E se fôssemos "diferentes"?

LuisMiguel

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Ontem à noite decidi-me a realizar uma experiência: realizar algumas das minhas tarefas, se tivesse uma deficiência física. Peguei numa maçã com a mão direita (para ficar impossibilitado de a usar, simulando não a ter) e é incrível a diferença! Repare-se que é uma deficiência “pouco grave”, afinal tenho a minha mobilidade total, consigo ver, etc.

Bem, relatando a experiência. Comecei por pôr a mesa. Isto é simples, com a diferença que levo mais tempo porque levo menos coisas de cada vez. Hora de comer: experimentem cortar carne só com uma mão! É alucinante!!! A comida fugia para todo o lado (toalha ficou toda suja)! Levantar a mesa, nada de especial. Bem, toca de começar a fazer coisas mais “complicadas”, como pôr uma camisa num cabide, atar os sapatos (não consegui…), abrir uma embalagem de daquelas pastilhas de detergente para a máquina da loiça (acabei por usar a mão livre e os dentes), abrir uma lata de refrigerante, etc. Tirar a gravata ainda consegui. Agora pô-la, esquece!!!

Enfim, foi uma experiência interessante, que serve para nos ensinar a dar mais valor às pessoas que têm esta dificuldade acrescida na vida e para os respeitarmos mais. apr:) E nunca esquecermos que todos estamos sujeitos a uma doença ou um acidente ficarmos, também, "diferentes". [;)]
 
Aqui há bem pouco tempo tive uma lombalgia. As dores eram tantas que tive que restringir bastante a minha movimentação, não só os movimentos que podia e não podia fazer como também como os fazia.

E já me senti suficientemente "incapacitado" para perceber as restrições que pessoas com incapacidades permanentes sofrem !

É complicado !
 
Já experimentei andar um curto periodo de tempo por exemplo de olhos fechados, pela casa e mesmo conhecendo a habitação torna-se dificil movimentar e evitar os "obstáculos" (as mobilias). Portanto e como disseste bem, ensina-nos a dar valor a estas pessoas "diferentes".
 
Já andei 2 semanas com a mão esquerda engessada, e não podia fazer nada com essa mão...

Na escola, era uma alegria... não fazia nada que fosse além do simples escrever.

Em casa é que era complicado... pois era eu que fazia o almoço para mim...
Descascar batatas - esquece
Comer bife, ou feveras - esquece
Descascar fruta - esquece

Até para vestir era complicado.

A minha sorte é que nesses dias a minha mãe deixava-me as coisas mais ou menos arranjadas, e eu lá fazia o almoço...
Acho que comia só arroz e batatas fritas das congeladas, e era com carne estufada aos bocados, ou frango desfiado.

É uma sensação estranha quereres fazer as coisas e não conseguires.

Já experimentei andar um curto periodo de tempo por exemplo de olhos fechados, pela casa e mesmo conhecendo a habitação torna-se dificil movimentar e evitar os "obstáculos" (as mobilias). Portanto e como disseste bem, ensina-nos a dar valor a estas pessoas "diferentes".

Na minha antiga casa conseguia andar bem sem ver... habituei-me a não acender a luz à noite, quendo ía ao WC ou à cozinha, ou quando chegava a altas horas...

Agora na casa nova, já dei algumas cabeçadas em portas e paredes, e lá tenho de acender a luz...
 
Última edição:
É uma experiência interessante...para além do que já disseram deveria fazer também com que tivessemos mais cuidado em todas as nossas acções do dia a dia, de modo a evitar essas deficiências....por vezes basta um pouco mais de cuidado, como subir bancos, atravessar ruas, andar mais devagar de carro, bicicleta, cortar alimentos.....
 
Quando entrei para o grupo de teatro fiz alguns work-shops:


Em dois deles uma das actividades era ser conduzido, apenas por empurrões, com os olhos vendados.


Fizeram-me isto tanto no meio do mato como no meio da avenida da liberdade em lisboa, incluindo atravessar a avenida, na passadeira claro.


Ao fim de pouco menos de um minuto os teus outros sentidos, principalmente a audição, ficam estupidamente apurados.


Quase apenas pelo som consegues "ver" o que te rodeia.




É uma experiência fantástica que também podes replicar em casa, mas na rua tens acesso a muito mais sons e adversidades.



O corpo humano tem uma capacidade fantástica de adaptação !! apr:)
 
Quando entrei para o grupo de teatro fiz alguns work-shops:


Em dois deles uma das actividades era ser conduzido, apenas por empurrões, com os olhos vendados.


Fizeram-me isto tanto no meio do mato como no meio da avenida da liberdade em lisboa, incluindo atravessar a avenida, na passadeira claro.


Ao fim de pouco menos de um minuto os teus outros sentidos, principalmente a audição, ficam estupidamente apurados.


Quase apenas pelo som consegues "ver" o que te rodeia.




É uma experiência fantástica que também podes replicar em casa, mas na rua tens acesso a muito mais sons e adversidades.



O corpo humano tem uma capacidade fantástica de adaptação !! apr:)


tens razão ia mesmo falar nisso .quando alguem se vê incapacitado seja de nascença ou acidente depressa se habitua a fazer a sua vida normal .claro com algumas restriçõis dependendo da deficiencia mas acaba por fazer tudo no seu dia a dia .é mais complicado para quem faz de conta k é deficiente do k para o priprio há um ditado k diz ,quando uma porta se fecha abre-se logo uma janela e é verdade .
 
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