Que soluções para levar Portugal ao futuro que todos queremos?

Ainda há tempos, 1 Empresário se manifestava sobre esta coisa da formação profissional.

Na empresa dele, as pessoas começaram a faltar às aulas de formação, porque pura e simplemente não tinham acesso aos prémios de produtividade.

O que o Empresário fez, para fomentar a formação dos seus colaboradores, foi instituir 'prémios de produtvividade' na formação.

Parece que resultou. [:D] [:D]

E assim, o Lobo Mau nunca mais comeu criancinhas.... [;)]

So neste cantinho mesmo...

Mas acredito piamente que em empresas que so a poucos anos apostam na formação dos seus empregados seja complicado lhes fazer as mais valias da mesma. O que nem devia ser preciso....

É tipo as horas extras, smp mil e uma desculpas e msm assim recebem o dobro e do saco azul..
 
A Realidade 2

A Realidade 2

Mundo::EuropaSalário-mínimo na União Européia varia de 92 a 1.570 eurosAGÊNCIA LUSA
Segunda-feira, 18/06/2007 - 13:04


Bruxelas - O salário mínimo nos 20 países da União Européia (UE) onde é estipulado por lei varia de 92 euros (R$ 235,8) a 1.570 euros (R$ 4.025) mensais, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Gabinete de Estatísticas da Comunidade Européia (Eurostat), em Bruxelas. O menor valor foi encontrado na Bulgária e o maior, em Luxemburgo.

O Eurostat revelou ainda que, de acordo com os dados de janeiro, Portugal está em 11º lugar da tabela dos 20 países com um salário mínimo de 470 euros (R$ 1.205) mensais.

Segundo as estatísticas, em 2005, 4,7% dos empregados portugueses recebiam o salário mínimo, numa tabela liderada em um dos extremos pela França (16,8%) e no outro pela Espanha, onde no mesmo ano apenas 0,8% dos empregados eram pagos seguindo a tabela mínima legal.

Em relação ao poder de compra standard (PCS), uma referência monetária comum que elimina as diferenças de preços entre países, o Luxemburgo é o país melhor colocado, (1.503 PCS) e a Bulgária o pior (216 PCS). Em Portugal o poder de compra standard é de 546 euros (R$ 1.394).

A análise do Eurostat indica também que, quando ajustadas ao PCS, as disparidades entre Estados-membros diminuem de 1 euro (R$ 2,6) para 17 euros (R$ 43,4) para um intervalo entre 1 euro e 7 euros (R$ 17,9).

O salário mínimo é estipulado por lei em 20 dos 27 países-membros da UE: Bélgica (1.257 euros), Bulgária (92 euros), Espanha (666 euros), Eslováquia (217 euros), Eslovénia (522 euros), Estônia (230 euros), França (1.254 euros), Grécia (668 euros), Holanda (1.301 euros), Hungria (258 euros), Irlanda (1.403 euros), Letônia (172 euros), Lituânia (174 euros), Luxemburgo (1.570 euros), Malta (585 euros), Polônia (246 euros), Portugal (470 euros), República Tcheca (288 euros), Romênia (114 euros) e Reino Unido (1.361 euros).
| Próxima Notícia >>
 
Como disseram por aqui principalmente:

-Educação
-Justiça


Mas não se esqueçam que a grande paixão de Guterres era também a educação! Assim foi que hoje em dia Portugal é o país da Europa que mais gasta em % do pib com a educação! Cerca de 7%....

Ou seja, dinheiro não basta! Em termos absolutos, Portugal não gasta muito menos por aluno que gastam os finlandeses... e estes são os que apresentam os "melhores" estudantes do mundo enquanto por cá, preferem acusar as minorias étnicas por sermos os piores.

Em pt a educação pública deveria passar por algo do tipo KISS! (e com profundas reformas que não seriam nada do agrado de muitos trabalhadores do min da educação). Cada aluno custa ao estado muito mais que custa um aluno numa boa escola particular!

1. Dar autonomia às escolas publicas de gerir as suas necessidades como por exemplo de escolher os professores e gerir os recursos humanos e materiais de acordo com as suas necessidades e sem as necessidades ridículas de uma autorização "superior" do min. da educação!

