Decisões polémicas das Juntas Médicas...

Mais uma situação vergonhosa...:

José Almeida Lopes, de 54 anos, residente em Casal do Fundo, Mangualde, trabalhou quatro décadas em pedreiras, os dois últimos anos na Suíça. Uma doença fê-lo regressar mais cedo a Portugal e interrompeu-lhe o desejo de garantir “uma reforma melhor” em terras helvéticas. Em 2005 foi--lhe diagnosticada silicose e apneia aguda, patologias que o conduziram à mesa de operações e que o obrigam a ter de respirar com o auxílio de uma máquina de oxigénio. Da agitação do martelo pneumático utilizado nas pedreiras à cama do quarto da sua residência foi um pequeno passo. Da cama só sai para outra, no serviço de pneumologia do Hospital S. Teotónio, em Viseu.

Há cerca de um ano começou a “tratar da reforma por invalidez” mas a sua intenção esbarrou na decisão de uma junta médica de o considerou “não incapaz para trabalhar” pois a sua doença não era “natural” e sim “profissional”. “Mas afinal qual é a diferença?”, interroga-se a sua mulher, Fátima Lopes, adiantando: “Ele deixou de poder trabalhar e de ganhar dinheiro.”

“Revoltado” e impotente face ao diagnóstico, José Almeida Lopes recorreu da decisão clínica e resignou-se à doença, sem dinheiro sequer para comprar um leito que melhor se adapte à sua condição. “Passa todo o tempo deitado na cama, não tem forças nem para falar quanto mais para trabalhar!”, lamenta a esposa, que agradece aos vizinhos e amigos o apoio que lhes têm dado. “As nossas economias já acabaram há muito. O dinheiro mal chega para os medicamentos”, lamenta.

Porque se trata de uma doença “profissional”, o processo de José Almeida Lopes passou para o Centro Nacional de Protecção Contra os Riscos Profissionais (CNPRP). Foi sujeito a nova junta médica em Julho último e esperou pela resposta do Estado. “É uma situação revoltante porque o meu marido não pode trabalhar e merece receber o que tem direito, fruto de muitos anos de descontos para a Segurança Social”, diz Fátima Lopes.

PROBLEMAS FINANCEIROS

A resposta chegou anteontem. O conselho directivo do Instituto de Segurança Social informou a família de que a pensão de invalidez “irá começar a ser paga este mês, com direito ao pagamento retroactivo desde 21 de Setembro de 2006”. O ex-pedreiro pode ainda requerer a bonificação de 20% da pensão e o subsídio de elevada incapacidade, que se traduz no pagamento único de 14 vezes o valor da pensão atribuída.

O casal recebeu com natural satisfação a decisão dos serviços da Segurança Social, até porque nos últimos tempos tem enfrentado graves problemas financeiros. “Cada dia que passa parece um mês, porque os nossos recursos são muito poucos. Valem-nos as batatas e os legumes que cultivo na terra para não passarmos fome”, concluiu Fátima Lopes enquanto ajeitava o marido, que, demonstrando muita vontade para dizer o que lhe vai na alma, não o consegue fazer por falta de força.

Tal como muitos emigrantes, José Almeida Lopes foi vítima da burocracia entre os serviços da Segurança Social portuguesa e suíça. Todo o processo é moroso. Como esteve a trabalhar na Suíça, o organismo daquele país pediu às entidades portuguesas diversos exames para atestar a incapacidade.

Os processos burocráticos reflectem-se também na demora da atribuição da pensão de viuvez. Os beneficiários chegam a aguardar um ano pela resolução do caso, atrasado pela deficiente comunicação entre os dois países.

"ANDAVA AQUI O DIABO"

Como “uma desgraça nunca vem só”, a família Lopes além da grave doença do “ganha-pão da casa” debateu-se com a morte precoce de um filho, de 21 anos, que não resistiu a um tumor na cabeça. Foi no passado mês de Fevereiro. “Não bastava a situação do meu marido e ainda fomos atingidos por essa desgraça. Parecia que o diabo se tinha instalado nesta casa”, diz Fátima Lopes.

