Aumentos salariais em Portugal. Sempre a mesma treta...

O pior é se tivesses de decidir consoante o saldo orçamental fruto da produtividade do teu serviço.

Decidir com o dinheiro dos outros é que é fácil e achar que é tão fácil como decidir com o nosso dinheiro bem...isso...é o país da Alice [:D] onde tudo se pode e onde ninguém tem responsabilidade por nada.
Se eu ganhasse "à peça" não estávamos aqui a ter esta conversa...
 
Muito bem, também já estreaste o teu. Isto agora é sempre acumular, quantos mais pontos mais dias de férias! [:cool:]

O J.R. por exemplo conseguiu passagem directa para Bora-Bora, não me parece que queira voltar para as águas frias do Atlântico :)
Alguma vez tinha de ser a primeira. [:D]

É pena o J.R. não estar por aqui. É daquelas coisas que marcam o fórum. Tal como tu. [;)]

Porque até nisto de andar às turras, prefiro que seja com gente de nível. [:cool:]
 
Na minha vida profissional já fui empregado e actualmente sou empregador. Como empregado tentava dar o maior rendimento possível, por vezes, talvez não da melhor forma mas nunca contestei quando a empresa alegava que não poderia dar aumentos por causa da tal crise que se teria instalado. Se esse facto servisse para a empresa continuar a funcionar e eu poder manter o meu posto de trabalho, eu sentia-me satisfeito.

Actualmente como empregador posso constatar que o povo português na sua generalidade é pouco produtivo. Tenho uma pequena empresa familiar com cerca de 3 empregados. Cada um deles custa mensalmente cerca de 650€. Os serviços que eu presto são-me pagos a preços super reduzidos pelo que tenho de ter uma produção algo elevada para fazer face aos custos. E vocês podem pensar "pois mas não produzas a esses preços" e eu respondo "se eu não aceitar, outros o farão por mim e eu não terei trabalho". Os meus empregados na maioria das vezes não se importam se produzem o suficiente ou não, querem que chegue ao final do mês para receber o ordenado e quando lhes peço um pouco mais de esforço simplesmente me ignoram e por vezes ainda fazem o possível para atrasar mais o trabalho. Sou um empregador que trabalha lado a lado com eles e quando eles acabam o seu dia às 17 horas, o meu acaba às 23, meia-noite.

Sei que o meu exemplo não se aplica a todo o país, mas na área onde estou inserido passa-se o mesmo em cerca de 90% das empresas.

Não sou contra os aumentos, mas a exurbitância que é pedida pelos sindicatos leva-me a crer que estes senhores não têm a mínima consciência do que se passa neste país. A fazer-lhes a vontade, portugal entraria em bancarrota num piscar de olhos.
 
Na minha vida profissional já fui empregado e actualmente sou empregador. Como empregado tentava dar o maior rendimento possível, por vezes, talvez não da melhor forma mas nunca contestei quando a empresa alegava que não poderia dar aumentos por causa da tal crise que se teria instalado. Se esse facto servisse para a empresa continuar a funcionar e eu poder manter o meu posto de trabalho, eu sentia-me satisfeito.

Actualmente como empregador posso constatar que o povo português na sua generalidade é pouco produtivo. Tenho uma pequena empresa familiar com cerca de 3 empregados. Cada um deles custa mensalmente cerca de 650€. Os serviços que eu presto são-me pagos a preços super reduzidos pelo que tenho de ter uma produção algo elevada para fazer face aos custos. E vocês podem pensar "pois mas não produzas a esses preços" e eu respondo "se eu não aceitar, outros o farão por mim e eu não terei trabalho". Os meus empregados na maioria das vezes não se importam se produzem o suficiente ou não, querem que chegue ao final do mês para receber o ordenado e quando lhes peço um pouco mais de esforço simplesmente me ignoram e por vezes ainda fazem o possível para atrasar mais o trabalho. Sou um empregador que trabalha lado a lado com eles e quando eles acabam o seu dia às 17 horas, o meu acaba às 23, meia-noite.

Sei que o meu exemplo não se aplica a todo o país, mas na área onde estou inserido passa-se o mesmo em cerca de 90% das empresas.

