São a favor da legalização da prostituição?

São a favor da legalização da prostituição?

  • Sim

    Votos: 214 89,5%
  • Não

    Votos: 25 10,5%

  • Total de eleitores
    239
Aqui já estou em desacordo contigo Nthor.
Hum e só te manifestas quando em desacordo?

E o apoio à causa [:D] [;)]?


Pessoalmente vejo a prostituição como um trabalho qualquer, como em todos os ramos de actividades exitem os maus e bons profissionais assim como os bons e maus clientes... A prostituição a contrario de muitas outras actividades esta sujeita a mais abusos precisamente pelo facto de não estar legalizada. Só atravez da legalização averia um controlo capaz de evitar aquilo que tu chamas de "exploração de um ser humano", a exploração do "cliente" e a exploração do "profissional" também.
Não creio que alguém se dedique a essa "profissão" de livre vontade (as que o fazem são as chamadas excepções, que confirmam a regra, pq é de uma situação diferente que se trata), tendo boas condições de vida.

No mundo em que vivemos em que o deve ser controlado não é, e o que não deveria ser acaba por ser e rigorosamente, não creio que um controlo desta profissão seja uma prioridade ou defenda sequer os direitos das mulheres que acabaram por se dedicar a ela .
 
Hum e só te manifestas quando em desacordo?

E o apoio à causa [:D] [;)]?


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Só me manifesto quando tenho tempo, e se agora estou em desacordo é porque estou em desacordo. [;)]

Já considerei a profissão do sexo uma actividade imoral ou degradante, agora não me parece. Degradante é ser explorado pelo patrão seja em que actividade for . Se a prostituição fosse legalizada seria possivel criar uma especie de sindicato que defesse os interesses da "classe Operaria". [:D]

Não creio que alguém se dedique a essa "profissão" de livre vontade (as que o fazem são as chamadas excepções, que confirmam a regra, pq é de uma situação diferente que se trata), tendo boas condições de vida.

É como em todas as profissões, são poucas as pessoas que fazem aquilo que gostam, como em todas as profissões há os que ganham mais e os que ganham menos, os que são felizes com o seu trabalhos e os que não estão satisfeitos. Acredito que a maior parte das pessoas não gostam das suas profissões.

No mundo em que vivemos em que o deve ser controlado não é, e o que não deveria ser acaba por ser e rigorosamente, não creio que um controlo desta profissão seja uma prioridade ou defenda sequer os direitos das mulheres que acabaram por se dedicar a ela

Controlar a prostituição é sempre melhor que ignorar.
 
Num pais em que se legaliza o aborto, nem vejo como possa discutir-se a legalizaçao da prostituiçao...

Infelizmente, muitas portas foram abertas, e esta é só mais uma delas...

É evidente que, nesta logica, a prostituiçao deveria ser legalizada...
 
Desenterrei este tópico, pois encotrei este artigo no dn de hoje, e achei por bem partilhar.

"As mulheres que se entregam à prostituição e fazem da prostituição um modo de vida designam-se por toleradas; são inscritas no respectivo registo policial - e ficam sujeitas a determinados preceitos de parcimónia e higiene que um serviço de inspecções condiciona e vigia (...) Todas as toleradas têm de possuir o chamado livrete sanitário que lhes servirá de título que determina a sua classe (...)" Era assim a legislação portuguesa até 1962, altura em que foi proibida: as "toleradas" e as "casas de toleradas" eram legais, regulamentadas e alvo de inspecção sanitária periódica. Meio século depois, quando a prostituição é uma actividade "livre de regulamentação jurídica" há quem defenda o regresso a este figurino e promova para tal um "movimento cívico".

É o caso do advogado José António Pereira da Silva, que se propõe "financiar" um movimento "para proceder à recolha de assinaturas para apresentar uma petição à Assembleia da República no sentido de legislar no sentido de legalizar as 'casas de passe' e o exercício controlado da prostituição, erradicando, concomitantemente, a chamada 'prostituição de rua'". O fundamento desta reivindicação - a qual Pereira da Silva visa publicitar com um debate a ter lugar hoje (às 21.00 horas, na livraria Ler Devagar) - será sobretudo "a salvaguarda da saúde pública, porque hoje permite--se a prostituição de rua sem o mínimo controlo sanitário. É um perigo porque pode ser um foco infeccioso. Essas pessoas têm de ser rastreadas." Mas o "decoro" será também uma razão: "Porque é que é pior na rua que em casa? Na rua elas estão menos protegidas. E é também uma questão de decoro, não tenho problema em usar a expressão decoro."

