Tenho SIDA e agora? (Não sou eu, calma)

Eu trabalhei muitos anos num hospital e contactei com muita gente que sei que tinha sida/hiv, e com muita gente que tinha provavelmente e eu não sabia.
É verdade que infelizmente, a maior parte de nós, mesmo sem querer ser preconceituoso tem tendência para criar uma barreira, eu também tenho e tive que cumprimentar muita gente com sida (alguns em fase avançada) e mesmo assim ainda hoje me faz confusão, embora saiba que não há problemas de contágio.

Um dos maiores problemas prede-se com a atitude das pessoas contaentes de sida, pois aqueles que sabemos que têm sida mas são conscienciosos e cuidadosos, acabamos por nos habituar e às tantas já nem nos lembramos nem temos problemas com isso. Mas à pessoas que sabendo que têm sida têm uma atitude estranha, nãqo têm cuidado, mostram desmazelo com cuidados de higiene, etc. E esses é que são aqueles aos quais acabamos port negar sequer um aperto de mão!

Quanto ao teu amigo, pá ajuda-o, não lhe vire tu também as costas, se calhar ele confia em ti e tem esperança de não perder um amigo! Mostra-lhe que és amigo dele, se ele tem consciência do problema que tem não representa práticamente risco nenhum para a sociedade, nem precisa de andar com uma sineta a avisar que tem sida!

Actualmente, felizmente, uma pessoa que apanhe a sida tem probabilidades de viver uma vida bastante grande, tão grande como a maioria de nós, pois os retro-viricos são bastante eficazes e dominuem muito a carga viral, nalguns casos esse virus está tão fraco no organismo que mesmo no contacto sexual pode ser dificil a transmissão!

Cumprimentos, [;)]


tens razão uns são cuidadosos ,outros nem por isso e tambem há aqueles revoltados que não querem ser só eles e por vezes servem-se das pessoas e no fim dizem.. MAIS UM .
isso deve ser horrivel para a segunda pessoa.
tem que haver mto cuidado
 
Só uma achega: o nome do tópico está ERRADO. O teu amigo está infectado com o HIV e é seropositivo. Não tem SIDA!

Exactamente... há gente que nasce e morre com o virus do HIV e nem sequer soube que o teve. É uma questão de sorte ou azar...

E não é a SIDA que mata, o que faz é destruir o sistema imunitário e acabamos por morrer com outra doença qualquer sem que tenhamos anti-corpos prá combater.

Quanto ao teu amigo, é viver a vida da mesma maneira como sempre o fez e esperar que tudo corra pelo melhor (neste caso que o vírus não evolua) :(

cumps
 
é uma situaçao muito lixada, e pensar que uma doenças dessas nos pode estragar a vida é que me transtorna


PS: uma coisa, muda o titulo do topico, a parte de ''(nao sou eu, calma)'' nao fica muito bem [;)]
 
Situação horripilante... :(:(:(

Só de pensar que de um momento para o outro, pode-se estar numa situação bem complicada, até me arrepia... :(

Apoia o teu amigo e bem! [;)]
 
Situação complicada e preocupante , ainda para mais quando se conhece a pessoa. Se algo do género acontecesse comigo ficaria decerto "sem graça" e sem maneira de lidar com tal notícia, apesar de não ser preconceituoso seria uma situação bastante desconfortável.
 
Vocês falam, mas o preservativo não é resposta para tudo. Tão bem quanto eu sei, ninguém mete luvas de borracha nem "preservativos" na boca quando vão "brincar", pois não? :sh) E imaginem numa brincadeira em que dão uma trincazinha no lábio ou na língua que, sem querer, sai com mais força e faz ferida?

Claro que o preservativo é essencial, mas não é resposta para tudo. É como o cinto de segurança e os airbags: estamos mais seguros com eles, mas não imunes! :(
---------------------------------------

Quanto ao teu amigo: lamento imenso o sucedido! Só espero que ele consiga lidar com o assunto e manter uma boa qualidade de vida. E nunca deixes de o apoiar, que ele agora vai descobrir quais dos amigos são dignos desse nome! Infelizmente, é sempre assim! [s)]
 
Voçês podem não saber, mas um HIV+ pode perfeitamente ter uma esperança de vida de 40 anos após a contaminação. Tem é de ser muito cuidadoso.


Alguém que contrai o Virus aos 20 anos, pode perfeitamente viver até aos 60 anos. Mas sim, praticamente é uma sentença... Para já.

Haja esperança na investigação...



Além disso, recomendo algo fundamental. Logo nos momentos a seguir a uma exposição que voçês considerem de risco, devem dirigir-se de imediato ao Hospital Central mais próximo.

