CDS-PP: novo estatuto do aluno é um "erro histórico"

ja nem sei o que pensar sobre isto.
a unica coisa que e ocorre é assim que os meus filhos consigam ser minimamente autonomos colocalos a estudar noutro pais que leve a educação a serio.
 
Concordo que as presenças não sejam obrigatórias. É uma forma de afastar os elementos destabilizadores das turmas problemáticas. Depois se quiserem passar estão sujeitos a exame. Acho bem.
 
Serão exigidas provas adicionais?!? Que "adicionais"? Então o gajo baldou-se o ano todo e ainda lhe é dada a oportunidade de fazer um exame extra para poder passar? Nem acredito no que leio...

A ser assim, até tenho duvidas sobre a constitucionalidade da medida.

Mas erro erro, é calculadoras logo desde a primária [8b]
 
Uma senhora deputada, presumo que do Partido Socialista, explicou, no Fórum da TSF de hoje, a lógica e os objectivos da nova reforma do Ensino Secundário, com a entrada da qual os alunos deixarão de reprovar por faltas.

O esquema é complexo e baseia-se na velha ideia do bom selvagem, cuja versão portuguesa se consumou naquela magnífica frase do Padre Américo, para quem «não há rapazes maus». Portanto, quando um aluno falta reiteradamente à escola, a culpa não é dele, mas da sociedade, que o desgraça de vários modos, pelo que é ela e não ele quem tem que ser responsabilizada.

O sentido da reforma é exactamente esse: o de envolver os pais, a «rede de apoio social», psicólogos e psicoterapeutas na «recuperação» do aluno faltoso, culminando tudo, nos casos aparentemente perdidos, num teste de avaliação do aluno sem consequências. Reprová-lo e responsabilizá-lo pelos seus actos é que nem pensar.



É por estas e por outras que, décadas e décadas após frequentes reformas, o nosso ensino secundário público está como está. É caso para se dizer que o ensino é um bem suficientemente importante e valioso para ser deixado à irresponsabilidade dos políticos e dos governos. Era bom que, a este propósito, PSD e CDS esclarecessem as suas intenções num futuro programa de governo.

http://portugalcontemporaneo.blogspot.com/2007/10/no-h-rapazes-maus.html


parece uma rábula do herman onde é gozdo o psicologo eduardo sá


[:)] [:)]


ah e a frase do padre américo tem de ser contextualizada no contexto da casa pia....

....lá, e para os pedófilos, não há rapazes maus....


cumprimentos
 
Tenha esta desconfiança desde o início...

...branqueamento dos resultados do abandono escolar.

Com este novo estutato, deixa de haver virtualmente abandono.

O teste não serve para nada e a passagem de ano facilita-se.

Finalmente teremos os níveis finlandeses de abandono escolar!

Triste educação esta.
 
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Tenha esta desconfiança desde o início...

...branqueamento dos resultados do abandono escolar.

Com este novo estutato, deixa de haver virtualmente abandono.

O teste não serve para nada e a passagem de ano facilita-se.

Finalmente teremos os níveis filandeses de abandono escolar!

Triste educação esta.

O objectivo é só esse... Escolaridade obrigatória até ao 12º ano...
 
quanto a mim não devia haver faltas para ninguém.

Valorizavam e facilitavam a avaliação continua... e faziam exames finais mais a doer para quem lá não fosse.

Depois era td muito facil... os interessados íam lá sempre... os que n queriam saber reprovavam no exame final.

A nível de ensino superior agora temos faltas às cadeiras todas, com bolonha... mas sou totalmente contra isso... é que um bom professor no ensino superior tem sempre a sala cheia... quer haja faltas quer não.

cumps
 
Concordo. Cada vez as pessoas têm de ser mais autodidactas, se na escola não aprendem, aprendem sozinhas. Não vale a pena estarem lá forçadas, têm é de ter iniciativa para estudar. Se no exame final passarem, é porque têm conhecimento para tal, independentemente de terem ido às aulas ou não.
 
Vamos lá ver o que é que o Socras vai dizer agora.

Sim, porque o Portas desta vez está cheiinho de razão. Este estatuto é um logro e um atentado.
 
quanto a mim não devia haver faltas para ninguém.

