Rixa envolve duzentos universitários do Porto e do Minho, matracas e gás pimenta

Ninguém pode expulsar um aluno por ele armar desacatos na rua. Isso era o mesmo que seres despedido por teres uma discussão com um vizinho.

A praxe é uma escola. Quer queiras, quer não, prepara para a vida profissional, ensinando-nos que existe sempre alguém acima de nós, ao qual devemos respeito. Há profissões onde isso vai ser vivido toda a vida.

Obviamente que não te ensina a seres um bom informático, advogado ou professor, mas ensina-te a encarares a hierarquia com naturalidade. Dou-te o exemplo dos médicos, que, enquanto internos, são autênticos caloiros.

Não?

Lembras-te aqueles que na praxe simularam um assalto a um banco? O que lhes aconteceu? Foram expulsos da Universidade, ora aí está...

Convencido?
 
a praxe actual só serve para os trajados se divertirem a custa dos caloiros e os caloiros se conhecerem uns aos outros. [:p]

mas como so lá vai quem quer não se podem queixar [:cool:]

episódios como este é que acabam sempre por acontecer todos os anos :( .


La´está, ainda hás-de perceber a praxe e tudo o que simboliza!!! SEm negar que isso está implicito mas não é o mais importante...
 
´
Agora é que disseste tudo. Aquilo a que chama "espírito académico" não é mais do que uma vaidade e uma oficialização da estupidez, que só serve para estas coisas. Todos os gajos identificados de um lado e outro deveriam ser expulsos das universidades. Esses animais estão lá para estudar, não para andarem bêbados a armar confusões.

Mas está tudo louco? Devem ser punidos civilmente. De referir que as Universidades nada têm a ver com esta iniciativa. É organizada pela FAP (Federação Académica do Porto).
 
Não?

Lembras-te aqueles que na praxe simularam um assalto a um banco? O que lhes aconteceu? Foram expulsos da Universidade, ora aí está...

Convencido?


Não me lembro disso, onde foi e quando?

Mas devo dizer que não concordo com o castigo. Pode manchar o nome da instituição, mas mesmo assim acho que não se justifica

Deviam ir presos, mas nunca deveriam ter sido expulsos.
 
Última edição:
não podemos tirar conclusões sobre isso porque cada universidade/faculdade gere essas situações de maneira diferente... portanto generalizar é arriscado.
 
As universidades têm a ver pelo facto do horário ser mais levezinho na altura da praxe... no meu tempo foi, agora não sei!

Apenas na ultima semana académica (Queima das Fitas) em que não há aulas.

De resto, as praxes, por norma, começam antes de começarem as aulas (1 semana). As aulas arrancam no seu ritmo habitual (aos poucos), mas nada tem a ver com a praxe. Na semana de recepção ao caloiro, as aulas prosseguem normalmente. Se há excepções, confesso que desconheço (falo da UP).

Além disso, posso dar-te o exemplo louvável da minha Faculdade, que acontece na minha Faculdade. Nenhum caloiro é persuadido a ficar na praxe, se isso implicar faltar às aulas.

Em relação ao cado do assalto ao Banco, confesso que desconhecia. Eles chegaram mesmo a ser expulsos?
 
Última edição:
Desculpa lá, mas se nunca foste praxado, falas sem saber...
Se te negaste de inicio a fazê-lo como sabes???

É tão simples que até acho que nem precisava de responder...

Então, tenho olhos para ver. Falo com pessoas amigas e familiares que andam/andaram na praxe. Sei muito bem do que falo, não é preciso viver a situação para saber... Ainda sei analisar as coisas e pensar pela própria cabeça.

Mas por acaso fui uns "diazitos" à praxe... tipo 3 manhãs, depois desisti, vi bem o que se fazia lá, em que consistia e quem eram as pessoas que lá andavam.

Já agora fui estudante no ISEP, ainda sou técnicamente, acabo o curso agora na época especial em Novembro. Por acaso o ISEP tem má fama em termos de praxes, mas não é só por ter sido no ISEP que desisti, se fosse noutro sitio em praxes mais "leves" desistia na mesma.

Atitudes como estas são lamentáveis, não é por elas acontecerem todos os anos e ser habitual que as temos de achar normais e ficar indiferentes. Se estas coisas acontecem tem tudo a ver com o espirito das praxes e como elas são encaradas por quem praxa e quem é praxado.
 
Última edição:
O que pode acontecer (e para veres como as Faculdades não facilitam em carga horária) é os alunos pedirem para determinada aula (prática normalmente) ser remarcada para outra data, por forma a poderem participar nas actividades. Se é aceite ou não, depende do Professor, mas as matérias são leccionadas de uma maneira ou de outra, com ou sem assistencia.
 