2. Dar um orçamento às escolas com base no numero de alunos (x/aluno)

3. Avaliar o desempenho escolar publico e das suas direcções locais com base nos resultados de exames nacionais efectuados periodicamente...

Com isto poupa-se MUITO nas burocracias associadas aos ministérios!
Permite-se que as direcções das escolas publicas, pela primeira vez, sejam RESPONSABILIZADAS pelos resultados dos seus alunos (e não os que estão no ministério lá em Lisboa)
Permite que as escolas pela primeira vez, sejam EFICAZES, na gestão de recursos humanos e materiais sem terem que pedir ao ministério um prof substituto que só é pedido às quartas feiras...

Claro que teria de haver muita gente no Ministério da Educação a ser dispensado por ficar sem trabalho.... e os sindicalistas não iam gostar nada...

mas se resulta na Finlândia, se é simples, se é eficaz porque não pode resultar cá?

Mais uma vez digo: É preciso dar Autonomia para se poder Responsabilizar! Sem Liberdade/Autonomia não há responsabilidade!

Boa apreciação sem duvida.

Sera que algum dia vai ser a realidade?

Abc
 
Por falar em formação, só um desabafo...

Se bem sei, as empresas são obrigadas a "x" horas de formação aos seus funcionários (peço desculpa se estou enganado). Essa obrigação imposta pelo Estado é de louvar, pois tudo o que implique melhoria e/ou aumento de conhecimento trás benefícios não só para as pessoas, como também para as empresas.
Não é bem assim, o estado dá dinheiro as empresas para estas darem formação, a União Europeia dá fundos para as empresas darem formação, muitas empresas contratam outras empresas para estas darem a formação, no então estes incentivos dado as empresas para que elas não deixem de pagar os vencimentos enquanto os seus empregados estão a tornar-se mais qualificados, acabam por desaparecer sem os colaboradores receberem formação ou quando a recebem esta fica aquém do ideal.

Como o estado não tem pessoal não controla e os lesados com estas tramoias, nunca se queixam por arriscarem o despedimento sob um pretexto qql legal.

Por isso mesmo, mais dinheiro para à maioria das nossas empresas, vai acabar em empresas de formação da mulher ou filho do empresário, feitas à pressa e que declaram falência quando o dinheiro se acaba.

O problema é que esse mesmo Estado não dá formação a quem para ele trabalha. No meu caso, estou inscrito em três formações em areas diferentes, há mais de...quatro anos! E o pior é que questionado o organismo que "tutela" essas mesmas formações, a resposta é sempre de que não estão previstas formações nos proximos tempos (a razão não dizem, mas falta de orçamento é mesmo a mais provável).

Uma coisa são aqueles que não querem aprofundar conhecimentos para melhor poder cumprir a sua função (seja público ou privado), outra coisa são aqueles que querem e não lhes são dadas condições para isso. Na minha situação em concreto, a aposta tem sido na auto-formação. [:cool:]

Espero que este cenário mude nos proximos tempos, a bem dos cidadãos.
Quanto ao estado a situação é caricata, não se dá formação pq a maioria das chefias tem medo de ficar ultrapassadas, o dinheiro demora a ficar disponível, perdidos os despachos nas secretarias dos directores convencidos que estão a poupar dinheiro, no fim o dinheiro nunca é utilizado e é devolvido à UE.

Assim se arrasta o país....
 
Ainda há tempos, 1 Empresário se manifestava sobre esta coisa da formação profissional.

Na empresa dele, as pessoas começaram a faltar às aulas de formação, porque pura e simplemente não tinham acesso aos prémios de produtividade.

O que o Empresário fez, para fomentar a formação dos seus colaboradores, foi instituir 'prémios de produtvividade' na formação.

Parece que resultou. [:D] [:D]

E assim, o Lobo Mau nunca mais comeu criancinhas.... [;)]
Assim se mete o dinheiro dos outro ao bolso, então o homem ganha com a melhor formação dos colaboradores e ainda lhes ficava com os prémios de produtividade.

Ainda reclamam quando lhes chamam patos bravos, com essa lata toda dava para se dedicar a metalomecânica e ferros velhos.
 
