Como seria Portugal se todos os empresários portugueses tivessem esta visão?

PeLeve

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Empresário investe 500 mil euros em escola para dar "tranquilidade" a funcionários


Um empresário de Amiais de Cima vai doar, sábado, uma escola de primeiro ciclo e jardim-de-infância à Câmara Municipal de Santarém que construiu para dar resposta às necessidades dos seus trabalhadores.

Joaquim Louro, proprietário da maior empregadora do concelho, com um total de 1.200 trabalhadores distribuídos por duas unidades, uma em Santarém e outra em Amiais de Cima (esta com 850 funcionários), disse à agência Lusa que decidiu meter mãos à obra para criar condições para os pais deixarem tranquilamente os filhos enquanto trabalham.

"Para o sucesso de uma empresa é importante a satisfação dos seus funcionários", disse, frisando que é sua intenção criar boas condições para as crianças a partir dos três meses até ao 4º ano, pelo que o próximo passo será a construção de uma creche, para a qual já adquiriu terreno.

Joaquim Louro investiu 500.000 euros no edifício que construiu em terrenos que adquiriu há uns anos, depois de travar uma "batalha" burocrática para obter as devidas autorizações, nomeadamente para poder construir em terrenos que estavam classificados como Reserva Ecológica Nacional (REN).

"A escola devia estar a funcionar há três anos", mas os entraves criados só permitiram a sua entrada em funcionamento agora, disse.
A batalha que trava neste momento é conseguir que a escola esteja a funcionar desde as 07:30 até às 18:00 ou 19:00 (como querem alguns pais) e que não feche os tradicionais dois meses de Verão (Julho e Agosto), passando a disponibilizar actividades para as crianças.

Esse funcionamento coloca "graves problemas aos pais", estando Joaquim Louro na disposição "de continuar a colaborar para manter um bom funcionamento e para que não feche" no Verão, nomeadamente suportando os custos com pessoal.

Para o empresário, o retorno deste investimento virá do facto de os seus trabalhadores, com "a vida particular organizada", ficarem "mais motivados".

Ezequiel Louro, presidente da Junta de Freguesia de Abrã, à qual pertence a localidade de Amiais de Cima, disse à Lusa que a antiga escola de primeiro ciclo estava "obsoleta" e a funcionar num local "perigoso" por se situar junto a uma estrada com muito trânsito.

A nova escola, com instalações consideradas "modelares", vai acolher no ano lectivo, que se inicia na próxima semana, 31 crianças para os quatro anos do primeiro ciclo e 22 crianças para o jardim-de-infância.

Para o autarca, a perspectiva é de crescimento, dado o potencial de uma freguesia com uma área de 23 quilómetros quadrados e 1.200 habitantes, um número inferior aos 1.500 postos de trabalho existentes, criados pelo "maior tecido empresarial do concelho" de Santarém.

Ezequiel Louro lamentou que o actual Plano Director Municipal, que inclui muita da área da freguesia em REN, esteja a impedir o crescimento de uma zona do concelho que tem revelado grande dinamismo.

Joaquim Louro, 55 anos, começou como carpinteiro e tem hoje um pequeno império, um grupo de empresas ligadas ao mobiliário, fabrico de colchões, construção civil, que, em 2006, teve, no global, um volume de negócios da ordem dos 60 milhões de euros.

O empresário explica os vários investimentos na criação de melhores condições para a sua freguesia com as suas convicções católicas e o sentimento de poder contribuir para uma sociedade mais justa.

Além do edifício que entrega sábado à Câmara Municipal de Santarém, Joaquim Louro construiu a casa mortuária da freguesia, tem oferecido muito equipamento e material às várias corporações do concelho, apoiou famílias afectadas pelos fogos que em 2003 e 2005 causaram grandes prejuízos e construiu habitações que vendeu a preços mais baixos aos seus funcionários.
"Ele preocupa-se com as pessoas", frisou Ezequiel Louro, sublinhando que, determinado como é, quando as entidades oficiais não cumprem as suas obrigações, põe mãos à obra e faz, como o alcatroamento das ruas que servem as suas fábricas ou, agora, a escola.
http://www.solnet.com/07set07/portugal/portug17.htm

Pessoalmente acho que Portugal seria um lugar muito melhor para se viver!... [;)]
 
Algumas grandes empresas lá fora seguem fazem o mesmo. Se querem que os funcionários tenham a máxima produtividade têm de ter as melhores condições quer de trabalho quer familiar.

