Omega
Well-known member
Acho que o Governo tem margem de manobra para ir até aos 2,5%!
Ter margem tem, agora todos sabemos que este governo negoceia assim:
"Ok, acabaram as negociações..."
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Acho que o Governo tem margem de manobra para ir até aos 2,5%!
http://www.rtp.pt/index.php?article=302599&visual=16O Governo propôs hoje aumentos salariais de 2,1 por cento para os funcionários públicos no próximo ano, valor igual à inflação esperada em 2008, revelou Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública.
A Frente Comum foi a primeira estrutura sindical a ser recebida hoje no Ministério das Finanças, para o início das negociações salariais da Função Pública para 2008.
Estas negociações começaram tendo por enquadramento a promessa do primeiro-ministro, José Sócrates, de que o executivo tudo fará para que os funcionários públicos não percam poder de compra no próximo ano.
O valor de 2,1 por cento para os aumentos salariais cumpre o objectivo de evitar a perda de poder de compra, se a inflação for a esperada, mas fica aquém das propostas apresentadas pelos sindicatos da Função Pública, que variam entre os 3,5 por cento, do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), e os 5,8 por cento, da Frente Comum, que exige também a garantia de que nenhum trabalhador tenha um aumento inferior a 50 euros.
Ana Avoila salientou que a proposta de 2,1 por cento do governo é "inaceitável" tendo em conta que os funcionários públicos tiveram as progressões congeladas durante dois anos, mas também devido às alterações legislativas que o governo se prepara para introduzir, nomeadamente o novo sistema de vínculos, carreiras e remunerações.
"A abertura do governo não passou de um jogo político", defendeu Ana Avoila.
Para a coordenadora da Frente Comum esta é uma "proposta extremamente negativa".
O governo justificou os 2,1 por cento com base na inflação e no rigor das contas públicas, acrescentou.
Para as restantes matérias pecuniárias, como o subsídio de refeição, o governo também propõe uma subida de 2,1 por cento.
Bettencout Picanço do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), que só será recebido por Teixeira dos Santos à tarde, também já esteve no Ministério das Finanças e disse aos jornalistas que a propsta de 2,1 por cento "é curta".
No entanto, o sindicalista manifestou-se confiante que este valor seja apenas uma primeira proposta e que o governo assuma uma postura negocial.
"Para primeira proposta pode ser aceitável desde que o governo se disponibilize para negociar", caso contrário, o valor de 2,1 por cento é "inaceitável", afirmou.
O Governo e os sindicatos da Função Pública iniciam hoje as negociações salariais para 2008, depois do primeiro-ministro ter garantido que o executivo tudo fará para que os funcionários públicos não percam poder de compra.
Para que os funcionários públicos não percam poder de compra no próximo ano o aumento salarial tem que ser, pelo menos, em linha com a inflação prevista, de 2,1 por cento.
A Frente Sindical da Administração Pública (FESAP) reivindicou aumentos salariais de 3,8 por cento para o próximo ano.
De acordo com a proposta de Orçamento de Estado, apresentada sexta-feira, as despesas com pessoal totalizam 20,8 mil milhões de euros, na óptica de contabilidade nacional.
A tabela salarial da Função Pública teve uma actualização de 1,5 por cento nos últimos dois anos.
Pois, está alcançado o consenso na "concertação social"... [Ter margem tem, agora todos sabemos que este governo negoceia assim:
"Ok, acabaram as negociações..."
http://dianafm.com/index.php?option=com_content&task=view&id=8040&Itemid=3Função Pública : Governo propôs aumentos salariais de 2,1% para 2008 terça-feira, 16 Outubro 2007O Governo propôs hoje aumentos salariais de 2,1 % para os funcionários públicos no próximo ano, valor igual à inflação esperada em 2008, revelou Ana Avoila, coordenadora da Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública.![]()
A Frente Comum foi a primeira estrutura sindical a ser recebida no Ministério das Finanças, para o início das negociações salariais da Função Pública para 2008.
Estas negociações começaram tendo por enquadramento a promessa do primeiro-ministro, José Sócrates, de que o Executivo tudo fará para que os funcionários públicos não percam poder de compra no próximo ano.
Pois, está alcançado o consenso na "concertação social"... [][s)]:sh)
Ter margem tem, agora todos sabemos que este governo negoceia assim:
"Ok, acabaram as negociações..."