SILICOSE

É a formação de cicatrizes permanentes nos pulmões devido à inalação do pó de quartzo. A silicose afecta indivíduos que inalaram pó de sílica (constituinte da areia). A exposição a essa substância é comum entre operários de minas de metais, cortadores de granito, operários de fundições e ceramistas. Os sintomas manifestam-se vinte a trinta anos depois da exposição ao pó.

VITAL

José Almeida Lopes está ligado à máquina de oxigénio artificial 24 horas por dia. Sem ela não consegue respirar.

SÓCRATES MUDOU AS REGRAS

Quando a polémica estalou sobre os pedidos de reforma negados pela Caixa Geral de Aposentações a vários funcionários públicos vítimas de cancro, o primeiro-ministro, José Sócrates, apressou-se a vir a público anunciar auditorias e novas regras na constituição das juntas médicas.

Em Julho, o Governo aprovou em Conselho de Ministros a revisão da composição das juntas, assegurando que passassem a ser exclusivamente compostas por médicos. Na mesma altura, o Executivo de José Sócrates garantia que quem pedisse a aposentação teria mais direitos de recurso nos processos de verificação de incapacidades, passando a ter “direito a indicar um médico” para integrar a equipa que analisa o pedido de aposentação.

“O Governo decidiu tomar um conjunto de medidas que se destinam a garantir aos portugueses o bom funcionamento das juntas médicas que apreciam os procedimentos de aposentação no quadro da Caixa Geral de Aposentações”, afirmou, na altura, o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira.

A Inspecção-Geral das Finanças concluiu no final de Outubro as auditorias ao funcionamento das juntas médicas, tal como Sócrates tinha exigido, e enviou as conclusões e recomendações para a CGA.

Curiosamente, o Ministério das Finanças, que tutela aqueles organismos, não divulgou os dados das inspecções realizadas.

DOCENTES MORRERAM À ESPERA DA REFORMA

O caso de Manuela Estanqueiro, professora com 63 anos da EB 2,3 de Cacia, em Aveiro, chocou o País. A docente, a quem foi diagnosticada leucemia e que, apesar de poder gozar de baixa até Outubro de 2008, foi obrigada pela Caixa Geral de Aposentações a regressar ao trabalho, só viu o pedido de aposentação aprovado quando estava já internada nos Hospitais da Universidade de Coimbra, 15 dias antes de morrer.

“A minha mãe viveu os últimos dias constantemente preocupada com esta situação, que achava de uma injustiça extrema. De tal forma estava atormentada que, quando lhe marcaram nova junta médica em Lisboa, estava ela já internada em Coimbra, queria ir a qualquer custo, nem que fosse de ambulância”, lembra a filha, Teresa Silva, testemunha dos seus últimos meses de vida.

Conhecido este caso, outros vieram a público. Artur Silva, professor na Escola Secundária Alberto Sampaio, em Braga, deu aulas durante 30 anos, mas foi traído por um cancro na garganta. Ficou sem voz, chegou a usar um aparelho com que se exprimia a custo, mas uma junta médica entendeu dá-lo como apto para o ensino.

Artur Silva apresentou-se na escola e só foi dispensado de dar aulas porque o ano lectivo estava a chegar ao fim. “Ainda participou nas reuniões preparatórias, mas as suas dificuldades eram óbvias”, contou ao CM a presidente do conselho executivo, Manuela Gomes. O professor chegou a escreveu uma carta ao director da Caixa Geral de Aposentações, em Setembro, mas o pedido voltou a ser indeferido. Três meses e meio depois morreu.

SÓ NÃO VENCEU AS JUNTAS

“Tenho vencido os cancros que me apareceram, mas não consigo vencer as juntas médicas.” O desabafo de Conceição Marques, professora vítima de cancro da mama, útero e língua espelha o desespero de quem passa pelas juntas médicas. Em Setembro foi obrigada a dar aulas. Protestos dos alunos levaram à substituição. A docente ficará com tarefas administrativas até atingir idade da reforma.

NOTAS SOLTAS

PRÉMIO PARA SAIR

O Governo vai atribuir em 2008 um prémio aos funcionários que saiam de forma voluntária da Administração Pública. Os trabalhadores recebem por mês 70 por cento do salário bruto, valor que diminuiu até metade.

