Tópico da Língua Portuguesa

Vamos por partes.

Dúvida 1: «A conjugação correcta do verbo haver, neste tempo, o pretérito perfeito do indicativo, na 3ª pessoa do plural.. conjuga-se "Eles houve"? ou "eles houveram"?...»

A conjugação correcta do verbo Haver no pretérito perfeito do indicativo, voz activa é:

Eu houve
Tu houveste
Ele houve
Nós houvemos
Vós houvestes
Eles houveram


Até aqui penso que não haja dúvidas.

Mas... (e há sempre um "mas")
Quando se emprega o verbo Haver no sentido de Existir - "Há uma semana houve vários casos..." / "Há uma semana existiram vários casos..." - este conjuga-se impessoalmente. Quer isto dizer que se usa SEMPRE, e apenas, na 3ª pessoa do singular.

Ex.: "há um acidente...", "há dois acidentes...",....
"houve um descuido...", "houve dois descuidos...",....
"havia um ferido...", "havia dois feridos...",....
"haverá um inquérito...", "haverá dois inquéritos...",....
e assim sucessivamente para qualquer um dos tempos do verbo.



Dúvida 2:«Parecem-me conjugações sintácticas igualmente correctas em aplicações e intenções distintas (com os pleonasmos expressos em "Há algum tempo atrás" ou "Há algum tempo a esta parte" a permitirem uma localização no tempo pretérito mais concreta que "Há algum tempo"...)
Os entendidos, que acham?
»

O uso do advérbio Atrás na mesma oração do verbo Haver, ele mesmo com sentido temporal, é claramente redundante.
Apesar de, de um ponto de vista puramente gramatical, essa utilização não ser propriamente correcta, o certo é que quem faz a Língua são os seus falantes e essa frase é de uso muito comum tendo assumido, como muito bem disse o RoadsterMind, um estatuto sintáctico de sintagma-fixo.

Já não concordo muito é que "conjugações sintácticas igualmente correctas em aplicações e intenções distintas (...) a permitirem uma localização no tempo pretérito mais concreta que "Há algum tempo". Se, tal como foi dito acima, aquela construção é redundante, isto é, diz a mesma coisa duas vezes, parece-me bastante lógico que não torna nada mais concreto porque não acrescenta absolutamente nada. Caso o fizesse já não seria redundante e esta reflexão não teria sequer existido!

Extraordinário! Apesar de ter estado algum tempo ausente, acabo por, finalmente, ler esta resposta. Apesar de ser de há longa data (muito longa, mesmo) esta minha dúvida, eis que me deparo com "As explicações" destas sempre (pessoalmente) intrigantes, dúvidas! Só posso reiterar os meus francos parabéns!
 
Estive para comprar, mas eu gosto mesmo é de fiamber! [:)]


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Alguém me pode tirar uma dúvida de português? Em relação ao verbo Polir. Dizemos "ele poliu o carro", certo? E dizemos "Ele pole o carro uma vez por semana" ?? Como é que se diz?
No outro dia estava a falar com um amigo meu e encravei aí. Senti-me muito burro. LOL

Abraços e obrigado a quem me explicar!
 
Alguém me pode tirar uma dúvida de português? Em relação ao verbo Polir. Dizemos "ele poliu o carro", certo? E dizemos "Ele pole o carro uma vez por semana" ?? Como é que se diz?
No outro dia estava a falar com um amigo meu e encravei aí. Senti-me muito burro. LOL

Abraços e obrigado a quem me explicar!


A conjugação do presente do indicativo do verbo "polir" é irregular. Assim, no presente do indicativo conjuga-se da seguinte maneira:

eu pulo
tu pules
ele pule
nós polimos
vós polis
eles pulem

Isto quer dizer que a forma certa de dizer a tua frase seria: "Ele pule o carro uma vez por semana"

Quanto aos restantes tempos verbais penso que não haverá grandes problemas porque são regulares.




Boas André. O que está mal nessa frase? Não consegui descortinar... é valho que se diz, não é? Por exemplo "Eu valho por muitos." Não está correcto?

Abraço!


Essa capa está correctíssima!
Esse link é dinâmico. No dia em que o André colocou o post dele, a capa tinha um erro do género "procura-se jogadores" ou algo assim parecido.
 
