hpventura
New member
Acho que ser filho do patrão me habilita a mandar umas postas de pescada neste tópico ! [
]
Antes da sucessão existem outros aspectos complicados que passam muito pela credibilização do "filho do patrão".
Se um gestor já tem uma tarefa dificil em congregar esforços e vontades de pessoas, em ser um bom lider, em conseguir ter os trabalhadores motivados, um familiar dos donos da empresa tem uma tarefa ainda muito mais difícil.
Porquê? Porque toda a gente irá pensar que ele só ocupa o cargo por ser familiar do dono da empresa, e que de outra forma não seria capaz.
Lição nº 1: Definir um trajecto a percorrer na vertical e não começar no topo. Algo que o meu pai fez muito bem. Tive que literalmente começar por baixo, dentro daquilo que eram as minhas competências. Cheguei a ser dos funcionários mais mal remunerados da empresa e tive que demonstrar que merecia as progressões que ia tendo.
Isso permitiu-me lidar com a "base" da empresa, conhecendo-os como profissionais e como pessoas.
Mesmo assim há sempre desconfiança por parte das pessoas em como se está a ser priveligiado relativamente a elas, e que se tem benefícios que elas não terão, ou que julgam que não vão ter.
Lição Nº2: Tratamento de igualdade. Cheguei a levar uns "raspanetes" em público, mesmo alguns sendo algo injustificados. Ajudou a que as pessoas notassem que eu era mais um colaborador da empresa e que o "patrão" me dava nas orelhas quando era preciso e quando merecia.
Entretanto, termino os meus estudos, adquiro mais conhecimento e mais competências que começo a aplicar e que começam a produzir resultados na empresa.
Mas...será que fui mesmo eu? Será que a avaliação do desempenho que foi implementada na empresa que permitirá às pessoas terem melhores condições salariais foi mesmo desenhada e implementada pelo hpventura?
Lição Nº3: Saber vender o peixe. Só demonstrando um conhecimento cabal sobre as decisões tomadas e saber justificar virgula por virgula as medidas implementadas se consegue transmitir uma imagem de competência e de conhecimento. E já agora, de utilidade e credibilidade.
Após ter ganho a confiança das pessoas, de demonstrar que se ocupa a função que se ocupa por mérito e não por favorecimento há que manter sempre a mesma atitude ao longo da carreira.
Mais do que um gestor "normal", o "filho do patrão" está sob constante escrutínio dos colaboradores da empresa, que não lhe perdoam a mínima falha. À mínima falha lá vem a lenga-lenga de que "este só está onde está porque é filho do patrão".
Ok, para não tornar isto num post demasiado extenso, daqui a pouco já coloco outro sobre a sucessão e a forma como a vejo...
Antes da sucessão existem outros aspectos complicados que passam muito pela credibilização do "filho do patrão".
Se um gestor já tem uma tarefa dificil em congregar esforços e vontades de pessoas, em ser um bom lider, em conseguir ter os trabalhadores motivados, um familiar dos donos da empresa tem uma tarefa ainda muito mais difícil.
Porquê? Porque toda a gente irá pensar que ele só ocupa o cargo por ser familiar do dono da empresa, e que de outra forma não seria capaz.
Lição nº 1: Definir um trajecto a percorrer na vertical e não começar no topo. Algo que o meu pai fez muito bem. Tive que literalmente começar por baixo, dentro daquilo que eram as minhas competências. Cheguei a ser dos funcionários mais mal remunerados da empresa e tive que demonstrar que merecia as progressões que ia tendo.
Isso permitiu-me lidar com a "base" da empresa, conhecendo-os como profissionais e como pessoas.
Mesmo assim há sempre desconfiança por parte das pessoas em como se está a ser priveligiado relativamente a elas, e que se tem benefícios que elas não terão, ou que julgam que não vão ter.
Lição Nº2: Tratamento de igualdade. Cheguei a levar uns "raspanetes" em público, mesmo alguns sendo algo injustificados. Ajudou a que as pessoas notassem que eu era mais um colaborador da empresa e que o "patrão" me dava nas orelhas quando era preciso e quando merecia.
Entretanto, termino os meus estudos, adquiro mais conhecimento e mais competências que começo a aplicar e que começam a produzir resultados na empresa.
Mas...será que fui mesmo eu? Será que a avaliação do desempenho que foi implementada na empresa que permitirá às pessoas terem melhores condições salariais foi mesmo desenhada e implementada pelo hpventura?
Lição Nº3: Saber vender o peixe. Só demonstrando um conhecimento cabal sobre as decisões tomadas e saber justificar virgula por virgula as medidas implementadas se consegue transmitir uma imagem de competência e de conhecimento. E já agora, de utilidade e credibilidade.
Após ter ganho a confiança das pessoas, de demonstrar que se ocupa a função que se ocupa por mérito e não por favorecimento há que manter sempre a mesma atitude ao longo da carreira.
Mais do que um gestor "normal", o "filho do patrão" está sob constante escrutínio dos colaboradores da empresa, que não lhe perdoam a mínima falha. À mínima falha lá vem a lenga-lenga de que "este só está onde está porque é filho do patrão".
Ok, para não tornar isto num post demasiado extenso, daqui a pouco já coloco outro sobre a sucessão e a forma como a vejo...