O Império Português e a descolonização.

Não me salvaram a vida, pois quando se deu a "punhalada pelas costas", já tinha regressado á um ano. Devo a vida sim, aos meus camaradas de armas que me socorreram quando fui ferido, assim como eu ajudei outros quando tambem cairam ao meu lado.

É muito bonito falar de ideais a tinta e tês anos de distancia, comodamente
sentado a trás de um computador, mas quem lá esteve é que pode avaliar aquilo que sentia quando sofria ou fazia emboscadas e assaltos.

Atenção que não faziamos a guerra pelo gosto da guerra, como alguns pacifistas de pacotilha dizem.

“Pacifistas de pacotilha” também conhecido como “anjinhos”… essa gente devia saber que até para ser “bom” é preciso saber, ter conhecimento de causa… o que no caso do conflito africano a maioria parece desconhecer o que realmente se passava, as causas reais que levaram a um bando de arruaceiros a semear o terror entre as populações civis com todas as consequências que esses massacres originou. Só num dos primeiros ataques foram massacradas no norte de Angola perto 7.000 civis inocentes (brancos, negros, mulatos, tudo o que aparecia a frente) pelos “turras”... Akagi é claro que esses pacifistas de pacotilha não querem saber, são esses mesmos gajos que acusam (sem conhecimento de causa)a polícias de “violação dos direitos humanos” quando exercem um pouco mais de força (legitimamente) no ataque a criminalidade… decepcionante.
 
Curiosa definição que tudo permite e legitima!...

Que razão misteriosa terá levado regiões romanizadas durante séculos a lutarem pelo abandono e subtração ao domínio romano?...

Parece-me situações totalmente distintas, vamos analisar:

Ao contrario das regiões romanizadas, por exemplo na provincia de Angola a maioria da população sentia-se portuguesa e não queria a independencia nem sequer pensava nisso, só mais tarde nos ultimos tempos que antecederam o 25 de Abril (e ainda mais depois desse fatidico dia) com toda aquela poeira levantada é que começou a surgir a ideia de que a independencia poderia ser favoravel para todos os que lá viviam, mas mesmo assim estava longe de ser a ideia defendida pela maioria.

Me pergunto:

Porque NÃO se fez um referendo as populações de Angola para eles mesmos decidirem o seu futuro?

Será porque os "terroristas de fato e gravata" sabiam que a resposta das populações seria favoravel a continuação de Angola como uma provincia portuguesa?

A INDENPENDENCIA DE ANGOLA FOI IMPOSTA, NÃO FOI UMA ESCOLHA DO POVO.
 
"por exemplo na provincia de Angola a maioria da população sentia-se portuguesa e não queria a independencia nem sequer pensava nisso,"

A maioria da população (descontando a que vivia em centros urbanos), nem sequer sabia o que era Portugal. Até aos anos 60 a designação oficial dos povos era "os indigenas...". A introdução do português começou pouco antes, através das missões religiosas.

"Me pergunto:

Porque NÃO se fez um referendo as populações de Angola para eles mesmos decidirem o seu futuro?
"

Pela mesma razão que não se faz aos bascos, aos catalães, aos corsos, aos flamengos...são populações politicamente activas e o risco de dizerem que sim é demasiado grande!

No caso de Angola seria o inverso: só pode haver uma escolha válida se a população estiver consciente da escolha, o que manifestamente não se verificava na altura. Aliás, tal referendo implica ter a noção de Estado, o que em Angola e Moçambique, à data, não se verificava. A noção dominante era ( e ainda será, talvez..) a noção de tribo. E já agora, também nós, enquanto "titulares" do território, também não fizemos referendo às populações sobre o que pretendiam do seu futuro.
 
Roma teve colónias durante séculos, que acabaram por se rebelar pretendendo a sua desvinculação e libertação do império romano.

... que continuou a sua influência e poder sob a capa de uma religião universal, sendo a figura do imperador substituida por outra tida como infalível...

Nas nossas colónias nem por isso... demos tudo de bandeja à URSS, Cuba, EUA, Reino Unido, África do Sul e França.
 
Parece-me situações totalmente distintas, vamos analisar:

Ao contrario das regiões romanizadas, por exemplo na provincia de Angola a maioria da população sentia-se portuguesa e não queria a independencia nem sequer pensava nisso, só mais tarde nos ultimos tempos que antecederam o 25 de Abril (e ainda mais depois desse fatidico dia) com toda aquela poeira levantada é que começou a surgir a ideia de que a independencia poderia ser favoravel para todos os que lá viviam, mas mesmo assim estava longe de ser a ideia defendida pela maioria.

