TURBO
Suspenso
Vamos ter uma UE mais activa no Mundo
Qual é a real importância deste Tratado na vida quotidiana dos europeus? Este Tratado comporta reformas importantes nas instituições, nomeadamente em matéria de transparência e de democracia. Haverá um maior escrutínio democrático, mais intervenção dos cidadãos. Por outro lado, foi reforçado o princípio da subsidiariedade. Vamos ter uma União Europeia (UE) mais activa no Mundo, a fazer a diferença, desde logo através da nova figura do Alto Representante para a Política Externa.
Resolvida a crise institucional, o processo de decisão na UE passará a ser mais rápido? Com as novas regras em vigor o que projecta para o futuro? Mais transparência, mais democracia. E isso é fundamental. Qualquer cidadão passa a poder sugerir iniciativas legislativas à Comissão Europeia, os cidadãos têm outro poder de vigilância. Por outro lado, este Tratado representa, ainda, o aprofundamento do projecto europeu, uma vez que renova a confiança nas suas instituições que passam a poder responder com eficácia aos novos desafios que hoje se colocam..
Acompanhou todo o processo negocial desde o seu primeiro minuto. Lembra-se de algum momento mais complicado? Os processos diplomáticos são assim mesmo, mas recordo-me da negociação do protocolo com o Reino Unido relativamente ao Acordo de Schengen. Nunca esqueçamos que estamos a negociar a Vinte e Sete... Esse protocolo exigiu muita da nossa atenção e do nosso esforço e claro que há sempre divergências diplomáticas e políticas. Numa negociação pede-se sempre mais do que se quer e do que se obtém... E também tivemos de vencer o cepticismo que, em alguns momentos, se abateu sobre nós.
E agora vem aí o processo de ratificação do Tratado... O que prevê que venha a acontecer? Não prevejo nada.
Está decidido que, em Portugal, não haverá referendo? Não disso isso (risos). Ainda hoje [ontem] o primeiro-ministro foi interrogado sobre essa questão...
E a sua opinião? Eu penso que a questão do referendo em Portugal pode e deve ser debatida, aliás nada tenho contra qualquer debate. Mas haverá um dia em alguém terá de assumir uma decisão.
Mas para se aprofundar a questão... Essa é uma questão falsa. Para haver debate sobre a Europa não tem obrigatoriamente de haver um referendo. Aliás, tenho assistido a um debate cada vez mais profundo sobre as questões europeias e aí esta presidência da UE foi muito importante para nós, portugueses. Tal como a Comunicação Social, que, naturalmente, amplificou a circulação da informação e, portanto, ampliou a troca de ideias. PFS
Em http://jn.sapo.pt/2007/10/20/primeiro_plano/vamos_uma_mais_activa_mundo.html
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