Empresas Familiares "valem" 60% da Riqueza Europeia, e 50% dos Empregos.

Acho que ser filho do patrão me habilita a mandar umas postas de pescada neste tópico ! [:D]

Antes da sucessão existem outros aspectos complicados que passam muito pela credibilização do "filho do patrão".

Se um gestor já tem uma tarefa dificil em congregar esforços e vontades de pessoas, em ser um bom lider, em conseguir ter os trabalhadores motivados, um familiar dos donos da empresa tem uma tarefa ainda muito mais difícil.

Porquê? Porque toda a gente irá pensar que ele só ocupa o cargo por ser familiar do dono da empresa, e que de outra forma não seria capaz.

Lição nº 1: Definir um trajecto a percorrer na vertical e não começar no topo. Algo que o meu pai fez muito bem. Tive que literalmente começar por baixo, dentro daquilo que eram as minhas competências. Cheguei a ser dos funcionários mais mal remunerados da empresa e tive que demonstrar que merecia as progressões que ia tendo.
Isso permitiu-me lidar com a "base" da empresa, conhecendo-os como profissionais e como pessoas.

Mesmo assim há sempre desconfiança por parte das pessoas em como se está a ser priveligiado relativamente a elas, e que se tem benefícios que elas não terão, ou que julgam que não vão ter.

Lição Nº2: Tratamento de igualdade. Cheguei a levar uns "raspanetes" em público, mesmo alguns sendo algo injustificados. Ajudou a que as pessoas notassem que eu era mais um colaborador da empresa e que o "patrão" me dava nas orelhas quando era preciso e quando merecia.

Entretanto, termino os meus estudos, adquiro mais conhecimento e mais competências que começo a aplicar e que começam a produzir resultados na empresa.

Mas...será que fui mesmo eu? Será que a avaliação do desempenho que foi implementada na empresa que permitirá às pessoas terem melhores condições salariais foi mesmo desenhada e implementada pelo hpventura?

Lição Nº3: Saber vender o peixe. Só demonstrando um conhecimento cabal sobre as decisões tomadas e saber justificar virgula por virgula as medidas implementadas se consegue transmitir uma imagem de competência e de conhecimento. E já agora, de utilidade e credibilidade.

Após ter ganho a confiança das pessoas, de demonstrar que se ocupa a função que se ocupa por mérito e não por favorecimento há que manter sempre a mesma atitude ao longo da carreira.

Mais do que um gestor "normal", o "filho do patrão" está sob constante escrutínio dos colaboradores da empresa, que não lhe perdoam a mínima falha. À mínima falha lá vem a lenga-lenga de que "este só está onde está porque é filho do patrão".

Ok, para não tornar isto num post demasiado extenso, daqui a pouco já coloco outro sobre a sucessão e a forma como a vejo...
 
Mas esclareçam-me uma coisa: o dono da empresa tem obrigatóriamente que ser um gestor? É como nas farmácias? Porque é que eu não posso ter a posse de uma empresa, não percebendo nada do ramo, mas entregando a gestão a quem perceba do assunto? (e pagando por isso, claro).

O problema das PME em Portugal é fundamentalmente esse: o dono tem que ser gestor, aprende 2 ou 3 truques para fugir ao fisco, e já está. Não é bem assim.

Não, claro que não.

Podes perfeitamente abrir uma empresa e entregares a gestão a um gestor... ou a um engenheiro, ou a um arquitecto... aconselho-te é que seja a um gestor !! [;)]
 
Hpventura, mas tens de compreender que será sempre assim.
O "filho do patrão", por mt competente que seja, tem de alguma forma a vida facilitada.
Quantos não seriam tão competentes como tu, mas na hora da escolha, ela recairá sobre o filho do patrão?
E o que infelizmente acontece, é q mts vezes os sucessores não são minimamente qualificados, pq já sabem que mais tarde ou mais cedo irá chegar a vez deles.
Aqui reside para mim a grande falha das empresas familiares.
 
Hpventura, mas tens de compreender que será sempre assim.
O "filho do patrão", por mt competente que seja, tem de alguma forma a vida facilitada.
Quantos não seriam tão competentes como tu, mas na hora da escolha, ela recairá sobre o filho do patrão?
E o que infelizmente acontece, é q mts vezes os sucessores não são minimamente qualificados, pq já sabem que mais tarde ou mais cedo irá chegar a vez deles.
Aqui reside para mim a grande falha das empresas familiares.