Não tenho a mínima dúvida que se isto é o exemplo do nível de inteligência que pontifica por este País, estamos condenados ao desespero.
 
Não tenho a mínima dúvida que se isto é o exemplo do nível de inteligência que pontifica por este País, estamos condenados ao desespero.

E o pior é que a amostra é pequena, tal como aprendemos em estatistica, alarga-lhe a base, e.......... imagina (!!!)
[:D] [:D] [:D] [:D]
 
Não é bem assim, o estado dá dinheiro as empresas para estas darem formação, a União Europeia dá fundos para as empresas darem formação, muitas empresas contratam outras empresas para estas darem a formação, no então estes incentivos dado as empresas para que elas não deixem de pagar os vencimentos enquanto os seus empregados estão a tornar-se mais qualificados, acabam por desaparecer sem os colaboradores receberem formação ou quando a recebem esta fica aquém do ideal.
Não percebi esta parte.

É que o que dizes apenas reforça a ideia que tinha da obrigatoriedade da formação.

Na empresa da minha mulher os funcionários são obrigados a ir à formação. Todos. E não há desculpas, não sei se há alguma penalização, mas o pessoal resolveu não arriscar. [;)]
 
Não percebi esta parte.

É que o que dizes apenas reforça a ideia que tinha da obrigatoriedade da formação.

Na empresa da minha mulher os funcionários são obrigados a ir à formação. Todos. E não há desculpas, não sei se há alguma penalização, mas o pessoal resolveu não arriscar. [;)]


Miguel deixa-me dizer-te uma coisa, no mundo real, as empresas (a maioria delas) funcionam como a da tua mulher, e a formaçao é mesmo para se fazer, quem nao faz é mesmo penalizado[;)] , mas há neste "mundo virtual" que se chama forum AH, um "outro" mundo fantasmagorico e terrifico, onde se "usurpa e esmaga" todos os direitos e regalias dos trabalhadores, até o da presença numa sala de Formaçao (!!!)
[8b] [8b] [8b] [8b] [8b]
 
Miguel deixa-me dizer-te uma coisa, no mundo real, as empresas (a maioria delas) funcionam como a da tua mulher, e a formaçao é mesmo para se fazer, quem nao faz é mesmo penalizado[;)] , mas há neste "mundo virtual" que se chama forum AH, um "outro" mundo fantasmagorico e terrifico, onde se "usurpa e esmaga" todos os direitos e regalias dos trabalhadores, até o da presença numa sala de Formaçao (!!!)
[8b] [8b] [8b] [8b] [8b]

e qual é já o tema da discussão? acho que me perdi...

Então se as coisas são assim, e na minha opinião, assim é que estão bem, é daquelas coisas em que podemos todos concordar.

é daquelas temas em que nada sei, mas esse mundo "fantasmagórico" também deve de existir (suponho). Partir do princípio que todas as empresas cumprem e fazem o melhor para os empregados é capaz de ser um tanto ou quanto utópico.
 
...................
e qual é já o tema da discussão? acho que me perdi...
................................
Partir do princípio que todas as empresas cumprem e fazem o melhor para os empregados é capaz de ser um tanto ou quanto utópico.

e estabelecer como ponto de partida que todas as empresas nao cumprem, e nao querem o melhor para e (de) os empregados, é o quê (???) [;)]

Afinal as mentes sãs, cultas, esclarecidas, ciosas de um mundo melhor, nao são capazes sequer, de um pensamento menos mesquinho, redutor e mediocremente tão generalista (!!!) :( :( :(
 
Última edição:
E porque não?

O que te leva a concluir que aquilo que afirmas está correcto?

eu não disse nada disso...

eu disse que não sabia nada do assunto, mas que achava um tanto ou quanto utópico acreditar que todas cumprem.

Estou perfeitamente aberto a outro tipo de opiniões, ou até de dados concretos se alguém tiver.
 
POLÍTICA SOCIAL A PRECISAR DE RETOQUES

O Tratado de Maastricht e a Conferência Intergovernamental confirmam a vontade de fazer avançar a União Europeia na construção de uma Europa social. O tratado é imperfeito, e muita coisa tem ainda que ser feita, mas não há outra alternativa senão cumpri-lo, aperfeiçoando-o... É que só assim parece possível defender o nível e a qualidade de vida até hoje atingidos na União.


