Boxer
Tarado do Cara?as
Então uma pergunta:
a conduzir, como definiriam um desportivo, se não tivesse conta rotações (em vez disso 3 leds, 2 para regimes intermedios e 1 para o redline) e tivessem tampões nos ouvidos (não ouvissem nadica de nada)?
Tirando assim à partida o maior peso do carro com motor Diesel (em comparação com um idêntico em tudo, mas Otto), tens o facto de o Diesel oferecer maior resistência ao movimento. E como é que se nota isso? A uma velocidade constante e com uma mudança engatada, tiras o pé do acelerador. O Diesel abranda muito mais que o Otto. E isto é muito importante quando se fala de carros desportivos, pois tem impacto em toda a entrega de potência (e na dissipação da mesma).
Outra que se nota bem é a diferença entre o coice nas costas dum turbodiesel e a sua apatia em altas rotações, e a progressividade dum Otto que não desperdiça o rendimento em altas. Num andamento muito rápido, só tens que manter o Otto em altas para ele te dar sempre tudo o que tem. Num Diesel só tens vantagem nos arranques, e aqui as recuperações não se colocam, especialmente se estivermos a falar duma pista e de condutores/pilotos que a conheçam bem: cada curva tem a sua mudança para ser efectuada: o Diesel tem que sair em baixas para ir buscar o binário e o Otto tem que sair com elas "lá em cima".
Logo, se fores de ouvidos tapados e sem um conta-rotações, ao saíres da primeira curva vais perceber se é um Otto ou um Diesel.
E se fores num Otto, sais em altas, esgotas, metes outra mudança e siga.
Se fores num Diesel, para teres a mesma aceleração tens que sair em baixas e não podes puxar tudo sob pena de não aproveitares as baixas (o binário) da mudança seguinte. A faixa de utilização do motor passa a ser mais restrita.