Aumentos salariais em Portugal. Sempre a mesma treta...

Não, não vamos.

E mais te digo, matematicamente esta situação (da vossa perda sucessiva de poder de compra) era bastante previsível.

Houve foi poucos com coragem do dizer durante a euforia guterrista das regularizações sucessivas, e da tua política de que as pessoas não são números.

O pior é que são, por muito politicamente incorrecto que isso seja. Cada uma que entrou representa um encargo para toda a vida. Cada ano de aumentos razoáveis com estagnação da produtividade foi também um encargo.

E quando um sistema "financeiro" preparado para 450.000/500.000, chega perto dos 700.000 (aliás, segundo número recentes, se formos contar bem as autarquias, são já quase 800.000) , o futuro não iria ser, certamente, radioso.

A factura algum dia tinha que ser paga [:p]
 
Última edição:
Não, não vamos.

E mais te digo, matematicamente esta situação (da vossa perda sucessiva de poder de compra) era bastante previsível.

Houve foi poucos com coragem do dizer durante a euforia guterrista das regularizações sucessivas, e da tua política de que as pessoas não são números.

O pior é que são, por muito politicamente incorrecto que isso seja. Cada uma que entrou representa um encargo para toda a vida. Cada ano de aumentos razoáveis com estagnação da produtividade foi também um encargo.

E quando um sistema "financeiro" preparado para 450.000/500.000, chega perto dos 700.000, o futuro não iria ser, certamente, radioso.

A factura algum dia tinha que ser paga [:p]
Não, não era previsível, embora fosse desejável por muitos, que foi o que acabou por acontecer...

Mas continua o aumento da despesa e quem não tem culpa irá continuar a "pagar a factura", basta dar uma vista de olhos aqui, e ir acompanhando, para se ter uma noção de que a coisa está a agravar-se todos os dias...
 
Nas minhas contas iriamos ganhar todos se o a despesa pública fosse por um lado, contida para se equilibrar com as receitas.
Por outra, se esse dinheiro fosse canalizado para termos melhor Saúde, Educação, Justiça e outros, em vez de ser absorvida na sua quase totalidade para encargos de funcionamento, ou seja, sustentar os seus servidores. [;)]
 
Nas minhas contas iriamos ganhar todos se o a despesa pública fosse por um lado, contida para se equilibrar com as receitas.
Disseste bem, contida! Vai vendo aqui, durante vários dias, e depois diz-me se achas que está a sê-lo...

Por outra, se esse dinheiro fosse canalizado para termos melhor Saúde, Educação, Justiça e outros, em vez de ser absorvida na sua quase totalidade para encargos de funcionamento, ou seja, sustentar os seus servidores. [;)]
Concordo, mas canalizando mais verbas para estes sectores estás também a "sustentar" (para usar a tua expressão) os respectivos servidores, mas não tens como dar a volta a isso! Queremos ter temos de pagar, "não há almoços grátis"!... [;)]
 
Claro que tem que se pagar.

Agora não se pode é ter um Estado que gasta mais a existir do que a servir o propósito de existir...

Isso é ineficiência, mau aproveitamento de recursos.
 
Mas Pé Leve, o DR é uma das faces visíveis do sistema de funcionamento do Estado.

O tal que nos tem feito gastar os dedos a teclar.

É o retrato perfeito daquilo que tanto defendes. [;)]

E é precisamente por essa completa ineficiência que vale a pena apostar na mudança.

Nota: Realmente no DR há coisas fabulosas. Aquela de atribuir louvores a 2 militares e a seguir retirar 2 louvores. Não sei se foram aos mesmos, mas é sintomático de uma gestão eficiente. [:cool:]
 
Não, não era previsível, embora fosse desejável por muitos, que foi o que acabou por acontecer...

Era perfeitamente previsível, por muito que isso não seja fácil de aceitar.

Desejável não. Ou tu achas que os políticos gostam de ser impopulares? Achas que isso dá-lhes mais votos?

Cortam quando não há nada a fazer.

E o PS nisso é sintomático. Corta quando não há mesmo outra solução, disso podes ter a certeza.

Aconteceu em 83-85. Acontece agora.
 
Mas Pé Leve, o DR é uma das faces visíveis do sistema de funcionamento do Estado.

O tal que nos tem feito gastar os dedos a teclar.

É o retrato perfeito daquilo que tanto defendes. [;)]

E é precisamente por essa completa ineficiência que vale a pena apostar na mudança.

Nota: Realmente no DR há coisas fabulosas. Aquela de atribuir louvores a 2 militares e a seguir retirar 2 louvores. Não sei se foram aos mesmos, mas é sintomático de uma gestão eficiente. [:cool:]
Vai vendo, com mais atenção... ao longo dos dias e tenta ver para além do DR... [:cool:]
 
Era perfeitamente previsível, por muito que isso não seja fácil de aceitar.

Desejável não. Ou tu achas que os políticos gostam de ser impopulares? Achas que isso dá-lhes mais votos?

Cortam quando não há nada a fazer.

E o PS nisso é sintomático. Corta quando não há mesmo outra solução, disso podes ter a certeza.