Me pergunto:

Porque NÃO se fez um referendo as populações de Angola para eles mesmos decidirem o seu futuro?

Será porque os "terroristas de fato e gravata" sabiam que a resposta das populações seria favoravel a continuação de Angola como uma provincia portuguesa?

A INDENPENDENCIA DE ANGOLA FOI IMPOSTA, NÃO FOI UMA ESCOLHA DO POVO.

Frase angular que importa desmistificar.

1. A aferição dessa maioria é por demais dúbia, para já não falar dos múltiplos condicionamentos (laborais, educativos, grupais, etc...) que induziam os negros sob domínio branco a expressar essa tendência. Uma das tarefas subterrâneas e inconfessáevis dos impérios é mesmo essa: a imposição da superioridade de uma cultura externa sobre a cultura indígena, com inferiorização e enfranquecimento da cultura indígena: «por o preto a pensar como um branco», desenraizando-o, desnaturalizando-o, reformatando-o ao gosto e utilidade do império. Os impérios não são humanistas, não promulgam a igualdade de valor entre culturas: tentam anular as culturas divergentes da sua e sobre as quais tem domínio.

2. Os negros mais esclarecidos percebiam bem que nem Angola, sua terra-mãe era deles, nem eles decidiam nada de significativo sobre a sua terra-mãe: eles eram os indígenas reformatados para o trabalho moderno pelo império. Quantos negros da mata é que queriam ser portugueses?!... O que significava para eles Portugal antes de serem submetidos a máquina formatadora portuguesa?!... Para esse angolanos naturais, cultivados no modo de vida tribal que milenarmente conheciam sem imposição alheia, ortugal eram os brancos que por lá chegaram para arrebanhar e coemrcializar escravos, e se mantiveram séculos em Angola caçando estes indígenas para os escravizar (coisas que eles faziam já entre eles, mas de modo natural, e numa cultura de guerra primitiva) e explorar in situ.

3. Um povo subtraído da sua consciência de nação tribal (o que acontecia aos negros culturalmente «branqueados») dificilemente pode ter aspirações independentistas ou libertárias: tem o jugo demasiado apertado.

Sobre a 2ª frase respondo com uma pergunta: e a colonização foi uma escolha do povo angolano ou foi-lhes imposta?!...
 
"por exemplo na provincia de Angola a maioria da população sentia-se portuguesa e não queria a independencia nem sequer pensava nisso,"

A maioria da população (descontando a que vivia em centros urbanos), nem sequer sabia o que era Portugal. Até aos anos 60 a designação oficial dos povos era "os indigenas...". A introdução do português começou pouco antes, através das missões religiosas.

Alguns até eram evangelizadores da CIA & companhia... [:D]

"Me pergunto:

Porque NÃO se fez um referendo as populações de Angola para eles mesmos decidirem o seu futuro? "

Pela mesma razão que não se faz aos bascos, aos catalães, aos corsos, aos flamengos...são populações politicamente activas e o risco de dizerem que sim é demasiado grande!

Parece-me situações diferentes, mas tudo bem...

No caso de Angola seria o inverso: só pode haver uma escolha válida se a população estiver consciente da escolha, o que manifestamente não se verificava na altura. Aliás, tal referendo implica ter a noção de Estado, o que em Angola e Moçambique, à data, não se verificava. A noção dominante era ( e ainda será, talvez..) a noção de tribo.

Ebay pensa bem... Se o povo de Angola não tinha noção de estado então porque raio impuseram a independencia a um povo despreparado (como tu disses)?
O excelentissimo Dr Mario Soares foi irresponsavel para não chamar outro nome, eu sei.

E já agora, também nós, enquanto "titulares" do território, também não fizemos referendo às populações sobre o que pretendiam do seu futuro.

Queres dizer que a vontade de uma minoria terrorista que violou, esquartejou, matou milhares de pessoas tem mais valor do que o resto? É isso?


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... que continuou a sua influência e poder sob a capa de uma religião universal, sendo a figura do imperador substituida por outra tida como infalível...

Nas nossas colónias nem por isso... demos tudo de bandeja à URSS, Cuba, EUA, Reino Unido, África do Sul e França.