Não sou contra os aumentos, mas a exurbitância que é pedida pelos sindicatos leva-me a crer que estes senhores não têm a mínima consciência do que se passa neste país. A fazer-lhes a vontade, portugal entraria em bancarrota num piscar de olhos.
No te caso percebe-se, claramente, que os valores em questão são impensáveis. De facto as PME's ainda vivem tempos de grande dificuldade e são elas que dão emprego a uma parte muito apreciável da nossa mão de obra na nossa economia.

No entanto o problema é conjunturalmente que se combate, pois se a economia respirar melhor passará a haver mais poder de compra e os teus produtos poderão ser mais valorizados.

Para isso, já aqui foi dito, a questão dos impostos é crucial e terem de baixar uma inevitabilidade! [;)]
 
O problema não é conjuntural.

O problema é que a concorrência, que não é um problema (antes pelo contrário), reduz as margens de lucro.

E como tal, ou a produtividade aumenta, ou o "mais-valor" aumenta, ou ambas aumentam, ou os negócios não se aguentam.

E certos sectores têm reduzido, para não dizer nulo, potencial de "mais-valor". E não são atrasados por isso. Nem mal geridos por isso.

Como tal, o jogo mais importante é mesmo o da produtividade.
 
Última edição:
No te caso percebe-se, claramente, que os valores em questão são impensáveis. De facto as PME's ainda vivem tempos de grande dificuldade e são elas que dão emprego a uma parte muito apreciável da nossa mão de obra na nossa economia.
Neste caso não se fala de uma PME, mas sim de uma micro-empresa.

E as generalizações sem nexo, leva-as o vento. [:p]
 
O problema não é conjuntural.

O problema é que a concorrência, que não é um problema (antes pelo contrário), reduz as margens de lucro.

E como tal, ou a produtividade aumenta, ou o "mais-valor" aumenta, ou ambas aumentam, ou os negócios não se aguentam.

E certos sectores têm reduzido, para não dizer nulo, potencial de "mais-valor". E não são atrasados por isso. Nem mal geridos por isso.

Como tal, o jogo mais importante é mesmo o da produtividade.
Essa é a apreciação micro-económica do imediato. A questão, mais ampla, assenta na capacidade de poder manter PME's que dão lucro, vendem produto muitas vezes típico das suas regiões e, por isso, de grande importância que se mantenham, por muito que isso pareça pouco significativo... Só abordando a questão pela rede de implantação macro-económica das PME's se pode criar uma "net" (rede) de sustentação e promoção dos produtos que elas produzem e precisam de colocar no mercado.

É evidente que o factor produtividade é muito importante, mas a "mais valia" alcançável pode ser de mais significado se houver sustentação "em rede" em vez de cada PME estar quase "isolada"!
 
Na minha vida profissional já fui empregado e actualmente sou empregador. Como empregado tentava dar o maior rendimento possível, por vezes, talvez não da melhor forma mas nunca contestei quando a empresa alegava que não poderia dar aumentos por causa da tal crise que se teria instalado. Se esse facto servisse para a empresa continuar a funcionar e eu poder manter o meu posto de trabalho, eu sentia-me satisfeito.

Actualmente como empregador posso constatar que o povo português na sua generalidade é pouco produtivo. Tenho uma pequena empresa familiar com cerca de 3 empregados. Cada um deles custa mensalmente cerca de 650€. Os serviços que eu presto são-me pagos a preços super reduzidos pelo que tenho de ter uma produção algo elevada para fazer face aos custos. E vocês podem pensar "pois mas não produzas a esses preços" e eu respondo "se eu não aceitar, outros o farão por mim e eu não terei trabalho". Os meus empregados na maioria das vezes não se importam se produzem o suficiente ou não, querem que chegue ao final do mês para receber o ordenado e quando lhes peço um pouco mais de esforço simplesmente me ignoram e por vezes ainda fazem o possível para atrasar mais o trabalho. Sou um empregador que trabalha lado a lado com eles e quando eles acabam o seu dia às 17 horas, o meu acaba às 23, meia-noite.

Sei que o meu exemplo não se aplica a todo o país, mas na área onde estou inserido passa-se o mesmo em cerca de 90% das empresas.