É tão simples que até acho que nem precisava de responder...

Então, tenho olhos para ver. Falo com pessoas amigas e familiares que andam/andaram na praxe. Sei muito bem do que falo, não é preciso viver a situação para saber... Ainda sei analisar as coisas e pensar pela própria cabeça.

Mas por acaso fui uns "diazitos" à praxe... tipo 3 manhãs, depois desisti, vi bem o que se fazia lá, em que consistia e quem eram as pessoas que lá andavam.

Já agora fui estudante no ISEP, ainda sou técnicamente, acabo o curso agora na época especial em Novembro. Por acaso o ISEP tem má fama em termos de praxes, mas não é só por ter sido no ISEP que desisti, se fosse noutro sitio em praxes mais "leves" desistia na mesma.

Atitudes como estas são lamentáveis, não é por elas acontecerem todos os anos e ser habitual que as temos de achar normais e ficar indiferentes.


Não querendo ofender a praxe aos caloiros do ISEP, direi apenas que é demasiado exigente.
 
Apenas na ultima semana académica (Queima das Fitas) em que não há aulas.

Não é em todas... olha que algumas tem aulas... e na UP.


De resto, as praxes, por norma, começam antes de começarem as aulas (1 semana). As aulas arrancam no seu ritmo habitual (aos poucos), mas nada tem a ver com a praxe. Na semana de recepção ao caloiro, as aulas prosseguem normalmente. Se há excepções, confesso que desconheço (falo da UP).

Arrancam, mas facilitam a troca de aulas de um dia para o outro, caso hajam actividades (latada, caves, etc)...
É como te digo, foi assim no meu ano, e até pode ter sido o departamento a decidir, e não a faculdade.

Além disso, posso dar-te o exemplo louvável da minha Faculdade, que acontece na minha Faculdade. Nenhum caloiro é persuadido a ficar na praxe, se isso implicar faltar às aulas.

x2

Quando fui praxado, e quando praxei, os caloiros eram levados à sala de aulas, e depois esperados no fim da aula...

Em relação ao cado do assalto ao Banco, confesso que desconhecia. Eles chegaram mesmo a ser expulsos?

Julgo que sim. Estive a procurar a notícia mas não encontro...

Acho que foram expulsos os 11 que simularam, mais 3 ou 4 que idealizaram a "brincadeira"...






O que pode acontecer (e para veres como as Faculdades não facilitam em carga horária) é os alunos pedirem para determinada aula (prática normalmente) ser remarcada para outra data, por forma a poderem participar nas actividades. Se é aceite ou não, depende do Professor, mas as matérias são leccionadas de uma maneira ou de outra, com ou sem assistencia.

O meu departamento facilitava... os profs eram catitas. Preferiam mudar a aula que ter lá 10 tipos a assistir, quando o normal era 100...
 
É tão simples que até acho que nem precisava de responder...

Então, tenho olhos para ver. Falo com pessoas amigas e familiares que andam/andaram na praxe. Sei muito bem do que falo, não é preciso viver a situação para saber... Ainda sei analisar as coisas e pensar pela própria cabeça.

Mas por acaso fui uns "diazitos" à praxe... tipo 3 manhãs, depois desisti, vi bem o que se fazia lá, em que consistia e quem eram as pessoas que lá andavam.

Já agora fui estudante no ISEP, ainda sou técnicamente, acabo o curso agora na época especial em Novembro. Por acaso o ISEP tem má fama em termos de praxes, mas não é só por ter sido no ISEP que desisti, se fosse noutro sitio em praxes mais "leves" desistia na mesma.

Atitudes como estas são lamentáveis, não é por elas acontecerem todos os anos e ser habitual que as temos de achar normais e ficar indiferentes. Se estas coisas acontecem tem tudo a ver com o espirito das praxes e como elas são encaradas por quem praxa e quem é praxado.


O conceito de não é preciso ir para saber a mim deixa-me algumas dúvidas e poderia entrar aqui por uma discussão de preconceito formado mas que não me parece que seja o ponto a discutir aqui. De qualquer forma acho que tens todo o direito a pensar sobre o tema mas acho que te falta a parte experiencial que muda muito.

Porque ir lá 3 manhãzitas para ver não é ir á praxe. È fazer o frete e portanto entraria outra vez no tópico do preconceito.

