Cópia de Mensagem enviada á DECO Proteste
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Comentários e Sugestões, da minha parte e que veicula a opinião observada em alguns Forums Técnicos onde o assunto tem sido debatido.
Exmos Srs,
Algumas considerações acerca do Teste Reparações TV LCD que saiu na Proteste Setembro 2007.
Com o titulo bombástico "Reparadores apanhados por um fusível".
Nestes testes que vem sendo feitos desde há 12 anos uma coisa falta, o arranjarem alguém que tenha aptidões para simular uma Avaria ou uma variedade de Avarias que sejam representativas do universo das que aparecem na realidade no dia a dia, e deste modo não o consideramos um trabalho realmente ou completamente sério.
Até parece que as reparações normalmente ou frequentemente são feitas simplesmente pela substituição do Fusível !?
Os Clientes já de si têm essa tendência, de pensar que pode ser só o Fusível, e vocês ainda a contribuir para reforçar mais essa ideia errada.
Como demonstram desconhecimento de qual a função do Fusível, aqui vão algumas noções:
Basicamente o Fusível é colocado no circuito não para o Aparelho não se avariar mas sim para que em caso de acontecer uma avaria evitar tanto quanto possível outros danos como a queima de mais Peças, não derreter Pistas do Circuito Impresso ou Fios, e muito importante evitar um INCÊNDIO.
Por exemplo se houver um problema na Rede Eléctrica com picos de Tensão muito elevados, quando o Fusível rebenta, normalmente ou seja quase sempre é porque outros Componentes já se queimaram, "já se foram embora".
Excepção para ALGUNS Equipamentos em que foi dedicada especial atenção à proteção em que colocaram uma VDR que em caso de sobrevoltagem obriga o Fusível a queimar antes de causar outros danos.
Portanto nestes casos em que fizeram os Testes quem receber o Aparelho para reparação vendo que o Fusível está queimado e aparentemente só isso mas sabendo que por norma ele não queima sozinho (e claro não sabendo que foi queimado de propósito) vai perder tempo moer o juízo á procura duma causa que pode ser intermitente.
Testes intensivos a frio a quente. São conhecidos casos que o defeito só se manifesta passados alguns dias.
Também tem outra hipótese que é colocar só o Fusível e seja o que Deus quiser, com o risco de vir a ser chamado de incompetente, se tiver o azar de voltar ao mesmo.
Confessamos que ficámos abismados com uma passagem do Artigo que passamos a citar:
"Apenas cinco empresas nos entregaram o televisor correctamente reparado. Nos restantes casos, apesar de o aparelho funcionar, como usaram um fusível com características diferentes, a protecção da fonte de alimentação ficou comprometida. O LCD poderá avariar de novo, mesmo com uma utilização normal. É lamentável que, de 27 reparadores, 22 tenham demonstrado falta de competência técnica, ao ponto de utilizarem peças desadequadas, não respeitando as indicações do fabricante."
1. Pelos números.
2. Pelo que têm demonstrado de conhecimentos nesta área terem competência para a avaliação.
Não dizem quais são as características diferentes, não sabemos ao certo quais são, possivelmente será a corrente maior (mais amperagem)...
Se for esse o caso, saibam que foram vocês os culpados por terem induzido em erro.
Em condições naturais uma das raras razões para o Fusível queimar só por si, é na fábrica ter sido mal dimensionado, calculado, muito à tira para aguentar os picos da corrente no arranque.
Nestes casos é necessário (para não andar sempre no mesmo) aumentar a corrente do Fusível para o valor imediatamente a seguir.
Ou vocês pensam que o que vem da fábrica vem tudo bem e não é preciso alterações em Fusíveis e noutros Circuitos ???... Umas são recomendadas pela fábrica, outras têm que ser descobertas, inventadas.
Como não encontraram outra causa para a queima do Fusível foram para essa hipótese/solução.
Falando agora dos preços, e não somente os deste caso,
A grande disparidade de preços para uma mesma avaria, observados neste teste faz pensar, merece reflexão e nós nos Forums estamos a tentar fazê-la, e provavelmente dado o tipo de Aparelho em causa neste como em outros casos a "virtude" estará na região do meio.