Valorizavam e facilitavam a avaliação continua... e faziam exames finais mais a doer para quem lá não fosse.

Depois era td muito facil... os interessados íam lá sempre... os que n queriam saber reprovavam no exame final.

A nível de ensino superior agora temos faltas às cadeiras todas, com bolonha... mas sou totalmente contra isso... é que um bom professor no ensino superior tem sempre a sala cheia... quer haja faltas quer não.

cumps

Na minha escola só continuam a haver faltas nos laboratorios, mesmo com Bolonha. A única mudança foi em Algebra, que só permitem testes a quem for sempre as aulas, quem faltar só faz exame.
 
Quando somos jovens, todos precisamos de uma coisa:

Disciplina...

Concordo! Mas a disciplina tanto se aprende na escola como em casa. É um problema de mentalidade, tem de se ir para a escola para estudar e cabe aos pais a obrigação de lhes incutir esse espírito. Infelizmente lembro-me de muitos colegas que só perturbavam o resto dos colegas....
 
Portas espera que Cavaco trave diploma

CDS-PP: novo estatuto do aluno é um "erro histórico"
24.10.2007 - 19h40 Lusa
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, classificou o novo estatuto do aluno, hoje aprovado na especialidade, como "um erro histórico" e deixou um apelo implícito ao Presidente da República, Cavaco Silva, para que trave o diploma.
"O CDS-PP fará o que estiver ao seu alcance para que este diploma não seja aprovado e promulgado (...) Não apenas votaremos contra, como tentaremos explicar o que está em causa e acreditamos que alguém possa travar este estatuto se vier a ser aprovado tal como está", afirmou Paulo Portas, em conferência de imprensa, no Parlamento.

Questionado se se referia a Cavaco Silva, Paulo Portas acenou afirmativamente e, sem mencionar o chefe de Estado, fez um comentário lacónico em francês ("cela va sans se dire"), alegando ser desnecessário referir o nome do Presidente.

"Não acredito que uma pessoa responsável que saiba que um sistema de ensino tem de promover o mérito e o esforço (...) possa aprovar uma disposição como esta", considerou o líder do CDS-PP.

O novo estatuto do aluno do ensino básico e do secundário foi hoje aprovado na especialidade na Comissão de Educação, apenas com os votos favoráveis da maioria socialista.

CDS-PP critica regime de faltas

A principal objecção do CDS-PP ao diploma prende-se com o regime de faltas, com Paulo Portas a lamentar que "deixe de existir diferença entre faltas justificadas e injustificadas" e que os alunos deixem de poder ser retidos, como acontece actualmente, quando excedem o limite de faltas não justificadas.

"O PS considera igual, dá igual tratamento a um aluno que falta porque está doente e um aluno que falta porque faz gazeta", criticou também Paulo Portas.

"É completamente incompreensível que o primeiro-ministro ande todos os dias na televisão a dizer que o principal problema do país é a produtividade e depois o sinal que o seu Governo dá na escola é que a produtividade não interessa e a assiduidade não é relevante", disse o líder democrata-cristão.

No actual regime de faltas, explicou Portas, quando um aluno dá metade das faltas injustificadas os encarregados de educação são chamados à escola e quando excede esse limite de faltas injustificadas "ou é retido ou fica excluído".

"Na prática deixa de haver limite de faltas"

"Se este estatuto for aprovado, na prática deixa de haver limite de faltas porque não há consequência para o aluno que excede o limite de faltas. Quando não há consequência não há motivação para a assiduidade", considerou Portas.

A proposta do PS hoje aprovada prevê que os pais sejam avisados logo à primeira falta injustificada e que a escola aplique uma medida correctiva ao aluno.

Quando o aluno atinge um número de faltas (justificadas e injustificadas) correspondente a duas semanas, no 1.º ciclo do ensino básico, ou ao dobro do número de tempos lectivos semanais, por disciplina, nos restantes ciclos ou níveis de ensino, os pais ou encarregados de educação são convocados à escola.

Ainda de acordo com a proposta socialista, quando o aluno atinge um número de faltas (justificadas e injustificadas) correspondente a três semanas, no 1.º ciclo do ensino básico, ou ao triplo do número de tempos lectivos semanais, por disciplina, nos restantes ciclos ou níveis de ensino, o aluno realiza uma prova de recuperação organizada pela escola.