BAIXAS IRREGULARES

Nos primeiros quatro meses do ano 110 mil trabalhadores estiveram de baixa por doença. Um terço foi investigado e 15 mil foram considerados aptos.

EMPRESAS PAGAM

Desde Janeiro que as empresas podem pagar à Segurança Social a nomeação de um médico que verifique a situação de doença de um trabalhador. A visita custa 40 euros.

PEDIDOS ARRASTAM-SE

Os processos de aposentação são demorados e, mesmo quando indeferidos, demoram meses. Em média, os pedidos arrastam-se entre um a três anos.

TRÊS ALTERNATIVAS

A idade da reforma mantém-se nos 65 anos, mas nessa idade há que optar: ser penalizado em cinco por cento, aumentar os descontos ou continuar a trabalhar.

REFORÇO NAS INSPECÇÕES

Com o reforço de meios para controlar as baixas médicas fraudulentas o Ministério do Trabalho e Solidariedade Social investiga 500 pessoas por dia.
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=264418&idselect=9&idCanal=9&p=200
 
Sabem o que isto é? Falta de responsabilização das juntas médicas.

Eram os familiares juntarem-se e meter esse pessoal em tribunal e receberem uma indeminização grande caso ficasse provado que o trabalho agravou os problemas de saúde.
 
Sabem o que isto é? Falta de responsabilização das juntas médicas.

Eram os familiares juntarem-se e meter esse pessoal em tribunal e receberem uma indeminização grande caso ficasse provado que o trabalho agravou os problemas de saúde.
Se eles mal tem dinheiro para comer.

Mesmo que um bom advogado, disposto a levar isto até ao Tribunal Europeu, faça o serviço de graça, há uma serie de custos que a família não deve conseguir suportar [s)].
 
Antes de fazerem julgamento publico de quem quer que seja, era bom que fossem divulgados mais alguns factos para que então se podesse opinar!

Parece que a comunicação social só gosta de mostrar um dos lados da questão, o das vitimas, não contanto que em determinadas situações os médicos também o são!


Há critérios de uniformização das juntas!

Com estes critérios, não é o facto de variarem os médicos que pertencem á junta, que vão ter diferentes respostas!

A decisão das juntas médicas não se rege pelo critério da opinião dos médicos que delas fazem parte mas sim de normas regulamentos e critérios que tem que ser cumpridos e verificados para declarar alguém inapta para o trabalho...

Há casos em que nem sequer determinada junta medica é legalmente competente para determinar a aptidão...


Onde se tem que fazer alterações então, não é a nível dos médicos que constituem as juntas, mas sim nos CRITÉRIOS que determinam a aptidão profissional.

Os médicos não estão acima da lei, independentemente da sua formação e opinião sobre determinado caso, tem que cumprir estritamente o que a lei e os critérios estipulam!!!
 
Antes de fazerem julgamento publico de quem quer que seja, era bom que fossem divulgados mais alguns factos para que então se podesse opinar!

Parece que a comunicação social só gosta de mostrar um dos lados da questão, o das vitimas, não contanto que em determinadas situações os médicos também o são!


Há critérios de uniformização das juntas!

Com estes critérios, não é o facto de variarem os médicos que pertencem á junta, que vão ter diferentes respostas!

A decisão das juntas médicas não se rege pelo critério da opinião dos médicos que delas fazem parte mas sim de normas regulamentos e critérios que tem que ser cumpridos e verificados para declarar alguém inapta para o trabalho...

Há casos em que nem sequer determinada junta medica é legalmente competente para determinar a aptidão...


Onde se tem que fazer alterações então, não é a nível dos médicos que constituem as juntas, mas sim nos CRITÉRIOS que determinam a aptidão profissional.

Os médicos não estão acima da lei, independentemente da sua formação e opinião sobre determinado caso, tem que cumprir estritamente o que a lei e os critérios estipulam!!!
Evidentemente. Mas a forte crítica é à situação e ao seu resultado, não a quem tem de executar os procedimentos legais instituídos pela legislação vigente.

Há coisas que devem ser urgentemente mudadas, designadamente esses CRITÉRIOS que determinam a aptidão profissional, porque, como se vê, estão mais do que ultrapassados e já não estão a servir os seus propósitos!
 