A língua portuguesa lá ficou, bem como a religião universal que lá inculcámos, e uma nova forma de observar o mundo parasitada de europeísmo anacrónico e artificial.

Quanto à bandeja do negócio fazemos como os outros, só que como geralmente funcionamos mal fora do monopólio, perdemos forte nesse trinchar... A Galp lá está a fazer como os outros no saque angolano, bem como as grandes construtoras...
 
A maioria da população angolana estava-se marimbando se a terra deles era Portugal ou Angola, muitos deles recordam com nostalgia os tempos ditos coloniais em que havia paz, comida e se tinham erradicado a maior parte das doenças. Angola alias é uma criação de brancos, feita a régua e esquadro, respeitando, sobretudo, os vizinhos britânicos.

Angola não existia e não existe. O que existiam eram tribos com uma noção relativa de fronteiras. Fronteiras que se expandiam e contraiam ao sabor do sangue derramado pelos guerreiros negros e seus sobas. Os Unbundos, Lundos Quiocos e outros odeiam-se ainda hoje e foram de algum modo os constituintes do MPLA, FNLA e UNITA. Uma selecção natural. Não é da mesma "raça" morre...

Culpemos por isso também a rainha Ginga e os sobas do "tráfico negreiro" que vendiam os escravos das batalhas em troco de riquezas e favores que os europeus traziam nas naus e entre as pernas. Os índios, japoneses e os chineses, por exemplo, nunca se vergaram aos presunçosos europeus e seus sinistros jesuítas...

Citando um ex-comunista ferrenho, Caetano Veloso, "o português é um racista amador". Amador porque teve sexo com os autóctones, criou o mulato e misturou-se perdendo parte da sua entidade.

Angola e Moçambique poderiam perfeitamente ter sido um Brasil não fossem as circunstâncias da época e as pressões dos países poderosos que ainda hoje têm colónias aqui e ali ao contrário de Portugal que abdicou de tudo do pé para a mão.
 
Frase angular que importa desmistificar.

1. A aferição dessa maioria é por demais dúbia, para já não falar dos múltiplos condicionamentos (laborais, educativos, grupais, etc...) que induziam os negros sob domínio branco a expressar essa tendência. Uma das tarefas subterrâneas e inconfessáevis dos impérios é mesmo essa: a imposição da superioridade de uma cultura externa sobre a cultura indígena, com inferiorização e enfranquecimento da cultura indígena: «por o preto a pensar como um branco», desenraizando-o, desnaturalizando-o, reformatando-o ao gosto e utilidade do império. Os impérios não são humanistas, não promulgam a igualdade de valor entre culturas: tentam anular as culturas divergentes da sua e sobre as quais tem domínio.

Todos somos doctrinados, tantos os brancos como os negros de Angola foram levados a aceitar a realidade portuguesa. Se é para bem geral da nação qual é o problema? Por acaso estão melhores agora? Foi para isso que se IMPOS a indepencia a Angola? para chegarem aquele estado de indigencia?

2. Os negros mais esclarecidos percebiam bem que nem Angola, sua terra-mãe era deles, nem eles decidiam nada de significativo sobre a sua terra-mãe: eles eram os indígenas reformatados para o trabalho moderno pelo império. Quantos negros da mata é que queriam ser portugueses?!... O que significava para eles Portugal antes de serem submetidos a máquina formatadora portuguesa?!... Para esse angolanos naturais, cultivados no modo de vida tribal que milenarmente conheciam sem imposição alheia, ortugal eram os brancos que por lá chegaram para arrebanhar e coemrcializar escravos, e se mantiveram séculos em Angola caçando estes indígenas para os escravizar (coisas que eles faziam já entre eles, mas de modo natural, e numa cultura de guerra primitiva) e explorar in situ.

Vejo que só falas dos negros... e então os brancos que lá nasceram? Não faziam parte desse povo também? A minha mãe nasceu em Angola e não queria a independencia.

3. Um povo subtraído da sua consciência de nação tribal (o que acontecia aos negros culturalmente «branqueados») dificilemente pode ter aspirações independentistas ou libertárias: tem o jugo demasiado apertado.

Sobre a 2ª frase respondo com uma pergunta: e a colonização foi uma escolha do povo angolano ou foi-lhes imposta?!...

Foi imposta a varios seculos atras e por incrivel que pareça levou o progresso e um pouco mais de civilização a essas paragens.