A ideia de regulamentar uma actividade que mantém no ordenamento jurídico português um estatuto de excepção - o de não ser nem legal nem ilegal, já que a lei só criminaliza o lenocínio, ou seja, o favorecimento e a exploração da prostituição, não qualificando o acto e o comércio propriamente ditos - enclausurando-a, suscita, desde logo, reservas legais e constitucionais. "A tendência de regulamentar no sentido de internalizar essa actividade pode levar a situações que fiquem muito perto do condicionamento drástico da liberdade das pessoas, que pode ser contrária à própria ordem constitucional - que é uma ordem constitucional de liberdade", opina Jorge Lacão, secretário de Estado da presidência do conselho de ministros e o membro do Governo que tutela a área da igualdade. Lacão não prevê para breve uma iniciativa legislativa do Governo em relação a esta matéria, apesar de reconhecer que já fez alguma apreciação do direito comparado e que o exemplo da Suécia, que desde 1999 criminaliza os clientes, serviu de referência para a alteração do Código Penal que resultou na criminalização de quem recorre à prostituição compulsiva.

Igualmente sensível à restrição da liberdade individual e avesso à ideia de "clausuras" é o bispo católico Januário Torgal Ferreira. "As pessoas não querem ser atiradas para casas fechadas, para ruas muradas, para jardins zoológicos; não me parece que o problema se resolva com grades, prisõeas, correctivos, enjaulamentos." Convidado para o debate organizado por Pereira da Silva, o clérigo, que não estará presente por motivos de agenda, apela a que "se oiçam as pessoas intervenientes. É um problema delicado e sobre ele ninguém sabe nada e seria interessante ter a aprender. Tudo isto me exige muita delicadeza e respeito quer pelas pessoas que foram constrangidas quer pelas outras que fizeram uma escolha. Não serei eu o messias para indicar o caminho. E é preciso respeitar a liberdade individual.Talvez as pessoas não queiram ser salvas dessa maneira, com regulamentações..."

Certa disso, de que quem se prostitui nada tem a ganhar com uma regulamentação da actividade, seja ela qual for - e regulamentar não significa necessariamente retirar a prostituição da rua e encerrá-la em bordéis, mas tornar legal, e portanto enquadrada, uma actividade comercial existente - está Inês Fontinha, a directora do Ninho, uma associação que se dedica à "recuperação e acolhimento" de mulheres que se prostituem. "A prostituição é um atentado aos direitos humanos e os atentados aos direitos humanos não devem ser legalizados". Apostada em "combater as causas", Fontinha vê o rastreio obriga- tório como uma discriminação: "a prostituta é examinada e o cliente não?". Quanto às "casas de passe", classifica-as de "violência extrema, porque tudo se passa entre quatro paredes". Nesta visão da prostituição no feminino, como vitimização e "subalternização das mulheres" não cabe quem (mulher ou homem) escolha prostituir-se. "Se existirem pessoas que querem vender sexo, isso faz parte da vida privada. Por que há-de o estado legislar sobre a vida privada?", questiona Fontinha. O debate, portanto, continua - como aconselha Jorge Lacão: "É uma questão em aberto na sociedade, deve debater-se".

Fonte: www.dn.pt

Só me resta dizer:
Parece que em 1962 era um país bem mais evoluído neste aspecto.
 
Não. É preferível não haver necessidade de haver prostituição! Atacar o problema a montante, percebes?

Bem sei, bem sei, que é a "mais antiga profissão" e tal, mas, por acaso, conheço muitas prostitutas (também fiz um estudo académico sobre elas) e sei que a maioria não existiria se pudessem ter outra profissão.

Infelizmente há o desemprego...

Alternativa. Baixos recursos, de classe média-baixa, na maioria das vezes abandonadas pelos maridos e sem dinheiro para sustentar os filhos. Cerca de um sexto das prostitutas enquadram-se neste perfil, mulheres que foram para a rua há cerca de ano e meio, com o agravamento dos problemas económicos
Cada vez mais mulheres recorrem à prostituição como actividade de emergência para combater os problemas económicos. As equipas de rua das irmãs oblatas indicam ao DN que cerca de 15% das mulheres que se prostituem começaram a faze-lo no último ano e meio, depois de soar o alarme da crise. É aquilo que os técnicos no terreno apelidam de prostituição S.O.S.: mulheres entre os 35 e os 50 anos, de classe média-baixa, que vendem o seu corpo de forma esporádica para pagar as despesas.

As justificações repetem-se. O dinheiro não chega para pagar as contas e, quando acaba, o recurso à prostituição acaba por ser uma solução. Quando as despesas são suportadas a dois, tornam-se mais suaves, mas se os maridos saem de casa, muitas mulheres, dizem-nos, ficam em situações muito complicadas. "Por exemplo, uma das mulheres com quem as brigadas contactam prostitui-se duas ou três vezes por semana, por dificuldades económicas. Trabalha em part--time numa empresa de limpezas, actividade muito mal paga a tempo inteiro. Tem um filho adolescente a estudar, está separada e o marido não paga a pensão de alimentos. Diz-nos ela que esta é a maneira que arranjou para pagar as contas", conta Hélder Vicente, assistente social na Obra das Irmãs Oblatas.