Eu sei que em muitos casos se processa assim. E sei também que muitas empresas familiares fracassam por isso mesmo.

Eu apenas contei o exemplo da minha pessoa, e das lições que tirei da minha experiência sobre como acho que as coisas devem ser feitas.

No meu caso particular eu apenas competia comigo próprio... mas tive que demonstrar a toda a organização que merecia chegar a determinado lugar...
 
Eu sei que em muitos casos se processa assim. E sei também que muitas empresas familiares fracassam por isso mesmo.

Eu apenas contei o exemplo da minha pessoa, e das lições que tirei da minha experiência sobre como acho que as coisas devem ser feitas.

No meu caso particular eu apenas competia comigo próprio... mas tive que demonstrar a toda a organização que merecia chegar a determinado lugar...

Eu falo com algum á vontade, visto trabalhar, numa empresa familiar á 16 anos.
Empresa essa que faz a transição para a 4ª geração, e infelizmente não vemos capacidades para em nenhum dos bisnetos, do fundador para que a empresa chegue á 5ª geração.
 
Eu falo com algum á vontade, visto trabalhar, numa empresa familiar á 16 anos.
Empresa essa que faz a transição para a 4ª geração, e infelizmente não vemos capacidades para em nenhum dos bisnetos, do fundador para que a empresa chegue á 5ª geração.

Quando é assim há que haver coragem de assumir que não se pretende que a gestão empresa continue em mãos familiares. Mesmo que a posse se mantenha ! [;)]
 
Quando é assim há que haver coragem de assumir que não se pretende que a gestão empresa continue em mãos familiares. Mesmo que a posse se mantenha ! [;)]

A dificuldade é mentalizar, esta gente que, seria alguem estranho á familia a gerir os destinos da mesma.
Isso só abrindo-lhes a cabeça ao meio
 
A dificuldade é mentalizar, esta gente que, seria alguem estranho á familia a gerir os destinos da mesma.
Isso só abrindo-lhes a cabeça ao meio

É complicado. O meu pai jamais vê alguém a comandar os destinos da empresa que não seja eu ou eventualmente a minha irmã.

Se não for um dos filhos, mais vale vender ou fechar...algo que ele o faria com muita mágoa !

A outra solução é abrirem a cabeça dos sucessores ao meio a ver se ganham competencias para continuar !! [:D] [;)]
 
É complicado. O meu pai jamais vê alguém a comandar os destinos da empresa que não seja eu ou eventualmente a minha irmã.

Se não for um dos filhos, mais vale vender ou fechar...algo que ele o faria com muita mágoa !

A outra solução é abrirem a cabeça dos sucessores ao meio a ver se ganham competencias para continuar !! [:D] [;)]

Exacto, portanto compreendes perfeitamente o que digo.
Ainda para mais onde trabalho, é uma empresa que nasceu em 1915, portanto se isto um dia passasse para outras mãos que não as da familia, morria tudo [:D]
 
Hpventura, mas tens de compreender que será sempre assim.
O "filho do patrão", por mt competente que seja, tem de alguma forma a vida facilitada.
Quantos não seriam tão competentes como tu, mas na hora da escolha, ela recairá sobre o filho do patrão?
E o que infelizmente acontece, é q mts vezes os sucessores não são minimamente qualificados, pq já sabem que mais tarde ou mais cedo irá chegar a vez deles.
Aqui reside para mim a grande falha das empresas familiares.
Hpventura, complementando este post do Tomahawk com o qual concordo.

A organização social das nossas empresas e de quase tudo na sociedade é ainda demasiado primitiva, quero com isto dizer que está estruturada numa hierarquia baseada num alpha tal como os grupos de primatas superiores.

Ora acontece que nem todos os filhos do alpha tem as qualidades necessárias para um dia ser alpha e neste aspecto as sociedades de primatas superiores estão mais evoluidas do que a nossa ao garantir que só e apenas os melhores chegam a alphas tendo todos à partida as mesmas oportunidades.

Ao contrario da nossa em que apenas os filhos dos alphas tem acesso as melhores condições, independentemente da capacidade de chefia e de sabedoria dos outros elementos do grupo/sociedade.