O conceito praxes mais leves para mim é ridiculo. As praxes bem feitas não são leves nem duras. A praxe é um todo e não se alternam praxes duras com leves. Os objectivos de união e amizade entre o grupo, respeito pelas estruturas, inter-apoio entre as pessoas que se relacionam e gosto pela instituição conseguem-se com a praxe, se for bem executada.
Cad vez é mais dificil alcança-lo quando há pessoas que vão lá duas vezes sem intença~so de prosseguir, todos os anos se vêm notícias e crónicas a atacar as praxes mesmo que muitas vezes as pessoas que as escrevem não tenham a noção real do que se passa.

Estes acidentes são lamentáveis (finalmente concordamos) e inadmissiveis. Há claramente muita gente que praxa a aproveitar-se da situação para descarregar problemas pessoais, a maioria dos quais de incapacidade de socialização.Há muita gente que praxa que não entende o espirito académico e da praxe e portanto dificilmente farão uma praxe acertiva nos seus objectivos fundamentais. Há muita gente a aproveitar a praxe paar interesses pessoais quando a verdadeira praxe envolve uma cedência pessoal de tempo e dedicação pessoal que não é remunerada em termos numerá rios. Há muita gente que vai a três manhazitas de praxe e q depois são os primeiros a ir praxar.

Q talvez os tempos para a praxe tenham sido outros e que as mentalidades egocêntricas e consumistas da maioria das nossas gentes ponderem que se deva ter que abdicar da praxe até aí estamos de acordo e concordo com o debate.
Mas, de opinião formada de quem praxou e foi praxado, se esta tradição se perder tenho pena dos futuros estudantes universitários pois estarão a diminuir as hipótese de conhecer o espirito académico na sua plenitude, vivenciar momentos de partilha inesquecíveis e mais que tudo de sairem da universidade a chorar, de saudade, como eu fiz...
 
Dasse... não metam a praxe no meio disto! Até me deixa triste! Eu nunca vandalizei nada! Sou uma pessoa normal (pelo menos é o que dizem)... e fui praxado e praxei! E foi dos momentos mais divertidos da minha vida academica... especialmente ser praxado!

Claro que anormais há em todo o lado!
 
Não querendo dizer que há praxes, melhores, piores e pessoas melhores ou piores aqui ou ali... mas que por norma o pessoal do ISEP que anda na praxe afincadamente não bate bem da cabeça, isso é verdade.

Deve ser os traumas que apanham quando são caloiros.
 
Dasse... não metam a praxe no meio disto! Até me deixa triste! Eu nunca vandalizei nada! Sou uma pessoa normal (pelo menos é o que dizem)... e fui praxado e praxei! E foi dos momentos mais divertidos da minha vida academica... especialmente ser praxado!

Claro que anormais há em todo o lado!

honestamente tambem nao percebo o que tem a ver a praxe com o que sucedeu ontem:confused:
e as praxes hao-de ser sempre um assunto ambíguo. ha quem saiba praxar e ha quem nao saiba praxar. ha quem saiba ser praxado e ha quem nao saiba. com estas variaveis em "jogo" tanto pode correr bem para os dois lados (praxantes vs. praxados) como pode nao correr da melhor forma. no meu caso ate preferi ser praxado do que praxar[;)]
 
Mas o que é que a praxe tem a ver com isto?

O que se passou ontem foram incidentes entre energrúmenos. Dizer que quem vai à praxe é tudo uma cambada de bêbedos e vândulos por causa de meia-dúzia é o mesmo que dizer que quem vai aos estádios são uns arruaceiros que só sabem armar confusão e assaltar áreas de serviço.
Por falar nisso, vejo por aqui muita gente que simplesmente casca na praxe a torto e a direito sem respeitar quem lá vai por que quer. Sempre respeitei quem não vai à praxe e um dos meus melhores amigos da faculdade nunca foi praxado nem quer praxar por opção e não é por isso que deixa de ser menos meu amigo. Também ninguém o andou a ameaçar por isso. Ele não quis, quem perde é ele... Eu no primeiro dia foi ter com os engenheiros à praxe, fui praxado VOLUNTARIAMENTE e adorei. Ainda este ano quando amigos meus que só agora entraram na faculdade e me vinham contar o que andavam fazer todos entusiasmados era impossível não sentir uma ponta de saudade...
Fui praxado com gosto e recomendo a todos os que entram na faculdade que vão e experimentem por si prórpios. A maior parte dos que conheço que critica a praxe nunca lá pôs os pés... E sobretudo, lembrem-se que ninguém lá está obrigado. Não queremos que andem lá a fazer fretes. A praxe é para quem quer.
 
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