No fim ficam TODOS a ganhar. Como os americanos gostam de dizer, it's a win-win situation.
 
Isto sim é um homem como deve ser! Não é por dar tanto que tem menos que outros!
Não é uma questão de dar, é uma questão de proporcionar as melhores condições possíveis aos colaboradores o que inevitavelmente trará maior produtividade e ganhos à empresa!

Está tudo estudado e comprovado, infelizmente muito empresário continua a pensar que a escravatura é o melhor caminho [;)]
 
É infelizmente uma situação ainda pouco recorrente nas grandes empresas nacionais. Tenho como exemplo a empresa da minha esposa (uma das maiores do país) e que ainda há pouco tempo rejeitou uma proposta de abrir uma creche interna, por ela apresentada. Cheguei a ir eu próprio à Segurança Social informar-me dos requisitos necessários, mas a administração considerou que o investimento não valia a pena e que as burocracias eram demasiadas.
Neste momento existem a trabalhar na sede uma serie de gravidas, que veriam a sua vida muito mais facilitada se tivessem um sitio onde deixar as crianças, ainda por cima ao pé delas. É claro que teriam que pagar mensalidades na mesma, como é obvio, mas de certeza não iriam pagar tanto como no exterior e depois, a comodidade da situação, quase não tem preço.
 
Fabrica de Móveis JJ Louro e Lusocolchão

Assim fica a indicação das empresas que dão trabalho e que são o cerne do negócio deste empresário, que é, e deve ser visto como referência.

Quanto ao acto da noticia...

apr:) apr:) apr:) apr:) apr:)

E quem não souber, a escola tem umas instalações 5 *****



Ahhh já agora, segue-se o lar para a 3ª idade.
 
há 40 anos um grande amigo que pertence a uma família muito tradicional portuguesa tinha na família uma herdade (gigantesca) no alentejo que tinha uma pequena aldeia no interior, com escola e até bombeiros... e onde os empregados moravam hehehe
 
Até quando alguem quer fazer algo de bom para a população (algo que devia ser o Estado a fazer, mas enfim, é o que se sabe [8b] ), está sempre o Estado a tentar complicar de todas as formas burocratica que tem á mão.
É por isso que este pais não avança [8b]
 
Pé Leve, a resposta a pergunta do titulo do tópico é simples.

se todos os empresários tivessem uma visão semelhante.....


.......isto não era Portugal


cumprimentos
 
Até quando alguem quer fazer algo de bom para a população (algo que devia ser o Estado a fazer, mas enfim, é o que se sabe [8b] ), está sempre o Estado a tentar complicar de todas as formas burocratica que tem á mão.
É por isso que este pais não avança [8b]


Alpiger, por muito boa que seja a causa, a construção numa REN, não pode ser facilitada.


se fosse um condominio de vivendas ou um hotel estavamos todos a dizer que o min. do ambiente tinha feito muito bem.

a lei tem se ser cega, caso contrario abrimos excepções, necessariamente perigosas


cumprimentos
 
Pé Leve, a resposta a pergunta do titulo do tópico é simples.

se todos os empresários tivessem uma visão semelhante.....


.......isto não era Portugal


cumprimentos
Discordo e dou-te a resposta, isto seria um Portugal melhor, mais próspero, mais feliz, onde daria gosto viver!... [;)]
 
Felizmente, aqui bem perto de minha casa há (pelo menos) duas grandes empresas (Somelos e Coelima) que também disponibilizam creches, jardins de infância e ATL para os filhos dos trabalhadores a preços convidativos.
 
Última edição:
é de louvar o k esse empresário faz ou quer fazer .
viveriamos num portugal melhor se houvesse mais gente assim ,mas infilizmente é ver aquele k pode puxar mais para si [8b]

palmas a um bem haja para esse empresário apr:) apr:)
 
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