Indo mais ao fundo da questão, há um grande desconhecimento do que é isto, do que está envolvido nas reparações electrónicas, especialmente ao nível do Componente (o contrário da substituição de Módulos completos).
Muitos pensam que isto só o que conta é o valor das Peças e o trabalho de as colocar.
Acontece que na realidade na maioria das vezes ou em média o que conta mais é o tempo do diagnóstico do que vai ser preciso substituir ou fazer, e só se vai saber ao certo tudo o que vai ser preciso pondo o Aparelho a funcionar, arranjando-o.
Pela complexidade dos Circuitos e pela interdependência entre eles.
Neste contexto há uma grande chaga que é o ORÇAMENTO.
Isso é muito bonito noutras áreas, serviços, em que o fazer um Orçamento é fácil e um pequeno dispêndio uma fracção dos valores envolvidos na Obra, como por exemplo a pintura de uma casa.
Façamos um exercício mental, foi despendido bastante tempo para fazer um Orçamento ao pormenor para identificar tudo o que vai ser preciso, nesse Orçamento qual é a Mão de Obra que vai ser colocada ? É só a da colocação das Peças ? É também a que levou a descobrir os defeitos ?
É uma grande incongruência, vai ter que ser toda e provavelmente o Cliente a achar muito, pois se agora só falta colocar as Peças (isto se elas não estiverem já), e pensa, o Orçamento já foi feito e deve ter sido fácil porque até foi grátis !?...
Ou dito de outra maneira para perceberem melhor a ideia, qual é a lógica de fazer um Orçamento de uma coisa que já está (ou quase) feita ?
Temos que esclarecer o Cliente de como isto funciona, o que na verdade não é fácil, está muito enraizado o não darem o devido valor à Mão de Obra.
E para cumulo vocês que deveriam estar mais esclarecidos, que são formadores de opinião, também vão pelo mesmo caminho, incentivando a pedir sempre um Orçamento.
Ele traz outra consequência que é a possibilidade (se o Aparelho não foi mesmo arranjado) de o Material aplicado não vir a coincidir exactamente com o orçamentado, previsto. Pode ser outro, ser mais, ou ser menos.
Claro que tem que haver algum controlo, para o Cliente saber com o que conta, principalmente se ainda não conhece a casa.
Uma alternativa será o Orçamento pago que resolve parcialmente alguns dos problemas, mas também tem os seus inconvenientes, é mais adequando e amplamente usado no sector da Informática.
Temos também a Tarifa Plana, que abranja todas as reparações viáveis. Ou então para a maioria das reparações, as normais, corriqueiras, e Orçamento quando tiver mesmo que ultrapassar.
Ou a que parece a melhor e está a ganhar cada vez mais adeptos, uma quantia fixa para a Mão de Obra baseado na média para cada tipo de Aparelho, como limite mínimo, a que acresce o valor das Peças nas reparações correntes e até à mesma ordem de grandeza, como limite máximo, a partir do qual ou desiste ou é feito então Orçamento grátis.
O valor médio da Mão de Obra dado a natureza destes serviços parece ser o mais indicado,
-- Para o Cliente saber com o que conta.
-- Porque o Tempo é muito variável e imprevisível, independentemente de ser uma Peça barata ou cara.
Alguns levam relativamente pouco tempo, mas em contrapartida há casos que levam 3 dias uma semana a resolver o problema.
Estes últimos, sendo à hora se elas fossem todas pagas em quanto ficaria ??? hem !!!
Estamos a ser claros como água, ou ainda não chega ?...
Para haver mais transparência que é pedida e bem, também é preciso que o publico (cliente) seja educado, instruído, para compreender, aceitar, estes sistemas alternativos ao Orçamento, favorecendo a sua adopção.
E aí vocês podem ter uma papel importante, informando-se melhor e esclarecendo os associados.
Para finalizar, e especificamente sobre os LCDs,
Dizem que as reparações são caras e mal feitas, nós acrescentamos para se irem mentalizando que muitas nem vão ser feitas, vão para a reciclagem.
Cumprimentos