ARGENTINA. Cristina Kirchner. As Malvinas estão de volta !!!

Quanto à posse das ilhas, qualquer dia Marrocos diz que a Madeira é deles porque fica mais perto de lá do que de Portugal, não?

[;)]

A questão das Malvinas não é por uma questão de proximidade, é por uma questão de alegado direito.
Aquando da independência as Malvinas que pertenciam à coroa Espanhola transitaram para a soberania Argentina, e posteriormente o Reino Unido tomou aquilo de assalto como podes ver no artigo que coloquei.
 
Podemos gostar ou não da nova Presidente da Argentina, mas uma coisa é certa, é muito mais lógico que as Malvinas pertençam a Argentina (cerca de 600 km da costa), do que ao RU que fica a milhares de km de distância.

De todo o modo eu pessoalmente estou com a Argentina, uma nação deve reclamar aquilo que lhe pertence, mesmo que esse território esteja ocupado por estrangeiros á séculos.

Na mersma linha Espanha tem direito a Gibraltar, mas não tem esse direito sobre a Ceuta e Melilha que devem passar para Marrocos.

O mesmo se aplica com Olivença.

Conclusão: "O seu, a seu dono!"
 
Sim ... mas será que os British têm efectivamente razão ?

[;)]


Será que têm mesmo direitos ??? :confused:

Será que o "oil" é mesmo pertença dos Bifes ?

Exacto o Excalibur levanta aqui a questão histórica e com razão, mas também se eles nunca se preocuparam com aquilo e não colonizaram aquilo como deve ser (a não ser que tenham sido dizimados nessa guerra) também agora estão um bocado lixados para reclamar o território.

Quer dizer, agora vão dizer, ah isso foi sempre nosso, e vão pôr um "presidente da camara" argentino a tomar conta dos ingleses?

Ainda para mais os ingleses... nem a UE consegue impor seja o que for nos ingleses...

E também diga-se que os argentinos têm pouco que reclamar, se aquilo já foi de tantos povos... a proximidade não é direito.
 
Podemos gostar ou não da nova Presidente da Argentina, mas uma coisa é certa, é muito mais lógico que as Malvinas pertençam a Argentina (cerca de 600 km da costa), do que ao RU que fica a milhares de km de distância.

De todo o modo eu pessoalmente estou com a Argentina, uma nação deve reclamar aquilo que lhe pertence, mesmo que esse território esteja ocupado por estrangeiros á séculos.

Na mersma linha Espanha tem direito a Gibraltar, mas não tem esse direito sobre a Ceuta e Melilha que devem passar para Marrocos.

O mesmo se aplica com Olivença.

Conclusão: "O seu, a seu dono!"


Exactamente.

O curioso é que o Reino Unido esperneou mas acabou com a pretensão de manter Hong Kong !

Já perguntaram porquê ? Porque é que não confrontou a China da mesma forma como o fez com a Argentina.

Quem tem KU ... desculpem ... quem tem UK tem medo. [:p]
 
Exacto o Excalibur levanta aqui a questão histórica e com razão, mas também se eles nunca se preocuparam com aquilo e não colonizaram aquilo como deve ser (a não ser que tenham sido dizimados nessa guerra) também agora estão um bocado lixados para reclamar o território.

Quer dizer, agora vão dizer, ah isso foi sempre nosso, e vão pôr um "presidente da camara" argentino a tomar conta dos ingleses?

Ainda para mais os ingleses... nem a UE consegue impor seja o que for nos ingleses...

E também diga-se que os argentinos têm pouco que reclamar, se aquilo já foi de tantos povos... a proximidade não é direito.

O caso que mencionei, o das Selvagens e as pretensões de Espanha.

Aquilo nunca foi convenientemente habitado, e depois ?

Isso dá direito de uma outra nação fazer tábua rasa de tratados e ocupar ?

Não me parece legitimo.

Imagina que tens um terreno de familia lá na santa terrinha, para o qual te estás a borrifar, os vizinhos vêm aquilo livre e nunca te viram por lá, e todos os anos movem as marcações do terreno de forma a roubarem-te 1 mt. um dia vais lá e ... o teu terreno desapareceu, foi anexado por falta de uso. [8b] (isto sucede ainda em Portugal, não se iludam isto é mesmo verídico).

Ou isso ou são descarados e anexam tudo de uma vez só. :sh)
 
Exactamente.

O curioso é que o Reino Unido esperneou mas acabou com a pretensão de manter Hong Kong !

Já perguntaram porquê ? Porque é que não confrontou a China da mesma forma como o fez com a Argentina.

Quem tem KU ... desculpem ... quem tem UK tem medo. [:p]

Não, é que apesar dos chineses terem os olhos em bico (sem ofender ninguém, ok?!) não são "parvos" e fizeram o acordo por escrito (assim como para Macau). E apesar disso a China teve que ceder no ponto em que os dois territórios seriam autonomos do governo central e conservando as leis (e outras coisas como as forças policiais) em vigor na altura de Portugal e R.U.

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O caso que mencionei, o das Selvagens e as pretensões de Espanha.

Aquilo nunca foi convenientemente habitado, e depois ?