Portugal vai ratificar protocolo modificativo do acordo ortográfico até ao fim do ano

Portugal vai aprovar o protocolo modificativo do Acordo Ortográfico de Língua Portuguesa até ao final deste ano, garantiu hoje o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português.

Luís Amado, que falava aos jornalistas no intervalo da XII Reunião do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que decorre hoje em Lisboa, adiantou que os restantes países que também ainda não o fizeram se comprometeram a ratificá-lo "rapidamente".

Apenas três dos oito Estados membros da CPLP - Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe - aprovaram quer o Acordo Ortográfico quer o Protocolo Modificativo ao Acordo, enquanto Portugal só havia ratificado o primeiro.

Segundo Luís Amado, nas discussões efectuadas de manhã no Conselho de Ministros da organização lusófona, os representantes de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique - Timor-Leste ainda não solicitou formalmente a adesão ao acordo - também garantiram que os dois documentos serão ratificados em breve.

Tecnicamente, segundo o secretário-executivo da CPLP, Luís Fonseca, o Acordo Ortográfico já está em vigor, uma vez que bastava, para tal, a ratificação de apenas três países.
Luís Fonseca e Luís Amado, ladeados pela presidente do Conselho de Ministros da organização, a chefe da diplomacia guineense, Maria Filomena Nobre Cabral, afirmaram também que o reforço da expansão do uso da Língua Portuguesa é uma das prioridades da CPLP ao longo do próximo ano.

Nesse sentido, e reconhecendo as críticas feitas pela presidente do Instituto Internacional de Língua portuguesa (IILP), Amélia Mingas, também presente na reunião, os três responsáveis salientaram ser necessário dotar aquela entidade de mais meios financeiros e humanos, mas dentro de uma estratégia comum aos "oito".

Os chefes da diplomacia da CPLP vão hoje aprovar e votar sete projectos de resolução, duas declarações e ainda um voto de homenagem póstuma ao "pai" da organização lusófona, José Aparecido de Oliveira, recentemente falecido.
Segundo a agenda aprovada, no encontro será também assinado o acordo de concessão de visto para estudantes nacionais dos oito Estados-membros.

Na reunião, organizada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros português, foram apresentados e aprovados dois relatórios sobre o biénio 2006/07, apresentados pelo secretário-executivo da CPLP e pela presidente do IILP.

Dois outros documentos, igualmente aprovados, foram apresentados pelo coordenador do Comité de Concertação Permanente (CCP), o diplomata guineense Apolinário Mendes de Carvalho, e pela presidente do Conselho de Ministros da CPLP.

Entre os projectos de resolução que estarão em discussão destacam-se os sobre o Estabelecimento da Assembleia Parlamentar da CPLP, sobre a Acreditação de Embaixadores na organização e sobre as Novas Instalações do Secretariado Executivo.

Os restantes dizem respeito à Concessão do Estatuto de Observador Consultivo dos "oito", ao Desenvolvimento de uma Política de Oceanos no organização, no Programa Indicativo de Cooperação da CPLP a Médio Prazo e Energias Renováveis e Protecção do Meio Ambiente.

Entre os projectos de declaração figuram os relativos ao Tratado sobre Comércio de Armas das Nações Unidas e sobre o apoio do Conselho de Ministros da organização à realização da II Cimeira União Europeia/África e à aprovação de uma estratégia conjunta EU/África.

Na reunião será também prestada homenagem a José Aparecido de Oliveira, o antigo embaixador do Brasil em Lisboa, ex-ministro da Cultura e ex-governador, que idealizou a comunidade lusófona e que faleceu a 20 de Outubro último, aos 78 anos, em Belo Horizonte, devido a uma insuficiência respiratória.

Os projectos de resolução e as respectivas declarações serão aprovadas da parte da tarde, bem como o acordo e o comunicado final da reunião, que será apresentado aos jornalistas após a sessão de encerramento dos trabalhos.

De todas as delegações, que incluem também as dos membros associados da CPLP - Guiné Equatorial e as ilhas Maurício - Moçambique faz-se representar pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Eduardo Koloma, e São Tomé e Príncipe pela embaixadora do país em Lisboa, Alda Espírito Santo.
João Miranda (Angola), Celso Amorim (Brasil), Vítor Borges (Cabo Verde) e Zacarias Albano da Costa (Timor-Leste), além do secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros português, João Gomes Cravinho, compõem as restantes delegações.

