Liberdade e Mercado Livre - Bloco Liberal vence eleições dinamarquesas

Até a própria segurança social, se não existir quem cuidará dos idosos e dos deficientes na ausência dos pais e dos filhos?

Quem garante uma velhice digna a quem trabalho uma vida inteira?

A justiça acessível a todos, cega e justa, condição essencial para o funcionamento de uma sociedade.


Bom, obviamente que os poderes essenciais do estado (legislativo, executivo e judicial) não podem ser privatizados. Logo tribunais e forças de segurança terão sempre que existir debaixo do controlo de qq estado de direito.
 
Mas a concorrência existe na mesma. Mesmo que o Estado preste um serviço, não impede que exista a concorrência dos privados. Quer a concorrência entre eles quer com o Estado (que aqui se torna apenas e só mais um player).

Podes argumentar, por exemplo, que o serviço no Estado pode ser mal gerido e ainda assim aguentar-se devido a injecções de capital. Mas isto é um assunto que dá pano para mangas e que sai fora do âmbito do tópico, penso.

Claro que não impede.

Agora, para se manter, o Estado como player tem sempre privilégios face aos demais.

Uma situação típica é a PortugalTelecom.

Mesmo a CGD tem privilégios face à restante banca.

Isso só desvirtura o mercado, na minha opinião.

Aliás, o curioso em muitas destas coisas, é que critica-se o mercado por condicionantes "anti-mercado" que lhe são impostas pelo Estado...
 
Bom, obviamente que os poderes essenciais do estado (legislativo, executivo e judicial) não podem ser privatizados. Logo tribunais e forças de segurança terão sempre que existir debaixo do controlo de qq estado de direito.
O perigo aqui é o próprio estado ficar dependente de outros interesses e tudo isso passar a ter "outro santo".
 
Bom, obviamente que os poderes essenciais do estado (legislativo, executivo e judicial) não podem ser privatizados. Logo tribunais e forças de segurança terão sempre que existir debaixo do controlo de qq estado de direito.

Isso é algo que nem sequer tem discussão.

E mais uma vez é utilizado como argumento contra. Para criar confusão? [;)]
 
Claro que não impede.

Agora, para se manter, o Estado como player tem sempre privilégios face aos demais.

Uma situação típica é a PortugalTelecom.

Mesmo a CGD tem privilégios face à restante banca.

Isso só desvirtura o mercado, na minha opinião.

Aliás, o curioso em muitas destas coisas, é que critica-se o mercado por condicionantes "anti-mercado" que lhe são impostas pelo Estado...


Hum, podes especificar os privilégios da CGD, por exemplo?

Para mim a CGD conta com o ónus de receber uns quantos ex-membros de governo e amigalhaços a custos pornográficos, mas isso são outras histórias.
 
Tem de pelo menos, ter autonomia para o regular, um estado fraco e a soldo dos monopólios pouco pode garantir.

Os monopólios, regra geral, provêem do Estado. Vá se lá saber o porquê.

E sim, obviamente que o Estado não pode ser fraco, nem ninguém o defende.

Aliás, todos os liberais defendem um Estado pequeno, exactamente para ser forte.
 
Oh nthor, se entrássemos na tua realidade, a Irlanda, o UK, os EUA, a Dinamarca, etc, seriam países feudais.

Por isso, olha, esquece. Continua lá a criar a tua própria realidade do que se passa no mundo.
Ok, podias era ser mais liberal (no verdadeiro sentido da palavra e não no sentido que tu lhe dás) na abertura a novas ideias.

Mas assim dá para ter uma ideia porque que defendes tão aguerridamente o liberalismo e do que se pode esperar de um governo feudal, o useiro e costumeiro "quero posso e mando".
 
Hum, podes especificar os privilégios da CGD, por exemplo?

Para mim a CGD conta com o ónus de receber uns quantos ex-membros de governo e amigalhaços a custos pornográficos, mas isso são outras histórias.

Até 2004, os funcionários públicos obrigatoriamente recebiam pela CGD.

