SPUTNIK foi há 50 anos. Primeiro veiculo Espacial Humano em Orbita

Excalibur

Banido
Comemora-se hoje o sucesso do lançamento do 1º satélite.

[:cool:]


Sputnik, que em Russo significa "amigo" ou "companheiro"


Sputnik: 50 anos de Era Espacial

A história contemporânea mudou no dia 4 de outubro de 1957. Naquele dia, a humanidade perplexa e encantada tomava conhecimento de que a Lua não era mais nosso único satélite, e que uma pequena esfera de 50 centímetros de diâmetro, também, girava ao redor da Terra. E mais que isso, podia ser ouvida, emitindo o "beep" mais famoso da história.

sputnik_1.jpg
Exatamente no dia 4 de outubro de 1957, a antiga União Soviética lançava o primeiro satélite artificial da história, o Sputnik, e dava início à Era Espacial.
O lançamento do Sputnik (que significa "companheiro" em russo) e sua colocação em órbita representam um monumento à inteligência humana e confirmaram as diversas bases teóricas necessárias à operação, desde as formulações de Isaac Newton, no século 17, até os cálculos e experimentos do russo Konstantin Tsiolkovsky, considerado o "pai dos foguetes", e do norte-americano Robert Goddard, no início do século 20.

Ano Geofísico Internacional

A história do "Companheiro" tem início no ano de 1952, quando uma comissão internacional decidiu estabelecer o chamado "Ano Geofísico Internacional", de 1 de julho de 1957 a 31 de dezembro de 1958. Em 1954 a mesma comissão conclamou as nações envolvidas a não medirem esforços para colocação de um satélite em órbita da Terra, com a função de mapear o planeta.

O Ano Geofísico Internacional - AGY - coincidiu com o período de máxima atividade solar. Na ocasião milhares de cientistas em mais de 67 países trabalharam em conjunto, realizando uma grande variedade de experimentos e observações, partilhando dados e resultados. O período marca uma das maiores séries de descobertas das características da Terra e do espaço, incluindo os Cinturões de Radiação de Van Allen.

O objetivo principal era o estudo da meteorologia, geomagnetismo, sismologia, oceanografia, radiação cósmica, ionosfera, glaciologia, paleoclimatologia, além de pesquisas biológicas e geológicas.
Apesar da boa intenção do Ano Geofísico Internacional, não se pode esquecer que naquela ocasião o mundo era divido em praticamente dois blocos inimigos. De um lado, a União Soviética e os países alinhados se fechavam em um bloco conhecido como "Cortina de Ferro", do outro lado, tendo os norte-americanos como principal expoente, estava o chamado de "Mundo Livre".
Do lado dos EUA, o governo do Presidente Eisenhower anunciou, em 1955, que a nação colocaria em órbita um satélite artificial, e determinou ao Laboratório de Pesquisa Naval Vanguard que representasse os americanos junto ao projeto do Ano Geofísico Internacional.
Do lado dos russos, a história do Sputnik mescla-se com a determinação quase fanática do principal cientista do projeto, o engenheiro russo Sergei Korolev, mais tarde levado ao posto de engenheiro-chefe do programa espacial soviético pelo então líder Nikita Khrushchev.

Corrida Espacial

A colocação em órbita do Sputnik, antes dos americanos, pegou as nações do "Mundo Livre" de surpresa. Os Estados Unidos sentiram o golpe e ficaram chocados. O feito demonstrava que os "temíveis comunistas" tinham capacidade de dominar o espaço, e pior que isso, eram capazes de despejar mísseis e bombas sobre a cabeça de qualquer cidadão do "Mundo Livre".

Para piorar a situação, o terrível Sputnik, que dava uma volta ao redor do mundo a cada 90 minutos, podia ser ouvido por qualquer mortal, emitindo seu assustador beep na freqüência de 20 Mhz. A escolha dessa freqüência não foi por acaso e de acordo com alguns analistas, teve dois motivos. 20 Mhz era, e ainda é, uma freqüência próxima da grande maioria das estações de radiodifusão de ondas curtas, que na época eram muito ouvidas. Além disso, podia ser captada por radioamadores, ansiosos em acompanhar o movimento do satélite. De uma só vez, os russos diziam ao mundo que estavam por perto e ao mesmo tempo contavam com uma grande rede de interessados em telecomunicações, que podia, sem nenhum custo, fornecer valiosas informações sobre a posição do satélite e propagação de sinais.

