Papagaio Alex, que revolucionou estudo da linguagem, morre aos 31 anos

PeLeve

Membro histórico
Papagaio Alex, que revolucionou estudo da linguagem, morre aos 31​
da Folha de S.Paulo

O papagaio cinza africano Alex, provavelmente a ave mais famosa do mundo científico, acaba de deixar um grupo de etólogos órfãos. Destaque de programas de TV e de artigos científicos por saber reconhecer cores, falar mais de cem palavras e contar até seis (incluindo o zero), Alex morreu, de causa ainda desconhecida, na última sexta-feira.

O papagaio, de 31 anos, estava com a psicóloga Irene Pepperberg, pesquisadora das universidades Brandeis e Harvard, havia três décadas. As pesquisas dela com ele renderam avanços científicos significativos sobre cognição das aves e evolução da linguagem no cérebro.

AP
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Alex, papagaio que ajudou a revolucionar estudo da linguagem, morreu aos 31 anos
Foi a partir desses estudos que se descobriu que papagaios não apenas repetem sons, mas são capazes entender conceitos.

Em 1977, quando Pepperberg, então aluna de doutorado em química, comprou Alex em uma loja de animais, cientistas tinham poucas expectativas de que uma ave pudesse aprender a se comunicar com seres humanos.

Usando novos métodos de ensino, Pepperberg estimulou Alex a aprender grupos de palavras, que ele podia colocar em categorias, e a contar pequenas quantidades, além de fazer o reconhecimento de cores e de formas. Alex chegou a chamar uma maçã de "banereja", porque a fruta é vermelha por fora (como a cereja) e branca por dentro (como a banana).

O trabalho foi revolucionário. "Mudou a forma como pensávamos o cérebro das aves", disse Diana Reiss, do Hunter College, que trabalha com golfinhos. Outros alertaram para que não se humanizasse suas habilidades. Ele aprendeu e se comunicar em expressões básicas, mas não mostrava o tipo de lógica e capacidade de generalização de uma criança.

No entanto, há relatos de que Alex instruía outros papagaios no laboratório a falarem melhor quando eles gaguejavam. E de vez em quando mostrava frustração com exercícios repetitivos.

Pepperberg diz que Alex ainda não tinha atingindo sua capacidade máxima. Sua última conversa com ele foi na quinta-feira, quando se despediu dizendo: "Comporte-se. Vejo você amanhã. Te amo". Alex respondeu: "Você estará aqui amanhã".
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E a pergunta impõe-se, seriam os animais capazes de nos fazer mudar a nossa opinião sobre a respectiva inteligência se, como este, pudessem falar e exprimir, do seu modo, a sua forma de pensar?
 
Morreu aos 31 anos? [s)]
Os papagaios costumam durar mais do dobro disso, 31 anos são jovens. Ainda por cima o bixo era único.:sh)
 
Pronto não sabia que tinham uma esperança media de vida tão elevada... sendo assim foi pena não ter durado mais, quem sabe que mais poderiamos aprender com ele, ou ele ensinar a outros...
Cada vez me convenço mais que ao ditos "irracionais" não sejam assim tão irracionais como isso... assim de repente lembro-me de um polvo que até garrafas abria depois de ver como tal se fazia, espremia-se para dentro das mesmas, etc só para tirar a comida que tava lá dentro... e é um animal que não parece lá muito capaz de tais proezas...
 
E a pergunta impõe-se, seriam os animais capazes de nos fazer mudar a nossa opinião sobre a respectiva inteligência se, como este, pudessem falar e exprimir, do seu modo, a sua forma de pensar?
Fico surpreendido por pouca gente saber sobre o alex e do seu contributo para o entendimento do funcionamento do cérebro das aves.

Consequência talvez do pouco interesse sobre as pesquisas cientificas que nos assola.
 
Fico surpreendido por pouca gente saber sobre o alex e do seu contributo para o entendimento do funcionamento do cérebro das aves.

Consequência talvez do pouco interesse sobre as pesquisas cientificas que nos assola.
Eu fico muito surpreendido também e até esperei alguns artigos mais sobre este tema!...
 
31 anos, agora falta saber quantos já tinha. se foi comprao na loja dos animais podia ter já 1 ano, 5, etc.

Papagaio Alex, que revolucionou estudo da linguagem, morre aos 31

da Folha de S.Paulo

O papagaio cinza africano Alex, provavelmente a ave mais famosa do mundo científico, acaba de deixar um grupo de etólogos órfãos. Destaque de programas de TV e de artigos científicos por saber reconhecer cores, falar mais de cem palavras e contar até seis (incluindo o zero), Alex morreu, de causa ainda desconhecida, na última sexta-feira.

O papagaio, de 31 anos, estava com a psicóloga Irene Pepperberg, pesquisadora das universidades Brandeis e Harvard, havia três décadas. As pesquisas dela com ele renderam avanços científicos significativos sobre cognição das aves e evolução da linguagem no cérebro.
AP
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Alex, papagaio que ajudou a revolucionar estudo da linguagem, morreu aos 31 anos Foi a partir desses estudos que se descobriu que papagaios não apenas repetem sons, mas são capazes entender conceitos.

Em 1977, quando Pepperberg, então aluna de doutorado em química, comprou Alex em uma loja de animais, cientistas tinham poucas expectativas de que uma ave pudesse aprender a se comunicar com seres humanos.

Usando novos métodos de ensino, Pepperberg estimulou Alex a aprender grupos de palavras, que ele podia colocar em categorias, e a contar pequenas quantidades, além de fazer o reconhecimento de cores e de formas. Alex chegou a chamar uma maçã de "banereja", porque a fruta é vermelha por fora (como a cereja) e branca por dentro (como a banana).

O trabalho foi revolucionário. "Mudou a forma como pensávamos o cérebro das aves", disse Diana Reiss, do Hunter College, que trabalha com golfinhos. Outros alertaram para que não se humanizasse suas habilidades. Ele aprendeu e se comunicar em expressões básicas, mas não mostrava o tipo de lógica e capacidade de generalização de uma criança.

No entanto, há relatos de que Alex instruía outros papagaios no laboratório a falarem melhor quando eles gaguejavam. E de vez em quando mostrava frustração com exercícios repetitivos.

Pepperberg diz que Alex ainda não tinha atingindo sua capacidade máxima. Sua última conversa com ele foi na quinta-feira, quando se despediu dizendo: "Comporte-se. Vejo você amanhã. Te amo". Alex respondeu: "Você estará aqui amanhã".
http://www1.folha.uol.com.br/folha/bichos/ult10006u327732.shtml
 


Impressionante:

Às vezes Alex dizia o nome de frutas ou brinquedos, para demonstrar que estava entediado com o excesso de repetições. Porém, em certa ocasião ele falou o número cinco. Vendo que na bandeja exposta não havia cinco objetos de uma mesma cor, Pepperberg ficou intrigada com a resposta e decidiu perguntar: "Que cor cinco?". O papagaio cinza reagiu de forma inédita naquele estudo: "Nenhum". Para descobrir se ele não havia falado aquilo por acaso, a professora passou a mesclar perguntas cujas respostas eram 'nenhum' em outras séries de provas numéricas, e continuou a observar resultados corretos na maioria das vezes (mais de 80%).
 
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