Imagina que encontras um alfa bertone na sucata... pegas nele e fazes um rstauro.
Agora imagina que encontras um 335i na sucata... pegas nele, e como reconstrois um tablier? Só a electronica toda deixa-te de rasto!
Nao falo só dos plasticos... é de tudo!
O que acontece no caso do Alfa Bertone (para pegar no teu exemplo) é que:
- começas por pegar num carro
- Começas a desmontar
- Vês que tem os fundos podres, um par de guarda-lamas com buracos.
- Começas a procurar essas peças.
- Às tantas compras OUTRO carro da sucata para servir de dador de peças para o primeiro.
- Tendo o dador, ainda tens peças em falta
- Viras-te para o e-bay
- Estudas outros modelos que partilhem algumas peças com o primeiro, eventualmente da mesma marca ou do mesmo grupo, e até de outras marcas
- Há peças que tens mesmo que tentar recuperar tu porque não se arranjam de todo. Olha que é possível reparar plásticos, por vezes é uma questão de jeito e paciência.
- Às vezes há que fazer uma ou outra concessão à originalidade e ter que se "inventar" um bocado porque não há mesmo volta a dar...
Na minha opinião, recuperar um carro de hoje é como recuperar um carro de ontem. Pode é mudar o peso das especialidades.
Por exemplo: num carro dos anos 70 a ferrugem
ERA um problema passados 20 anos. Recuperar um carro desses exigia muito trabalho de chapeiro. Mas os tratamentos anti-corrosão evoluiram muito. Tenho em casa um carro de 1989, com 18 anos, com ZERO ferrugem.
Daqui a 25 anos, penso que recuperar um carro de hoje vai exigir, por exemplo, muito menos trabalho de chapeiro e mais de electricista. Mudam as especialidades, portanto...