RPM
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Ora bem, vou tentar acrescentar algo de constructivo à discussão.
A minha opinião desenvolve a linha de algumas já aqui apresentadas, tal como a do Taveirada e do Boxer.
Penso que a resposta à questão é encontrada na própria estratégia das marcas. A Alfa Romeo apresenta-se como a marca do cuore sportivo, centrando todas as atenções no tal toque desportivo.
A Honda apresenta-se como uma marca mais eclética, com um propósito mais geral, a inovação. Este espírito de está presente no próprio nome da companhia: 本田技研工業株式会社 (Honda Giken Kōgyō Kabushiki-gaisha) ou Honda Technology Research Institute Company, Limited.
Assumindo-se como um instituto de investigação, a Honda avança o estado da arte em campos tão diversos como a robótica, motores de combustão interna, tecnologia híbrida e a protecção do ambiente.
Passando à prática, e no que diz respeito aos automóveis das últimas décadas, encontramos panoramas muito diferentes.
Por um lado a Alfa apresenta algo que incita à desportividade em todos os seus modelos mas sem apresentar nenhuma versão verdadeiramente radical. Isto já acontece faz muito tempo, a Alfa distingue-se pelo toque desportivo das mecânicas mas também pelo luxo, por bons equipamentos e pelo ambiente a bordo requintado.
A gama Honda é mais diversa e apresenta mais contrastes. Os carros são feitos com propósitos muito específicos e afinados para tal.
Os familiares Honda são mais familiares e menos desportivos do que os Alfa normais. São muito evoluídos em termos tecnológicos, mas os Honda familiares nem tentam ser desportivos. As suspensões são afinadas para conforto e a direcção é filtrada. O conjunto motor/caixa, esse pede meças em praticamente todas as versões. Já os Alfa de base de gama são mais raçudos.
Por outro lado, os desportivos Honda são mais desportivos do que os Alfa ditos desportivos da actualidade.
Podemos classificar os desportivos Honda em 3 classes, os Sports, os VTi e os Type Racing.
Os Sports (S2000) são carros desportivos no sentido tradicional da palavra, desenhados de raíz para oferecer grande eficácia e prazer de condução. Será a filosofia de um SZ ou do novo 8C (caso se concretizem as expectativas criadas).
Os VTi (Civic, Prelude) misturam mecânicas de excepção com níveis de equipamento e conforto elevados. A Alfa está aqui no seu habitat natural, misturar luxo com desportividade. Os últimos GTA seguem IMHO esta filosofia, assim como o GTV dos 90's e agora o Brera. As mecânicas Honda são mais radicais; a Alfa contrapõem com motores maiores e mais luxo, mas acabam por se equivaler em desportividade.
Falemos agora dos Type Racing (ITR DC2, CTR EK9, CTR EP3, NSX-R NA1, NSX-R NA2, etc - o último CTR Europeu encaixa melhor na filosofia VTi, ver o Japonês de 4p para um verdadeiro Type R moderno). Estas versões são do mais parecido com um carro de competição para estrada do que se pode comprar, numa filosofia semelhante a um BMW CSL ou aos Alfa GTA de outras épocas. Redução de peso, equipamento minímo e ataque máximo são palavras que descrevem bem estas versões. A maior parte dos bons carros de estrada desilude em pista, os Type R funcionam ao contrário. O ambiente não é refinado: o ar condicinado está na lista de opcionais e os estofos em pele ficaram em casa. Raça e desportividade em abundância.
A Alfa não concorre neste sub-segmento mais hardcore do mercado, desportivos puros e duros para homens de barba rija não há, uma lacuna algo importante.
Resumindo e concluíndo, uma tem uns carros frios e outros a escaldar, outra tem carros mornos. A média vai dar ao mesmo. São ambas marcas muito interessantes e com muito para oferecer, se as pessoas não se perderem em guerras e souberem aproveitar o que estas têm para nos oferecer.
A minha opinião desenvolve a linha de algumas já aqui apresentadas, tal como a do Taveirada e do Boxer.
Penso que a resposta à questão é encontrada na própria estratégia das marcas. A Alfa Romeo apresenta-se como a marca do cuore sportivo, centrando todas as atenções no tal toque desportivo.
A Honda apresenta-se como uma marca mais eclética, com um propósito mais geral, a inovação. Este espírito de está presente no próprio nome da companhia: 本田技研工業株式会社 (Honda Giken Kōgyō Kabushiki-gaisha) ou Honda Technology Research Institute Company, Limited.
Assumindo-se como um instituto de investigação, a Honda avança o estado da arte em campos tão diversos como a robótica, motores de combustão interna, tecnologia híbrida e a protecção do ambiente.
Passando à prática, e no que diz respeito aos automóveis das últimas décadas, encontramos panoramas muito diferentes.
Por um lado a Alfa apresenta algo que incita à desportividade em todos os seus modelos mas sem apresentar nenhuma versão verdadeiramente radical. Isto já acontece faz muito tempo, a Alfa distingue-se pelo toque desportivo das mecânicas mas também pelo luxo, por bons equipamentos e pelo ambiente a bordo requintado.
A gama Honda é mais diversa e apresenta mais contrastes. Os carros são feitos com propósitos muito específicos e afinados para tal.
Os familiares Honda são mais familiares e menos desportivos do que os Alfa normais. São muito evoluídos em termos tecnológicos, mas os Honda familiares nem tentam ser desportivos. As suspensões são afinadas para conforto e a direcção é filtrada. O conjunto motor/caixa, esse pede meças em praticamente todas as versões. Já os Alfa de base de gama são mais raçudos.
Por outro lado, os desportivos Honda são mais desportivos do que os Alfa ditos desportivos da actualidade.
Podemos classificar os desportivos Honda em 3 classes, os Sports, os VTi e os Type Racing.
Os Sports (S2000) são carros desportivos no sentido tradicional da palavra, desenhados de raíz para oferecer grande eficácia e prazer de condução. Será a filosofia de um SZ ou do novo 8C (caso se concretizem as expectativas criadas).
Os VTi (Civic, Prelude) misturam mecânicas de excepção com níveis de equipamento e conforto elevados. A Alfa está aqui no seu habitat natural, misturar luxo com desportividade. Os últimos GTA seguem IMHO esta filosofia, assim como o GTV dos 90's e agora o Brera. As mecânicas Honda são mais radicais; a Alfa contrapõem com motores maiores e mais luxo, mas acabam por se equivaler em desportividade.
Falemos agora dos Type Racing (ITR DC2, CTR EK9, CTR EP3, NSX-R NA1, NSX-R NA2, etc - o último CTR Europeu encaixa melhor na filosofia VTi, ver o Japonês de 4p para um verdadeiro Type R moderno). Estas versões são do mais parecido com um carro de competição para estrada do que se pode comprar, numa filosofia semelhante a um BMW CSL ou aos Alfa GTA de outras épocas. Redução de peso, equipamento minímo e ataque máximo são palavras que descrevem bem estas versões. A maior parte dos bons carros de estrada desilude em pista, os Type R funcionam ao contrário. O ambiente não é refinado: o ar condicinado está na lista de opcionais e os estofos em pele ficaram em casa. Raça e desportividade em abundância.
A Alfa não concorre neste sub-segmento mais hardcore do mercado, desportivos puros e duros para homens de barba rija não há, uma lacuna algo importante.
Resumindo e concluíndo, uma tem uns carros frios e outros a escaldar, outra tem carros mornos. A média vai dar ao mesmo. São ambas marcas muito interessantes e com muito para oferecer, se as pessoas não se perderem em guerras e souberem aproveitar o que estas têm para nos oferecer.