Bj40
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"O primeiro a sair do jipe tombou logo". Foi assim que uma testemunha recordou o momento em que um militar de uma patrulha da GNR acabou baleado na cabeça, ontem de madrugada, ao surpreender quatro encapuzados que assaltavam uma pizzaria em Fânzeres, Gondomar. O soldado João Santos, de 23 anos, permanecia, ontem, internado com lesões cerebrais graves, mas a "evoluir favoravelmente", segundo fonte hospitalar. A violência contra agentes da autoridade continua a disparar e os números dos últimos quatro anos são claros - dez mortos, sendo seis vítimas da GNR e quatro da PSP (ler texto na página seguinte).
O alerta para o assalto à pizzaria surgiu pouco depois das três horas. Uma patrulha com três militares do Pelotão de Intervenção Rápida do Grupo Territorial de Matosinhos (unidade de reforço de patrulhamento, sobretudo nocturno, e de manutenção da ordem pública) foi rapidamente para o local. Ainda a tempo de deparar-se com o gangue, armado com caçadeiras e cujo objectivo era o furto do cofre da Telepizza, situada na Avenida do General Humberto Delgado.
"Acordei com uns barulhos. Parecia que alguém estava a deitar uma parede abaixo", rebobinou, ao JN, Ricardo (assim pediu para ser identificado), o morador que deu o alerta ao 112. Os assaltantes tinham arrombado uma das portas do estabelecimento com um pé-de-cabra e, já no interior, ainda terão derrubado um murete para aceder ao cofre. "Quando fui à janela, vi um encapuzado com caçadeira de canos serrados na mão. Outros dois tinham entrado e um quarto indivíduo estava dentro de um carro preto (um Honda Civic furtado em Leça do Balio), com as duas portas de trás abertas", descreveu a testemunha.
Entretanto, os moradores do prédio contíguo foram ficando alarmados e também assomaram às janelas para tentar ver o que se passava. Foi então que o assaltante em missão de "vigilância" começou a disparar contra o prédio, revelou o morador.
Pouco depois, chegava a GNR. Mal a viatura policial parou nas imediações, a cerca de 10 metros do carro do gangue, e quando os militares começavam a aproximar-se a pé, foram recebidos com vários tiros. O soldado Santos foi atingido com "chumbos" no lado direito da cabeça. Apressados, os assaltantes arrancaram no Honda Civic, sem conseguir levar o dinheiro pretendido.
Os colegas da vítima pouco ou nada puderam fazer para impedir a fuga, até porque, segundo o JN apurou, além das pistolas de serviço, tinham como armas de apoio "shotguns" (caçadeiras) municiadas com balas de borracha. "Um dos guardas ainda foi atrás deles a disparar, mas de nada adiantou", afirmou a testemunha. Mais tarde, o grupo largou o veículo numa zona erma de Avintes, em Gaia, deitando-lhe fogo para apagar vestígios.
Entretanto, o ferido, que segundo testemunhas do caso de Fânzeres "esteve sempre consciente", foi transportado ao hospital de S. João, onde foi operado. Ficou internado, ainda com projécteis alojados na cabeça, temendo-se que perca uma vista.
As autoridades admitem que o mesmo gangue tenha estado envolvido noutros assaltos violentos ocorridos recentemente na região do Porto. Cerca de uma hora antes, quatro encapuzados assaltaram uma ourivesaria em Paredes, mas aparentemente nada terão tido a ver com o caso de Fânzeres (ler mais na secção Polícia e Tribunais).
In Jornal de Noticias
Visto que foi na minha terra e que conhecia o agente em causa, só me ocorre uma pergunta: Onde é que isto vai parar?
Será que vamos chegar ao ponto de telefonarmos para uma esquadra a pedir socorro e a policia nao vai ligar nenhuma pois tem medo de sair à rua?
Abraço
O alerta para o assalto à pizzaria surgiu pouco depois das três horas. Uma patrulha com três militares do Pelotão de Intervenção Rápida do Grupo Territorial de Matosinhos (unidade de reforço de patrulhamento, sobretudo nocturno, e de manutenção da ordem pública) foi rapidamente para o local. Ainda a tempo de deparar-se com o gangue, armado com caçadeiras e cujo objectivo era o furto do cofre da Telepizza, situada na Avenida do General Humberto Delgado.
"Acordei com uns barulhos. Parecia que alguém estava a deitar uma parede abaixo", rebobinou, ao JN, Ricardo (assim pediu para ser identificado), o morador que deu o alerta ao 112. Os assaltantes tinham arrombado uma das portas do estabelecimento com um pé-de-cabra e, já no interior, ainda terão derrubado um murete para aceder ao cofre. "Quando fui à janela, vi um encapuzado com caçadeira de canos serrados na mão. Outros dois tinham entrado e um quarto indivíduo estava dentro de um carro preto (um Honda Civic furtado em Leça do Balio), com as duas portas de trás abertas", descreveu a testemunha.
Entretanto, os moradores do prédio contíguo foram ficando alarmados e também assomaram às janelas para tentar ver o que se passava. Foi então que o assaltante em missão de "vigilância" começou a disparar contra o prédio, revelou o morador.
Pouco depois, chegava a GNR. Mal a viatura policial parou nas imediações, a cerca de 10 metros do carro do gangue, e quando os militares começavam a aproximar-se a pé, foram recebidos com vários tiros. O soldado Santos foi atingido com "chumbos" no lado direito da cabeça. Apressados, os assaltantes arrancaram no Honda Civic, sem conseguir levar o dinheiro pretendido.
Os colegas da vítima pouco ou nada puderam fazer para impedir a fuga, até porque, segundo o JN apurou, além das pistolas de serviço, tinham como armas de apoio "shotguns" (caçadeiras) municiadas com balas de borracha. "Um dos guardas ainda foi atrás deles a disparar, mas de nada adiantou", afirmou a testemunha. Mais tarde, o grupo largou o veículo numa zona erma de Avintes, em Gaia, deitando-lhe fogo para apagar vestígios.
Entretanto, o ferido, que segundo testemunhas do caso de Fânzeres "esteve sempre consciente", foi transportado ao hospital de S. João, onde foi operado. Ficou internado, ainda com projécteis alojados na cabeça, temendo-se que perca uma vista.
As autoridades admitem que o mesmo gangue tenha estado envolvido noutros assaltos violentos ocorridos recentemente na região do Porto. Cerca de uma hora antes, quatro encapuzados assaltaram uma ourivesaria em Paredes, mas aparentemente nada terão tido a ver com o caso de Fânzeres (ler mais na secção Polícia e Tribunais).
In Jornal de Noticias
Visto que foi na minha terra e que conhecia o agente em causa, só me ocorre uma pergunta: Onde é que isto vai parar?
Será que vamos chegar ao ponto de telefonarmos para uma esquadra a pedir socorro e a policia nao vai ligar nenhuma pois tem medo de sair à rua?
Abraço