Queda de ramo de árvore sobre o tejadilho - Após 9 semanas e continua a novela...

Eu sugeria que arranjasses isso quanto antes (até pq vem aí o inverno) e depois se o caso se resolver a teu favor, apresentas a factura à CMFF...
 
Eu considerava meter um advogado ao barulho. Vai começando a considerar pedir algumas compensações para além do arranjo do carro...

Viva,

O problema é que o arranjo ficou orçamentado em cerca 2500€, uma quantia que não se liberta facilmente. Especialmente nesta situação, onde não tenho qualquer responsabilização pelo sucedido e fui simplesmente uma vítima que tive o azar de circular num sítio na hora errada.

Mas as compensações são algo ambíguo. Nos EUA exageram pelos valores astronómicos recebidos por situações ínfimas, e em Portugal exageram no sentido contrário, onde nem existem. O stress, o tempo perdido, as dores de cabeça, efeitos psicológicos, o facto de se apresentar em público com os danos são aspectos simplesmente ignorados por aqui. Não defendo o que sucede nos states onde queimar a língua num copo de café acabado de tirar, pois este não possui uma etiqueta a avisar que o café está quente, pode levar a indemnização de centenas de milhares de dólares. Mas que que se possam quantificar de alguma forma danos não materiais: tal como referi o tempo, o stress, as preocupações, o facto de termos que circular em público com aqueles danos, por exemplo.

Há algo que me irrita imenso neste processo. Ninguém, mas ninguém assume culpa ou responsabilidade. Todos aguardam a decisão ou resposta de alguém, e ninguém assume. Todo invocam que têm que seguir um processo e estão de mãos atadas. Mas, numa qualquer empresa privada, com concorrência, com clientes, este tipo de processo já tinha levada a empresa à falência. É necessário, sim, que existam procediemntos que garantam o correfcto funcionamento, mas que sejam eficientes e eficazes. Se uma gasolineira estabelecese que para atestar depósito seria necessário preencher um determinado impresso, remeter por RSF à sede, esta averiguar o estado do cliente, pedir um parecer ao ISP, remeter a decisão à gasolineira e isto ocupar umas semanas ou meses, era um procedimento, ninguém podia refutar. PORÉM, ninguém o aceitaria devido à sua morosidade e falta de eficiência. É o que sucede com a CMFF. Eles podem estar a seguir um procedimento, é certo, mas é manifestamente e completamente ineficaz. E eles não compreendem isso - talvez porque não são eles os lesados.

Não sou de lavar a roupa suja em pública, mas com estas atitudes, uma boa (e única, por vezes) arma é simplesmente descrever por factos a situação à comunicação social e esta que divulgue (ou não divulgue) como entender. Especialmente quando os próprios funcionários referem com toda a naturalidade que esta situação de certeza tomará semanas e meses a resolver (caminho para o 2.º mês), e sorte minha em o veículo se movimentar.

Há muito que a paciência se esgotou. Porém, como o perito que se mostrou o mais solícito em todo o processo me informou que 2ªF próxima o relatório deve seguir para a seguradora e esta me deve contactar ainda nessa semana vou aguardar por isso. Mas a CMFF não se livre de uma reclamação no livro de reclamações (que por carta já recebeu e de nada valeu).

Marco
 
Tenta intimidar com isto:
Diz que alugaste 1 carro porque o teu não está em segurança para transitar.
Em caso de embate nada te garante que a rigidez está intacta.
Diz que um carro equivalente sao 50 euros/dia mais isencao de franqua porque nao sabes se te cai outra vez outra árvore. Tipo 75 euros/dia.
E que nao te importas que o processo se arraste ja que tens outro carro mas a 1 custo: 75 euros/dia.....