Evidentemente. Mas a forte crítica é à situação e ao seu resultado, não a quem tem de executar os procedimentos legais instituídos pela legislação vigente.

Há coisas que devem ser urgentemente mudadas, designadamente esses CRITÉRIOS que determinam a aptidão profissional, porque, como se vê, estão mais do que ultrapassados e já não estão a servir os seus propósitos!

pois mas não é o que é veiculado pela comunicação social, nem é que se se vê no dia a dia de quem comenta estas noticias, ou mesmo o caso aqui do forum.

...e se calhar tem mais culpa os legisladores, e quem originalmente estabeleceu estes critérios, do que quem no estrito cumprimento do seu dever, as leva a cabo.

Uma nota, sobre um outro ponto de vista, que é do extremo numero de pessoas que fraudulentamente tentam ludibriar estes mecanismos de verificação, para aceder a fundo a que de maneira nenhuma terão direito!


Entre uma politica estrita, de normas fortes com uma pequena margem de erro, e uma politica laxa sem erro, em nome da boa gestão dos fundos e da moralização e competência dos serviços e de quem os utiliza, é de longe preferível uma politica estrita e rigorosa.
 
pois mas não é o que é veiculado pela comunicação social, nem é que se se vê no dia a dia de quem comenta estas noticias, ou mesmo o caso aqui do forum.

...e se calhar tem mais culpa os legisladores, e quem originalmente estabeleceu estes critérios, do que quem no estrito cumprimento do seu dever, as leva a cabo.

Uma nota, sobre um outro ponto de vista, que é do extremo numero de pessoas que fraudulentamente tentam ludibriar estes mecanismos de verificação, para aceder a fundo a que de maneira nenhuma terão direito!

Entre uma politica estrita, de normas fortes com uma pequena margem de erro, e uma politica laxa sem erro, em nome da boa gestão dos fundos e da moralização e competência dos serviços e de quem os utiliza, é de longe preferível uma politica estrita e rigorosa.
Essa é outra boa questão que se não vê esclarecida na imprensa...
 
pois mas não é o que é veiculado pela comunicação social, nem é que se se vê no dia a dia de quem comenta estas noticias, ou mesmo o caso aqui do forum.

...e se calhar tem mais culpa os legisladores, e quem originalmente estabeleceu estes critérios, do que quem no estrito cumprimento do seu dever, as leva a cabo.

Uma nota, sobre um outro ponto de vista, que é do extremo numero de pessoas que fraudulentamente tentam ludibriar estes mecanismos de verificação, para aceder a fundo a que de maneira nenhuma terão direito!


Entre uma politica estrita, de normas fortes com uma pequena margem de erro, e uma politica laxa sem erro, em nome da boa gestão dos fundos e da moralização e competência dos serviços e de quem os utiliza, é de longe preferível uma politica estrita e rigorosa.

coitadinhos dos srs drs...

só cumprem o seu dever... a culpa é da lei...

então quando os drs. olham para uma mulher que mal pode andar (como o caso que passou hoje na RTP1) e dizem: "ainda está muito nova para se reformar", estão a cumprir a lei? mas há alguma lei que obrigue alguém a dizer isto?

ps: eu se fosse médico, só ia parar a uma junta médica da caixa se fosse mesmo incompetente (E NÃO ME DEIXASSEM TRABALHAR EM MAIS LADO NENHUM), mas isso sou eu a pensar...
 
coitadinhos dos srs drs...

só cumprem o seu dever... a culpa é da lei...

então quando os drs. olham para uma mulher que mal pode andar (como o caso que passou hoje na RTP1) e dizem: "ainda está muito nova para se reformar", estão a cumprir a lei? mas há alguma lei que obrigue alguém a dizer isto?

ps: eu se fosse médico, só ia parar a uma junta médica da caixa se fosse mesmo incompetente (E NÃO ME DEIXASSEM TRABALHAR EM MAIS LADO NENHUM), mas isso sou eu a pensar...

Eu não estou a desculpar ninguém, nem a tomar partido de ninguém.

Apenas acrescentei informação que não vi divulgada em lado nenhum, e cuja ausência tornaria tendenciosa qualquer tomada de decisão sobre este assunto por parte da opinião publica.