"Forçar a escola a passar o aluno em qualquer circunstância"

"Os deputados do CDS perguntaram o que acontece se não houver aprovação nessa prova. Ninguém conhece a consequência, isto significa forçar a escola a passar o aluno em qualquer circunstância", alertou Paulo Portas, comparando este novo estatuto "às passagens administrativas de 75".

De acordo com o artigo 22º do novo estatuto, "compete ao conselho de turma ou ao professor titular de turma definir, no âmbito dos critérios de avaliação, o tipo de prova e os efeitos decorrentes da sua realização no aproveitamento global do aluno e no seu percurso escolar".

O mesmo artigo prevê ainda que se o aluno voltar a atingir os mesmos níveis de faltas possa realizar nova prova de recuperação. "Se este regime vier a vigorar, transforma-se o professor num funcionário de recuperação e o aluno numa pessoa sobre a qual não recai o dever de ir às aulas", disse ainda Paulo Portas.



http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1308631
2007-10-26 - 18:19:00

Novo estatuto do aluno promove laxismo e facilitismo

Portas considera política educacional um perigo público

O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, acusou esta sexta-feira a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, de promover o “laxismo e facilitismo” com o novo estatuto do aluno, classificando a política da governante como um “perigo público”.


Para o líder centrista, a “política da senhora ministra da Educação é um perigo público porque está a transformar a escola num lugar onde não há rigor nem rotinas de aprendizagem”.

“Eu não posso concordar com um sistema educativo onde se promove o laxismo e facilitismo em vez de ensinar, desde o início, regras de disciplina e de hábitos de trabalho que são absolutamente conciliáveis com a inclusão e com a criatividade que uma escola deve ter”, afirmou Portas, manifestando-se preocupado com “os efeitos que este estatuto do aluno vai ter no sistema educativo português nas próximas gerações”.

O dirigente democrata-cristão recordou que, actualmente, “até aos 15 anos não há verdadeiramente um exame digno desse nome e, a partir de agora, as faltas também deixam de contar”.

Paulo Portas acrescentou ainda que “um sistema de ensino digno desse nome é onde faltar às aulas ou ir às aulas faz alguma diferença, onde dar uma falta porque se está doente ou porque se faz gazeta não pode ter o mesmo valor, onde a assiduidade tem a sua importância”.


http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=263306&idselect=21&idCanal=21&p=200

Realmente o homem tem razão.
 
realmente isto anda tudo ao contrario... à malta universitaria com o processo de bolonha, obrigam a ir as aulas e a fazer avaliaçao continua às cadeiras como melhor metodo para obter melhores resultados...aos nao universitarios agora pelos vistos podem nao ir as aulas...o que e q isso interessa? parece-me que esta medida vai servir de branqueamento de resultados para as proximas eleiçoes. "alunos abandonam cada vez menos a escola"... E acreditem que a nao obrigatoriedade de permanencia na escola vai trazer outros problemas sociais...
 
PS recua no novo estatuto do aluno

PS recua no novo estatuto do aluno

Diploma volta a prever possibilidade de retenção e exclusão por faltas. Os alunos do ensino básico com excesso de faltas poderão ficar retidos no mesmo ano de escolaridade, caso não tenham aproveitamento na prova de recuperação. Na mesma situação, os estudantes do secundário serão excluídos da disciplina em que falharam a aprovação na prova
[...]
O PS volta, assim, a mexer num artigo que já tinha aprovado. E no qual já tinha introduzido mudanças face à formulação inicial da proposta do Governo.
[...]
Sem alteração fica outro ponto polémico do diploma - que extingue o conceito de faltas injustificadas, passando a considerar apenas faltas e excesso grave de faltas. Há excesso grave de faltas no 1º ciclo quando o aluno falta três semanas e nos restantes quando ultrapassa em faltas três vezes o número de horas semanais por disciplina.

completo:http://dn.sapo.pt/2007/11/01/sociedade/ps_recua_novo_estatuto_aluno.html

Parece que o bom senso imperou. [;)]
Nem sei como sequer pensaram em equiparar alunos cumpridores com os restantes...
 
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