Isso dá direito de uma outra nação fazer tábua rasa de tratados e ocupar ?

Não me parece legitimo.

Imagina que tens um terreno de familia lá na santa terrinha, para o qual te estás a borrifar, os vizinhos vêm aquilo livre e nunca te viram por lá, e todos os anos movem as marcações do terreno de forma a roubarem-te 1 mt. um dia vais lá e ... o teu terreno desapareceu, foi anexado por falta de uso. [8b] (isto sucede ainda em Portugal, não se iludam isto é mesmo verídico).

Ou isso ou são descarados e anexam tudo de uma vez só. :sh)

Concordo contigo. Mas eles nunca lá puseram os pés e reclamavam aquilo como deles? É que eu se tiver uma terra minha como dizes no portugal profundo, tenho um documento que prova que é minha.

É como a Lua, quem comprou os terrenos, sim senhor tem direitos (ehehe nem sei se aquilo tem alguma validade) se não há direitos, então é o salve-se quem puder.
 
Concordo contigo. Mas eles nunca lá puseram os pés e reclamavam aquilo como deles? É que eu se tiver uma terra minha como dizes no portugal profundo, tenho um documento que prova que é minha.


Puseram, aquilo tinha gentes da coroa Espanhola e Posteriormente Argentinos, o problema é que não tinham meios de manter aquilo dados os actos de pirataria (corsários que por sinal alguns eram ingleses) entre outros.

E houve um governador - nomeado pela Argentina -que pediu ajuda e protecção aos Ingleses que mantinham presença e frota no Atlântico Sul, (aliás dominavam ainda os mares) que como já lá tinham andado, invadiram, montaram arraiais e não saíram de lá mais.

Vou ver se encontro um artigo que li sobre isto.
[;)]
 
Os Argentinos são um povo porreiro.

Basicamente a posição do povo argentino (e não da classe política) é simples: Nem queremos as Malvinas para nada, mas já que lá morrerram tantos Argentinos mais vale que sejam nossas !

Aliás, o movimento das "Madres de Mayo", movimento das mães dos soldados "desaparecidos" na guerra das Malvinas, que hoje quase não existe devido à avançada idade das senhoras, destila ódio pelos governos Argentinos. Os que legitimaram a guerra e os que sempre sonegaram informações sobre os filhos dados sempre como desaparecidos. (Os filhos eram retirados pelo governo argentino às familias, sem estas conhecerem o destino, que sempre se achou ser a guerra das Malvinas)

E mais interessante ainda é o facto de os Argentinos como povo não terem "ódio" aos ingleses nem nada que se pareça.
Há uma praça em Buenos Aires que de um lado tem um monumento de homenagem aos soldados mortos na guerra das Malvinas e do outro tem uma torre de relógio oferecida por ingleses, conhecida como a Torre dos Ingleses que é um dos icones da cidade.
 
Cá está o artigo [;)]


O Comité de Descolonização da Organização das Nações Unidas (ONU) reitera que a maneira de por fim à situação colonial das Ilhas Malvinas (Falkland Islands) é através de negociações sobre sua soberania.

Numa resolução aprovada por consenso, o Comité pediu aos governos da Argentina e do Reino Unido que afiancem o atual processo de diálogo e cooperação a fim de encontrar com a brevidade possível uma solução pacífica para a controvérsia.
A ONU lamenta que as duas nações não tenham levado em consideração o aviso da comunidade internacional e seus reiterados pedidos para uma verdadeira negociação que defina o futuro das Ilhas.
Antes de ser aprovada a resolução, o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Rafael António Bielsa, destacou que o passar do tempo e a prolongada ocupação britânica em nada diminuem o direito de seu país a recuperar as ilhas. "Sustentar que os habitantes das ilhas têm o direito à autodeterminação os tornaria árbitros de uma disputa territorial da qual o país a que pertencem (Inglaterra) faz parte.

Quer dizer, o poder colonial validaria sua própria usurpação do território", disse.

O chanceler argentino enfatizou que alcançar uma solução justa, pacífica e definitiva é uma prioridade da política exterior de seu país. "Resumindo, diremos que à República Argentina, como herdeira dos direitos da coroa espanhola, corresponde a soberania das Ilhas Malvinas, ocupadas pacificamente até o ato de força britânico", reclamam os argentinos.

Por sua vez, Robert Edwards, assessor legislativo do governo das Ilhas Malvinas assegurou que seus habitantes desfrutam de um nível de independência do qual muitas nações se orgulhariam. "Não nos consideramos como una colónia oprimida de uma antiga Inglaterra imperial. Nos orgulhamos de nosso auto-governo e consideramos que nossa relação com a Inglaterra sobre assuntos exteriores é de consulta e diálogo e de aliança no que se refere à defesa", disse Edwards.

Desde a declaração sobre independência dos povos colonizados, de 1960, a ONU votou 32 resoluções para resolver a questão das ilhas ocupadas pela Inglaterra desde 1833, e, nos últimos anos, Bolívia, Chile, Paraguai, Venezuela, Brasil e Cuba também apoiaram propostas encaminhadas a um diálogo que solucione a problemática desses territórios insulares.

