Principais causas apontadas:
- Dificiencias no planeamento e controlo do trabalho ao nivel dos dirigentes.
- Chefias intermedias pouco preparadas, acabam por comprometer a eficacia do terreno.
- Fraca motivaçao dos trabalhadores
- Absentismo
- Fraca pontualidade
Na Europa, Portugal, tem a 2ª (!!!)

economia com maior percentagem, de tempo desperdiçado!
PS. As melhores performances estão na Africa do Sul, e EUA.
Estou plenamente de acordo que se perde muito tempo, facto que prejudica inequivocamente o trabalho, impossibilitando-o de ser optimizado como todos quereríamos.
Já em tempos aqui referi que, por exemplo, os
tempos de refeição poderiam ser repensados, mas também falta uma coerente gestão de objectivos que, mesmo hoje, parecem mudar mais rapidamente do que deveriam, daí serem demasiado vagos à partida.
De igual modo o problema das chefias intermédias se equaciona, muitas delas por impreparação, outras por desaproveitamento na área correcta e, ainda, demasiadas vezes por desautorização reiterada, implícita e explícita, com consequências nefastas na cadeia hierárquica.
A fraca motivação dos trabalhadores assenta, quanto a mim, na não aplicação no plano laboral de um
sistema misto de recompensa e prejuízo que funcione. Esse sistema, mais do que colocar as pessoas em perigo de perder o emprego (com o qual não concordo senão em casos extremos), deveria promover, tendo como partida o valor do salário base, prémios pecuniários acrescidos à remuneração base, proporcionais ao valor acrescido de produtividade acrescentada, e, de igual modo, deveria existir uma equação de prejuízo de lógica de aplicação precisamente idêntica ao prémio de recompensa.
A pontualidade, ou a falta dela, é algo que nunca, ou dificilmente, corrigiremos, pois está enraizada como um direito cultural e é praticada em todos os sectores de actividade, praticamente sem excepção, salvo nas linhas fabris onde as maquinarias têm os
timings de funcionamento calculados para determinada produção em "x" tempo.
O absentismo, que deixei propositadamente, para o fim, é uma vergonha nacional. Veja-se o que se passa na AR, na Função Pública, nas empresas, enfim, um pouco por todo o lado. Aqui penso que o sistema de fiscalização de perseguição mais real e abrangente deveria ser uma realidade e punir, de forma clara e definitiva, todo e qualquer abusador, embora que um primeiro aviso devesse existir...
Nestes casos de demasiados
chicos espertos que todos nós temos de sustentar penso mesmo que dever-se-ía repristinar todas as situações mesmo de há alguns anos atrás e estudá-las por forma a punir, com severidade (por exemplo obrigando a repor vencimento em quantia proporcional), designadamente as situações de baixa prolongada por alegada doença e cruzá-las com dados actuais de cada pessoa.
De igual modo se deveriam cruzar dados de indivíduos que levaram anos na baixa médica até se reformarem e que depois disso arranjaram empregos onde continuam a trabalhar, perseguindo-se, "sem dó nem piedade", tudo o que fosse detectado como
baixa fraudulenta, já que me parece muito pouco o que tem sido feito nesta área.
Nestes casos os médicos que emitiram esses atestados deveriam ser processados e exemplarmente punidos em caso de culpa devidamente comprovada, como é evidente.
Desse modo não seria necessária tanta burocracia aos verdadeiros doentes que hoje têm dar "n" voltas para justificarem um dia ou dois de falta por terem, efectivamente, ficado doentes.