Para acrescentar, comentando esse caso concreto, quem me garante que eles disseram mesmo isso?
Quem me garante que ela ou eles não estão a mentir?
Há provas? então siga com queixa, não há não se difama.
Sem se ouvir AMBOS os lados de uma situação é dificil conhecer a verdade.
 
Última edição:
Calaem-se lá com os ressabiamentos para com os médicos. A junta médica tem razão. O homem trabalhou toda a vida em pedreiras, provavelmente sem protecção, e arranjou uma silicose. Obviamente que é uma doença profissional e não natural. Na prática o que isso implica é que não é o estado o responsável, mas sim a entidade patronal ou a seguradora que contratou para cobrir esses riscos. Agora o sistema judicial que funcione e obriguem quem de direito a indeminizar.

Portanto, pelo que leio aqui, o mais correcto que a junta médica tinha que fazer era... mentir?
 
Eu não estou a desculpar ninguém, nem a tomar partido de ninguém.

Apenas acrescentei informação que não vi divulgada em lado nenhum, e cuja ausência tornaria tendenciosa qualquer tomada de decisão sobre este assunto por parte da opinião publica.

Para acrescentar, comentando esse caso concreto, quem me garante que eles disseram mesmo isso?
Quem me garante que ela ou eles não estão a mentir?
Há provas? então siga com queixa, não há não se difama.
Sem se ouvir AMBOS os lados de uma situação é dificil conhecer a verdade.
Pois, mas alguém tem culpa, seja o legislador, essa figura abstracta mas de contornos difusos no que à responsabilização por coisas deste tipo diz respeito, sejam os médicos, concretamente alguns que possam não estar a agir correctamente face aos casos concretos, sejam os falsos doentes que usam de subterfúgios para se reformarem e viverem sem bulir à conta de todos nós o resto da vida, seja de todos! O que é facto é que têm de haver responsáveis por este estado de coisas ainda que a respectiva responsabilização não seja fácil...
 
Os meus cotas fazem juntas médicas e como já foi referido pelo user Foliv existem regras, critérios, tabelas de incapacidade, normas, etc, etc, que bem ou mal feitas SÃO para cumprir. De uma maneira muito simplista os médicos avaliam o indivíduo, fazem as continhas da tabelaX, vão buscar o resultado à tabela Y e voilá sai o resultado.

Quando algum "artista" se safa do poder judicial por causa de leis mal feitas, desajustadas, ou simplesmente desactualizadas não vejo ninguém a cair em cima dos juízes culpabilizando-os.

cumps
 
"Porreiro, pá!"

"Porreiro, pá!"

Triste mesmo é ter de haver intervenção da tutela, porque por cá anda tudo "bêbado"

A funcionária da junta de freguesia de Vitorino de Piães, Ponte de Lima, vai entrar novamente de baixa médica, por indicação do Ministério das Finanças, até que a Caixa Geral de Aposentações proceda à reapreciação do caso, escreve a Lusa.

A informação foi prestada pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, que considerou que «ninguém pode ficar indiferente e insensível a esta situação», lembrando, porém, que a decisão foi baseada em pareceres médicos.

«É obvio que a situação tem de ser reanalisada e reapreciada», disse o Teixeira dos Santos, acrescentando ter dado indicações à Caixa Geral de Aposentações para «proceder de imediato à reanálise» e para que a funcionária seja «submetida a novos exames clínicos».

Até à reapreciação do caso, a ADSE recebeu instruções para que a funcionária pública continue de baixa médica e não tenha que se apresentar ao serviço na junta de freguesia.

Ana Maria Brandão estava de baixa há três anos devido a uma intervenção cirúrgica mal sucedida que a deixou fisicamente limitada, mas foi notifica pela Caixa Geral de Aposentações para se apresentar hoje ao serviço.

Em Fevereiro de 2006, a funcionária administrativa foi a uma junta médica da ADSE que a considerou incapacitada para trabalhar, mas uma outra junta médica considerou que «era muito nova para a reforma».

A Procuradoria-geral da República aconselhou-a a defender os seus interesses pelas vias judiciais, já que o assunto «não se insere no âmbito de intervenção daquele organismo do ministério Público».

