E a escola está assim...

Com essa medida não concordo. Obrigar alguém a deixar de fazer o que gosta? Que a pessoa se queira reformar é uma coisa, agora obrigá-la a reformar-se... Olha, a minha professora de 12º de matemática tinha claramente mais de 60 anos. E imagina lá que foi das melhores professoras que tive e que mais me fez gostar da matéria. Sabes porquê?
Porque sabia transmitir o conhecimento que tinha.
Porque não admitia faltas de respeito nem conversas na aula.
Porque sabia cativar as pessoas e fazia-as responder às perguntas e a ir ao quadro.
Porque deixava os alunos puxarem pela cabeça, fazerem os exercicios e só depois os corrigia, sempre com a participação dos alunos.
E o programa deu-se. Não houve mais atrasos do que noutras turmas com outros professores com métodos diferentes de ensino.

Diz-me em quantas escolas e quantos professores ainda fazem estas coisas cruciais para que um aluno tenha aproveitamento. Diz-me.

Acho que precisávamos de voltar a este método de ensino em vez de andarmos no ambiente de esplanada que são as aulas de hoje em dia.

Exacto, quanto mais idade mais paciencia e sabedoria.
Tive uma professora de 60s e tais, hoje reformada que sabia ter mão nos alunos e dava a matéria optimamente.
E tenho um professor um pouco mais velho que me faz perceber a matéria melhor que um professor que tive mais novo (cerca de 30 e tal anos) na mesma cadeira que reprovei com ele.
 
Aulas teóricas é uma coisa, e acho que nunca tive mais do que 120 minutos seguidos.

3 ou 4 horas seguidas na universidade é normal, tipicamente aulas práticas/laboratoriais em que exige muito trabalho, experiências longas e complexas. Mas aí, à-parte uma eventual introdução no início pelo professor, os alunos estão por sua conta. E ninguém embirra se se decidir ir tomar um café a meio, ir ao WC ou fumar um cigarro!
Há aulas que assim o exigem, mas uma aula "comum", 135 minutos non stop, são situações excepcionais.
Meu caro, na escola da minha filha não há mesmo os funcionários cuja falta determinou o fecho de algumas estruturas que, precisamente por isso, este ano não funcionarão...
Esse é um caso extremo. Há casos onde o pessoal coça a micose... esse é um grau mais grave onde não ha ninguém para a micose ser coçada!
 
A lei cega do "saem dois entra um" na FP criou alguma situações complicadas...

Se calhar foi o que aconteceu nesta escola...
 
A educação não é encarada como um investimento para a generalidade dos portugueses.

Quando passar a ser, as coisas melhoram.
Praticamente todos os sectores públicos devem ser encarados como um investimento, pelo que esse raciocínio é, como é evidente, extensível a todos os sectores do Estado. Simplesmente a Educação, quanto a mim, está no topo da hierarquia de valores cujo valor não é assim tão evidente para quem decide...
 
Estou a falar das famílias.

O que não falta aí é classe média, que apesar de ter uma oferta pública educacional miserável, prefere ter um carrito melhor, umas férias melhores, e não oferecer aos filhos uma educação decente.

Opções.

É típica daquela mentalidade de que "se há grátis para quê ir pagar?".

Os mesmos que deixaram de comprar jornais normais porque surgiram os gratuitos.

Assim nunca se vai lá...
 
Estou a falar das famílias.

O que não falta aí é classe média, que apesar de ter uma oferta pública educacional miserável, prefere ter um carrito melhor, umas férias melhores, e não oferecer aos filhos uma educação decente.

Opções.

É típica daquela mentalidade de que "se há grátis para quê ir pagar?".

Os mesmos que deixaram de comprar jornais normais porque surgiram os gratuitos.

Assim nunca se vai lá...
Por essa lógica acabavam as escolas públicas... :confused:
 
A coisa é muito simples.

Há os que se resignam e há os que não se resignam.

Se a oferta pública é má ou pior, caso haja possibilidade, o desejável seria que as famílias decidissem investir na educação dos seus filhos.

Mas como digo são opções.

Mesmo em países -aliás especialmente- onde a "educação pública" tem uma oferta boa, não é raro ver as famílias a apostarem na educação dos seus filhos, propiciando-lhes ensino específico de línguas, por exemplo, ou estudo em países estrangeiros durante certos períodos.

É por isso que os nórdicos põe os filhos fora de casa aos 18 anos, apesar de terem ainda melhores condições para os criar em casa que cá.

É por isso que nos países anglo-saxónicos é comum o trabalho part-time enquanto estudante, quer para pagar os estudos, quer para arranjarem eles próprios dinheiro para os seus Ipods, carros, férias...

É tudo uma questão de mentalidade.

Podes achar muito estranho, mas há muita gente (cá não, mas lá fora) que lá por ter "grátis" não deixa de procurar...

...melhor.

Mas isso é outro mundo, como disse. Outra forma de estar na vida. Responsabilização. Não estar à espera que alguém - o Estado- resolva a vida.
 
Última edição:
Há que ver, que esse caso não é a regra. Longe de mim elogiar o sistema de ensino nacional, mas nao se deve extrapolar um caso para a realidade das outras escolas. Eu andei em escolas (uma em particular) muito más e nunca houve falta de funcionarios que eu me lembre. Aliás, ate chegou a haver um senhor que andava dum lado para o outro a falar de bola com o pessoal.
 
A coisa é muito simples.

Há os que se resignam e há os que não se resignam.

Se a oferta pública é má ou pior, caso haja possibilidade, o desejável seria que as famílias decidissem investir na educação dos seus filhos.

Mas como digo são opções.

