O mistério dos mandantes do assassinato do General Humberto Delgado

Panzerfaust

Banido
Foi recentemente colocado online, pela propria autora, um extenso resumo do muito incomodo livro de Patricia Lança, convenientemente fora de circulação há vários anos, sobre as nunca esclarecidas e muito nebulosas circunstâncias em que ocorreu o assassinato em Espanha do General Humberto Delgado, fervoroso apoiante de Salazar durante muitos anos e mais tarde, a partir de 1958, seu opositor. Um livro em que se traça um retrato muito pouco abonatorio das actividades e da moralidade de vários destacados opositores ao Estado Novo, nos tempos que antecederam a morte de Humberto Delgado, e que ajuda a fazer luz sobre esse episodio, muitas vezes referido, mas quase sempre extremamente mal contado, da historia recente de Portugal. A questão fundamental, a de saber quem foram exactamente os mandantes do crime, continua por responder até hoje.
http://lanca.patricia.googlepages.com/home
 
Última edição:
Pensar e traçar os pontos em comum (pela forma como foi abafado e nunca cabalmente esclarecido), entre este caso e um que ocorreu em Camarate em 1980.

A que poderes instituídos estes personagens eram incómodos.

Presumívelmente não o eram só para o estado.
 
Estou a ver que as teorias da conspiração são muito populares...

Sem entrar em teorias de espécie alguma, sabes quais foram as verdadeiras causas da queda do Cessna em Dezembro de 1980 ?

Se souberes contacta o Dr. Sá Fernades que certamente ficará contente pelo teu elucidado e claro depoimento.

[;)]
 
Desculpem lá qualquer coisinha...mas tirando a familia, quem é que ainda se interessa pelo Sá Carneiro, Humberto Delgado, Padre Max e outros que tais..? Ja há ai umas ruas com os nomes deles, já chega...
 
Seria interessante se o estado Português tentasse recuperar os documentos da PIDE/DGS que foram levados para Moscovo depois da revolução, o seu conteúdo ia certamente esclarecer muita coisa nublada nos dias de hoje.
 
Seria interessante se o estado Português tentasse recuperar os documentos da PIDE/DGS que foram levados para Moscovo depois da revolução, o seu conteúdo ia certamente esclarecer muita coisa nublada nos dias de hoje.


Um braço direito de Cunhal esteve 4 dias em Moscovo sem sair dum cave e enletados apenas a destruir documentos.

e o velho já morreu.

Tarde demais, parece-me

cumprimentos
 
Seria interessante se o estado Português tentasse recuperar os documentos da PIDE/DGS que foram levados para Moscovo depois da revolução, o seu conteúdo ia certamente esclarecer muita coisa nublada nos dias de hoje.


Um braço direito de Cunhal esteve 4 dias em Moscovo sem sair dum cave e enletados apenas a destruir documentos.

e o velho já morreu.

Tarde demais, parece-me

cumprimentos
 
Sobre a questão da deterioração progressiva e muito acentuada das relações entre Humberto Delgado e o resto dos opositores ao Estado Novo, a partir do inicio da decada de 60, abordada pela autora no livro que colocou online, foi tambem escrito um outro livro polemico e incomodo, por um norte americano com raizes portuguesas:
http://dn.sapo.pt/2006/01/29/nacional/os_trairam_o_general_humberto_delgad.htm

Como diz a autora no prefacio da edição online, ninguem consegue compreender verdadeiramente o que se passou em Portugal nos ultimos 33 anos, sem primeiro compreender qual era exactamente a natureza da classe politica que entrou em funções em Portugal na sequencia do 25 de Abril de 1974. A descrição dos acontecimentos que rodearam o assassinato de Humberto Delgado, feita neste livro, ajuda a compreender melhor essa natureza.
Sobre os arquivos da PIDE, grande parte foi levada para a URSS a seguir ao 25 de Abril, como explicou aliás um antigo general do KGB num livro que escreveu, já depois da queda da URSS. Para a URSS terá ido certamente tudo o que poderia ter interesse para a politica externa deste país, nomeadamente no ambito da descolonização portuguesa. Outros arquivos sem interesse para a politica externa da URSS mas sensiveis do ponto de vista interno português, terão sido retirados e guardados algures em Portugal, por quem a eles tinha acesso em 1974/75 ficando à imaginação de cada um o uso que lhes possa ter sido dado, nomeadamente para chantagear diversas pessoas. E tambem há quem diga que após o 25 de Abril foram introduzidas muitas fichas forjadas nos arquivos da PIDE, sendo portanto o arquivo da PIDE que hoje está depositado na Torre do Tombo apenas aquilo que não foi levado em 1974/75 , acrescido de todos os documentos falsos que a esses arquivos foram juntos em 1974/1975.
 
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