Não sou contra os aumentos, mas a exurbitância que é pedida pelos sindicatos leva-me a crer que estes senhores não têm a mínima consciência do que se passa neste país. A fazer-lhes a vontade, portugal entraria em bancarrota num piscar de olhos.
Talvez o problema seja esse mesmo, se ainda juntares baixo vencimento e mais trabalho pelo mesmo dinheiro, tens obviamente um problema.

A questão mais importante é saber pq "serviços que eu presto são-me pagos a preços super reduzidos" será só pela concorrência ou tb pela qualidade dos serviços e neste caso o que fazer para melhorar a qualidade e sobrepor-se à concorrência, mesmo a trabalhares até às 23, meia noite, não parece adiantar muito e esse é o melhor exemplo de que com menos horas e mais pessoas se consegue fazer muitas vezes mais e melhor.

Há um grande potencial para quem não se apoia no habitual de baixos vencimento e excesso de trabalho, para as empresas, mas tb é verdade que muitas não fazem o necessário investimento por causa do peso dos impostos.

Já agora, repara nos resultados de empresas que partilham lucros com os trabalhadores ou que dão prémios anuais, cá e lá fora, depois conversamos sobre o espírito "o povo português na sua generalidade é pouco produtivo".

Não sei que condições tinhas antes, mas sabes perfeitamente que a vida não esta fácil e há famílias inteira que dependem de um só vencimento para sobreviver, bem como que não se pode exigir trabalho e dedicação para com uma empresa quando esta planeia a médio prazo fechar portas e deixar pessoas na rua da amargura.
 
Última edição:
Essa é a apreciação micro-económica do imediato. A questão, mais ampla, assenta na capacidade de poder manter PME's que dão lucro, vendem produto muitas vezes típico das suas regiões e, por isso, de grande importância que se mantenham, por muito que isso pareça pouco significativo... Só abordando a questão pela rede de implantação macro-económica das PME's se pode criar uma "net" (rede) de sustentação e promoção dos produtos que elas produzem e precisam de colocar no mercado.

É evidente que o factor produtividade é muito importante, mas a "mais valia" alcançável pode ser de mais significado se houver sustentação "em rede" em vez de cada PME estar quase "isolada"!

1. Estás completamente a desviar para o lado. Ninguém aqui está a falar de uma fabriqueta de bolos regionais, nem a maioria das PMEs centra-se na venda de produtos típicos das suas regiões.

2. Continuas a confundir PMEs com micro-empresas.

3. A economia planificada já colapsou. E já foi há 17 anos. As PMEs não se salvam por visões globais centralistas.

4. "Mais-valor" é diferente de "mais-valia".

5. Quando quiseres falares de redes, não venhas aqui largar a cartilha revista da economia planificada, mais ludibriada aos incautos por economia mista.
 
1. Estás completamente a desviar para o lado. Ninguém aqui está a falar de uma fabriqueta de bolos regionais, nem a maioria das PMEs centra-se na venda de produtos típicos das suas regiões.

2. Continuas a confundir PMEs com micro-empresas.

3. A economia planificada já colapsou. E já foi há 17 anos. As PMEs não se salvam por visões globais centralistas.

4. "Mais-valor" é diferente de "mais-valia".

5. Quando quiseres falares de redes, não venhas aqui largar a cartilha revista da economia planificada, mais ludibriada aos incautos por economia mista.
Nada disso responde ao post do ricbastos. qual é a solução para a emprsa dele? E sabes se é uma micro-empresa por ter apenas 3 empregados? Ele disse o que produz?...

Até pode ser, mas o problema da micro e das médias empresas é o mesmo, produtividade e competividade!
 
Nada disso responde ao post do ricbastos. qual é a solução para a emprsa dele? E sabes se é uma micro-empresa por ter apenas 3 empregados? Ele disse o que produz?...

Até pode ser, mas o problema da micro e das médias empresas é o mesmo, produtividade e competividade!