As vezes e isto é comum, os filhos dos donos das empresas tem as capacidades mas não tem o gosto por aquela área especifica ou não conseguem reunir a sua volta as competências especificas que permitam continuar no caminho do sucesso, os resultados são os que observamos na maioria das nossas pme's.

eu não estou com isto a dizer que os filhos devem abdicar da posição "privilegiada" de que dispõem de maneira nenhuma, mas devem compreender que ser filho do patrão não chega, acesso a formação privilegiada só por si tb não chega e devem dentro do possível saber rodear-se dos melhores para garantir o sucesso das empresas.

Este sucesso deve basear-se em pessoas com melhores competências se necessário for, numa constante modernização e caso seja esse o caminho a seguir, no mudar de área de operações oferecendo produtos diferentes do histórico da empresa.

Por isso é que defendo, e mais do ninguém as empresas e empresários deveriam entender isto, que só havendo igualdade de oportunidades para todos, mas elevando cada vez mais as exigências e a qualidade da formação/educação académica, poderemos ter empresas melhores e mais competitivas.

A velha formula de baixos vencimentos, alto desemprego e gestão ultrapassada cria apenas empresas inaptas, incapazes de competir num mundo desafiante e competitivo diferente deste nosso cantinho pouco estimulante e pouco desafiador.

Para estarmos entre os melhores temos de competir com os melhores, usando o que de melhor temos e, mais importante, criar uma mais valia que os outros não tenham
 
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Acho que ser filho do patrão me habilita a mandar umas postas de pescada neste tópico ! [:D]

Antes da sucessão existem outros aspectos complicados que passam muito pela credibilização do "filho do patrão".

Se um gestor já tem uma tarefa dificil em congregar esforços e vontades de pessoas, em ser um bom lider, em conseguir ter os trabalhadores motivados, um familiar dos donos da empresa tem uma tarefa ainda muito mais difícil.

Porquê? Porque toda a gente irá pensar que ele só ocupa o cargo por ser familiar do dono da empresa, e que de outra forma não seria capaz.

Lição nº 1: Definir um trajecto a percorrer na vertical e não começar no topo. Algo que o meu pai fez muito bem. Tive que literalmente começar por baixo, dentro daquilo que eram as minhas competências. Cheguei a ser dos funcionários mais mal remunerados da empresa e tive que demonstrar que merecia as progressões que ia tendo.
Isso permitiu-me lidar com a "base" da empresa, conhecendo-os como profissionais e como pessoas.

Mesmo assim há sempre desconfiança por parte das pessoas em como se está a ser priveligiado relativamente a elas, e que se tem benefícios que elas não terão, ou que julgam que não vão ter.

Lição Nº2: Tratamento de igualdade. Cheguei a levar uns "raspanetes" em público, mesmo alguns sendo algo injustificados. Ajudou a que as pessoas notassem que eu era mais um colaborador da empresa e que o "patrão" me dava nas orelhas quando era preciso e quando merecia.

Entretanto, termino os meus estudos, adquiro mais conhecimento e mais competências que começo a aplicar e que começam a produzir resultados na empresa.

Mas...será que fui mesmo eu? Será que a avaliação do desempenho que foi implementada na empresa que permitirá às pessoas terem melhores condições salariais foi mesmo desenhada e implementada pelo hpventura?

Lição Nº3: Saber vender o peixe. Só demonstrando um conhecimento cabal sobre as decisões tomadas e saber justificar virgula por virgula as medidas implementadas se consegue transmitir uma imagem de competência e de conhecimento. E já agora, de utilidade e credibilidade.

Após ter ganho a confiança das pessoas, de demonstrar que se ocupa a função que se ocupa por mérito e não por favorecimento há que manter sempre a mesma atitude ao longo da carreira.

Mais do que um gestor "normal", o "filho do patrão" está sob constante escrutínio dos colaboradores da empresa, que não lhe perdoam a mínima falha. À mínima falha lá vem a lenga-lenga de que "este só está onde está porque é filho do patrão".

Ok, para não tornar isto num post demasiado extenso, daqui a pouco já coloco outro sobre a sucessão e a forma como a vejo...

É que o meu pai.. fez-me exactamente o mesmo. Aliás, lembro-me que a mim, quando estava lá bem em baixo, exigia-me mais a mim que a outro qualquer..
Cumprimentos.
 
Deixemo-nos de arabescos...

