Pedro Mantorras, a mulher Nina e a empregada do casal salvaram um taxista da morte no domingo à noite. Perto das 22h00, o jogador encarnado aguardava em casa (Marisol, na zona da Fonte da Telha) pela chegada do sobrinho, António, transportado num táxi, desde Alhandra.
Como habitualmente, Nina, a mulher do jogador do Benfica, pediu à empregada para pagar ao taxista. Mas volvidos poucos segundos, voltou a casa, aos gritos: “O senhor está mal do coração, está a morrer”.
Mantorras e a mulher saíram para o exterior e depararam-se com o taxista prostrado. “Ele estava mesmo mal, nem conseguia respirar”, disse Nina ao CM.
A empregada do jogador tem alguma experiência em primeiros socorros, mas Pedro Mantorras juntou-se a ela nas massagens cardíacas ao taxista. Ao mesmo tempo, Nina pegou no telefone, tentando contactar Luís Filipe Vieira e os serviços de emergência médica, já que não dispunham do contacto telefónico dos familiares do taxista.
Na emergência médica, a primeira operadora desligou-lhe o “telefone na cara”. Nina não desistiu: “Depois apanhei uma funcionária mais simpática do que a colega anterior. Recomendou-me calma e garantiu-me que a ambulância já vinha a caminho. Eu só lhe dizia, desesperada, que se demorassem muito iam encontrá-lo morto.” Nina ainda ligou a um taxista amigo, de Alverca, e foi este quem conseguiu o número telefónico do filho da vítima, que tinha o telemóvel desligado.
Quando chegou a ambulância e enquanto o taxista era transportado para o hospital Garcia da Horta, em Almada, Mantorras guardou-lhe o carro no quintal da vivenda onde reside, na Margem Sul do Tejo.
FAMÍLIA AGRADECIDA AO ANGOLANO
Chama-se Jacinto Brancas e tem 59 anos o taxista salvo por Pedro Mantorras e a mulher. Transferido ontem do hospital Garcia da Horta para o de Vila Franca de Xira, sente-se agora bem melhor, aguardando que os médicos lhe dêem alta. Profundamente agradecido ao casal angolano está o filho, Hélder, benfiquista confesso, que já era fã de Mantorras antes de o conhecer pessoalmente. “Nunca pensei conhecer o Mantorras e agora estamos em contacto permanente. Pena que isso tenha acontecido nestas circunstâncias, mas se já o admirava antes agora ainda muito mais”, confidenciou ao CM.
Os agradecimentos estendem-se também a Nina: “Tem sido muito atenciosa, está sempre a perguntar como está o meu pai.”
SAIBA MAIS
- 40 mil portugueses morrem todos os anos em Portugal vítimas de doença cardiovascular, primeira causa de morte no nosso país. Em todo o Mundo morrem anualmente 7,2 milhões de pessoas de ataque cardíaco.
FACTOR DE RISCO
O tabaco é o principal factor de risco da doença cardiovascular. A hipertensão arterial, níveis de colesterol elevado, stress e obesidade são outros factores que causam a doença cardíaca.
CAMINHADA
O exercício físico regular é uma boa forma de combater a obesidade e o aparecimento de doenças cardiovasculares. Basta, pelo menos, meia hora de caminhada por dia para se sentir os efeitos benéficos.
TAXISTA TEVE UM PROBLEMA CARDÍACO
Mantorras e a mulher viveram momentos dramáticos na noite de domingo, quando um taxista sofreu um AVC, à porta da sua casa, na Marisol, na Margem Sul do Tejo.
in: Correio da Manhã