Estrada: mais mortes em 2007

Acho que a descida no numero de acidentes tem haver fundamentalmente com a melhoria da segurança passiva e activa nos carros de hoje. Infelizmente é preferivel dizer-se que é das campanhas de fiscalização, porque o estado simplesmente não incentiva subtituição do parque automovel. Fica mal....
 
Acho que a descida no numero de acidentes tem haver fundamentalmente com a melhoria da segurança passiva e activa nos carros de hoje. Infelizmente é preferivel dizer-se que é das campanhas de fiscalização, porque o estado simplesmente não incentiva subtituição do parque automovel. Fica mal....

Até digo mais... com esta subida estúpida dos preços da gasolina, acredito piamente que há já um considerável número de pessoas que mudou para transportes públicos, fazendo com que haja menos carros a circular, e como tal, menos acidentes.

Ah pois, a conclusão é tendenciosa?! Todas são, mas os factos são simples: Do governo não tem saído NADA para mudar consciências! Exemplo simples: já se pode circular calmamente na Ponte Vasco da Gama no fim de semana, à noite? Não? Porquê? Ah pois é!
 
Não, mas o autor do gráfico está.
Está a tentar atirar areia para os nossos olhos, tentando atribuir a diminuição de mortos a alterações legislativas e/ou aumentos de fiscalização.

bem, eu sabia que devia ter apagado aqueles dados do gráfico, porque são irrelevantes para a discussão em questão, mas tive preguiça, e depois tive que ouvir isto lol o grafico não atribui nada, é um mero olhar historico face à mortalidade na estrada e alterações relevantes que se fizeram ao código... não é suposto ser causa-efeito.
vai ler os relatorios de sinistralidade para aprenderes algo concreto, em vez de andares a inventar [;)]
 
bem, eu sabia que devia ter apagado aqueles dados do gráfico, porque são irrelevantes para a discussão em questão, mas tive preguiça, e depois tive que ouvir isto lol o grafico não atribui nada, é um mero olhar historico face à mortalidade na estrada e alterações relevantes que se fizeram ao código... não é suposto ser causa-efeito.
vai ler os relatorios de sinistralidade para aprenderes algo concreto, em vez de andares a inventar [;)]

Pelo contrario ... as alterações relevantes que se fizeram ao código "resultaram" num aumentar do número de mortos, a fazer fé no gráfico ...

Por "relatórios de sinistralidade" referes-te às "contagens de acidentes/mortos/feridos" feitos pela ex-DGV ?
Os mesmos relatórios que não indicam as causas dos acidentes ?
Os mesmos relatórios que ignoram a quantidade de viaturas a circular ?
Os mesmos relatórios que ignoram a kilometragem de IC/IP/AE Vs. EN ao longo dos anos em que fazem essas contagens ?
Os relatórios de uma entidade que diz que "o excesso de velocidade mata ... porque nós dizemos que sim" ?

Uhm. Passo.

"V"
 
já leste algum relatório de sinistralidade? não me parece. vai ler. o de 2006 tem 116 páginas. até logo.

Muito bem então. http://www.ansr.pt/Default.aspx?tabid=104

Começemos pela Introdução:

O presente relatório foi elaborado com base nos boletins estatísticos de acidentes de viação (BEAV’s) preenchidos pelas Entidades Fiscalizadoras e enviados à Direcção Geral de Viação. Não obstante a existência de insuficiências, o boletim estatístico é, sem dúvida, a fonte de informação mais completa sobre sinistralidade rodoviária.

Diz logo muito em relação ao conteúdo: uma estatística baseada em boletins estatísticos preenchidos pelas Entidades Fiscalizadoras (GNR e PSP ?).

Tendo em consideração que a 26 de Março de 2005 entraram em vigor importantes alterações ao Código da Estrada (C.E.), durante o ano 2006 verificou-se uma preocupação acrescida com a fiscalização (...)