Retrospectiva
As Ilhas Malvinas, localizadas no Atlântico Sul, têm uma superfície de 11.718 quilômetros quadrados, para uma população de 2.300 habitantes; de clima oceânico frio, a temperatura pode baixar até a menos 11º C.

O arquipélago foi ocupado pelo Governo de Buenos Aires em 1820 em virtude de considerar-se herdeiro das possessões espanholas do antigo vice-reinado do Rio da Prata.

Em 10 de junho de 1829, o governador interino de Buenos Aires, Martín Rodríguez, criou o comando político e militar das Ilhas Malvinas, designando para o cargo o alemão Luis Vernet.

Uma vez conseguida a designação, Vernet escreveu ao representante inglês em Buenos Aires, Woodbine Parish, comunicando-lhe que "estaria muito contente se o governo de sua Majestade (britânica) tomasse a colônia sob sua proteção".


A Inglaterra havia ocupado as ilhas até 1774 apesar dos protestos espanhóis e a solicitação de Vernet devolveu-lhe a atenção sobre o arquipélago.

Os ingleses, seguindo os conselhos de Parish, invadiram a ilha no dia 02 de janeiro de 1833. Desde então, a Argentina reclama a devolução das ilhas alegando direitos sobre esse território sem que Londres tenha aceitado até agora o pedido.


A Guerra das Malvinas

Em dezembro de 1981, a condução política da Argentina entra em processo de mudança.

O general Roberto Viola havia caído ante a pressão interna do Exército.
O general Leopoldo Fortunato Galtieri tornava-se o comandante das Forçass.
Armadas e Presidente da República.
Na Armada, o almirante Jorge Isaac Anaya assumia como chefe. A Argentina encaminhava-se imediatamente para um conflito bélico.
Anaya, cujo plano de tomada das Malvinas já havia sido rechaçado, em 1977, mal assume o cargo e chama o vice-almirante Juan José Lombardo, chefe de operações navais.
No dia 02 de abril de 1982, nas Malvinas, cai a guarnição inglesa de 80 infantes de marinha, vencida por um golpe de massa e movimento dos argentinos. No dia 26 de Abril, os britânicos abrem fogo em Georgias.

No dia 1º de maio, o bombardeiro Vulcán da RAF inicia o ataque.
Vários navios se acercam para bombardear as posições de defesa.

No dia 21 de maio, os ingleses desembarcam na baía de São Carlos.
Sem mobilidade e com carências logísticas, a defesa argentina comandada pelo general Mario Benjamín Menéndez tem poucas opções para combater os britânicos.
A alternativa era aguentar e ganhar tempo para as negociações.
A munição d'Argentina esgotou e os homens também.
A idéia inicial de recuperar as ilhas para forçar uma negociação mais rápida foi sendo esquecida até se chegar à rendição.

Link: Noticias da América Latina e Caribe
 
Última edição:
Os Argentinos são um povo porreiro.

Basicamente a posição do povo argentino (e não da classe política) é simples: Nem queremos as Malvinas para nada, mas já que lá morrerram tantos Argentinos mais vale que sejam nossas !

Aliás, o movimento das "Madres de Mayo", movimento das mães dos soldados "desaparecidos" na guerra das Malvinas, que hoje quase não existe devido à avançada idade das senhoras, destila ódio pelos governos Argentinos. Os que legitimaram a guerra e os que sempre sonegaram informações sobre os filhos dados sempre como desaparecidos. (Os filhos eram retirados pelo governo argentino às familias, sem estas conhecerem o destino, que sempre se achou ser a guerra das Malvinas)

E mais interessante ainda é o facto de os Argentinos como povo não terem "ódio" aos ingleses nem nada que se pareça.
Há uma praça em Buenos Aires que de um lado tem um monumento de homenagem aos soldados mortos na guerra das Malvinas e do outro tem uma torre de relógio oferecida por ingleses, conhecida como a Torre dos Ingleses que é um dos icones da cidade.

O movimento das "Mães da Maio" foi criado em protesto contra a ditadura, que fez desaparecer centenas de presos politicos, e não contra a "guerra das Malvinas", que na altura teve bastante apoio do povo argentino
 
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O arquipélago foi ocupado pelo Governo de Buenos Aires em 1820 em virtude de considerar-se herdeiro das possessões espanholas do antigo vice-reinado do Rio da Prata.

Em 10 de junho de 1829, o governador interino de Buenos Aires, Martín Rodríguez, criou o comando político e militar das Ilhas Malvinas, designando para o cargo o alemão Luis Vernet.

Uma vez conseguida a designação, Vernet escreveu ao representante inglês em Buenos Aires, Woodbine Parish, comunicando-lhe que "estaria muito contente se o governo de sua Majestade (britânica) tomasse a colônia sob sua proteção".


A Inglaterra havia ocupado as ilhas até 1774 apesar dos protestos espanhóis e a solicitação de Vernet devolveu-lhe a atenção sobre o arquipélago.
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Os Argentinos só estiveram nas Ilhas durante 13 anos e mesmo assim tomaram posse das mesmas, invadindo-as.

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