Ana Maria usa permanentemente um colar cervical, uma braçadeira no braço direito e uma cinta lombar.

Alterar regras

O ministro manifestou-se confiante na publicação «ainda este ano» do diploma legal que vai alterar as regras de funcionamento das juntas médicas, ao incluir nomeadamente numa junta de recurso um médico escolhido pelo doente para proceder a uma reavaliação clínica e uma análise presencial.

«Com as novas regras esperamos que estas situações não se repitam e que sejam resolvidas com grande sentido de humanidade», referiu o ministro, sublinhando, no entanto, que actualmente os casos se baseiam em pareceres médicos e «não na arbitrariedade».

Questionado sobre os resultados das auditorias ao funcionamento das juntas médicas, o titular da pasta das Finanças referiu terem sido reveladas «algumas deficiências». «Mas com as novas leis será posto cobro a situações desumanas como esta e que merecem toda a nossa simpatia e compreensão», concluiu.

O Conselho de Ministros já aprovou novas regras de funcionamento das juntas médicas, que ainda estão pendentes de promulgação e publicação em Diário da República.

Entre as inovações do diploma, regista-se a possibilidade de o requerente poder recorrer a uma junta médica de recurso, integrada por médicos diferentes dos que apreciaram o processo na fase inicial que precedeu a decisão e por um médico indicado pelo próprio requerente.

Além disso, as juntas passarão a ser exclusivamente compostas por médicos, ao contrário do que acontece actualmente, em que são formadas por dois médicos e por um representante da Caixa Geral de Aposentações.

Com as novas regras, o requerente de um pedido de aposentação antecipada por motivo de incapacidade terá uma consulta médica antes do seu processo e os relatórios médicos serem apreciados pela junta médica.

Aliviada com a notícia

A funcionária pública de Ponte de Lima manifestou-se «aliviada» com a notícia de que vai entrar novamente de baixa médica e ficar em casa, mas lamentou que tenha sido necessário «tanto espalhafato» para a «reposição da justiça».

«Infelizmente, parece que em Portugal as coisas só funcionam com espalhafato e com a ajuda da comunicação social. Então os médicos que me observaram não viram logo que eu mal me posso mexer e que estou incapacitada para o trabalho?», questionou.


http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=875347&div_id=291
Em tom de brincadeira quase que apetece dizer o mesmo das "juntas médicas" com as devidas adaptações:

http://paypalsucks.org/graphics/PPS-Cartoon1.gif
 
Em Fevereiro de 2006, a funcionária administrativa foi a uma junta médica da ADSE que a considerou incapacitada para trabalhar, mas uma outra junta médica considerou que «era muito nova para a reforma».
Se estiverem atentos, poderão constactar que o problema está no dinheiro.
 
Serei o único a achar que o ministro das Finanças cometeu uma série de ilegalidades ao decretar -todo sorridente- uma baixa como anunciou ontem para toda a comunicação social?

Mas 'támos na Guiné?

Este Estado de Direito é anedótico.

E ninguém pegar nisto na Oposição...oh deus...mas é tudo acéfalo???
 
Ministro deu-lhe baixa

A funcionária da Junta de Piães (Ponte de Lima) que cumpriu ontem o primeiro dia de trabalho, apesar de não ter quaisquer condições de mobilidade para o serviço, garante que voltará a apresentar-se hoje de manhã nas instalações da junta, por não ter sido notificada da nova baixa, anunciada pelo ministro Teixeira dos Santos.

Ana Maria Brandão passou o dia na Junta de Freguesia de Piães, sentada, sem poder trabalhar. Contou com o apoio do pai, Francisco Brandão, que a ajudou a deslocar-se, e dos amigos, que até lhe calçaram umas pantufas para combater o frio.

“Cá estou para pegar ao serviço”, disse Ana Maria, que presta funções administrativas na junta de freguesia. Lá dentro escolheu uma cadeira dura, de madeira, e esteve o “mais quietinha possível para minimizar o sofrimento”.

A funcionária, que está dependente dos familiares para as tarefas mais simples, desde a alimentação ao vestuário, encontra-se nesta situação desde 1998, devido a uma operação mal sucedida a uma hérnia discal, em Viana do Castelo. Usa uma colar cervical dia e noite, uma braçadeira e uma cinta lombar.

