Aqui fica mais uma bela reportagem [

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RÂGUEBI
Rui Cordeiro entrou para a história
Dois jogos, duas derrotas. Ainda assim, Portugal assume-se como exemplo para esta e outras modalidades. Rui Cordeiro, jogador da Académica, falou, desde França, com o DIÁRIO AS BEIRAS.
Rui Cordeiro, jogador da Académica, um dos lobos de Tomaz Morais presente no Mundial de râguebi, cedo abandonou o anonimato, tornando-se numa das principais figuras da competição – ou de todo o universo desportivo, se tivermos em conta que esta prova é considerada a terceira mais importante do planeta (logo a seguir aos Jogos Olímpicos e ao Mundial de futebol). Depois d’”A Portuguesa” em lágrimas, o ensaio frente à (inalcançável) Nova Zelândia garantiu- -lhe, irreversivelmente, um espaço próprio na história do desporto português.
Decorria a 2.ª parte, o marcador estava já definido, quando a capacidade física de Rui Cordeiro foi suficiente para ultrapassar o bloco defensivo All Black, concretizando… o impensável. “Foi fantástico”, recorda Rui Cordeiro, justificando a importância do momento com o facto de “todos os jogadores sonharem em fazer um ensaio frente à Nova Zelândia. É a melhor equipa de râguebi do Mundo, sofre pouquíssimos ensaios, foi tudo especial”.
Ainda assim, o melhor momento da sua vida desportiva não retira frieza à sua análise, em relação à prestação (digna) nos encontros já disputados. Rui Cordeiro considera “que era possível fazer mais”. “Oferecemos 30 a 40 pontos [numa derrota por 108-13] aos neozelandeses, mas é difícil conseguir parar aquele equipa, quando falhamos pormenores como uma placagem ou um passe”. Na memória fica, ainda, o haka neozelandês, um momento que, segundo Cordeiro, “garantiu ainda mais entusiasmo e motivação redobradas aos portugueses”.
“A Portuguesa” que correu Mundo
Bastaram meia dúzia de acordes d’“A Portuguesa”, no jogo de estreia frente à Escócia (13-58), para o “gigante” pilar academista se desmanchar a olho nu em lágrimas. Um episódio marcante, que invadiu os ecrãs de televisão em França – o canal gaulês TF1 considerou a emoção de Rui Cordeiro como o “melhor momento” da prova – e Portugal, deixando boquiabertos os adeptos em todo o Mundo.
Rui Cordeiro diz “que é assim que cantamos sempre o hino”. “Claro que aquele foi o jogo em que participámos com mais espectadores, uma estreia inédita no Campeonato do Mundo e isso tornou o momento especial. Foi impossível segurar as lágrimas”, conta.
Sem esconder alguma surpresa pelo mediatismo conquistado pela equipa nacional pelos quatro cantos do Mundo, o jogador da Académica promete mais e melhor até ao final da prova. “Itália e Roménia são profissionais, muito fortes. Mas vamos dar tudo por tudo, como até aqui, para conseguirmos o melhor resultado”, afirma, recordando aos adeptos que “o objectivo principal é ganhar ao romenos”.