Vasco Pinto Gandra
Correspondente em Bruxelas

A Europa pode e deve fazer melhor. Se há ainda desigualdades enormes, é no entanto saudável observar, apesar das múltiplas crises sociais - mas também devido a elas -, que a Europa comunitária continua a ser uma região onde uma maioria razoável da população vive bem. Também é verdade que esta situação se verifica em detrimento de outras regiões do Mundo, certamente mais carentes.


Apesar de na União Europeia se viver bem, podemos constatar disparidades enormes entre os estados membros. E Portugal está longe de ser um "bom aluno".

Comecemos pelo sistema de protecção social.
Os países europeus caracterizam-se por um nível de protecção social relativamente alto (cerca de 25% do PIB). Desde 1980, as despesas sociais na União têm tendência para subir. Será bom ou mau sintoma?


A resposta não deve ser maniqueísta. A protecção social dos cidadãos europeus cobre os riscos relativos à doença, velhice, desemprego e indigência; mas compreende também ajudas às famílias, aos deficientes.
As despesas sociais são pagas pelas receitas provenientes de três fontes principais: administrações públicas, empresas e quotizações (de indivíduos e famílias).


Nos últimos anos a contribuição média para a protecção social atingiu cerca de 4.348 ecus por habitante, encontrando-se a Grécia (com 1.130 ecus/hab.) e a Dinamarca (com 6.670 ecus/hab.) nos dois extremos. Estas disparidades devem-se a factores institucionais, estruturais e financeiros.

Os patrões são a principal fonte de financiamento da protecção social. Se a parte das quotizações sociais do patronato tem registado uma baixa nos últimos 20 anos, ainda representa hoje cerca de 2/5 do total. Assim, as administrações públicas e as pessoas protegidas viram as suas contribuições aumentar.


Quanto à repartição das prestações sociais, é reconfortante constatar que as despesas ligadas à velhice e à saúde são as mais importantes (cerca de 80% do total). Mais: o montante social atribuído às pessoas idosas aumentou, em termos reais, 50% entre 1980 e 1992.


Estes números são tanto mais importantes se tivermos em conta que as prestações atribuídas às pessoas com 65 anos ou mais podem ser consideradas um indicador do nível de generosidade dos sistemas sociais praticados pelos vários países.

GENEROSIDADE VARIÁVEL

Quanto aos vários montantes nacionais atribuídos aos problemas ligados à idade, podemos distinguir três tipos de países: os de elevada protecção social na matéria - Luxemburgo e Itália -, os com muito baixa protecção - Irlanda, Grécia, Espanha e, claro, Portugal -, e, enfim, os restantes países de nível intermédio.


Já as despesas ligadas à doença e aos acidentes de trabalho são menos importantes. A média nos estados membros é de cerca de 25% do total dos gastos da protecção social. Cinco países encontram-se muito acima da média (nomeadamente a Alemanha e a França). Portugal, Espanha e Grécia correm, uma vez mais, no fim do pelotão.


A assistência aos desempregados também faz parte das despesas da protecção social. Com uma taxa de desemprego de cerca de 9% da população activa, com tendência a aumentar, os estados da União têm vindo a desenvolver esforços no sentido de assegurar o máximo de assistência aos desempregados. A Dinamarca, a Holanda e a Bélgica são os países que dedicam mais dinheiro a este problema. Apesar de ter vindo a aumentar as suas despesas neste sector, Portugal está longe da média europeia.


No sistema de protecção social dos estados membros está também incluído um tipo de assistência muito importante: o rendimento mínimo garantido. Esta medida permite aos cidadãos mais desfavorecidos manter um nível de vida minimamente digno. Portugal e Grécia são os únicos países que não dispõem deste tipo de assistência.


