A importância do binário face à potência - um exemplo prático!

Um mesmo motor pode ter + potencia e - binario ou o inverso, consoante aquilo que seja necessario.

tens a certeza disso ???

É que cada vez que vejo o mesmo motor com diferenças de binário, costumam estar ligados à potência, ou seja, menos binário menos potência e vice-versa.
 
Esqueces-te é que o "binário à roda" depende da potência (e relações de transmissão).[;)]

Se desprezarmos as perdas, irrelevantes para o argumento, o binário à roda é, tão só, igual ao binário do motor a multiplicar pela relação de transmissão. Ou seja, é directamente proporcional ao binário do motor.
 
Um aspecto importante relacionado com esta argumentação é que as curvas de potência e binário têm, consoante os carros, configurações ligeiramente diferentes mas parecidas (não entre si, mas entre diferentes motores).

Apesar de considerar só o binário máximo ser redutor, a verdade é que ele é um indicador com interesse. E é sempre melhor ter mais binário máximo (à partida).

No fundo um S2000 é uma especie de gazela, muito rápido e rotativo, mas não muito forte e com pouca capacidade de tracção.

Já um camião é uma especie de elefante, pouco rápido e rotativo mas com enorme capacidade de tracção.

O BMW 3.0 (este de 231 cv é um exemplo bastante antigo) é uma especie de cavalo, concilia velocidade e força.
 
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E porque não uma comparação muito mais prática e 100% fiável ??

Vejam a diferença entre o motor 2200cm que equipa o Honda S2000 Americano com corte nas 8500 RPM e o motor 2000cm que equipa o mesmo Honda S2000 na versão europeia e japonesa, cujo o corte anda nas 9500 RPM. Existem comparativos na net sobre as duas versões ;)

Sendo o mesmo carro e apenas com essa diferença, acho que não existe comparação mais fiável....
 
Se desprezarmos as perdas, irrelevantes para o argumento, o binário à roda é, tão só, igual ao binário do motor a multiplicar pela relação de transmissão. Ou seja, é directamente proporcional ao binário do motor.
Entao a transmissão entra na equação?

Como digo... binario nao é igual a acelaração!

E como digo... oexemplo que dás no inicio é simplesmente irreal... porque não tens em conta, como tu proprio dizes, a transmissão... e isto é só um exemplo! Basicamente é esta a conclusão...
 
Entao a transmissão entra na equação?

Como digo... binario nao é igual a acelaração!

E como digo... oexemplo que dás no inicio é simplesmente irreal... porque não tens em conta, como tu proprio dizes, a transmissão... e isto é só um exemplo! Basicamente é esta a conclusão...


Se se desprezar o atrito aerodinâmico, a aceleração do carro, vai ser directamente proporcional ao binário.

Por exemplo, agora andam por aí uns motores com binário constante desde baixa rotação até ao regime de potência máxima. Acho que o Corsa OPC é assim. Nesse intervalo de rotações, deve ser desde as 1000 até às 6000 rpm's, a aceleração do carro vai ser constante. Ou seja, a aceleração do carro vai ter sempre um mesmo valor fixo. Isto para cada uma das relações de caixa. Obviamente que este valor se manterá fixo (constante), mas com valores diferentes para cada uma das relações de caixa.

Outra forma de se analizar a situação é verificar que é no ponto (ou pontos, se for uma recta) de binário máximo, que o carro apresenta o valor de aceleração mais elevado. [;)]
 
Nao percebeste... nao se pode olhar para um carro X e dizer que acelera mais que Y pq tem mais binario! Há transmissões... relações de caixa... tanta coisa que tem que se ver!

Discordo que haja uma relação binario/acelaração. Concordo que o binario influencie... mas não é a unica relação!
 
Nao percebeste... nao se pode olhar para um carro X e dizer que acelera mais que Y pq tem mais binario! Há transmissões... relações de caixa... tanta coisa que tem que se ver!
acelaração. Concordo que o binario influencie... mas não é a unica relação!

Se o binário considerado for o binário à roda então podes fazer essa afirmação desde que o peso do carro X seja igual ao peso do carro Y!