Ora sabendo que essas alterações foram basicamente o valor das coimas, entende-se a "preocupação acrescida com a fiscalização, claro ...

Ao nível da comunicação, inseriram-se no site da DGV (www.dgv.pt) mais duas fichas temáticas, de carácter informativo e de sensibilização: “Tempo de reacção na condução” e “A fadiga e a condução”.

Ah. Prevenção Rodoviária. Eu sabia que tinham feito alguma coisa ...

Ora bla bla bla ... Quantos acidentes, quantos mortos, quantos feridos, em que dia da semana, a que horas do dia, bla bla bla, contagem contagem contagem...
Ah !
Pagina 33:

Relativamente às acções e manobras praticadas, 68,1% dos condutores mortos, 71,5% dos feridos graves e 73,1% dos feridos leves seguia em marcha normal. Das restantes acções, destaca-se o desvio brusco ou saída da fila de trânsito, que deu origem a 9,6% mortos e 6,9% feridos graves.

Como informação complementar, a velocidade excessiva para as condições existentes esteve associada a 32,3% dos condutores que morreram, 25,5% dos gravemente feridos e 21,6% dos feridos leves.

"A velocidade excessiva para as condições existentes" ! Dito por um órgão oficial !
Isto é fantástico !
Afinal não é o "excesso de velocidade" que mata !?
É a velocidade excessiva ?
Querem ver que o governo tem andado a mentir ?

Siga.
Mais tabelas e gráficos com contagem de acidentes/vítimas divididas por dias da semana, condições de luminosidade, hora do dia ...

Página 39... Ora bem, "natureza do acidente"... nah, não é "causa", é "tipo". Não ajuda. Siga.

Página 40. Acidentes segundo o tipo de via. 9% em AE, 42% em EN.
Fico a pensar porque é que há tanta BT nas AE e tão pouca fora dela ... Ah pois. É mais fácil caçar patos em AE. E as multas são mais altas. do'oh

Siga.
Pagina 41. "Acidentes e vítimas segundo a entidade participante". Eh pah, isto é importante ... saber se foi a GNR ou a PSP a participar o acidente...

Siga. Mais tabelas por tipo de veículos, grupos etários ... sam'ol, sam'ol ..

Tabela interessante na pagina 63: "Condutores vítimas segundo as acções e manobras".
A esmagadora maioria ia "Em marcha normal". wow ...

Na página seguinte, outra interessante: "Condutores vítimas segundo informação complementar".
Esmagadora maioria: "Não identificada". Go figure.

Agora temos mais não sei quantas páginas com acidentes/vitimas por região/distrito. Sam'ol, sam'ol ...
Mesma palha, amarrada em fardos diferentes.

Mas agora vem a parte fantástica para um relatório de sinistralidade.
Na página 105.. ."FISCALIZAÇÃO".

Tabelas, a saber:
Fiscalização da condução sob a influência do álcool: 2002/2006
Fiscalização da condução sob a influência do álcool por região/distrito, em 2006
Etc, etc etc ...

Mais uma vez, alhos e bugalhos na mesma panela ...

Ok, página 115 .. .terminei de ler.

... fiquei como estava. Contagens + contagens + contagens, "suposições" e misturar dados de fiscalização com dados de sinistralidade (como se uma coisa tivesse a ver com a outra) ..

Que é que eu devia ter lido para ficar elucidado mesmo ?

"V"
 
quando não se quer aprender, não adianta ler contrariado. nem eu vou perder tempo contigo.

Again "aprender o quê" !? A ler contagens !?

Porque o "relatório de sinistralidade" não é mais que uma contagem, apresentada sob n perspectivas (sexo, viatura, dia da semana, etc).

Nada me diz sobre CAUSAS da sinistralidade, pela simples razão que não há nenhum estudo em Portugal sobre as mesmas !