Link?...Não se leu uma linha sua sobre a palhaçada do esquema português de concertação social na FP.
Aliás, se bem me lembro, quando eu e o Carlos certa vez referimos a dita palhaçada, caiu-nos tudo em cima...que queriamos pôr em causa esse instrumento do povo trabalhador!
Quem parte e reparte
[José Vítor Malheiros, Público, 09-05-2007]http://www.micportugal.org/index.htm?no=2200615#comentarios
"O mercado" premeia o comportamento imoral dos gestores que se concedem a si mesmos aumentos de 220 por cento enquanto dão aumentos de 15 por cento aos seus trabalhadores.
Adivulgação dos salários dos administradores das grandes empresas causa sempre perturbação. Em Portugal ou nos Estados Unidos. A perturbação é compreensível: um trabalhador médio, que faça honestamente o seu trabalho quotidiano, aufere em Portugal um salário bruto de 620 euros (dados oficiais da Segurança Social relativos a 2005). Mesmo que num casal ambos os cônjuges trabalhem é fácil imaginar que tipo de vida os seus salários conjugados lhes permitem levar. Uma vida complicada. E mais complicada ainda se pensarmos que esta família pode ter filhos ou um idoso a cargo ou um familiar com uma deficiência ou uma doença crónica. Quando as pessoas que têm esta vida lêem que, de 2000 a 2005, os salários dos administradores das empresas do PSI20 foram multiplicados por 3,2 (um aumento de 220 por cento), atingindo valores de 3 e 4 milhões de euros por ano, é natural que sintam alguma surpresa.
Os salários milionários dos gestores são tanto mais chocantes quanto 20 por cento dos portugueses vive abaixo do limiar de pobreza, auferindo menos de 300 euros por mês. E são tanto mais surpreendentes quanto, no mesmo período, os salários nacionais aumentaram 15,7 por cento e a economia cresceu a menos de um por cento ao ano.
Ou seja: considerados colectivamente, conclui-se que os administradores se ofereceram a si mesmos (ou os accionistas lhes ofereceram) salários que a sua performance não fazia esperar antes nem justificou depois.
Ninguém contesta a legalidade destes aumentos. Mas a sua moralidade é altamente duvidosa.
Pode-se aceitar (e mesmo isso é contestável) que um gestor guarde para si uma fatia proporcionalmente mais generosa do que para os trabalhadores da sua empresa dos ganhos que a actividade de todos proporcionou. Mas mesmo isso só pode acontecer quando os trabalhadores da empresa considerada alcançaram um nível mínimo de remuneração que garante uma satisfação razoável. O que não é aceitável de todo é que um gestor guarde para si uma parte crescente de um bolo que não cresceu e que não ajudou a fazer crescer - quando não o levou mesmo a diminuir. Esta atitude só pode ser considerada injusta em termos sociais, contraproducente em termos económicos e ilegítima em termos éticos. O sistema de valores (e o sistema de recompensas) que esta atitude reflecte é um sistema perverso, onde os que têm mais recebem mais ainda, apenas porque têm mais, e os que têm menos recebem menos, apenas porque têm menos. É um sistema que amplia injustiças sociais, que amplia a conflitualidade, que não promove a competência e a qualidade e que muito menos promove o investimento pessoal ou o empenho profissional.
O discurso interno dos gestores para as suas empresas nunca se cansa de sublinhar a importância do "capital humano" nem de repetir que "o mais importante são as pessoas". Infelizmente, como os dados agora publicados revelam e a experiência quotidiana mostra, trata-se de frases decoradas mas com pouco ou nenhum conteúdo. A motivação dos trabalhadores não pode ter lugar num modelo onde o sistema de recompensas possui esta perversidade e, sem essa motivação, é evidente que qualquer aumento de produtividade se torna duplamente árduo. Se pensarmos que a produtividade depende ainda do investimento (nomeadamente em tecnologia), da formação (nomeadamente on-the-job training) e da organização, torna-se claríssima a origem da baixa produtividade nacional: ocupando a pole position das causas da improdutividade vamos encontrar os mesmíssimos gestores que se pagam a si mesmo os salários milionários.