Filho de patrão é filho de patrão. Não há nada do mundo que se possa equivaler a isso. [:D]

E o caso do hpventura (que não me vai levar a mal) é o caso típico dos descendentes: O meu pai (mãe) pode ser uma pessoa dura comigo, mas no fim saio sempre a ganhar. Vou herdar esta coisa, portanto, vale a pena.

Como é que um profissional habilitado pode alimentar expectactivas legítimas de progressão na empresa, sabendo que no final vai concorrer com o(s) filho(s) do patrão?

Ainda há tempos, um CEO de uma PME, que tem desenvolvido um excelente trabalho, desabafou comigo que quando eles, os filhos do patrão (4) tiverem trinta e muitos, vão querer desempenhar o seu papel dentro da Empresa e que o lugar dele está a prazo.

Ninguém tem culpa destas situações, mas há que ter consciência do estado actual das pequenas Empresas e pensar em criar soluções a tempo.

De lembrar que na idade média se criaram regras de heranças que ajudou a proteger a propriedade da família. [;)]
 
Deixemo-nos de arabescos...

Filho de patrão é filho de patrão. Não há nada do mundo que se possa equivaler a isso. [:D]

E o caso do hpventura (que não me vai levar a mal) é o caso típico dos descendentes: O meu pai (mãe) pode ser uma pessoa dura comigo, mas no fim saio sempre a ganhar. Vou herdar esta coisa, portanto, vale a pena.

Como é que um profissional habilitado pode alimentar expectactivas legítimas de progressão na empresa, sabendo que no final vai concorrer com o(s) filho(s) do patrão?

Ainda há tempos, um CEO de uma PME, que tem desenvolvido um excelente trabalho, desabafou comigo que quando eles, os filhos do patrão (4) tiverem trinta e muitos, vão querer desempenhar o seu papel dentro da Empresa e que o lugar dele está a prazo.

Ninguém tem culpa destas situações, mas há que ter consciência do estado actual das pequenas Empresas e pensar em criar soluções a tempo.

De lembrar que na idade média se criaram regras de heranças que ajudou a proteger a propriedade da família. [;)]

Nessa empresa penso que os problemas começam quando um dos quatro é nomeado ceo.

Penso que nas empresas familiares com mais de um sócio e filhos o melhor é nomear um gestor profissional e os sucessores do(s) fundadores desempenham um cargo da empresa como outro empregado qualquer.

Mas como dizes filho de patrão é smp filho de patrão...


Cumps
 
Deixemo-nos de arabescos...

Filho de patrão é filho de patrão. Não há nada do mundo que se possa equivaler a isso. [:D]

E o caso do hpventura (que não me vai levar a mal) é o caso típico dos descendentes: O meu pai (mãe) pode ser uma pessoa dura comigo, mas no fim saio sempre a ganhar. Vou herdar esta coisa, portanto, vale a pena.

Como é que um profissional habilitado pode alimentar expectactivas legítimas de progressão na empresa, sabendo que no final vai concorrer com o(s) filho(s) do patrão?

Ainda há tempos, um CEO de uma PME, que tem desenvolvido um excelente trabalho, desabafou comigo que quando eles, os filhos do patrão (4) tiverem trinta e muitos, vão querer desempenhar o seu papel dentro da Empresa e que o lugar dele está a prazo.

Ninguém tem culpa destas situações, mas há que ter consciência do estado actual das pequenas Empresas e pensar em criar soluções a tempo.

De lembrar que na idade média se criaram regras de heranças que ajudou a proteger a propriedade da família. [;)]
Olha aqui a Monarquia a "reinar"... [:D][:p][;)]
 
E com razão tendo em conta a imobilidade cognitiva e intelectual de algumas pessoas, não concordas?


:rolleyes: [:p]
Sim, se muitos dos políticos, no geral e abstracto, nestes últimos 33 anos não tivessem padecido de tanta falta de visão, vulgo "imobilidade cognitiva e intelectual", politicamente falando e em sentido lato também, o país estaria hoje muito, mas muito mais à frente! A culpa é, essencialmente deles e, por consequência, nossa também...
 
Desculpa dizer-te, mas não percebeste.

FP é a sigla para Filho Patrão. [:)] [:)] [:)]

E andas tu há 4 anos a pensar que ando aqui a falar de Funcionários Públicos. [:D] [:D] [:p]
 
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