A ver se eles nao apressam a resolução do mesmo......75 * 31 em outubro = 2325 euros de aluguer só este mês
 
Tenta intimidar com isto:
Diz que alugaste 1 carro porque o teu não está em segurança para transitar.
Em caso de embate nada te garante que a rigidez está intacta.
Diz que um carro equivalente sao 50 euros/dia mais isencao de franqua porque nao sabes se te cai outra vez outra árvore. Tipo 75 euros/dia.
E que nao te importas que o processo se arraste ja que tens outro carro mas a 1 custo: 75 euros/dia.....

A ver se eles nao apressam a resolução do mesmo......75 * 31 em outubro = 2325 euros de aluguer só este mês

Viva,

Essa poderá ser uma boa técnica! Neste momento "estou por tudo". Amanhã pela manhã vou contactar o ISP para saber se posso debitar esse tipo de despesas à CMFF já que o meu carro está danificado. Se o caso for positivo farei essa mesma "ameaça".

Marco
 
A novela continua...

A novela continua...

Viva,

Ora depois de apresentar uma queixa no livro de reclamações da CMFF, de enviar outra carta ao presidente da CMFF, de apresentar uma queixa ao IGAT, DECO e ISP, lá consegui uma resposta, ao fim de 7 semanas. Podia reparar o veículo. MAS a novela não acabou.

A seguradora só paga parte da reparação, sem a franquia e sem IVA. O IVA é pago pela CMFF mas que demora no mínimo 2 semanas. O IVA só é pago após remeter a factura final. E o aluguer também só será pago depois de eu apresentar a respectiva factura. Ora tudo somando, tenho que suportar do meu bolso perto de 900€ e esperar ser ressarcido mais tarde!

Mas embora tenham dado ordens de reparação no dia 16, e que seguiria o pagamento por correio, apenas no dia 22 recebo correspondência da seguradora, porém, não é o cheque. . Era um bonito documento que tinha que assinar e dizia, transcrevendo " (...) o abaixo assinado declara ter recebido da Allianz SA o valor da indemnização (...) e dá-se por completamente indemnizado (...)". Depois de vários contactos com a seguradora apercebo-me que se não assinar o documento, nada feito, embora assine algo que afirme situações que não ocorreram. Eu ainda não fui indemnizado e de longe dou-me por completamente indemnizado, pois ainda faltam as despesas do aluguer, de deslocamento e todas as comunicações que tive (cartas, telefones, etc.) foram outras despesas não quantificáveis. Esta situação é vergonhosa. Para mais, este documento formal está cheio de erros ortográficos!

Como necessito do valor, assino o recibo, risco as partes onde é afirmado que fui indemnizado e a seguradora não tem mais dívidas para comigo e acompanho com uma carta onde traduzo isso mesmo.

Entretanto a DECO responde-me afirmando que toda a razão está do meu lado, porém, não existe nenhuma obrigação legal, o tal vazio legal. Pelo que estou desprotegido e nada se pode fazer. Recomendaram-me expor o caso o Provedor de Justiça, www.provedor-jus.pt e seguir com um processo judicial pela morosidade mas alertando para as despesas daí decorrentes. Situação grave, esta. O cidadão está completamente desprotegido, é reconhecido por entidades institucionais mas nada é feito para reverter essa situação.

Supostamente hoje (26 de Outubro) era dia para levantar o carro. Porém, nem cheque da CMFF nem depósito da seguradora, embora o recibo tenha sido remetido há 3 dias atrás. Contacto a seguradora e informam-me que nada receberam e sem o recibo não podem fazer a transferência. Contacto os CTT e informam-me que a carta foi entregue na seguradora às 11h do dia 24. Tirem as vossas conclusões.

Felizmente ou infelizmente, o carro não está totalmente reparado, pelo que só para a próxima semana, o que dá mais algum tempo para esperar pela indemnização. Enquanto não tiver o valor da indemnização da seguradora e da CMFF não poderei levantar o veículo.

Como podem ver, a novela contínua. É vergonhosa a actuação da seguradora e da CMFF.

Marco
 
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