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A maioria da população angolana estava-se marimbando se a terra deles era Portugal ou Angola, muitos deles recordam com nostalgia os tempos ditos coloniais em que havia paz, comida e se tinham erradicado a maior parte das doenças. Angola alias é uma criação de brancos, feita a régua e esquadro, respeitando, sobretudo, os vizinhos britânicos.

Angola não existia e não existe. O que existiam eram tribos com uma noção relativa de fronteiras. Fronteiras que se expandiam e contraiam ao sabor do sangue derramado pelos guerreiros negros e seus sobas. Os Unbundos, Lundos Quiocos e outros odeiam-se ainda hoje e foram de algum modo os constituintes do MPLA, FNLA e UNITA. Uma selecção natural. Não é da mesma "raça" morre...

Culpemos por isso também a rainha Ginga e os sobas do "tráfico negreiro" que vendiam os escravos das batalhas em troco de riquezas e favores que os europeus traziam nas naus e entre as pernas. Os índios, japoneses e os chineses, por exemplo, nunca se vergaram aos presunçosos europeus e seus sinistros jesuítas...

Citando um ex-comunista ferrenho, Caetano Veloso, "o português é um racista amador". Amador porque teve sexo com os autóctones, criou o mulato e misturou-se perdendo parte da sua entidade.

Angola e Moçambique poderiam perfeitamente ter sido um Brasil não fossem as circunstâncias da época e as pressões dos países poderosos que ainda hoje têm colónias aqui e ali ao contrário de Portugal que abdicou de tudo do pé para a mão.

Excelente raciocínio!
 
Mas estará tudo doido?
Ainda há gente, que à distância de 30 anos, acredita que era possível manter o "status quo" nas ex-colónias???!!!
Manter as colónias era impossível, acho que aqui todos concordam.
Manter um estatuto de autonomia também. Passamos uma década a matar pretos, por isso não é muito razoável esperar que eles nos aceitassem por lá.
Então o que pretendem(diam)?

O erro foi cometido 20 anos antes.
Quando todas potências colonizadoras foram inteligentes e criaram "Commonwealths" e quejandos nós tinhamos a "inteligente" política do "orgulhosamente sós"!!!
E porquê?
Por causa dos pretinhos e da manutenção da sua qualidade de vida?
Bah!
Por causa dos fortíssimos monopólios que dependiam da exploração das colónias e que mantinham no poder o nosso amigo António das botas, isso sim!!!
E por causa disso milhares de soldados portugueses (e pretos) perderam a vida.
Por causa de interesses económicos!!!!
E ainda vêm criticar quem fez a descolonização????
Num tempo de revolução, logo a seguir a uma criminosa e sangrenta guerra colonial queriam o quê??? Que tudo corresse bem? Que os nossos interesses fossem protegidos? Que os colonos (representantes do poder colonial opressor) fossem salvaguardados? E com que meios? Com que legitimidade?
 
Mas estará tudo doido?
Ainda há gente, que à distância de 30 anos, acredita que era possível manter o "status quo" nas ex-colónias???!!!
Manter as colónias era impossível, acho que aqui todos concordam.
Manter um estatuto de autonomia também. Passamos uma década a matar pretos, por isso não é muito razoável esperar que eles nos aceitassem por lá.
Então o que pretendem(diam)?

O erro foi cometido 20 anos antes.
Quando todas potências colonizadoras foram inteligentes e criaram "Commonwealths" e quejandos nós tinhamos a "inteligente" política do "orgulhosamente sós"!!!
E porquê?
Por causa dos pretinhos e da manutenção da sua qualidade de vida?
Bah!
Por causa dos fortíssimos monopólios que dependiam da exploração das colónias e que mantinham no poder o nosso amigo António das botas, isso sim!!!
E por causa disso milhares de soldados portugueses (e pretos) perderam a vida.
Por causa de interesses económicos!!!!
E ainda vêm criticar quem fez a descolonização????
Num tempo de revolução, logo a seguir a uma criminosa e sangrenta guerra colonial queriam o quê??? Que tudo corresse bem? Que os nossos interesses fossem protegidos? Que os colonos (representantes do poder colonial opressor) fossem salvaguardados? E com que meios? Com que legitimidade?

Exactamente.

Como disse atrás, Portugal optou pela usual e facilitista estratégia da avestruz, símbolo da sua mediocridade e decrepitude política.
 
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Originalmente Colocado por Zen
Frase angular que importa desmistificar.