Agora, lá podem requerer para receber por outro banco, mas têm atraso de 1/2/3 dias (todos os meses) se o fizerem, o que torna pouco atractivo (acho que isto era algo que ia mudar, não sei se entretanto já mudou...).

A CGA, continua obrigatoriamente a funcionar pela CGD.

Tira estes pequenos privilégios e vais ver o muito menor banco em que se torna a CGD.

Mais a CGD empresta dinheiro ao Estado a quase custo zero, numa situação que apenas serve de amolfada para os excessos do Estado, que assim com essa protecção, nunca aprende. Em troca recebe alguns benefícios, num jogo de favores que nunca ainda ninguém percebeu muito bem como funciona.

...
 
Os monopólios, regra geral, provêem do Estado. Vá se lá saber o porquê.

E sim, obviamente que o Estado não pode ser fraco, nem ninguém o defende.

Aliás, todos os liberais defendem um Estado pequeno, exactamente para ser forte.

Há, por vezes, razões históricas para isso. O caso das telecomunicações ou da electricidade, por exemplo. Quem, senão o estado, poderia ter criado infraestruturas desse calibre na viragem do séc XIX? Certo que houve algumas tentativas privadas, mas insufucuentes para cobrir o país de forma minimamente competente.

Por seu lado, o Estado está-se a retirar a pouco e pouco desses serviços. Se não se retirou por completo, é porque encaixam muito dinheiro com isso, é que nem há dúvida!
 
Até 2004, os funcionários públicos obrigatoriamente recebiam pela CGD.

Agora, lá podem requerer para receber por outro banco, mas têm atraso de 1/2/3 dias (todos os meses) se o fizerem, o que torna pouco atractivo (acho que isto era algo que ia mudar, não sei se entretanto já mudou...).

A CGA, continua obrigatoriamente a funcionar pela CGD.

Penso que estas medidas servem, precisamente, para o estado poupar dinheiro ao erário público, trabalhando com um único banco que não lhe vai cobrar taxas, taxinhas e taxetas (em que os bancos são pródigos e muito imaginativos).

O atraso de 1/2/3 dias se calhar (digo eu!) deve-se ao facto de os bancos só disponibilizarem o dinheiro de uma transferência alguns dias depois da transferência interbancária efectuada. Se a transferência fôr "intrabancária" esse problema pode não se colocar. Logo, se suposermos que o dinheiro sai de uma conta na CGD... [;)]

Não me parece haver aqui má-fé ou dolo.
 
Farmácias?

Quê existe um único player? [;)]

Mercado de cervejas?? Tens acesso a cervejas de todo o mundo, em igualdade de condições.

Tens Cintra, Superbock, Sagres...

Indústria do papel? Monopólio do Estado durante imenso tempo alô?? [;)]

Se me disseres...podia haver mais concorrência?

De acordo.
 
A Portucel está cotada no PSI-20...

Mercado de cervejas = Sagres e Superbock...

Para termos um mercado saudável, com cerca de 10 boas empresas, teríamos de ter um território do tamanho da Espanha... Podem dizer, ah e o mercado comum europeu... A UE não é constituída por Estados Federados, logo essa tese não é verdadeira... É falaciosa...

Os mercados continuam fechados em cada país e cada vez mais é muito difícil entrar num mercado sem uma parceria ou sem uma aquisição...

Mas acho que já estou a divagar ao som da excelente música de piano que está a dar na 2... Mario Laginha e Pedro Burmester...
 
Economicamente, nada impede as cervejas estrangeiras de se instalarem cá.

É irrelevante isto não ser uma federação [;)]

E elas estão disponíveis, o tuga é que não as compra [:D]

A Portucel ainda é Estado.

Os mercados continuam fechados? Cada vez menos, felizmente.

As empresas têm que se adaptar para vingar.

Exemplo: os carros japoneses só começaram a ter sucesso no mercado americano, quando as marcas lá instalaram fábricas e começaram a fazer modelos pensados para esse mercado.

Monopólios, falavamos nós? Têm quase sempre o dedo, mão, corpo inteiro do Estado.
 
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