Este exemplo prático serve justamente para demonstrar que "não se pode olhar para um carro X dizer que acelera mais que Y pq tem mais potência!!!"

Discordo que haja uma relação binario/acelaração. Concordo que o binario influencie... mas não é a unica relação!

Se discordas já é um problema de compreensão... para além do binário à roda e para a mesmo peso se não houver derrapagem só a aerodinâmica influencia.
 
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O binario à roda, nada NADA tem a ver com o binario do motor! Há transmissões e atritos que podem alterar tudo! Logo não mistures conceitos para demonstrar algo que não tem ponto por onde se pegue!
 
1. quer dizer que se eu carregar o meu carrito com 10 sacos de cimento de 50 Kg cada um, ele vai andar o mesmo. Isto considerando apenas em recta e sem inclinações, conforme depreendi.

2. Também notei foi uma contradição entre o que afirmas neste post, sobretudo esta parte:
Ou seja, daqui vês que a aceleração (que neste caso é negativa, i.e. é uma travagem) não depende da massa do carro

1. Ele vai ter a mesma velocidade de ponta, porque essa só depende da potência máxima do motor e da aerodinâmica. Vai é demorar mais tempo a lá chegar.

2. Bem, se calhar não usei as melhores palavras. O que quero dizer (e isso vê-se das equações) é que numa travagem a massa do carro não importa. Dois carros, um com 1000 kg e outro com 1500 kg, ambos a 100 km/h, vão imobilizar-se ao fim da mesma distância e ao mesmo tempo, aproximadamente. Numa aceleração/recuperação já é diferente porque temos mais uma força a actuar: a força de tracção do motor que, por via do atrito roda-pavimento, faz o carro andar. Essa aceleração/recuperação é que depende da massa do carro. Quanto mais pesado mais lenta será.

Notar que todas as fórmulas e explicações que usei são APROXIMAÇÕES das situações reais. Na realidade, há uma série de factores extra cuja influência vai, dependendo do caso, variar entre desprezável ou decisiva.

P.ex. numa travagem, outros factores são: força das maxilas do travão (que farão haver derrapagem ou não), tipo de pneu, momentos angulares que aparecem (há quem chame a isto "transferência de massas"), resistência do ar (que não deixa de existir numa travagem), etc. Dependendo do carro, estes factores vão alterar muito ou pouco os valores simplistas das distâncias de travagem que as fórmulas atrás prevêem.
 
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F = m*a

e

F = Bin / r logo,

a = Bin / (r X m) pelo que,

A aceleração depende do Binário à roda (Bin), do raio da roda (r) e da massa do veículo (m).

Já agora, reparei numa coisa ao olhar para algumas das curvas de potência deste tópico.

Se fosse verdade que pot = bin * rpm, então as curvas de binário e potência deviam ter EXACTAMENTE a mesma forma, sendo que uma estaria apenas mais alta que a outra, e seria mais íngreme. Em particular, elas deveriam ter os picos NO MESMO VALOR DE ROTAÇAO.

Ora não é nada disso que eu vejo. Geralmente o pico do binário aparece antes do da potência!

Ou seja, a fórmula pot = bin * rpm só parece ser válida na região das, digamos, 1500 às 4000 rpms. Para rotação menor ou maior que isso, a fórmula não me parece estar bem. Penso que esta fórmula deve ser usada com cuidado, porque nem sempre será válida....

Isto só para deitar mais uma acha para a fogueira :)
 
O binario à roda, nada NADA tem a ver com o binario do motor! Há transmissões e atritos que podem alterar tudo! Logo não mistures conceitos para demonstrar algo que não tem ponto por onde se pegue!

O binário à roda não tem nada a ver com o binário do motor?!:confused:

Então se o motor é a única fonte de binário... como é que não tem nada a ver?!

Depois, ou o binário do motor é 100% aproveitado (na prática isso nunca acontece) ou é mais ou menos desperdiçado consoante a eficiência do sistema de transmissão e não chega a 100% à roda.
 
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