Nada me diz sobre as razões para a sinistralidade ter vindo a diminuir nos últimos 20 anos ! De facto, a fazer fé no grafico (que faz parte desse relatório) até dá a entender que determinadas modificações legislativas (mais restritivas) fizeram subir a sinistralidade !
Até a minha versão do gráfico, alterada em 15 minutos com recurso á wikipédia (para saber datas de inaugurações de AEs) é mais "credível" (para todos nós que andamos na estrada há pelo menos uns 15 anos) do que o da DGV !
E a própria DGV dá a prova: só 8% dos acidentes se dão em AE .. ora se as AEs aumentaram brutalmente em número de Kms nos últimos 20 anos, quer dizer que temos muito mais gente a circular lá e não nas estradas onde há mais mortos (ENs) ! Ergo, menos mortos = diminuição de sinistralidade !

Eu quero aprender, sim. Mas não é a ler contagens de mortos por sexo ou por entidade reportante que vou aprender porque é que se continua a morrer na estrada.
Ou não lemos o mesmo "relatório" ?

"V"
 
quando não se quer aprender, não adianta ler contrariado. nem eu vou perder tempo contigo.

Não é por nada, mas não estou a perceber a tua atitude; eu concordo com a tese do japh, e sendo um fórum, podias expôr as tuas ideias, em vez de menosprezares uma teoria diferente da tua, mas do qual há mais pessoas a pensar da mesma maneira!

Era mais produtivo mostrares as atitudes concretas o governo desde 2005 e o reflexo destas na baixa da mortalidade! Por mim, até o aumento do preço do combustível contribui para a redução do número de mortes!
 
E onde está o estudo ? Gostava de o ler ... :)

"V"

Como o autor deste post faz parte dos portugueses que não têm dinheiro para gastar em tribunais e porque foi ameaçado de um processo judicial por difamação, o conteúdo deste post foi removido pelo próprio.

"V"
 
Última edição:

Nope.

Esse é o "estudo das contagens" referido na 1a página do tópico.
São só contagens de acidentes/mortos/feridos distribuidos por sexo, idade, local, viatura, etc.
Não contém nada sobre "causas de acidentes".

O estudo referido pela notícia é -e cito a notícia- "um estudo inédito sobre as causas da sinistralidade rodoviária em Portugal".
(o bold é meu).

Era esse estudo que eu queria ver ...

[EDIT]
Como o autor deste post faz parte dos portugueses que não têm dinheiro para gastar em tribunais e porque foi ameaçado de um processo judicial por difamação, parte do conteúdo deste post foi removido pelo próprio.
[/EDIT]
"V"
 
Última edição:
Será isto ?

A sinistralidade em Portugal
Resultados globais.


Em 2003 registaram-se 41495 acidentes com vítimas, de que resultaram 1356 mortos, 4659 feridos graves e 50599 feridos leves.

Em relação a 2002, assistiu-se a uma redução em todos os indicadores de sinistralidade: -1,7% acidentes, -7,7% vítimas mortais, -2,3% feridos graves e -2,3% feridos leves.

O Índice de gravidade também foi inferior ao do ano transacto (3,3 versus 3,5).

Tendo em conta os objectivos do Plano Nacional de Prevenção Rodoviária, que preconiza uma diminuição de 50% do número de mortos e feridos graves atÉ ao ano 2010, com uma maior incidência (60%) nos peões, utentes de veículos de duas rodas a motor e utentes acidentados dentro das localidades, considera-se que os níveis de redução atingidos em 2003 face C média do período de 1998 a 2000 (base proposta pela Comissão Europeia), apontam para um cenário que, embora longe do ideal, se encaminha para a concretização dos objectivos acima referidos, conforme comprovam os valores que a seguir se apresentam:



Média

1998/2000
2003 %
Acidentes com vítimas Mortos 1748 1356 -22.4
Feridos Graves 7597 4659 -38.7
Peões Mortos 346 246 -28.9
Feridos Graves 1538 902 -41.4
Utentes Veículos 2 Rodas Mortos 438 325 -25.8
Feridos Graves 2227 1213 -45.5
Utentes Acidentados Dentro Localidades
Mortos 718 578 -19.5
Feridos Graves 4715 2734 -42.0



Sazonalidade

Os meses de Julho e Agosto de 2003 (17% dos dias do ano) foram aqueles que registaram um maior número de acidentes com vítimas, 19% do total ( 9% e 10%, respectivamente). Esta situação repete o que se verificou em 2002.