Imaginem que tiveram uma noite de copos e acabaram na cama com uma desconhecida/prostituta, e não usaram protecção. No dia a seguir, dirijam-se logo para o Hospital, contem o sucedido e falem com o Infecciologista. Actualmente aínda não existem "as pilulas do dia seguinte" mas existe medicação que aumenta a probabilidade de eliminar o HIV nas primeiras horas após a exposição. A eficácia aínda está longe de ser a ideal, mas ajuda.


Mas acima de tudo, é fundamental ter atitudes defensivas nas actividades de risco (exposição sexual).
 
Última edição:
O meu conselho é que o teu amigo contacte associações e médicos no sentido de iniciar a terapêutica antiretroviral (ARV) o mais breve possível.
 
O que vou contar-vos tem um bocado de chocante, mas informo já que não é na primeira pessoa, apesar de bastante doloroso por conhecer bem a pessoa em causa...

Sou amigo de longa data de um antigo colega meu de trabalho que foi embora de lx e de vez em quando lá mandamos um mail ou damos dois dedos de conversa por telefone...

Recentemente ligou-me dizendo que estava cá em Lisboa e fomos almoçar.

No final do almoço disse com um ar de enterro algo que me chocou (ainda choca só de pensar nisso):

- Vou dizer-te uma coisa, mas é segredo: contraí o vírus da sida!

Respondi que devia estar a gozar, que não se brinca com essas coisas, mas ele repetiu:

- Não é brincadeira! Estou a falar a sério. Fui fazer umas análises de rotina e recebi dias depois uma carta para lá ir o mais rápido possível. Contaram-me o que se passava e pediram-me para fazer uma contra-análise que deu positivo! Não há dúvidas, apesar de me sentir bem sou seropositivo!

Fiquei sem saber o que dizer. Esse rapaz é pouco mais novo (2 ou 3 anos) que eu e sempre "transpirou" saúde e boa disposição, além de ter uma "lata" brutal com as miúdas (deve ser por isso que continua solteiro...).

Ainda a refazer-me perguntei-lhe se sabia como foi e ele disse mais ou menos:

- Sabes que sempre fui muito mulherengo e se há casos em que tomei precauções, na maior parte das vezes não o fiz! Não sei com quem contraí o vírus, há quanto tempo o tenho ou se já contaminei mais alguém. Apenas sei que a transmissão foi por via sexual!

Quando nos separámos fiquei a olhar para ele e a pensar no que sucedera. Tentei não alterar o meu comportamento (não gosto de ser preconceituoso), mas assumo que se cria uma espécie de "barreira invisível"!

Estou chocado, sem saber o que dizer ou pensar. Peço que pensem que não acontece só aos outros. Um dia pode acontecer connosco ou com pessoas próximas de nós!

Desculpem o desabafo!


Só não percebi uma coisa, ele foi fazer exames de rotina, e eles analizaram o teste do HIV?Normalmente o teste da HIV/sida não é feito quando nós pedimos?ou num exame de rotina eles fazem essa análises?
 
Só não percebi uma coisa, ele foi fazer exames de rotina, e eles analizaram o teste do HIV?Normalmente o teste da HIV/sida não é feito quando nós pedimos?ou num exame de rotina eles fazem essa análises?

Da ultima vez que eu fui a uma médica de clinica geral, ela "mandou-me" fazer analises, e nas quais tinha todos os testes ás DST's, e era de rotina. Portanto é capaz de se fazer em exames de rotina.
 
Quando estagiei no Hospital, durante algum tempo fiquei na área do ambulatório onde dispensava medicamentos a vários utentes com diversas patologias entre as quais, pessoas portadoras do HIV. O que me causou mais estupecção foi o facto de ser impossível estabalecer um padrão nas pessoas com HIV. São de diversas idades, com relacionamentos homossexuais ou heterossexuais, de várias classes sociais e culturais, solteiros ou não, homens ou mulheres. Não se podia estabelecer um padrão.

Ainda assim, fiquei muito admirado com o número crescente de infectados em pessoas idosas. E depois, não raras vezes, o conjuge - quando acompanhava o doente - nem sabia para que é que serviam aqueles medicamentos... Uma tristeza (ainda maior).

Num dia, perto da hora de saída, estava a repor o stock de medicamentos nas prateleiras debaixo do balcão chega uma moça e diz boa tarde. Eu levanto-me e quando olho para ela reconheci-a. Ela morava perto da minha casa e embora não fosse pessoa com quem convivesse habitualmente, fiquei surpreendido. Ela não ficou menos e ainda mais constrangida ficou quando mostrou a receita com a prescrição dos ARV...

Olhando para trás com alguma frieza, não deveria ser surpreendente o facto de ser portadora do HIV, pois sempre foi uma rapariga um pouco promíscua e relativamente cedo meteu-se por caminhos que não devia, tendo mesmo que fazer cura de desintoxicação. Mas fica-se sempre com um sentimento de tristeza...
 
Voltar
Superior