Carros Desportivos a gasoleo, existem???

Carros Desportivos a gasoleo, existem???


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Há carros que andam muito a gasóleo, mas na minha opinião não há desportivos a gasóleo.

Ceteris paribus, para todos os carros a gasóleo que conheço há o mesmo modelo com um motor que envolve mais, puxa mais , soa melhor, enfim... é mais desportivo[:cool:] .
 
neste momento so compra um carro a gasolina quem gosta mesmo muito de carros... (nao tou a falar de 1.2 , 1.4 , 1.6 ..) e isso quer dizer muita coisa.. é porque eles têm qq coisa que falta ao diesel... ou nao seria uma vantagem os consumos do diesel?

o silver por exemplo comprou um S3... com o dinheiro que deu.. ja comprava uns belos "desportivos a diesel" nao?? LOL
 
neste momento so compra um carro a gasolina quem gosta mesmo muito de carros... (nao tou a falar de 1.2 , 1.4 , 1.6 ..) e isso quer dizer muita coisa.. é porque eles têm qq coisa que falta ao diesel... ou nao seria uma vantagem os consumos do diesel?

o silver por exemplo comprou um S3... com o dinheiro que deu.. ja comprava uns belos "desportivos a diesel" nao?? LOL

Bem observado [;)]

Felizmente já tive oportunidade de andar em alguns bons motores otto e acho que não há nada igual.

Mas para ser justo a diferença tem-se encurtado e da-me ideia que há muitas pessoas aqui que não têm essa noção
 
Eu confesso que não defendo este conceito defendido por muitos do que é um desportivo (tipo Ariel Atom).

Para mim um Suzuki swift sport é um desportivo assim como um CTR ou um M3 ou até um 335i
 
A questão deveria ser "o que é um paradigma?" e não "será que há desportivos a diesel?"...

Porque é - simplesmente - uma questão de paradigma. E isso muda com frequência quando o tema é carros.

Quando eu era um miúdo, com os meus 14 ou 15 anos, desportivo era um Escort XR3i de 83 ou Manta 2.0 GTE de 82. Para o paradigma vigente - à data - contavam vários factores; a informação que eu tinha disponível (sendo que esta se resumia a uma ou duas revistas francesas a que tinha acesso e os carros que via na rua) e o facto de serem carros muito mais rápidos que o Opel 1204 lá de casa. Conforto, segurança activa e passiva, comportamento e equipamento de série não contavam para nada. Sendo "desportivos" para a época não são nada hoje que um Ibiza-manco não envergonhe hoje.

Depois, mais tarde, tirei a carta e "desportivo" passou a querer dizer - por força da mudança do belo do paradigma - carro capaz de fazer menos de 9 segundos nos 0 aos 100, menos de 30s nos 0 aos 1000, pesar menos de 1000kgs e recuperar estupida e rapidamente entre os 80-120 em 5a (não havia 6as). Foi a época dos GTis-de-boa-memória e tive vários: 205 1.9, 5 GTT, 309 GTI16, Fiesta RS Turbo; uns mais guiáveis que outros. Tinham 4.000 boas rotações (entre as 2k e as 6k) que davam para aproveitar e tirávamos, com mais ou menos risco de vida, grande prazer da sua condução. Não eram bons - por falta de espaço e por excesso de arestas cortantes no tablier - para a principal actividade da época:namorar, de preferência no pinhal à noite.

Ainda mais tarde, já casado, careca e com filhos, desportivo passou a ser uma coisa que permite ultrapassar uma pickup carregada de repolhos, numa subida, sem acordar os putos nem irritar a mulher, de preferência sem gastar um bidon de combustível no processo. Mudou, pelos vistos, o paradigma outra vez.

Há, no entanto, uma constante que pode ser aproveitada:

A desportividade pode ser medida pela "emoção" que o carro transmite ao condutor e ao facto de determinado carro cumprir com aquilo a que determinado condutor dele exige.

Nesse específico, todos os carros que tive até hoje (e foram muitos) são - para mim - desportivos.

É que nas nossas estradas de hoje (e quando me lembro das estradas dos anos 70) a desportividade - e a caca do paradigma - também muda na proporção inversa da consciência.

