiras.

A livraria vai funcionar de segunda a sábado, das 10h às 23h e ao domingo das 10h às 13h. Tem acessos pela Rua Carlos Alberto Mota Pinto, n.º 17 e pela Rua Joshua Benoliel (Amoreiras). Uma das portas dá directamente para a zona das crianças, com um barco (tem sino, leme, velas) e uma árvore com uma casa de madeira. Ali é possível brincar com jogos interactivos criados pela YDreams. Outra entrada dá para o quiosque, 280m2 com jornais e revistas especializadas.

Quatro milhões de euros

"Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de livraria", lê-se numa das paredes, e a felicidade para o dono da livraria será quando "as pessoas pensarem em livro, pensarem na Byblos". Areal vendeu a sua empresa ao grupo de Paes do Amaral e investiu quatro milhões de euros neste projecto. Para o ano quer inaugurar uma Byblos no Porto e construir uma cadeia de livrarias no país. "Hoje o livro está disponível em gasolineiras, estações de CTT, hipermercados, tabacarias. Mas quanto mais próximo, menor é a oferta", explica. "Por isso surge a tendência oposta, a das cadeias de grandes livrarias." Em França, em 2004, faliram centenas de pequenas livrarias mas a megalivraria cresceu 5,6 por cento.

"Há um vastíssimo público que não encontra resposta para as suas necessidades. Quer dar aos seus filhos o que gostou de ler e não encontra. Em todo o lado há livrarias de fundo editorial. Não seria a altura de aparecer uma em Portugal?", afirma Areal. Para o livro estrangeiro, têm acordos internacionais e na edição portuguesa andam "à pesca" dos editores mais pequenos e da edição de autor. "Quem tiver um livro venha ter connosco porque o queremos ter disponível quer fisicamente quer na Internet", pede.

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1313690

No piso 0 do edíficio onde trabalho! Haja dinheiro para gastar.

Esperemos que seja uma forte concorrente da FNAC.

Pessoal toca a apoiar o investimento português! apr:)
 
Última edição:
Esta era uma das grandes dúvidas que eu tinha: se era portuguesa ou parte de uma empresa estrangeira.

Até a YDreams (portuguesa) lá está.

Estou muito curioso. De certeza que vou lá para dar uma olhadela. Se estiver bem apetrechada das matérias que gosto, não ponho mais o pé na FNAC [;)]
 
Esta era uma das grandes dúvidas que eu tinha: se era portuguesa ou parte de uma empresa estrangeira.

Até a YDreams (portuguesa) lá está.

Estou muito curioso. De certeza que vou lá para dar uma olhadela. Se estiver bem apetrechada das matérias que gosto, não ponho mais o pé na FNAC [;)]


É isso e o preço!
 
Já consegui: é que o MS, que gentilmente nos deu a notícia, colocou o parêntesis como parte do endereço do site [:D]


...eu bem que clicava.

Vou fazer uma consulta, e já reporto.
 
Já consegui: é que o MS, que gentilmente nos deu a notícia, colocou o parêntesis como parte do endereço do site [:D]


...eu bem que clicava.

Vou fazer uma consulta, e já reporto.
Fiz uma consulta sobre um autor que me interessava (edgar morin) e deu apenas 1 resultado, na fnac aparecem 57... para mim basta-me.
 
Fiz uma consulta sobre um autor que me interessava (edgar morin) e deu apenas 1 resultado, na fnac aparecem 57... para mim basta-me.


(Gosto bastante do trabalho dele).

O facto de não surgirem as obras pode ter a ver com as tabelas de dados ainda não estarem totalmente carregadas, ou ainda estarem à espera de livros.

Eu procurei por dois livros: um encontrei-o com alguma dificuldade, mas 3 € (!) mais barato que na Bulhosa e cerca de 2 € do que na FNAC

a 2ª pesquisa foi decepcionante: "O Efeito Medici"...ao introduzir a palavra "Medici" foi buscar sobretudo "Medicina", mesmo com o nome do autor inserido no campo...

Vou esperar uns tempos, para ver se melhoram online. Mas para a semana já devo ir à livraria in situ.
 
(Gosto bastante do trabalho dele).

O facto de não surgirem as obras pode ter a ver com as tabelas de dados ainda não estarem totalmente carregadas, ou ainda estarem à espera de livros.

Eu procurei por dois livros: um encontrei-o com alguma dificuldade, mas 3 € (!) mais barato que na Bulhosa e cerca de 2 € do que na FNAC

a 2ª pesquisa foi decepcionante: "O Efeito Medici"...ao introduzir a palavra "Medici" foi buscar sobretudo "Medicina", mesmo com o nome do autor inserido no campo...