O Índice de gravidade atingiu valores mais elevados nos meses de Setembro e Dezembro (3,5 em cada um destes meses).

Para além destes dois meses, e ainda em relação C gravidade dos acidentes de 2003, destacaram-se os meses de Janeiro e Outubro, ambos com 3,4.

A distribuição dos acidentes ao longo dos dias da semana manteve-se próxima da verificada em 2002.

O pior período semanal continuou a ser o de sexta-feira a domingo: 44,7% dos acidentes com vítimas, 51,2% das vítimas mortais e 49,7% dos feridos graves. À sexta-feira ocorreram mais acidentes, mas foi ao domingo que o número de mortos e de feridos graves foi mais elevado.

Em relação à distribuição dos acidentes durante as horas do dia, em 2003, tal como em 2002, o período das 18 C s 21 horas foi o que evidenciou o maior número de acidentes, de mortos e de feridos graves, embora tenha sido no período entre as 3 e as 6 horas (seguido do das 0 C s 3 horas) que ocorreram os acidentes com maior Índice de gravidade.

Tipos de via e localização

Nos diferentes tipos de via É necessário diferenciar as que se encontram dentro e fora das localidades.

Dentro das localidades devem considerar-se, por um lado, os arruamentos e, por outro, as Estradas Nacionais (EN), os Itinerários Principais (IP's) e Complementares (IC's), as Estradas Municipais (EM) e as outras vias que as atravessam.

À semelhança de 2002, foi dentro das localidades que ocorreu o maior número de acidentes (67,4% do total registado em 2003), mas foi fora que estes assumiram maior gravidade, com os respectivos Índices a atingirem 2,1 dentro e 5,8 fora das localidades.

Comparando ainda 2002 com 2003, constata-se que os acidentes ocorridos dentro das localidades mantiveram-se constantes, embora o número de vítimas daí resultante tenha diminuído ligeiramente (0,2%).

Estes acidentes geraram 63,7% do total de vítimas, com 42,6% dos mortos, 58,7% dos feridos graves e 64,8% dos feridos leves.

Fora das localidades, o número de acidentes e de vítimas diminuiu, respectivamente, 5,1% e 6,3% face a 2002.

As estradas nacionais foram responsáveis por 45% do total de mortes em acidentes rodoviários, não obstante a redução significativa que se observou em relação ao ano passado (-10,6%).

Este decréscimo foi mais acentuado fora (-13,9%) do que dentro das localidades (-4,2%).

Nas estradas municipais e no conjunto dos IP's e IC's assistiu-se, igualmente, a uma diminuição das vítimas mortais (-12,3% e -5%, respectivamente), embora mais significativa dentro do que fora das localidades.

O número de mortos nas auto-estradas passou de 101 (em 2002) para 111 (em 2003), enquanto nos arruamentos estas vítimas sofreram um aumento de 2,6% (+7 mortos).

Daqui se conclui que o menor número de mortos resultante de acidentes fora das localidades foi fruto, sobretudo, do decréscimo de acidentes mortais nas estradas nacionais, enquanto nas localidades as maiores reduC'C5es observaram-se nas estradas municipais.

Natureza e causa dos acidentes
Os acidentes em 2003 repartiram-se por 54,3% de colisC5es, 29,1% de despistes e 16,6% de atropelamentos, o que corresponde, grosso modo, ao que já se tinha verificado em 2002.