É uma micro-empresa sim (!!!)[:D] [:D] [:D]
deixo aqui, uma definiçao do que é uma Micro-Empresa, e um PME ....[;)] [;)]

http://www.icep.pt/glossario/PME_Definicao.doc
 
Temos de te adicionar à lista dos que ensinam estas coisas ao Pé Leve, como diz um amigo nosso ao longo deste tópico. [:D] [;)]

asim como assim, tambem já fui adicionado á lista de alguns clones,[:p] [:p] (!!!) e á dos malvados empresarios,(!!!) e, se for á dos professores...será uma honra !!![:D] [:D] [:D] [:D]
 
Bem para explicar melhor a situação eu posso dizer que trabalho na área do calçado. No entanto não tenho produção própria, trabalho para médias e grandes empresa do sector. Como sabem esta é uma área com muita concorrência, existem vários países que trabalham com uma mão de obra super reduzida. Ora, perante o preço que me oferecem só tenho 2 opções: pegar ou largar. Se largar não falta quem pegue. Logo é necessário uma produtividade mais alta. Motivar os trabalhadores? Pois bem já fiz isso várias vezes oferecendo prémios de produção se for atingida uma determinada meta, mas nem assim resulta. O pessoal que trabalha neste sector apenas quer uma coisa: ir para o desemprego, receber da Segurança Social e fazer uns "biscates", o que tudo somado ficam a lucrar mais do que estando a trabalhar. É preciso antes de mais mudar a mentalidade destas pessoas. Sempre que requisito alguém aos centros de emprego, para conseguir empregar uma pessoa são necessárias mais de 20 entrevistas (uma diz que sofre da cabeça, a outra que tem filhos/netos para cuidar, outra que sofre da coluna, etc etc).

Eu não me importaria nada de dar ordenados altos aos meus funcionários, desde que eles produzam para isso.
 
Bem para explicar melhor a situação eu posso dizer que trabalho na área do calçado. No entanto não tenho produção própria, trabalho para médias e grandes empresa do sector. Como sabem esta é uma área com muita concorrência, existem vários países que trabalham com uma mão de obra super reduzida. Ora, perante o preço que me oferecem só tenho 2 opções: pegar ou largar. Se largar não falta quem pegue. Logo é necessário uma produtividade mais alta. Motivar os trabalhadores? Pois bem já fiz isso várias vezes oferecendo prémios de produção se for atingida uma determinada meta, mas nem assim resulta. O pessoal que trabalha neste sector apenas quer uma coisa: ir para o desemprego, receber da Segurança Social e fazer uns "biscates", o que tudo somado ficam a lucrar mais do que estando a trabalhar. É preciso antes de mais mudar a mentalidade destas pessoas. Sempre que requisito alguém aos centros de emprego, para conseguir empregar uma pessoa são necessárias mais de 20 entrevistas (uma diz que sofre da cabeça, a outra que tem filhos/netos para cuidar, outra que sofre da coluna, etc etc).
Pois, só tens mesmo uma solução, modernizar e contratar mais gente.

Sabemos que há quem não queira trabalhar e prefira ir para o desemprego, mas com o regime de contratos actuais só não despedes se não quiseres.

Contrata depois quem queira trabalhar, dá-lhes melhor vencimento e menos carga horária, que acaba esse problema.



Eu não me importaria nada de dar ordenados altos aos meus funcionários, desde que eles produzam para isso.
Mas isso não depende só deles pois não?
 
Bem para explicar melhor a situação eu posso dizer que trabalho na área do calçado. No entanto não tenho produção própria, trabalho para médias e grandes empresa do sector. Como sabem esta é uma área com muita concorrência, existem vários países que trabalham com uma mão de obra super reduzida. Ora, perante o preço que me oferecem só tenho 2 opções: pegar ou largar. Se largar não falta quem pegue. Logo é necessário uma produtividade mais alta. Motivar os trabalhadores? Pois bem já fiz isso várias vezes oferecendo prémios de produção se for atingida uma determinada meta, mas nem assim resulta. O pessoal que trabalha neste sector apenas quer uma coisa: ir para o desemprego, receber da Segurança Social e fazer uns "biscates", o que tudo somado ficam a lucrar mais do que estando a trabalhar. É preciso antes de mais mudar a mentalidade destas pessoas. Sempre que requisito alguém aos centros de emprego, para conseguir empregar uma pessoa são necessárias mais de 20 entrevistas (uma diz que sofre da cabeça, a outra que tem filhos/netos para cuidar, outra que sofre da coluna, etc etc).

