VorsprungDurchTechnik
Membro participativo
Ah.
Por curiosidade, vi no avaliador do standpt qual o valor dos carros em questão com 4 anos, e a diferença é de 4259 euros favorável ao diesel.
Significa que o diesel desvalorizou menos percentualmente, mas o mesmo em termos de valor, por isso também não é por aí que se faz a diferença.
Agora, é um facto que é muito mais fácil revender o diesel, até porque se venderam mais em novo, o que é um bom indicador da procura.
O PeugeotSales deu recentemente um exemplo precisamente de um Accord a gasolina recente, retomado por um preço absurdamente baixo.
E o problema é esse: na teoria, o carro vale x% do preço em novo, mas é preciso que alguém esteja disposto a pagar o preço.
E com a oferta actual de carros a gasóleo a preços convidativos, a acrescer a perspectiva de virmos a ter petróleo a $100/barril, a desvalorização das berlinas a gasolina vai ser crescente.
As versões a gasolina nos segmentos altos estão a ser fortemente marginalizadas.
Entregar um MB Kompressor à troca num concessionário Mercedes pode ser tão penoso como oferecerem 10.000€ por um E200K com 4 anos e cerca de 90 mil km.
Outro exemplo, de um S40 T5 (versão de 2005) - o carro estava em stock já há algum tempo, e acabaram por registar o carro para serviço do concessionário. Venderam-no com 1 ano e 5.000km por 26.000€.
Recentemente foi-me oferecido o negócio de um Golf GT com 3 meses de matrícula (registado para serviço, mas tinha 100km) ao qual retiravam sem negociação 3.000€. Sei que o venderam mais barato.
Já em novos os concessionários começam a ver-se aflitos para os despachar. Em usados, ou asseguram que um comerciante fica com o mono ou não irão correr o risco de ficar com eles por preços que dificultem a comercialização.
O dinheiro está caro para todos e as perante a redução de margens nos novos - o core business - não podem empatar liquidez em monos usados.