Mesmo em países -aliás especialmente- onde a "educação pública" tem uma oferta boa, não é raro ver as famílias a apostarem na educação dos seus filhos, propiciando-lhes ensino específico de línguas, por exemplo, ou estudo em países estrangeiros durante certos períodos.

É por isso que os nórdicos põe os filhos fora de casa aos 18 anos, apesar de terem ainda melhores condições para os criar em casa que cá.

É por isso que nos países anglo-saxónicos é comum o trabalho part-time enquanto estudante, quer para pagar os estudos, quer para arranjarem eles próprios dinheiro para os seus Ipods, carros, férias...

É tudo uma questão de mentalidade.

Podes achar muito estranho, mas há muita gente (cá não, mas lá fora) que lá por ter "grátis" não deixa de procurar...

...melhor.

Mas isso é outro mundo, como disse. Outra forma de estar na vida. Responsabilização. Não estar à espera que alguém - o Estado- resolva a vida.
Outros vencimentos....
 
Com essa medida não concordo. Obrigar alguém a deixar de fazer o que gosta? Que a pessoa se queira reformar é uma coisa, agora obrigá-la a reformar-se... Olha, a minha professora de 12º de matemática tinha claramente mais de 60 anos. E imagina lá que foi das melhores professoras que tive e que mais me fez gostar da matéria. Sabes porquê?
Porque sabia transmitir o conhecimento que tinha.
Porque não admitia faltas de respeito nem conversas na aula.
Porque sabia cativar as pessoas e fazia-as responder às perguntas e a ir ao quadro.
Porque deixava os alunos puxarem pela cabeça, fazerem os exercicios e só depois os corrigia, sempre com a participação dos alunos.
E o programa deu-se. Não houve mais atrasos do que noutras turmas com outros professores com métodos diferentes de ensino.

Diz-me em quantas escolas e quantos professores ainda fazem estas coisas cruciais para que um aluno tenha aproveitamento. Diz-me.

Acho que precisávamos de voltar a este método de ensino em vez de andarmos no ambiente de esplanada que são as aulas de hoje em dia.
Acho que a idade de reforma devia de ser aos 50 mas opcional.

Quem já não sentisse condições para continuar, vinha aproveitar o resto dos dias de vida de outra maneira, talvez até a trabalhar noutra actividade em part time ou a gozar um merecido descanso.
 
Última edição:
A lei cega do "saem dois entra um" na FP criou alguma situações complicadas...

Se calhar foi o que aconteceu nesta escola...
Há que ver, que esse caso não é a regra. Longe de mim elogiar o sistema de ensino nacional, mas nao se deve extrapolar um caso para a realidade das outras escolas. Eu andei em escolas (uma em particular) muito más e nunca houve falta de funcionarios que eu me lembre. Aliás, ate chegou a haver um senhor que andava dum lado para o outro a falar de bola com o pessoal.
Na escola dos meus filhos há falta de uma auxiliar, este ano uma das escolas primarias daqui da vila fechou por não ter auxiliares (a mesma escola onde a filha do pé leve andou na primaria).

No meu serviço há falta de umas 50 pessoas, em quase todos os serviços do estado que conheço (em Lisboa) há falta de pessoal, nuns mais do que noutros, haverá tb serviços que tem o nº certo de funcionários.

Estamos neste momento numa época em que grande parte dos funcionários mais antigos estão com uma media de idades de 50 e muitos, ja podiam estar reformados mas com a alteração da lei ainda estão a trabalhar e a ocupar o lugar, quando eles se reformarem ou entra muita gente ou isto vai ficar de rastos completamente, nos próximos 3 a 5 anos a maioria deles deve sair, pessoal das ultimas comissões de serviço do ultramar e ex-colonos, ao contrario da regra não tem entrado um por cada dois que saem, talvez um por cada cinco.

Com as necessidades de pessoal cada vez maiores, um destes dias não sei como será, vende-se o estado?
 
Última edição:
Praticamente todos os sectores públicos devem ser encarados como um investimento, pelo que esse raciocínio é, como é evidente, extensível a todos os sectores do Estado. Simplesmente a Educação, quanto a mim, está no topo da hierarquia de valores cujo valor não é assim tão evidente para quem decide...

Mas a educação é das maiores preocupações do governo desde pelo menos o Eng. (este parece que era mesmo) Guterres! [:D] Faria se não fosse!
 
A coisa é muito simples.

Há os que se resignam e há os que não se resignam.

Se a oferta pública é má ou pior, caso haja possibilidade, o desejável seria que as famílias decidissem investir na educação dos seus filhos.

Mas como digo são opções.

Mesmo em países -aliás especialmente- onde a "educação pública" tem uma oferta boa, não é raro ver as famílias a apostarem na educação dos seus filhos, propiciando-lhes ensino específico de línguas, por exemplo, ou estudo em países estrangeiros durante certos períodos.

É por isso que os nórdicos põe os filhos fora de casa aos 18 anos, apesar de terem ainda melhores condições para os criar em casa que cá.

É por isso que nos países anglo-saxónicos é comum o trabalho part-time enquanto estudante, quer para pagar os estudos, quer para arranjarem eles próprios dinheiro para os seus Ipods, carros, férias...

É tudo uma questão de mentalidade.

Podes achar muito estranho, mas há muita gente (cá não, mas lá fora) que lá por ter "grátis" não deixa de procurar...

...melhor.

Mas isso é outro mundo, como disse. Outra forma de estar na vida. Responsabilização. Não estar à espera que alguém - o Estado- resolva a vida.

Falas em pontos interessantes como a responsabilização pelos gastos e mentalidades diferentes mas acho que temos que lutar por um ensino gratuito e de qualidade, usufruir dos impostos que pagamos, em vez de alimentar o ensino privado, estupidamente caro. Virar costas aos problemas não é solução.
 
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