Vou esperar uns tempos, para ver se melhoram online. Mas para a semana já devo ir à livraria in situ.
Eu também teria todo o gosto em visitar a livraria. O problema é mesmo a distância. Mas como tenho a fnac a 2 minutos de casa...[;)]
 
Parece-me uma ideia interessante.

Abrir outra loja no Porto seria o ideal, para começar.[;)]

Eu preferiria comprar em lojas portuguesas, se fosse ao mesmo preço. Se for ainda mais barato em alguns títulos, melhor!
 
Para quem ignora o percurso dos empresários portugueses, devem ter como referência este nome Américo Areal.

Acabado de vender a sua editora Areal aos Paes do Amaral & Co., em vez de meter o dinheiro no bolso e gozar de uma dourada e merecida reforma, aqui está ele a lançar um projecto que mostra o que é a vontade indómita de um empresário que passou a maior parte da sua vida por dificuldades.

É um excelente modelo para quem não quer ver os nossos impostos a irem para o bolso dos 700,000 do costume. Este trabalha no duro. [;)]
 
Para quem ignora o percurso dos empresários portugueses, devem ter como referência este nome Américo Areal.

Acabado de vender a sua editora Areal aos Paes do Amaral & Co., em vez de meter o dinheiro no bolso e gozar de uma dourada e merecida reforma, aqui está ele a lançar um projecto que mostra o que é a vontade indómita de um empresário que passou a maior parte da sua vida por dificuldades.

É um excelente modelo para quem não quer ver os nossos impostos a irem para o bolso dos 700,000 do costume. Este trabalha no duro. [;)]

Exactamente o que me chamou a atenção! [;)]

Vinha uma reportagem na Visão há duas ou três semanas atrás sobre a história de empresário. Não li, mas falaram-me dela. Fiquei bem impressionado.

Edit: Esta reportagem - http://blogtailors.blogspot.com/2007/11/byblos_29.html
 
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Parece-me uma ideia interessante.

Abrir outra loja no Porto seria o ideal, para começar.[;)]

Eu preferiria comprar em lojas portuguesas, se fosse ao mesmo preço. Se for ainda mais barato em alguns títulos, melhor!


A Bulhosa é geralmente 1€ mais caro do que a FNAC, mas tem títulos que me apelam mais....e não tem o "granel" - passo a expressão - de milhares de pessoas que pauta na FNAC...

...por isso dou sempre preferência à Bulhosa e outras livrarias portuguesas.
 
Acabei de me lembrar que também estou - entre um restrito círculo - a tentar arrancar com uma livraria... [:D]

...obviamente nem de longe nem de perto nestes contextos.


É de louvar o investidor. Aproveito também para relembrar a também impressionante cruzada dos donos da Ler Devagar, que agora "habitam" - livraria - num Palácio +/- ao pé da Expo (não me lembro do nome...).
 
É daqueles empresários que eu costumo referir. [;)]

Muito longe daqueles estereótipos que por aqui abundam. Mas que são os empresários preferidos de alguns... [:D] [:D] [:D]


Não gosto nada destes debates infindáveis de Trabalhadores do Estado Vs Trabalhadores do mercado Privado (conheço os dois lados da contenda, e há bons e maus de ambos), mas estou curioso em saber: o que tem de tão particular o percurso do Américo Areal?
 
Não gosto nada destes debates infindáveis de Trabalhadores do Estado Vs Trabalhadores do mercado Privado (conheço os dois lados da contenda, e há bons e maus de ambos), mas estou curioso em saber: o que tem de tão particular o percurso do Américo Areal?

É gente simples que se preocupa apenas em criar riqueza e que se responsabiliza pelas suas acções.

Como são amigos da minha família, limito-me apenas a referir que são daqueles empresários que vendem o seu património pessoal para pagar ordenados, impostos e fornecedores.

E que depois de muitos anos de enormes sacrifícios, a sorte sorriu-lhe. [;)]

E se há pessoas que o merecem é este senhor.

Nota: Eu não estava a referir-me a Funcionários Públicos vs Privados. Anda aí uma confusão qualquer. [:D]
 
Já agora: à pouco fiz referência à Ler Devagar. 2 livrarias juntaram-se (a outra é a Eterno Retorno) e criaram um espaço múltiplo.

Chama-se:Fábrica Braço de Prata

aqui está o link http://www.bracodeprata.org/


Internet wi-fi de graça. Não tem horário de encerramento. Quem quiser pode propor-se para passar um filme na sala de cinema. E claro, o tipo de qualidade e atenção na selecção das obras, a que já nos tinha habituado [;)]

Pode-se ouvir poesia ao vivo :)
 
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