Os acidentes com maior Índice de gravidade foram os que resultaram de despiste (3,9) e de atropelamento (3,5), sendo menos graves os que tiveram a colisão como origem (2,9).

A gravidade dos acidentes por despiste e por atropelamento diminuiu em 2003, tendo aumentado ligeiramente em relação às colisões.

Em 2003 manteve-se um elevado número de acidentes em relação aos quais não foi possível obter informação sobre as respectivas causas (36,7% do total de acidentes).

A velocidade excessiva continua, de longe, a constituir a principal causa dos acidentes em Portugal. Em 2003, foi responsável por 56,1% dos mortos em acidentes cujas causas foram conhecidas, 50,5% dos feridos graves e 43,5% dos feridos leves.

Para além da velocidade excessiva, existe um vasto conjunto de causas associadas C sinistralidade rodoviária, de que se destacaram o desrespeito pela cedência de passagem (13,2% das vítimas), a distracção dos condutores (11,2%), o desrespeito pelos sinais stop ou vermelho (6,8%), o desvio brusco (6,1%) e as ultrapassagens irregulares (3,9%).


Tipo de deslocação e veículo
Do total de mortes resultante da sinistralidade rodoviária em 2003, 18,1% correspondeu a pessoas que se deslocavam a pé (peC5es), enquanto 4,1% circulava em velocípedes.

Os condutores ou passageiros de ciclomotores (até 50 cm 3 ) mortos em consequência de acidente representaram 10,2% do total de mortes, percentagem que somada aos 13,8% das vítimas mortais dos motociclos, responsabiliza os veículos de duas rodas com motor por 24% dos mortos.

Este valor continua a colocar Portugal entre os países da União Europeia com maior e mais grave sinistralidade deste tipo de veículos.

Os ocupantes (condutores e passageiros) de veículos ligeiros constituíram cerca de metade (49,7%) das vítimas mortais, cabendo aos veículos pesados de mercadorias e de passageiros a responsabilidade por 2,3% do total dessas vítimas.

Em termos comparativos com 2002, as principais diferenças verificadas em 2003 dizem respeito ao aumento de vítimas mortais entre os ocupantes de veículos pesados (+8 mortos) e de veículos de duas rodas (+5 mortos), e C sua diminuição entre os peC5es (-17,2%) e os condutores e passageiros de veículos ligeiros (-9,7%).

Quanto ao número de veículos intervenientes em acidentes com vítimas durante o ano 2003, há a referir que, por cada 1000 veículos dos respectivos parques em circulação, estiveram envolvidos em acidentes 32 motociclos, 20 veículos pesados e 11 ligeiros.

Vítimas por categoria de utentes
À semelhança de 2002, 56,6% do total de vítimas da sinistralidade rodoviária de 2003 foram condutores, 30,1% foram passageiros e 13,2% peões.

Quanto à variação registada relativamente ao ano anterior, verificou-se uma diminuição de 2,3%, tanto no número de feridos graves, como no de feridos leves, e que foi extensiva a todos os utentes.

No caso das vítimas mortais, houve uma acentuada redução face a 2002 (-7,7%) que decorreu principalmente, conforme já referido, dos decréscimos apresentados pelos peC5es (-17,2% mortos) e pelos ocupantes de veículos ligeiros (-9,7% mortos), sendo de salientar que, em relação aos últimos, esta diminuição foi mais significativa entre os passageiros (-20,4%) do que entre os condutores (-2,3%) desses veículos.

Peões
A quase totalidade (91,9%) dos peC5es vítimas da sinistralidade rodoviária resultou de acidentes ocorridos dentro das localidades.

Esta realidade, comum também a 2002, não foi, no entanto, homogénea segundo as consequências dos acidentes.

Com efeito, os peC5es que morreram na sequência de acidentes ocorridos em localidades representaram 66,3% do total de peC5es mortos. Os valores correspondentes de peC5es feridos foram de 87,0% nos feridos graves e 93,6% nos feridos leves.