Na teoria e na melhor prática capitalista, as empresas são fonte de riqueza e de bem-estar para os seus proprietários, para os seus empregados, para os seus fornecedores, para os seus clientes e para as suas comunidades. Esta ideia, que muitos capitalistas tentaram pôr em prática, de W. K. Kellogg a Andrew Carnegie, está hoje algo afastada da mente de empresários e administradores, tendo sido substituída pelo conceito de valorização bolsista. E esta, curiosamente ou não, é tendencialmente tanto maior quanto mais baixa for a remuneração média dos trabalhadores de uma dada empresa - "o mercado" detesta custos fixos elevados, que possam reduzir a remuneração dos accionistas. Ou seja: "o mercado" premeia o comportamento imoral dos gestores que se concedem a si mesmos aumentos de 220 por cento enquanto dão aumentos de 15 por cento aos seus trabalhadores.
Link?...
Pois, mas não devemos ter sorte...Por acaso, também gostava de ler.

Seria, se tivéssemos margem de manobra para isso, coisa que, como sabemos, não devemos ter neste contexto! No entanto acho que se deve caminhar para aí, para se tentar a aproximação com o poder de compra dos espanhóis, pois certamente dessa forma iremos ao encontro da média europeia.Espanha: Zapatero promete salário mínimo de 800 euros na próxima legislatura
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1308244
Para 2006 prevê um aumento do salario minimo para 600 euros, o que face aos actuais 570,6 representa um aumento superior a 5%. O crescimento para este ano deverá ser de 3,8.
Um exemplo a seguir?
O que tu pensas, já nós sabemos. Ter o teu protegido e os outros que se danem.Sim? E depois?
O problema é que temos conceitos diversos de como fazer isso. Tu, por exemplo, achas que "dimensionar o Estado" tem de ser à custa da tragédia das pessoas e dos respectivos postos de trabalho. Eu, por exemplo, acho que isso deve ser feito evitando os tachos, correndo com as empresas sub-empreitadas e respectivas derrapagens orçamentais, e, de um modo geral, com toda uma série de "fornecedores de serviços" (...) desnecessários (os fornecedores) que gravitam os serviços do Estado, sorvendo recursos em tarefas que os funcionários sabem e podem fazer...
O maior problema que temos de enfrentar são os que são contra as mudanças.Não se leu uma linha sua sobre a palhaçada do esquema português de concertação social na FP.
Aliás, se bem me lembro, quando eu e o Carlos certa vez referimos a dita palhaçada, caiu-nos tudo em cima...que queriamos pôr em causa esse instrumento do povo trabalhador!
Meu caro, estás errado mais uma vez, com todo o respeito.O que tu pensas, já nós sabemos. Ter o teu protegido e os outros que se danem.
Gosto mesmo desse 'pensar para dentro'.
O que tu pensas, já nós sabemos. Ter o teu protegido e os outros que se danem.Sim? E depois?
O problema é que temos conceitos diversos de como fazer isso. Tu, por exemplo, achas que "dimensionar o Estado" tem de ser à custa da tragédia das pessoas e dos respectivos postos de trabalho. Eu, por exemplo, acho que isso deve ser feito evitando os tachos, correndo com as empresas sub-empreitadas e respectivas derrapagens orçamentais, e, de um modo geral, com toda uma série de "fornecedores de serviços" (...) desnecessários (os fornecedores) que gravitam os serviços do Estado, sorvendo recursos em tarefas que os funcionários sabem e podem fazer...
Gosto mesmo desse 'pensar para dentro'.
Talvez por cá o que haja é medo de aumentar progressivamente os vencimentos e, por outro lado, de ir diminuindo, também progressivamente, a carga fiscal, mas pergunto-me porque é que tal será...Espanha: Zapatero promete salário mínimo de 800 euros na próxima legislatura
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1308244
Para 2006 prevê um aumento do salario minimo para 600 euros, o que face aos actuais 570,6 representa um aumento superior a 5%. O crescimento para este ano deverá ser de 3,8.
Um exemplo a seguir?
Realmente, não se percebe...![]()
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Não entendo como chegas a essa conclusão depois do que o Pé Leve escreveu, ficas assim tão enfurecido com o que ele disse para dares completamente a volta ao texto e desta maneira.
Não sabia que eras a favor dos tachos e restantes manobras que juntam areia na engrenagem da maquina.
Ou seja podem queimar isto tudo mas desde que não toquem em determinados interesses ou somos logo acusados de comodismo.
Belo frei Tomás.
Talvez por cá o que haja é medo de aumentar progressivamente os vencimentos e, por outro lado, de ir diminuindo, também progressivamente, a carga fiscal, mas pergunto-me porque é que tal será...