Eu considerava meter um advogado ao barulho. Vai começando a considerar pedir algumas compensações para além do arranjo do carro...
Viva,
O problema é que o arranjo ficou orçamentado em cerca 2500€, uma quantia que não se liberta facilmente. Especialmente nesta situação, onde não tenho qualquer responsabilização pelo sucedido e fui simplesmente uma vítima que tive o azar de circular num sítio na hora errada.
Mas as compensações são algo ambíguo. Nos EUA exageram pelos valores astronómicos recebidos por situações ínfimas, e em Portugal exageram no sentido contrário, onde nem existem. O stress, o tempo perdido, as dores de cabeça, efeitos psicológicos, o facto de se apresentar em público com os danos são aspectos simplesmente ignorados por aqui. Não defendo o que sucede nos states onde queimar a língua num copo de café acabado de tirar, pois este não possui uma etiqueta a avisar que o café está quente, pode levar a indemnização de centenas de milhares de dólares. Mas que que se possam quantificar de alguma forma danos não materiais: tal como referi o tempo, o stress, as preocupações, o facto de termos que circular em público com aqueles danos, por exemplo.
Há algo que me irrita imenso neste processo. Ninguém, mas ninguém assume culpa ou responsabilidade. Todos aguardam a decisão ou resposta de alguém, e ninguém assume. Todo invocam que têm que seguir um processo e estão de mãos atadas. Mas, numa qualquer empresa privada, com concorrência, com clientes, este tipo de processo já tinha levada a empresa à falência. É necessário, sim, que existam procediemntos que garantam o correfcto funcionamento, mas que sejam eficientes e eficazes. Se uma gasolineira estabelecese que para atestar depósito seria necessário preencher um determinado impresso, remeter por RSF à sede, esta averiguar o estado do cliente, pedir um parecer ao ISP, remeter a decisão à gasolineira e isto ocupar umas semanas ou meses, era um procedimento, ninguém podia refutar. PORÉM, ninguém o aceitaria devido à sua morosidade e falta de eficiência. É o que sucede com a CMFF. Eles podem estar a seguir um procedimento, é certo, mas é manifestamente e completamente ineficaz. E eles não compreendem isso - talvez porque não são eles os lesados.
Não sou de lavar a roupa suja em pública, mas com estas atitudes, uma boa (e única, por vezes) arma é simplesmente descrever por factos a situação à comunicação social e esta que divulgue (ou não divulgue) como entender. Especialmente quando os próprios funcionários referem com toda a naturalidade que esta situação de certeza tomará semanas e meses a resolver (caminho para o 2.º mês), e sorte minha em o veículo se movimentar.
Há muito que a paciência se esgotou. Porém, como o perito que se mostrou o mais solícito em todo o processo me informou que 2ªF próxima o relatório deve seguir para a seguradora e esta me deve contactar ainda nessa semana vou aguardar por isso. Mas a CMFF não se livre de uma reclamação no livro de reclamações (que por carta já recebeu e de nada valeu).
Marco