1. A aferição dessa maioria é por demais dúbia, para já não falar dos múltiplos condicionamentos (laborais, educativos, grupais, etc...) que induziam os negros sob domínio branco a expressar essa tendência. Uma das tarefas subterrâneas e inconfessáevis dos impérios é mesmo essa: a imposição da superioridade de uma cultura externa sobre a cultura indígena, com inferiorização e enfranquecimento da cultura indígena: «por o preto a pensar como um branco», desenraizando-o, desnaturalizando-o, reformatando-o ao gosto e utilidade do império. Os impérios não são humanistas, não promulgam a igualdade de valor entre culturas: tentam anular as culturas divergentes da sua e sobre as quais tem domínio.

Todos somos doctrinados, tantos os brancos como os negros de Angola foram levados a aceitar a realidade portuguesa. Se é para bem geral da nação qual é o problema? Por acaso estão melhores agora? Foi para isso que se IMPOS a indepencia a Angola? para chegarem aquele estado de indigencia?


Os povos tem o direito inalienável de escolher o seu destino, e não aquele que nós queremos que eles escolham.


2. Os negros mais esclarecidos percebiam bem que nem Angola, sua terra-mãe era deles, nem eles decidiam nada de significativo sobre a sua terra-mãe: eles eram os indígenas reformatados para o trabalho moderno pelo império. Quantos negros da mata é que queriam ser portugueses?!... O que significava para eles Portugal antes de serem submetidos a máquina formatadora portuguesa?!... Para esse angolanos naturais, cultivados no modo de vida tribal que milenarmente conheciam sem imposição alheia, ortugal eram os brancos que por lá chegaram para arrebanhar e coemrcializar escravos, e se mantiveram séculos em Angola caçando estes indígenas para os escravizar (coisas que eles faziam já entre eles, mas de modo natural, e numa cultura de guerra primitiva) e explorar in situ.

Vejo que só falas dos negros... e então os brancos que lá nasceram? Não faziam parte desse povo também? A minha mãe nasceu em Angola e não queria a independencia.


Houve brancos que tiveram a coragem de ficar, e sobretudo, de perceber que aquilo não era Portugal porque naturalmente nunca o foi.


3. Um povo subtraído da sua consciência de nação tribal (o que acontecia aos negros culturalmente «branqueados») dificilemente pode ter aspirações independentistas ou libertárias: tem o jugo demasiado apertado.

Sobre a 2ª frase respondo com uma pergunta: e a colonização foi uma escolha do povo angolano ou foi-lhes imposta?!...

Foi imposta a varios seculos atras e por incrivel que pareça levou o progresso e um pouco mais de civilização a essas paragens.


Nós não temos o direito de impôr a outrem o nosso modelo civilizacional. Podemos propô-lo, jamais impô-lo. E nas colónias pouco foi o que não foi imposto.
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Originalmente Colocado por Leonardo Sinisgalli
Mas estará tudo doido?
Ainda há gente, que à distância de 30 anos, acredita que era possível manter o "status quo" nas ex-colónias???!!!
Manter as colónias era impossível, acho que aqui todos concordam.
Manter um estatuto de autonomia também. Passamos uma década a matar pretos, por isso não é muito razoável esperar que eles nos aceitassem por lá.
Então o que pretendem(diam)?

O erro foi cometido 20 anos antes.
Quando todas potências colonizadoras foram inteligentes e criaram "Commonwealths" e quejandos nós tinhamos a "inteligente" política do "orgulhosamente sós"!!!
E porquê?
Por causa dos pretinhos e da manutenção da sua qualidade de vida?
Bah!
Por causa dos fortíssimos monopólios que dependiam da exploração das colónias e que mantinham no poder o nosso amigo António das botas, isso sim!!!
E por causa disso milhares de soldados portugueses (e pretos) perderam a vida.
Por causa de interesses económicos!!!!
E ainda vêm criticar quem fez a descolonização????
Num tempo de revolução, logo a seguir a uma criminosa e sangrenta guerra colonial queriam o quê??? Que tudo corresse bem? Que os nossos interesses fossem protegidos? Que os colonos (representantes do poder colonial opressor) fossem salvaguardados? E com que meios? Com que legitimidade?


Com a mesma legitimidade que a URSS e Cuba usaram para vender armas e soldados em troco do ouro, petróleo e pedras preciosas, com a mesma legitimidade que os EUA, o Reino e a Franca sugaram o petróleo e lhes forneceram armamento e mercenários, com a mesma legitimidade que a África do Sul através da De Beers sugou-lhes os diamantes...