As prestações à maternidade e à família constituem um apoio financeiro a agregados familiares em que existem crianças e se prestam cuidados a outros parentes. Estas ajudas abrangem a educação e alojamento das crianças e outros tipos de assistência e protecção. De uma maneira geral, os estados membros cobrem as licenças de maternidade sem prejuízo do salário. Os abonos de família por filho (até aos 18 anos) também estão consolidados e têm mesmo tendência para aumentar, facultando assim às famílias europeias o bem-estar mínimo.


As prestações atribuídas neste domínio pelo Luxemburgo, Dinamarca e Holanda situam-se muito acima da média europeia, estando Portugal, Grécia, Espanha e Itália na última fila.


Sendo o sistema de protecção social um dos indicadores incontornáveis a que se referem os diferentes estados para medir os respectivos níveis de vida, pode-se desde já avançar que os cidadãos europeus têm visto minimamente assegurados os seus direitos sociais.

EQUILÍBRIO NECESSÁRIO

Não quer isto dizer que a situação seja cor-de-rosa. Primeiro, porque a segurança social dos vários estados membros atinge, no total, um défice de muitos milhões de ecus. Segundo, porque as ajudas sociais aos desempregados acabam por nunca atacar o problema na raiz.


Pode afirmar-se que, apesar da fragilidade do sistema, as ajudas que consagra são imprescindíveis para o equilíbrio social da Europa e, portanto, para a qualidade de vida dos seus cidadãos.


Como estas ajudas têm vindo a acompanhar as evoluções político-sociais dos últimos anos, não há razão para alarmismos. Mas muito mais deve ser feito.


Indicadores importantes a ter em conta na avaliação da qualidade de vida são os ligados a preços e à inflação, ao poder de compra e despesas de consumo, mas também às políticas de defesa e protecção do consumidor.

Na União, os índices dos preços do consumo registaram uma subida média de 4% por ano, entre 1990 e 1994. Mas este facto corresponde na realidade a uma desaceleração da inflação anual. Por outras palavras, o poder de compra dos cidadãos da Comunidade não tem sido muito afectado. Todavia, existem grandes disparidades entre os estados membros e entre os grandes grupos de consumo.


Por exemplo, durante esses quatro anos, a taxa de inflação subiu 8% na Dinamarca e 75% na Grécia. Outros exemplos: no mesmo período, os preços dos alimentos aumentaram 14%; as bebidas e o tabaco aumentaram cerca de 28%. Mas os índices nacionais dos preços do consumo reflectem grandes diferenças nos modelos de consumo. Assim, o consumo de produtos alimentares representa 39% do índice geral dos preços, para apenas 13% no Reino Unido; a habitação representa 29% no índice dinamarquês e 8% no italiano.


Quanto à taxa de inflação na UE, pode dizer-se que está relativamente controlada e estabilizada (entre 3% e 3,5%). O que finalmente acaba por não ter repercussão no poder de compra europeu.


Em termos de poder de compra e consumo, as disparidades entre estados membros são flagrantes. Não é novidade para ninguém que os países do Norte da Europa têm um nível de vida muito mais elevado que os países do Sul. No entanto, as diferenças são alarmantes entre, por exemplo, Portugal (com o nível de consumo mais baixo, apesar de progredir) e o Luxemburgo (com o maior poder de compra, três vezes superior a Portugal).


Um inquérito realizado pela União Europeia em finais dos anos 80 permitiu concluir que uma família europeia gastava em média cerca de 17.160 ecus no consumo de bens e serviços. No entanto, pode dizer-se que o orçamento destinado ao consumo tem vindo a aumentar, e, com ele, o nível e a qualidade de vida.


Na altura, o inquérito fazia uma separação nítida entre os países que ultrapassavam a média europeia (Holanda, Bélgica, Reino Unido, Alemanha, Dinamarca e Luxemburgo) e os países do Sul (Itália, Grécia, Espanha e Portugal, este último com o nível de vida mais baixo de todos).

O FLAGELO DO DESEMPREGO

Nem tudo vai bem na UE. Se a qualidade de vida tende a aumentar, é preciso lembrar que a Europa social ainda não existe. Muitos europeus conhecem formas de exclusão inaceitáveis.


Desde os finais dos anos 70 que surgiram novas formas de pobreza nos países europeus, devido às mutações das estruturas económicas, socais e demográficas.