Constata-se, assim, que a gravidade dos acidentes que envolveram peC5es foi menor dentro das localidades, não só pela menor proporção de feridos graves mas, sobretudo, pela menor percentagem de mortos.

Aliás, em 2003, a probabilidade de morte de um peão vítima de acidente foi cinco vezes e meia maior fora do que dentro das localidades.

Os acidentes em arruamentos urbanos provocaram 44,7% do total de peões mortos em 2003, enquanto que nos troços das vias que atravessam as localidades esse valor foi de 21,5%. Os restantes 33,7% de peões mortos foram causados pelos acidentes ocorridos fora das localidades.

Já no caso dos feridos, o peso dos acidentes em arruamentos foi vincadamente maioritário, atingindo 67,7% do total de peC5es gravemente feridos e 80,0% dos feridos leves.

Estes números tornam claro que a probabilidade de morte de um peão vítima de acidente cresce consideravelmente à medida que se passa dos arruamentos urbanos (1,9% de probabilidade) para as vias que atravessam as localidades (4,9%) e destas, para as que passam fora dos aglomerados populacionais (13,7%).

O domingo foi o dia da semana em que morreram mais peões fora das localidades, enquanto que nas localidades esta incidência manifestou-se nos dias úteis.

Relativamente ao indicador luminosidade, fora das localidades a maior parte destas vítimas resultou de acidentes nocturnos (71,1%), contrariamente C situação ocorrida dentro das localidades, em que foi durante o dia que se registou o maior número de vítimas mortais (63,2%).

Entre os idosos (65 anos e mais) a gravidade dos acidentes aumenta de forma sensível: 48,8% dos peC5es mortos e 32,5% dos feridos graves.

Estes valores assumem um carácter mais dramático se se considerar que este grupo etário representou, unicamente, 16,5% da população portuguesa. A este facto acresce ainda, como É geralmente admitido, que o seu nível de mobilidade na via pública (e, logo, a sua exposição) É inferior ao dos grupos etários mais jovens.

Também a frequência com que um acidente teve consequências mortais para o peão foi superior quando este era do sexo masculino: 4,3% para os homens e 2,3% para as mulheres.

Em 2003, 10,2% dos peões mortos atravessavam nas passadeiras, enquanto o atravessamento fora da passadeira e o aparecimento do peão em plena faixa de rodagem constituíram os dois comportamentos associados a 58,5% das vítimas mortais e a 57,3% dos feridos graves.

Comparativamente com 2002, importa evidenciar que a redução substancial observada no número total de peC5es mortos decorreu, sobretudo, do menor número de acidentes ocorrido em estradas nacionais (-41,5% vítimas mortais) e durante a noite (-31,2%).


Passageiros e Condutores
Do total de passageiros dos diferentes veículos que, em 2003, foram vítimas de acidentes rodoviários, 88,1% circulava em veículos ligeiros. Seguiram-se, em peso percentual, os passageiros de ciclomotores (4,5%), motociclos (3,7%), veículos pesados (3,0%) e de velocípedes (0,2%).

À evidente que este peso hegemónico dos passageiros de veículos ligeiros deve-se, em grande parte, ao facto dos restantes veículos (duas rodas e pesados de mercadorias) transportarem muito menos passageiros.

Aliás, esta diferenciação desaparece quando se analisam as consequências dos acidentes nos passageiros.

Efectivamente, a percentagem de mortos entre os passageiros vítimas das diversas categorias de veículos atingiu 2,5% no caso dos motociclos, 1,6% nos veículos ligeiros, 1,3% nos ciclomotores e 0,6% nos veículos pesados.

No que respeita aos condutores de veículos que, em 2003, estiveram envolvidos em acidentes com vítimas, quase metade (47,6%) sofreu lesões.