Em http://www.rtp.pt/index.php?article=305422&visual=16
 
Data de entrada em vigor do acordo ortográfico "só com bolinha de cristal"

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, recusou hoje adiantar uma data para a entrada em vigor do acordo ortográfico da CPLP, mas salientou a importância desse entendimento.

"Isso só com bolinha de cristal, que eu não tenho", afirmou Celso Amorim à Agência Lusa, questionado sobre a data de entrada em vigor do acordo, no final de uma audiência com o primeiro-ministro José Sócrates.

No entanto, o ministro brasileiro frisou que não abordou este tema com Sócrates, mas apenas com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, e no Conselho de Ministros da CPLP.

"Todos reconhecemos que é importante ter o acordo ortográfico, até para fortalecimento da língua", afirmou Celso Amorim.
"Para que possamos todos trabalhar em conjunto, o acordo é fundamental. Como podemos trabalhar se um diz `actual` e o outro `atual`?", exemplificou.

Por outro lado, o ministro admitiu que é necessária "compreensão" pela demora de alguns países em adoptar o acordo.
"Temos também a compreensão de que em alguns países pode levar mais tempo a ser implementado", afirmou.

Em princípio, a ortografia comum da língua portuguesa já poderia entrar em vigor, porque três dos oito países lusófonos - Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe - já ratificaram o acordo e também o protocolo modificativo ao acordo, aprovado em Julho de 2004, em São Tomé, durante a cimeira dos chefes de Estado e de governo da CPLP.

O protocolo modificativo permite que o acordo vigore com a ratificação de apenas três países da CPLP, sem a necessidade de aguardar que todos os outros membros da organização adoptem o mesmo procedimento.

Recentemente, Portugal propôs um prazo de dez anos para colocar o acordo em vigor.

Segundo especialistas, as modificações propostas no acordo devem alterar 1,6 por cento do vocabulário de Portugal.

No Brasil, a mudança será menor, já que apenas 0,45 por cento das palavras terão a escrita alterada.

Apesar das mudanças ortográficas, serão conservadas as pronúncias típicas de cada país.

Em http://www.rtp.pt/index.php?article=305419&visual=16
 
À com H e sem ele

À com H e sem ele

Um dos erros mais persistentes que encontro ao ler o forum é precisamente este, será que não se aprendeu quando se deve usar Á com H e À sem H ?

De qualquer maneira não fica mal explicar:



1- Quando a frase se refere ao verbo HAVER, ou, se refere a uma determinada quantidade de tempo, esse Á é sempre com H e com assento tónico (HÁ);

a) exº: "Hoje há sol".
b) exº: "Fiz anos há 15 dias".

2- Nos restantes casos o À é sem H e com assento esdrúsculo;

a) exº: "Andei à boleia".



- Não sou de Português, mas são coisas que nos ficam da escola primária.
 
Um dos erros mais persistentes que encontro ao ler o forum é precisamente este, será que não se aprendeu quando se deve usar Á com H e À sem H ?

De qualquer maneira não fica mal explicar:



1- Quando a frase se refere ao verbo HAVER, ou, se refere a uma determinada quantidade de tempo, esse Á é sempre com H e com assento tónico (HÁ);

a) exº: "Hoje há sol".
b) exº: "Fiz anos há 15 dias".

2- Nos restantes casos o À é sem H e com assento esdrúsculo;

a) exº: "Andei à boleia".



- Não sou de Português, mas são coisas que nos ficam da escola primária.


Acento grave.[;)]
 
pessoal.. tava agora aqui à porrada com o meu irmão por causa do português... LOL

diz-se:
"eu não tenho nenhum problema em dizer-te" ou "eu não tenho algum problema em dizer-te"
diz-se "de modo algum" ou "de modo nenhum"
"não contes isto a ninguém" ou " não contes isto a alguém" ?

etc etc...


Quem explica?xD
 
Eu sei que se diz, ou se deve dizer "eu não tenho nenhum problema em dizer-te" e "de modo algum" e "não contes isto a ninguém"...

Agora porquê... já não te sei dizer!!

Abraço
 
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