Hoje, qualquer cidadão médio fragilizado pode cair num processo de exclusão social. Este fenómeno alastra a todos os estados membros, apesar da sua dimensão variar de um país para o outro.


São consideradas pobres as famílias cujas despesas não excedem metade da média nacional. Cerca de 18 milhões de lares encontram-se nesta situação, o que corresponde a pouco menos de 52 milhões de indivíduos. Setenta e cinco por cento vivem na Alemanha, Itália, França e Reino Unido. Nos pequenos países do Norte da União, um lar em cada dez é pobre; na Grécia, Itália e Portugal, há uma família pobre em cada cinco.


Os lares cujos chefes de família são trabalhadores manuais representam um quinto da população desfavorecida.


Se o nível médio de vida tende a aumentar, é também necessário dizer que essa subida se faz em detrimento de um quinto da população europeia.
O nível de vida de uma população está intrinsecamente ligado ao emprego. A União Europeia conheceu até 1991 um crescimento regular do emprego, que começou a declinar em seguida. Foi no sector dos serviços que se criou mais emprego, enquanto que o ramo agrícola foi o que mais perdas sofreu.


O número de mulheres empregadas tem vindo a aumentar, apesar de muitas trabalharem a tempo parcial. Dos cerca de 150 milhões de empregos na União, mais de 3 milhões estão ocupados por trabalhadores estrangeiros, ou seja, oriundos de países terceiros.


O tempo médio de trabalho semanal dos assalariados a tempo inteiro na UE é de 40 horas. Os empregados e trabalhadores independentes somam tempos de trabalho mais elevados. O número de empregos a meio tempo e os empregos provisórios continuam a aumentar no conjunto de países da União, atingindo valores muito elevados nalguns estados-membros.


A taxa de absentismo situa-se em média nos 11,9%, e 30% dos empregados não estão satisfeitos com as suas condições de trabalho.
Acontece também que muitos trabalhadoers são "obrigados" a trabalharem excessivamente para juntar mais algum dinheiro ao fim do mês: 7,4% dos assalariados trabalham mais de 48 horas por semana, que é o tempo máximo previsto pelas directivas comunitárias.


O trabalho a meio tempo tem claramente tendência para subir, e um em cada dez trabalhadores tem que assinar um contrato de trabalho provisório. Aqui também são as mulheres as mais expostas, apesar de serem os sectores agrícola e da construção civil os que mais praticam este tipo de contrato de trabalho.


Mas o aspecto mais preocupante do mercado de trabalho continua a ser o desemprego, que atinge cerca de 18 milhões de europeus, ou seja, 10% da população activa. E os jovens são as principais vítimas.


Durante os últimos anos, o desemprego seguiu em ritmo crescente (apesar de uma desaceleração em 1990). Nos Estados Unidos, os índices são inferiores, mas o mercado de trabalho mais precário e imprevisível. Nesta matéria, as diferenças entre os estados membros são consideráveis (por exemplo, Luxemburgo: 2,5%, Espanha: 25%). E é maior o número de mulheres à procura de emprego, tendo os homens mais facilidade em encontrar trabalho.


A fim de resolver este flagelo, vários estados já decidiram tomar medidas que se revelaram eficazes: por exemplo, dividir o tempo de trabalho sem redução de salário, e antecipar as reformas.
Desculpem a extensão do texto que, com alguns anos, parece-me muito actual, no geral...

http://jn2.sapo.pt/secdiv/especial/qualid1.htm
 
e estabelecer como ponto de partida que todas as empresas nao cumprem, e nao querem o melhor para e (de) os empregados, é o quê (???) [;)]

Afinal as mentes sãs, cultas, esclarecidas, ciosas de um mundo melhor, nao são capazes sequer, de um pensamento menos mesquinho, redutor e mediocremente tão generalista (!!!) :( :( :(

Oi? Então e eu disse isso? Essas palavras bonitas eram para mim? Já disse no post anterior que não tenho dados nem conhecimentos para poder apresentar um "caso". Com franqueza, ainda acredito no mercado e na seriedade das empresas, e acredito/espero que sejam a grande maioria. Dito isso, também tenho direito a duvidar de algumas. Chegam-nos sempre ao ouvido umas histórias menos felizes de patrões menos honestos ou simplesmente maus... "gerentes" que não só não fazem o melhor pelos trabalhadores, mas também não o fazem por si e por aquilo que é deles.