Contudo, esta realidade difere bastante consoante a categoria de veículo em análise: enquanto entre os condutores de veículos pesados intervenientes em acidentes 19,5% sofreu lesões, este valor foi de 39% para os de veículos ligeiros e atingiu os 91,9% nos condutores de veículos de duas rodas (com e sem motor).

Dos condutores vítimas, 63,1% conduziam veículos ligeiros, 1,9% pesados, 17,1% ciclomotores, 13,2% motociclos e 4,2% velocípedes.

O número de mortos entre os condutores vítimas de acidentes rodoviários de cada categoria de veículos, coloca à cabeça os que conduziam veículos pesados (4,7%), motociclos e velocípedes (ambos com 4,1%), seguidos dos que conduziam ciclomotores (2,3%) e veículos ligeiros (2,1%).

Uma outra análise pode incidir sobre a probabilidade de morte face ao total de condutores intervenientes em acidentes com vítimas.

Neste caso, a probabilidade de morrer quando se É condutor envolvido num acidente com vítimas separa claramente os veículos de duas rodas dos veículos com quatro ou mais rodas: para os primeiros, essa probabilidade foi de 3,0%, descendo para 0,8% no caso dos veículos ligeiros e pesados.

Esta perigosidade muito mais elevada dos veículos de duas rodas, em particular dos motociclos, É confirmada pela relação entre o número de condutores mortos e o número de veículos em circulação: cerca de 1 morto por cada 10.000 veículos ligeiros, 2 por cada 10.000 veículos pesados e 12 por cada 10.000 motociclos em circulação.

No que se refere à utilização de acessórios de protecção entre os passageiros mortos durante o ano 2003, mais de um quinto (26,3%) não usava cinto de segurança, capacete ou sistema de retenção de crianças.

No caso dos condutores, a proporção dos mortos que não usava cinto de segurança ou capacete atingiu 7,5%. Estas percentagens são bastante elevadas, quando comparadas com as taxas de não utilização registadas pelos feridos graves e leves e que foram, respectivamente, de 15,2% e 10,5% no caso dos passageiros, e de 4,3% e 1,5% no que se refere aos condutores.

O estudo da sinistralidade rodoviária em 2003 segundo a idade das vitimas, revela que foi entre os 15 e os 29 anos que ocorreram mais mortes, tanto entre os passageiros (40,9%), como entre os condutores (34,4%) 2 .

Ora, de acordo com os resultados do Censo 2001, este grupo etário representava apenas 22% da população residente no Continente.

Aliás, foi este grupo de idades ( 15 a 29 anos) que apresentou a maior probabilidade de morrer num acidente rodoviário: 5,2 e 13,2 mortes por cem mil habitantes, respectivamente, para os passageiros e condutores, contra 2,1 nos passageiros e 8,8 nos condutores com idades iguais ou superiores a 30 anos.

Um outro aspecto a mencionar prende-se com a análise da probabilidade dos condutores se envolverem em acidentes: 11,3 por mil habitantes, no caso dos condutores com idades compreendidas entre os 15 e 29 anos, versus 6,7 nos restantes grupos etários.

Ou seja, a maior probabilidade dos condutores jovens morrerem nas estradas portuguesas está associada, sem dúvida alguma, ao facto destes serem também, os que têm mais acidentes.

Em 2003, a maioria dos passageiros (56,2%) e, principalmente dos condutores (92,7%) que morreram em resultado da sinistralidade rodoviária eram do sexo masculino.

Quanto aos feridos graves, os homens representaram 52,4% dos passageiros e 87,3% dos condutores.

Estes valores referentes aos condutores devem ser considerados tendo em conta que os homens constituíram 77,5% dos condutores intervenientes em acidentes com vítimas.

Porém, a maior mortalidade verificada entre os condutores homens nÃo resultou, unicamente, do facto destes serem mais numerosos em relação ao número total de condutores intervenientes em acidentes, mas também porque a incidência de vítimas mortais entre os condutores envolvidos foi bastante superior no seu caso.