A directora de O Ninho, associação que se dedica à recuperação e acolhimento de mulheres que se prostituem, confirma que há um acréscimo da prostituição com o crescimento das dificuldades económicas. Aquilo a que as mulheres chamam de problemas de vida. "Portanto, não estamos a falar de miúdas de 14, 15 ou 16 anos, mas de mulheres com 35, 40, até 50 anos. Muitas mulheres acumulam também um trabalho normal com a prostituição à noite, para ajudar nas despesas. O ordenado é muitas vezes inferior às despesas e, quando ele não chega, muitas vêem na prostituição um recurso." Tal como Hélder Vicente, também Inês Fontinha contacta com casos "de pessoas que recebiam o ordenado mínimo, com rendas de casa caríssimas, muitas vezes superiores ao próprio salário, que não conseguem fazer face às despesas".

Apesar das dificuldades em apresentar estatísticas sobre o tema, as associações que trabalham com prostitutas falam num fenómeno que atinge principalmente mulheres entre os 35 e os 50 anos, da classe média-baixa e que mantêm um emprego durante o dia. Pelo menos durante algum tempo. "Estas mulheres aceitam ajuda, perguntam por empregos, por alternativas. Não estão de modo algum satisfeitas. O objectivo não é permanecer, embora corram, de facto, o risco de perderem rotinas", reconhece o técnico das brigadas das irmãs oblatas, que todas as noites fazem prevenção junto de prostitutas nas ruas de Lisboa. Inês Fontinha vai mais longe e defende que a prostituição é tão desorganizadora que estas mulheres acabam por deixar os empregos ditos normais. "Não é fácil estar a noite toda acordada e ir trabalhar às 08.00 da manhã. Isso é possível durante algum tempo, mas depois a maioria acaba por ceder."

Prostituem-se de forma esporádica. Mais ao fim-de-semana ou nalgum evento importante, como um grande jogo de futebol. O princípio ou fim dos meses, alturas em que os pagamentos de contas se concentram, também são períodos delicados. "É uma prostituição de emergência", define Hélder Vicente, que concretiza o conceito. "Temos três tipos de perspectivas face às prostituição: as mulheres que estão na rua, pura e simplesmente; as que estão na rua, mas que já frequentam espaços de ajuda e reinserção; e as mulheres que recorreram à prostituição recentemente, que fazem da rua um escape."

Mas nem todas o fazem a título individual, mantendo controlo e autonomia sobre a actividade. Os problemas financeiros trazem muitas vezes por arrasto a fragilização e o apelo das redes de prostituição. "O recrutamento de mulheres para a prostituição", diz Inês Fontinha, " fica facilitado, elas ficam mais vulneráveis a redes e aos próprios proxenetas." O que parece comum a todas é a vergonha face à sua situação. Hélder Vicente pressente-lhes sempre "o medo de serem vistas, de serem reconhecidas pelas famílias, por amigos ou por colegas de trabalho".|

Em http://dn.sapo.pt/2008/10/12/sociedade/prostituicao_ajuda_a_pagar_contas_te.html

Artigo do DN que aborda uma perspectiva desta realidade, PL.
 
Sou a favor.

E não venham com histórias que muitas só o fazem por não ter mais opções, se há casos desses são muito raros. Mesmo as da beira da estrada estão lá porque é mais fácil do que ganhar 500€ a limpar casas de banho.
 
é pena é que a "legalização da prostituição" cá não seja uma medida "sanitaria" mas sim mais uma ideia de como ir buscar mais dinheiro; nota-se uma procura desesperada por mais "contribuintes", ou otários, chamemos-lhe assim.

Se for pela medida sanitária eu voto sim... não concordo com a legalização da prostituição quando esta é feita por dinheiro. E já agora... as ilegais e porcas badalhocas vão continuar a existir porque não há autoridade actualmente que consiga controlar isso. E não vai ser a minoria...

Se tivessemos um Salazar, ok, a minoria seria a fuga, mas como as consequencias eram mto maiores, tinha-se medo... mas num governo e sistema destes? Que risota..

"Papa-nicas" é o que eles são... nunca mais saltam da cadeira e ninguém os abate aí na rua...
 
felizmente n conheço nenhuma, mas sei que há 2 tipos de protitutas:

as que o fazem por prazer - têm sites... acompanhantes etc...

e as que o fazem por necessidade!
 
A Prostituição já foi legalizada em Portugal nos séculos XVIII e XIX. Eram licenças atribuidas pelo municipio com regras bem estabelecidas ao pormenor.
O cartão de saúde era muito importante e as trabalhadoras eram rigorasamente fiscalizadas do ponto de vista médico-sanitário sob pena de perderem a licença profissional.








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Realmente um gajo abre o jornal e vê 6 paginas de anuncios de prustitutas e depois ainda se discute se é legal ou ilegal...[:D] [:D] [:D]

e ainda se lê por aqui que deviam acabar com elas[:)] como ? com mata moscas?[:D]


Sou a favor de serem legalizadas obviamente.
 
Legalização... com os devidos impostos.
Inspecções sanitárias periódicas, com passagem de atestado, que o cliente pudesse pedir e comprovar.
Locais próprios para isso, de forma a acabar com as de rua/mato.
E inspeções da ASAE para ver o acondicionamento da carne...

A favor, por exemplo pelo que está no post acima.

Enquanto for proibido nunca se saberá o que se passa na realidade, quantas há, em que condições, etc. etc...
 
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