Se me disserem que são aquelas ovelhas negras que dão má fama ao rebanho, estou perfeitamente de acordo, não sou do tipo de tomar a parte pelo todo.
 
"Qual o custo de vida em Portugal?...

Portugal tem o salário mínimo legal mais baixo da antiga União Europeia a 15 (UE15); a remuneração mínima portuguesa é mesmo mais baixa do que a de dois países que aderiram em 2004, Eslovénia e Malta. Mas em outros Estados membros do Leste, o salário mínimo chega a ser menos de um terço do português.

Um estudo ontem divulgado pelo Eurostat revela que os salários mínimos legais variam na União de acordo com o nível de riqueza de cada país. Isto é verdade tanto em termos absolutos como em paridade de poder de compra (ou seja, tendo em conta o custo de vida). É no Luxemburgo que o salário mínimo é mais alto - 1503 euros mensais. O valor mais baixo na União é o da Letónia - apenas 129 euros. Portugal está a meio da tabela, com 437 euros.

O documento do braço estatístico da Comissão Europeia mostra que há essencialmente três grupos para os salários mínimos. Os "ricos", como a França, o Luxemburgo ou o Reino Unido, acima dos 1200 euros mensais; os "remediados", como Portugal, Espanha, Grécia ou a Eslovénia, entre os 400 e os 700 euros; e os "pobres", novos aderentes do Leste, abaixo dos 300 euros.

O salário mínimo nacional (SMN) é de 385,9 euros. No entanto, em Portugal pagam-se 14 salários por ano; outros países não têm 13.º e 14.º mês. Os cálculos do Eurostat são feitos dividindo o total pago durante um ano por 12 meses; por isso é que o salário mínimo português aparece como sendo de 437 euros.

Eliminando as diferenças de custo de vida, o SMN português sobe um pouco - para 510 euros. Fazendo esse ajuste para o poder de compra, as diferenças entre "ricos", "remediados" e "pobres" esbatem-se um pouco - mas só um pouco. Em termos reais, os salários mínimos dos "ricos" continuam a ser maiores, os dos "pobres" continuam a ser os mais pequenos, e Portugal continua na cauda dos "remediados".

O estudo inclui 18 dos 25 países da União Europeia - nem todos os Estados-membros têm salários mínimos oficiais. A Alemanha, por exemplo, não tem um salário mínimo nacional.

Libertar o SMN

A posição de Portugal na lista dos salários mínimos do Eurostat é mais ou menos equivalente à sua posição quanto ao PIB per capita. De resto, o SMN português é quase o dobro do da República Checa - país cujo PIB ultrapassou o português em 2005. Mas já há novos aderentes acima de Portugal - é o caso de Malta e Eslovénia.

O valor do SMN "é excessivamente baixo, e tem vindo a degradar-se", disse ao PÚBLICO João Proença, secretário-geral da UGT. O sindicalista argumenta que "não há nenhuma razão económica" para o SMN não ser aumentado - os reflexos sobre o emprego seriam "muito reduzidos". O problema é que o SMN é usado pelo Estado como referência indexante para várias prestações sociais; isso torna os Governos mais relutantes a aumentar o SMN, porque isso implica um aumento mecânico da despesa pública.

A UGT considera que o SMN devia ser "libertado"da indexação. A outra grande confederação sindical, a CGTP, propôs há alguns meses elevar o SMN para 400 euros, seguindo o exemplo espanhol - a Espanha tem aumentado sucessivamente o seu salário mínimo nacional.

O secretário-geral da UGT não propõe um valor exacto para o aumento do SMN, mas defende o projecto do antigo presidente da Comissão Europeia, Jacques Delors, de um "salário mínimo europeu", indexado ao PIB de cada país.
Fonte(s):

Estudo do Eurostat
Salário mínimo português é o mais baixo da UE15
14.07.2006 - 09h12 Pedro Ribeiro PÚBLICO"
 
Voltar
Superior