Gasolina em ciclo Diesel - porque não?

ClioII

Well-known member
Estava aqui a cogitar com os meus botões:

Num ciclo Otto:

a) Há entrada na câmara de combustão de uma mistura de ar e gasolina;

b) A razão de compressão é limitada por forma a evitar a auto-detonação -> perca de rendimento;

c) A mistura é inflamada por uma faísca.


Num ciclo Diesel:

a) Há admissão apenas de ar na câmara de combustão;

b) Como n há combustível, a compressão pode ser muito mais elevada -> mais rendimento;

c) O combustível só é injectado quando necessário. Nessa altura inflama devido à elevada temperatura dentro da câmara resultante do aumento de pressão (lei de Boyle), n necessitando de vela.



Pergunta:

Seria descabido (do ponto de vista físico, finanças à parte) construir um motor de ciclo Diesel que usasse como combustível gasolina?
 
Estava aqui a cogitar com os meus botões:

Num ciclo Otto:

a) Há entrada na câmara de combustão de uma mistura de ar e gasolina;

b) A razão de compressão é limitada por forma a evitar a auto-detonação -> perca de rendimento;

c) A mistura é inflamada por uma faísca.


Num ciclo Diesel:

a) Há admissão apenas de ar na câmara de combustão;

b) Como n há combustível, a compressão pode ser muito mais elevada -> mais rendimento;

c) O combustível só é injectado quando necessário. Nessa altura inflama devido à elevada temperatura dentro da câmara resultante do aumento de pressão (lei de Boyle), n necessitando de vela.



Pergunta:

Seria descabido (do ponto de vista físico, finanças à parte) construir um motor de ciclo Diesel que usasse como combustível gasolina?

Existe um ponto dificil de contornar: o ponto de ignição da gasolina, se bem que com outro tipo de gasolinas, talvez se segue lá.

[;)]
 
Existe um ponto dificil de contornar: o ponto de ignição da gasolina, se bem que com outro tipo de gasolinas, talvez se segue lá.

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O ponto de ignição da gasolina n é inferior ao do gasóleo?

Se sim, tb seria inflamado quando injectado.

Já agora: eu percebo Zero de Eng. Mecânica, simplesmente lembrei-me disto e atirei para discussão. Se me puderem elucidar com mais factos, agradeço.
 
O ponto de ignição da gasolina n é inferior ao do gasóleo?

Se sim, tb seria inflamado quando injectado.

Já agora: eu percebo Zero de Eng. Mecânica, simplesmente lembrei-me disto e atirei para discussão. Se me puderem elucidar com mais factos, agradeço.

Poderá ser, mas a gasolina inflama-se muito mais fácilmente que o gasoleo (bastando ter uma "faisca", enquanto o gasoleo têm de ter outros parametros para que tal aconteça).

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Estava aqui a cogitar com os meus botões:

Num ciclo Otto:

a) Há entrada na câmara de combustão de uma mistura de ar e gasolina;

b) A razão de compressão é limitada por forma a evitar a auto-detonação -> perca de rendimento;

c) A mistura é inflamada por uma faísca.


Num ciclo Diesel:

a) Há admissão apenas de ar na câmara de combustão;

b) Como n há combustível, a compressão pode ser muito mais elevada -> mais rendimento;

c) O combustível só é injectado quando necessário. Nessa altura inflama devido à elevada temperatura dentro da câmara resultante do aumento de pressão (lei de Boyle), n necessitando de vela.



Pergunta:

Seria descabido (do ponto de vista físico, finanças à parte) construir um motor de ciclo Diesel que usasse como combustível gasolina?

googla por diesotto
 
Poderá ser, mas a gasolina inflama-se muito mais fácilmente que o gasoleo (bastando ter uma "faisca", enquanto o gasoleo têm de ter outros parametros para que tal aconteça).

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Não percebeste (ou então não percebi eu).

Eu não quero faíscas e outras coisas.

Estou a imaginar um motor tipo Diesel onde o combustível arde no momento em que é injectado (que é o que acontece devido à temperatura na câmara).

Se o Diesel arde no momento em q é injectado, em proncípio a zagolina faria o mesmo...
 
Gasolina num ciclo diesel é possível, mas requer um controle electrónico apertadíssimo para evitar detonação precoce. De modo que ainda estamos só na fase de protótipos.
 
Mercedes-Benz DiesOtto – mais um desenvolvimento do motor de ignição
"Não obstante o sucesso a nível mundial dos actuais motores diesel, os veículos equipados com motor a gasolina continuarão a ter um atractivo a longo prazo para muitos clientes e muitos mercados. Por conseguinte, distribuiremos a nossa atenção por ambas as motorizações, incluindo uma opção integralmente híbrida para os veículos na versão a gasolina e diesel”, afirmou o Prof. Kohler.

Os principais componentes tecnológicos são os seguintes:
Método downsizing com menos cilindros e cilindrada mais reduzida;

Turbocompressor para uma performance mais elevada;
Injecção directa de gasolina;
Ignição auto-controlada (processo de combustão similar ao do motor diesel);
Válvulas com comando de abertura variável;
Taxa de compressão variável, que contribui para uma economia de combustível melhorada, dependente dos requisitos do cliente e do tipo de operação;
Módulo híbrido com um motor de arranque/gerador integrado, o que contribui para uma unidade propulsora ainda mais económica.

No arranque e com carga total, a mistura de combustível/ar é inflamada pela vela de ignição, tal como num motor por vela de ignição convencional (combustão homogénea). A auto-ignição controlada, para a qual o motor DiesOtto reverte automaticamente no âmbito do seu ciclo operativo, ocorre sob condições de carga parcial, ou seja, a baixas ou médias rotações do motor.

Daí resultam emissões de baixo teor de óxido de azoto da combustão homogénea a baixas temperaturas de reacção. Todo o controlo de outras emissões no motor DiesOtto efectua-se por meio de um catalisador de três vias standard. Também se integrou a gestão do motor de elevada eficácia e sistema de comando para combinar os sub-sistemas individuais no conceito do motor.

As actuais perspectivas do futuro motor de combustão interna revelam o seu enorme potencial e comprovam que o novo conceito é uma proposta viável a médio prazo. Algumas das soluções intermédias incorporadas, como por exemplo a injecção directa de gasolina, já estão a ser produzidas em série na Mercedes-Benz. Outras serão integradas gradualmente na produção em série dos motores, até à concretização da solução final.



Fonte
 
Estou-me aqui a lembrar dos motores de uns camiões do exército já dos anos 60:

Berliet-Tramagal


Supostamente aqueles motores queimavam indistintamente gasolina ou gasóleo (*). Isto há umas décadas atrás. Como funcionavam?



(*) (há quem diga que queimava tudo o que se pusesse lá dentro, desde óleo de palma a perfumes ou whisky, mas isso já n confirmo).
 
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