Aconteceu em 83-85. Acontece agora.
Aconteceu porque as forças de pressão nesse sentido têm trabalhado bem e as contrárias não...
 
As forças de pressão são muito simples.

Estás no €uro e se queres continuar no €uro tens que parar de ter umas finanças públicas deploravel e constantemente miseráveis e começar a gastar o que tens e não o que não tens.

Mas que tu não queres perceber o que estar no €uro significa, isso já nós sabemos.

Aliás, tenho dúvidas que chegues a perceber o que sair do €uro provocaria na nossa economia. É muito difícil perceber isso se nunca se aceitou as regras do jogo.
 
Estive ausente, e só agora vi este topico (!!!):confused: :confused: :confused:

Aumentos salariais para 2008 (???) [:D] [:D] [:D]
ele ontem era a baixa de impostos (!!!), hoje o aumentos dos salarios (!!!)[:p] [:p]

Tenho que reaprender o "mettier" ,.... "como aumentar as despesas e baixar as receitas, e continuar a crescer.[;)] [;)] .........
 
As forças de pressão são muito simples.

Estás no €uro e se queres continuar no €uro tens que parar de ter umas finanças públicas deploravel e constantemente miseráveis e começar a gastar o que tens e não o que não tens.

Mas que tu não queres perceber o que estar no €uro significa, isso já nós sabemos.

Aliás, tenho dúvidas que chegues a perceber o que sair do €uro provocaria na nossa economia. É muito difícil perceber isso se nunca se aceitou as regras do jogo.
André, "nós" já sabemos que o "todo poderoso euro" tem regras de eficácia na gestão das verbas comunitárias. E também sabemos que a gestão criteriosa é importante para sairmos do lodo onde nos colocaram. Sabemos ainda que estamos onde estamos porque houve incompetência na gestão dos diversos "quadros comunitários de apoio" a nosso favor e houve muito gatuno a "abotoar-se" com muitos milhões, para nós pagarmos agora...

Dir-me-ás que de nada adianta, agora, "chorar sobre leite derramado", está feito e não há volta a dar (até haveria se se quizesse mesmo...)! Na verdade é preciso pôr em prática, mesmo, uma estrutura de funcionamento do país que optimize o que há e que ajude a criar o que falta. É preciso produzir, criar riqueza, diminuir encargos com coisas desnecessárias, ou prescindíveis.

Mas isso não é, convenhamos, pôr pessoas no "olho da rua", sobretudo de hoje para amanhã, agravando as crises sociais e o respectivo peso para o Estado, pois, que ninguém duvide, o desemprego tem custos mais elevados do que o "alegado excesso de emprego" que agora está tão na moda defender. Toda a gente tem algo para dar. Toda a gente deve ser obrigada a dar o seu contributo à Sociedade a que pertence e é nesse sentido que devemos ir.

Em vez disso há que fazer a preparação, de forma digna, respeitosa e humana, para que a mudança de gerações se faça tranquilamente, sem sobressaltos nem abrir a porta à possibilidade de regressarmos a outros tempos, ou de a tempos parecidos!...

Isto, meu caro e jovem amigo, mesmo difícil de entender para a tua geração terá de ser percebido, mais tarde ou mais cedo, pois não perceber isto agravará ainda mais o estado em que o nosso país se encontra, não tenhas dúvidas. [;)]
 
Vamos la a ver se nos entendemos e avaliamos a questão da economia nacional de forma madura.

O grande problema não é o que o estado gasta de uma forma geral para manter serviços, para isso servem os impostos que pagamos, a má gestão desses dinheiros e como temos visto o numero crescente de boys, levam a que o que pagamos de impostos seja cada vez mais insuficiente.

Mas o grande problema, dizia, não é o que o estado gasta de uma forma geral, mas antes o que as empresas não gastam (já para não falar das que fogem), o motor de uma economia saudável não pode ser o estado, têm de ser as empresas, elas tem de perceber que quanto mais derem à economia mais recebem em troca e falando especificamente dos salários, estes tem de ser definidos pelas empresas em valores mais altos do que os actuais, é insustentável que todos os anos o estado acorde valores dos aumentos que sendo sempre insuficientes, acabam de servir de medida para o sector privado.

Esta é uma tarefa das empresas, acordar com os sindicatos os valores dos aumentos e depois o estado, em virtude do consequente crescimento económico segue a mesma linha, ora que acontece frequentemente é a empresas encostarem-se ao estado e depois darem aumentos dentro destes valores, isto abranda o crescimento económico do país, as empresas tem um papel importantíssimo no desenvolvimento económico e se elas se retraem, esperando pagar o menos possível ou fazendo pressão junto dos governos para que a "linha mestra" dos aumentos dados pelo estado seja baixa elas próprias perdem bastante com isso, porque acaba por não haver qql retorno.

É já tempo de deixar o estado cumprir e fornecer aos cidadãos o bem estar pago pelos impostos e ás empresas o contribuirem para um clima económico mais favorável, através de melhores vencimentos, investimento e investigação.
 
Voltar
Superior