Com efeito, por cada mil condutores homens envolvidos em acidentes, registaram-se 14 vítimas mortais, enquanto que para as mulheres esta proporção não ultrapassou os 4,3 mortos.

Considerando separadamente os condutores entre os 15 e os 29 anos e os que já ultrapassaram os 30 anos, não se verificou qualquer diferença relevante entre o peso assumido pelos condutores masculinos nestes dois grupos etários.

Por exemplo, os condutores masculinos com menos de 30 anos representaram 92,0% do total de mortos e 76,8% do total de condutores intervenientes, enquanto no caso dos condutores com mais de 30 anos esta proporção foi de 92,9% vítimas mortais e 79,6% condutores envolvidos em acidentes.
 

Não. Isso são "contagens", como eu já tinha dito antes. Quantos acidentes/mortos/feridos divididos por sexo/viaturas/dia da semana/whatever.

MAS ... em tanto parágrafo de "contagem", saliento 1:

A velocidade excessiva continua, de longe, a constituir a principal causa dos acidentes em Portugal. Em 2003, foi responsável por 56,1% dos mortos em acidentes cujas causas foram conhecidas, 50,5% dos feridos graves e 43,5% dos feridos leves.

Não li "excesso de velocidade". Li "velocidade excessiva".
Certo ?
60kms/h em AE pode ser velocidade excessiva ...
30kms/h numa localidade pode ser velocidade excessiva...
Mas o que é fiscalizado é o excesso de velocidade que -pasme-se- pode nem sequer ser considerado velocidade excessiva ...

Mas o MAIS GRAVE ainda é o detalhe "em acidentes cujas causas foram conhecidas". E se se procurar nesse documento, chega-se rapidamente à conclusão que as causas da maioria dos acidentes é ... exacto: desconhecida.
EDIT: Eu ajudo. No relatório referido, tabela da página 64 "13. Condutores vítimas segundo informação complementar". Em 674 vitimas mortais, 308 tem como causa "não identificada" (2005). Em 2006, em 551 vitimas mortais, 266 tem como causa "não identificada".
Oops.

Mas o que eu QUERIA ver era o relatório da GNR, suponho que feito com base nas "equipas de investigação de acidentes" de que tanto se falou ... e que até agora não vi resultados (e nem se fala neles no site da GNR ...).

"V"
 
Última edição:
Pois, estou a tentar ser util mas tambem não descobri

Quanto á qualificação dos acidentes, não é preciso fazer nenhum estudo para verificar que a maioria dos acidentes é provocada por

- velocidade excessiva
- manobras perigosas
- alcool / drogas ( legais e ilegais )

Não necessáriamente por esta ordem mas não deve andar muito longe da realidade
 
Pois, estou a tentar ser util mas tambem não descobri

Quanto á qualificação dos acidentes, não é preciso fazer nenhum estudo para verificar que a maioria dos acidentes é provocada por

- velocidade excessiva
- manobras perigosas
- alcool / drogas ( legais e ilegais )

Não necessáriamente por esta ordem mas não deve andar muito longe da realidade

Não posso concordar mais !

Mas dessas 3 razões só o álcool é "fiscalizado"...

Isto soa a "teoria da conspiração", mas começo a pensar que não se fazem (ou não são divulgados ...) estudos credíveis em Portugal porque "não interessa" ao governo que se saibam os resultados.... Lá se ia a justificação para os radares móveis, os radares fixos (tipo VCI e 2a circular) e as viaturas descaracterizadas ... e para a quantidade pornográfica de "fundos" obtidos dessa forma ...

Mais vale continuar a dizer "a velocidade mata !" sem provas e gastar o $ que devia ir para a prevenção em mais uns radarezitos e uns Subarus/BMW/whatever descaracterizados ...

"V"
 
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