Ouça o beep do Sputnik O mundo estava impressionado e nem bem tinha se recuperado quando veio o segundo golpe. No dia 3 de novembro os russos lançavam outro satélite, o Sputnik-2, com o primeiro ser vivo a bordo, a cadela Kudriavka, da raça laika.

sputnik_laika.jpg
Em curto espaço de tempo, os russos mostraram que era possível colocar em órbita um satélite artificial e mais importante ainda, que era possível colocar seres vivos no espaço. Os americanos precisam reagir. Até onde os russos iriam? O mundo, segundo eles, estava em perigo. Estava declarada a Corrida Espacial.
Fotos: No topo, o satélite Sputnik, de 58.5 centímetros de diâmetro e 83.6 quilos de peso. Na sequencia, cena do lançamento do Sputnik, que pode ser acompanhado no Apolochannel . Acima, a cadela Kudriavka, da raça laika, o primeiro ser vivo a ir ao espaço.






Sputnik 1


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Selo Sputnik 1. "O primeiro satelite artificial da Terra".


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Sputnik 1 aberto, mostrando o seu interior
 
Última edição:
Estás a gozar não? Os avanços foram incríveis, infelizmente, a exploração espacial teve os seus momentos tristes, e quando isso acontece, o desenvolvimento abranda, e muito :(
Incríveis?

Incrível seria haver já uma estação espacial a funcionar em pleno em órbita (e não ainda a ser construída) e pelo menos uma na Lua.

Mas ou muito me engano ou a China vai ensinar-nos o que se pode fazer com a nossa tecnologia e até onde se pode ir com a deles e não acredito que demorem 50 anos.
 
Já tivemos a MIR a funcionar durante muitos anos. Sabes que há muitos entraves à exploração do espaço, e a maior parte não se prende com questões técnicas, mas sim orçamentais. E claro, para viagens maiores, não é com os nossos combustíveis actuais que iremos lá chegar...

Quanto à china, venham eles, todos os que puderem contribuir serão sempre bem vindos
 
Infelizmente, o Homem conhece melhor o espaço que o próprio Mar [;)]
O espaço é bastante maior, o oceano é bastante imprevisível.

Já se conhece bastante bem o fundo dos mares, mas é tão quase tão difícil lá chegar como à lua e a lua ainda podemos ver, o fundo do mar não.

É tudo uma questão de prioridades, se se gasta mais dinheiro a comprar armas do que em pesquisa cientifica, dentro de pouco tempo a irracionalidade acabará por nos fazer perder o conhecimento de que dispomos e desta vez nem temos os árabes para salvaguardarem o conhecimento, como fizeram outrora...
 
É tudo uma questão de prioridades, se se gasta mais dinheiro a comprar armas do que em pesquisa cientifica, dentro de pouco tempo a irracionalidade acabará por nos fazer perder o conhecimento de que dispomos e desta vez nem temos os árabes para salvaguardarem o conhecimento, como fizeram outrora...
O melhor motor do desenvolvimento científico é o bélico.
 
E porquê?

[;)] [:cool:]
Bem, isto dava para encher várias páginas, mas a conclusão final é que os maiores avanços científicos ocorreram nestes moldes. E nem é preciso sair deste tópico para constatar este facto, a própria corrida espacial foi uma medição de pilinhas entre duas superpotências.
 
Bem, isto dava para encher várias páginas, mas a conclusão final é que os maiores avanços científicos ocorreram nestes moldes. E nem é preciso sair deste tópico para constatar este facto, a própria corrida espacial foi uma medição de pilinhas entre duas superpotências.
Sim, mas é importante saber o que acontece quando países em conflito pegam em réguas para medir as pilinhas.

Ou, onde se gasta dinheiro, de que maneira se gasta dinheiro e principalmente pq se gasta dinheiro nessas épocas em investigação militar, mas, fora dessas épocas nunca há dinheiro para investigação cientifica.

E as consequências da ausência de investigação cientifica no desenvolvimento da humanidade.
 
Sim, mas é importante saber o que acontece quando países em conflito pegam em réguas para medir as pilinhas.

Ou, onde se gasta dinheiro, de que maneira se gasta dinheiro e principalmente pq se gasta dinheiro nessas épocas em investigação militar, mas, fora dessas épocas nunca há dinheiro para investigação cientifica.

E as consequências da ausência de investigação cientifica no desenvolvimento da humanidade.
Em períodos mais tensos é natural que as prioridades se alterem, e de um momento para o outro, o injustificável gasto de biliões na construção de uma bomba atómica torna-se "legítimo" (...). Acaba a guerra e com os espólios tecnológicos construimos centrais nucleares.
 
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