Ontem, depois da comunicação social dar a conhecer o caso, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, anunciou que a Caixa Geral de Aposentações vai reapreciar o processo e a funcionária entrará de novo em baixa médica.

“Ninguém pode ficar indiferente e insensível a um caso destes, apesar de ter sido originado pelos pareceres médicos, afirmou o ministro. A decisão agradou a Ana Maria Brandão, mas esta tem consciência de que não pode regressar enquanto não for notificada.

“Não posso ir para casa só porque soube pela imprensa das declarações do senhor ministro. Não tendo outro remédio que não seja voltar já amanhã ao trabalho”, esclareceu a funcionária, adiantando: “O que eu tenho é um fax da Caixa que anuncia a breve prazo uma junta médica de revisão do meu caso, a realizar no Porto”.

PERFIL

Ana Maria Brandão, de 43 anos, é natural da freguesia de Vitorino de Piães, Ponte de Lima.

Antes de trabalhar na junta de freguesia, esteve como empregada de escritório da Valutêxtil, uma fábrica de confecções em Barcelos.

Solteira, vive com os pais e o irmão, que lhe dão todo o apoio, porque passa o tempo em casa. Tem o 6.º ano de escolaridade. Joaquim Gomes

http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=264626&idselect=10&idCanal=10&p=200

O Ministro deu baixa ?!?
 
Serei o único a achar que o ministro das Finanças cometeu uma série de ilegalidades ao decretar -todo sorridente- uma baixa como anunciou ontem para toda a comunicação social?

Mas 'támos na Guiné?

Este Estado de Direito é anedótico.

E ninguém pegar nisto na Oposição...oh deus...mas é tudo acéfalo???

Não não és o unico!
partilho da mesma opinião!!

Há sedes próprias onde se resolvem estas questões!

A intervenção do governo só será necessária para alterar a regulamentação por intermedio de alterações á legislação, e nunca pode ser aceite como intervenção directa de um órgão não competente, criando regimes de excepção não regulamentados, muito menos nas circunstancias que ocorreu!

Se há erros e maus procedimentos, a culpa é de quem os implementou.

Se há erros de APLICAÇÃO dos regulamentos, então a culpa é de quem os aplica...

E em nenhum caso dos acima relatados, me parece existir culpa de quem aplicou os regulamentos...

Ressalvo evidentemente o sofrimento das pessoas visadas por este problema, que são seguramente as menos culpadas de toda a situação, e tem TODO o direito a ver rectificada a sua situação, e ressarcidos todos os seus prejuízos...
 
Nao hà condicoes

Nao hà condicoes

Não não és o unico!
partilho da mesma opinião!!

Há sedes próprias onde se resolvem estas questões!

A intervenção do governo só será necessária para alterar a regulamentação por intermedio de alterações á legislação, e nunca pode ser aceite como intervenção directa de um órgão não competente, criando regimes de excepção não regulamentados, muito menos nas circunstancias que ocorreu!

Se há erros e maus procedimentos, a culpa é de quem os implementou.

Se há erros de APLICAÇÃO dos regulamentos, então a culpa é de quem os aplica...

E em nenhum caso dos acima relatados, me parece existir culpa de quem aplicou os regulamentos...

Ressalvo evidentemente o sofrimento das pessoas visadas por este problema, que são seguramente as menos culpadas de toda a situação, e tem TODO o direito a ver rectificada a sua situação, e ressarcidos todos os seus prejuízos...

Nao hà condicoes pessoas com cancro a trabalhar, agora este caso e muitos outros que nao vem à opiniao publica, vergonhoso, aqui as pessoas emigrantes como as que cà nasceram vem com tristeza o Portugal de hojé na televisao.
 
Triste mesmo é ter de haver intervenção da tutela, porque por cá anda tudo "bêbado"


Em tom de brincadeira quase que apetece dizer o mesmo das "juntas médicas" com as devidas adaptações:

http://paypalsucks.org/graphics/PPS-Cartoon1.gif


Se se dessem ao trabalho de ouvir as notícias como deve ser, tinham percebido que a junta médica deu-a como INCAPACITADA PARA O TRABALHO, e a CGA é que não lhe quis dar a reforma.
 
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