Acredito que o tal do paradigma, agora que me apresto a passar para a 2ª -idade-e-meia, vai fazer com que ache que "desportivo" é o carro que eu consiga conduzir com o fato de treino vestido, de preferência sem ser incomodado com dores de costas e bicos-de-papagaio.

Por tudo isto - e respondendo à pergunta inicial - é claro que há desportivos a gasóleo.

Depende do paradigma.[:D]

apr:)

Muito bem escrito!
 
Não sei se alguém disse...mas o AUDI R10 que ganhou Le Mans era o quê? E atenção que sou acérrimo defensor dos OTTO mas que existem desportivos a gasóleo existem![;)]
 
E vai para aí uma GRANDE confusão entre "versões desportivas" de alguns carros (utilitários, pequenos familiares, coupés, etc...), "sports car" (o conceito americano de carro desportivo, que contempla uma vertente mais recreativa e englobando todos os "coupés" e cabrios com mais motor), carros de competição (aqueles que, criados ou não de raíz para uma determinada competição, servem apenas para participar nelas, não sendo na maior parte das vezes sequer homologados para circular nas estradas), e carros desportivos, que são aqueles que, penso eu, este tópico tenta visar.

Basicamente, todo o carro apelidado de desportivo de forma lata que assenta sobre um modelo existente (Civic Type-R, Saxo Cup, M3, Celica GT-4WD, etc...), não é um desportivo. É apenas uma versão "apimentada" de um carro já existente e que, portanto, tem que ser criado com muitas restrições (tem que ter a mesma carroçaria, o mesmo aspecto, partilhar boa parte da mecânica, etc...).

Um "sports car" será todo aquele que, com um "look" mais desportivo, apresenta características de "coupé" ou cabrio (Porsche 911, Ferrari 575M - que é, além do mais, um GT - ou Honda S2000, e por aí).

Um desportivo é um carro que é concebido de raíz para ter excelentes performances e um comportamento dinâmico eficiente e/ou "divertido".
Ou faz um brilharete na pista com voltas rápidas, ou dá um gozo fenomenal de conduzir. Para atingir essas premissas, um desportivo tem que primar, antes de tudo o resto, por um binómio "baixo peso/motor potente", por assim dizer. Logo, dadas as características dos motores Diesel, na altura da concepção de um desportivo haverá sempre uma alternativa Otto mais eficaz e mais leve. Um verdadeiro desportivo irá contemplar essa alternativa. Se não o fizer está a adoptar restrições e, portanto, deixa de ser um desportivo em essência.

É só a minha opinião. Acho que faz algum sentido. Opinem. Divirtam-se [:D]
 
Não sei se alguém disse...mas o AUDI R10 que ganhou Le Mans era o quê? E atenção que sou acérrimo defensor dos OTTO mas que existem desportivos a gasóleo existem![;)]

É um carro de competição. Não é um desportivo. Não foi feito para dar um grande prazer de condução ou para ser um carro de estrada que se porta bem num "track-day". Foi feito para ganhar competições.
 
O R10 ainda é pior que um tractor, é unica e exclusivamente um carro de trabalho. Ninguém anda num R10 para ir passear muito menos para ir comprar tabaco ao café (o que pode ser feito num tractor).
Toda a gente que anda ou trabalha no R 10 está a trabalhar. O que é que isto faz do carro???
 
O R10 ainda é pior que um tractor, é unica e exclusivamente um carro de trabalho. Ninguém anda num R10 para ir passear muito menos para ir comprar tabaco ao café (o que pode ser feito num tractor).
Toda a gente que anda ou trabalha no R 10 está a trabalhar. O que é que isto faz do carro???

Por essa lógica eliminas todos os carros que circulam em pista...inclusive os a gasolina[;)]
E por essa lógica eliminas tb os modelos que sairam das pistas directamente para as estradas!
Eliminas ainda os modelos construidos para estrada apenas para validarem (homologarem) a sua participação nas pistas!!!!
 
Última edição:
A questão deveria ser "o que é um paradigma?" e não "será que há desportivos a diesel?"...

Porque é - simplesmente - uma questão de paradigma. E isso muda com frequência quando o tema é carros.