Será que se esquecem dos pretos que combateram nas fileiras do exército português e que foram abandonados pela comunagem devidamente formata, pró-soviética, Marxista-Leninista que se instalou nos tempos do PREC?

Não se trata de manter "status quo", tratasse apenas da possibilidade daquelas províncias ultramarinas - como dizia Soares - serem independentes e manterem a qualidade de vida que existia antes da debandada que Rosa Coutinho tanto desejou para que os negócios de armas proliferassem nesses territórios!

E já que falamos em status quo falemos desse status quo em nome de sobas ditos presidentes que ostentam riquezas e um poder corruptissimo! Isso não tem comparação com qualquer outro status dos tempos do império...

Nem um hastear da bandeira condigno houve e se em África foi o que foi em Timor os laços "fraternos" de Soares com Kissinger e a escumalha americana foram a cereja em cima do bolo.

Angola e Moçambique foram mais exploradas depois da independência do que durante os 500 anos de colónias. Bah!
 
Com a mesma legitimidade que a URSS e Cuba usaram para vender armas e soldados em troco do ouro, petróleo e pedras preciosas, com a mesma legitimidade que os EUA, o Reino e a Franca sugaram o petróleo e lhes forneceram armamento e mercenários, com a mesma legitimidade que a África do Sul através da De Beers sugou-lhes os diamantes...

Será que se esquecem dos pretos que combateram nas fileiras do exército português e que foram abandonados pela comunagem devidamente formata, pró-soviética, Marxista-Leninista que se instalou nos tempos do PREC?

Não se trata de manter "status quo", tratasse apenas da possibilidade daquelas províncias ultramarinas - como dizia Soares - serem independentes e manterem a qualidade de vida que existia antes da debandada que Rosa Coutinho tanto desejou para que os negócios de armas proliferassem nesses territórios!

E já que falamos em status quo falemos desse status quo em nome de sobas ditos presidentes que ostentam riquezas e um poder corruptissimo! Isso não tem comparação com qualquer outro status dos tempos do império...

Nem um hastear da bandeira condigno houve e se em África foi o que foi em Timor os laços "fraternos" de Soares com Kissinger e a escumalha americana foram a cereja em cima do bolo.

Angola e Moçambique foram mais exploradas depois da independência do que durante os 500 anos de colónias. Bah!
Como a legitimidade é, essencialmente, uma questão moral, pode sempre ser "dobrada", isso é verdade.
Esqueceste-te foi dos "meios" como acima referi. Esses... Népia!
 
"Angola e Moçambique foram mais exploradas depois da independência do que durante os 500 anos de colónias. Bah!"

Vai daí, explorados por explorados, era preferível sermos nós os exploradores, é isso..?
Ai a inveja é uma coisa tão feia...
 
Com a mesma legitimidade que a URSS e Cuba usaram para vender armas e soldados em troco do ouro, petróleo e pedras preciosas, com a mesma legitimidade que os EUA, o Reino e a Franca sugaram o petróleo e lhes forneceram armamento e mercenários, com a mesma legitimidade que a África do Sul através da De Beers sugou-lhes os diamantes...

Será que se esquecem dos pretos que combateram nas fileiras do exército português e que foram abandonados pela comunagem devidamente formata, pró-soviética, Marxista-Leninista que se instalou nos tempos do PREC?

Não se trata de manter "status quo", tratasse apenas da possibilidade daquelas províncias ultramarinas - como dizia Soares - serem independentes e manterem a qualidade de vida que existia antes da debandada que Rosa Coutinho tanto desejou para que os negócios de armas proliferassem nesses territórios!

E já que falamos em status quo falemos desse status quo em nome de sobas ditos presidentes que ostentam riquezas e um poder corruptissimo! Isso não tem comparação com qualquer outro status dos tempos do império...

Nem um hastear da bandeira condigno houve e se em África foi o que foi em Timor os laços "fraternos" de Soares com Kissinger e a escumalha americana foram a cereja em cima do bolo.

Angola e Moçambique foram mais exploradas depois da independência do que durante os 500 anos de colónias. Bah!


É de se tirar o chapeu. apr:)

Jorge temos que perceber que o pessoal passou muito tempo no escuro e agora que vem a luz estão ofuscado com tanta verdade, é preciso dar-lhes tempo para que a abram completamente os olhos e assimilem algumas verdades.
 
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