Eu não me importaria nada de dar ordenados altos aos meus funcionários, desde que eles produzam para isso.

[;)] Segue aí os conselhos da malta (este forum é fertil em experts!..) e vais ver que encontras aqui soluçoes milagrosas (!!!)[:D] [:D]

Nao brincando com coisas serias, o teu problema é estares na "mao deles" (clientes) e nao teres "força de negociação", então ou crias uma diferenciação relativamente aos teus concorrentes ("serviço", "valor" "qualidade", "design", etc etc, é a tua area deves saber qual...) para nao estares agarrado ao "Preço", e "envolves por dentro" a tua equipa ou ficarás sempre agarrado (!!!) [s)] [s)]

Colaboradores, uma grande parte "funcionam" como descreves, mas tambem se consegue recrutar e manter motivada gente "capaz de criar e desenvolver projectos em equipa"
Tenho 2 empresas (distintas) sediada no Distrito de Setubal ([:p] [:p] ) e tenho conseguido...[:D] [:D] [:D]
 
É uma micro-empresa sim (!!!)[:D] [:D] [:D]
deixo aqui, uma definiçao do que é uma Micro-Empresa, e um PME ....[;)] [;)]

http://www.icep.pt/glossario/PME_Definicao.doc
E lá continuas tu a agarrar-te a pormenores (vê-se mesmo que não és de Direito...)...

As micro, pequenas e médias empresas são definidas em função dos efectivos de que dispõem e do seu volume de negócios ou do seu balanço total anual.
http://europa.eu/scadplus/leg/pt/lvb/n26026.htm

A regra até costuma ser o volume de negócios, mas o que se estava a discutir nem era isso, até porque nem é isso que responde ao autor do post... [:p] [:p] [:p]
 
Contrata depois quem queira trabalhar, dá-lhes melhor vencimento e menos carga horária, que acaba esse problema.

Menos carga horária? Eu é que tenho carga horária...eles ao fim de 8 horas de trabalho têm o dia ganho! E acredita que nesta área é muito difícil encontrar quem queira trabalhar. A minha ideia até era mesmo contratar mais pessoas para tentar fazer uma linha de produção mais optimizada mas é dificil encontrar pessoas.

É por todas estas situações que eu valorizo muito quem trabalha na agricultura desde as 6 da manhã até às 21, 22 horas. Conheço vários casos assim. Bem mas acho que já estou a fugir um pouco ao assunto do tópico.

Conclusão: aumentos salariais sim, mas com a devida moderação.
 
Sabes ricbastos.

O problema deste país é que muita gente tem a seguinte atitude:

"Ah se eu ganhasse bem, trabalhava bem".

Mas ninguém faz por isso. Está toda a gente à espera que lhes façam o trabalhinho todo.

"Ah não estudei porque não tinha condições".

Esta mentalidade é que continua a ser o cancro.

Se se mexessem e fizessem pela vida e deixassem o bla bla bla, a vida melhorava.

Mas como estão à espera de um qualquer decreto, continuarão miseráveis para sempre.

Enquanto o sonho neste país for o empreguinho no Estado, atrás de uma secretária, a fingirem-se de importantes porque trabalham no papel e já não sujam as mãos, com o belo horário das 9h às 17h, no meio da burocracia, isto não vai a lado nenhum.

Mas isto é uma mentalidade que existe há muito. Consolidou-se no Estado Novo (na verdade as primeiras raízes datam da burguesia do séc. XIX) e exponenciou-se no anarco-socialismo posterior.
 
E lá continuas tu a agarrar-te a pormenores (vê-se mesmo que não és de Direito...)...
... [:p] [:p]

Claro que não (!!!) nao se nota ???[:p] [:p]
sou demasiado objectivo, concreto, matematico, empreendedor e racional para,.. ser dessa area .(!!!) [:)] [:)]

PS: Não tenho nada contra advogados/juristas,...tu é que acentuas-te a diferença (!!!) [:D] [:D] [:D]
 
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