Quando eu era um miúdo, com os meus 14 ou 15 anos, desportivo era um Escort XR3i de 83 ou Manta 2.0 GTE de 82. Para o paradigma vigente - à data - contavam vários factores; a informação que eu tinha disponível (sendo que esta se resumia a uma ou duas revistas francesas a que tinha acesso e os carros que via na rua) e o facto de serem carros muito mais rápidos que o Opel 1204 lá de casa. Conforto, segurança activa e passiva, comportamento e equipamento de série não contavam para nada. Sendo "desportivos" para a época não são nada hoje que um Ibiza-manco não envergonhe hoje.

Depois, mais tarde, tirei a carta e "desportivo" passou a querer dizer - por força da mudança do belo do paradigma - carro capaz de fazer menos de 9 segundos nos 0 aos 100, menos de 30s nos 0 aos 1000, pesar menos de 1000kgs e recuperar estupida e rapidamente entre os 80-120 em 5a (não havia 6as). Foi a época dos GTis-de-boa-memória e tive vários: 205 1.9, 5 GTT, 309 GTI16, Fiesta RS Turbo; uns mais guiáveis que outros. Tinham 4.000 boas rotações (entre as 2k e as 6k) que davam para aproveitar e tirávamos, com mais ou menos risco de vida, grande prazer da sua condução. Não eram bons - por falta de espaço e por excesso de arestas cortantes no tablier - para a principal actividade da época:namorar, de preferência no pinhal à noite.

Ainda mais tarde, já casado, careca e com filhos, desportivo passou a ser uma coisa que permite ultrapassar uma pickup carregada de repolhos, numa subida, sem acordar os putos nem irritar a mulher, de preferência sem gastar um bidon de combustível no processo. Mudou, pelos vistos, o paradigma outra vez.

Há, no entanto, uma constante que pode ser aproveitada:

A desportividade pode ser medida pela "emoção" que o carro transmite ao condutor e ao facto de determinado carro cumprir com aquilo a que determinado condutor dele exige.

Nesse específico, todos os carros que tive até hoje (e foram muitos) são - para mim - desportivos.

É que nas nossas estradas de hoje (e quando me lembro das estradas dos anos 70) a desportividade - e a caca do paradigma - também muda na proporção inversa da consciência.

Acredito que o tal do paradigma, agora que me apresto a passar para a 2ª -idade-e-meia, vai fazer com que ache que "desportivo" é o carro que eu consiga conduzir com o fato de treino vestido, de preferência sem ser incomodado com dores de costas e bicos-de-papagaio.

Por tudo isto - e respondendo à pergunta inicial - é claro que há desportivos a gasóleo.

Depende do paradigma.[:D]
É isso é. :)
 
Por essa lógica eliminas todos os carros que circulam em pista...inclusive os a gasolina[;)]
E por essa lógica eliminas tb os modelos que sairam das pistas directamente para as estradas!
Eliminas ainda os modelos construidos para estrada apenas para validarem (homologarem) a sua participação nas pistas!!!!

Sim. São de corrida = são de trabalho.[:D]
Não. Sofrem adpatações para circular na estrada
Não. São construidos para uso civil, o que fazem com eles não me interessa.

De qualquer forma o R10 não tem nenhuma versão de estrada.
 
Sim. São de corrida = são de trabalho.[:D]
Não. Sofrem adpatações para circular na estrada
Não. São construidos para uso civil, o que fazem com eles não me interessa.

De qualquer forma o R10 não tem nenhuma versão de estrada.

Oh! Isso já é má vontade![:D] [;)]
 
Mais de 50%.......
Não acho que "os diesel são o suprasumo da tecnologia de construção de motores, que nada é melhor que o pontapé do turbo a entrar e que até os F1 deviam queimar gasoleo." Só ha pouco tempo começara a sua evolução. Acho é que não podemos chamar a um Megane RS dci ou um Seat FR TDI ou um futuro R8 TDI familiares ou carros de passeio.....


O Megane RSdci e um Seat Ibiza TDI tem razao nao sao carros de passeio, sao mais antes carros de trabalho[;)]

cumps
 
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